O esquema nigeriano

A essa altura todo mundo já ouviu falar do “esquema nigeriano”, um conto do vigário que age por e-mail.

Um sujeito diz que tem alguns milhões de dólares para receber, numa operação financeira complicadíssima, e diz que precisa de sua ajuda. Em troca, você ganha uma pequena fortuna. Então você dá seus dados bancários e eles limpam sua conta. Algumas pessoas se divertem levando a troca de e-mail às últimas conseqüências, se divertindo às custas dos malandros; outras simplesmente caem na conversa e entram pelo cano.

É o caso de 171 clássico: alguém lhe promete uma vantagem pouco ou nada lícita por estar em situação desfavorável, você acredita e acaba sendo enganado.

O curioso é que, mesmo nas poucas aulas de direito que eu freqüentava, defendia a descriminação desse tipo específico de estelionato, ou pelo menos mais simpatia dos juízes. Há vários e vários tipos de golpes, a maioria dos quais injustificável. Mas, para mim, quando alguém se ferra achando que está tirando vantagem de alguém em dificuldades, essa pessoa deve simplesmente tomar seu prejuízo calada e aprender a ser um pouco mais ética.

É como diz o ditado: “você não consegue enganar um homem honesto”. A vítima desse tipo de estelionato não é uma pessoa honesta. É apenas um malandro burro.

E um dos Princípios de Rafael reza que você pode nascer mau-caráter ou burro, nunca os dois ao mesmo tempo.

5 thoughts on “O esquema nigeriano

  1. Olá Rafael! Mas que coisa! Será que tem gente que é enganado fácil assim? Digo isso porque nem quando alguém telefona enganado aqui em casa e pede pra confirmar o número da linha, eu confirmo, imagina fornecer os dados da conta bancária! É no mínimo engraçado! Tchau amigo … até mais!

  2. As vezes eu acho impossivel que alguém caia nesse tipo de coisa. Mas se os “malandros burros” não desistem, deve dar certo

  3. Porra!!
    Então eu sou honesto! (rs)
    E definitivamente estou na profissão errada.
    Eu tinha 16 e esperava pra entrar na agencia da caixa no centro de osasco, e alguem “achou” um relogio no chão, me cutucando perguntando se não era meu, quando outro chegou querendo nos “presentear” por ter “achado” seu relógio (pô, mas eu não tinha “achado” nada).
    Não caí. Eu era novo (pra mim eu era), mas não caí.
    E agora vc faz com que eu me reencontre com minha honestidade.
    Estava no caminho errado e você me salvou.
    Aleluia!!

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