Da arte de mungir

Aos 11 anos tentei aprender a ordenhar uma vaca.

Não consegui. Aquilo era magia, só podia ser. Boa magia, por um bom mágico.

O tempo passou e aprendi a fazer tudo o que não sabia naquela época. Aprendi a cavalgar sem sela, a empinar um cavalo, tive força para poder encilhá-lo. Aprendi que quando venta não vem chuva.

Mas nunca mais tentei ordenhar uma vaca.

Agora resolvi esquecer que era incapaz de aprender. Troquei 10 palavras com o vaqueiro, ele ordenhou no ar uma teta imaginária — e então, na primeira tentativa, eu estava ordenhando uma vaca pela primeira vez em minha vida, enchendo de leite o meu próprio copo.

Algo aconteceu nesses 22 anos.

E nessas horas, é preciso dar o crédito a quem de direito.

A todas as minhas namoradas, mesmo as já esquecidas, o meu muito obrigado.

7 thoughts on “Da arte de mungir

  1. Olá Rafael! Eu sei que já é tarde para se desejar uma Feliz Páscoa, mas … Feliz Páscoa para sua família e para você! Até mais…

  2. Ordenhar uma vaca: taí uma coisa que nunca tive coragem de tentar, embora morresse de curiosidade… Se essa teoria sua é válida, será que ela pode ser estendida para.. bem, deixa pra lá. Uma hora dessas eu tento, e dou os créditos, se for o caso… 😛

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