Yankees go home

Eu escrevi um post sobre o “cadastramento” dos americanos nos aeroportos brasileiros e apaguei. Depois, quando vi o branquelo Colin Powell reclamando do Brasil ousar se considerar igual aos EUA, pensei em escrever novamente, mas achei que já tinha tanta gente falando do assunto que não valia a pena.

Um artigo do Elio Gaspari que eu botei na cabeça que vi no blog da Mônica Japiassú, mas que foi no da Suraya, deixa as coisas bem claras. Assumir uma postura de igualdade é o mínimo que um país que se respeite pode fazer. A postura do Brasil é um exemplo simples de vergonha na cara.

Há só duas questões a serem levantadas nesse imbroglio todo.

O primeiro é reconhecer que não há muitos casos de americanos tentando imigrar legalmente para o Brasil. E essa é a verdadeira razão para o fichamento lá. O procedimento brasileiro é justo, mas é retaliação.

O segundo é a sensação de invenção da roda que de repente acometeu os governistas. É como se só a partir de agora o Brasil começasse a assumir uma postura soberana no cenário internacional.

A postura do governo Lula é praticamente irrepreensível. Em discurso e em atitudes, tem mostrado que o Brasil é um país que se acha digno desse nome.

Mas essa atitude, digamos, orgulhosa, não começou agora. Estão esquecendo que no governo passado houve pelo menos três momentos em que o Brasil se recusou a baixar a cabeça: o caso da disputa Embraer x Bombardier, o caso da carne com o Canadá e a batalha do Ministério da Saúde em torno das patentes dos remédios contra a Aids.

O Governo Lula tem pontos positivos em número suficiente para não precisar subestimar as conquistas do governo FHC. Até porque, em tantos aspectos, é bem parecido com ele.

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