Provocação na Cuba dos outros

Ah, a notícia é uma delícia para não ser comentada.

Os Estados Unidos, que fazem de um buraco como Cuba a grande pedra no seu sapato evangelista do tipo “vamos enfiar democracia por suas goelas abaixo, quer você queira, quer não queira”, colocou em sua representação diplomática na ilha um outdoor com motivos de Natal que formam o número 75 — o número de dissidentes presos pelo regime castrista em 2003.

Cuba, claro, não gostou — você gostaria se isso fosse no seu país? — e exigiu que os EUA retirassem o outdoor. Obviamente, os cowboys fizeram ouvidos de mercador. Cuba se irritou e avisou que haveria conseqüências.

Oh, disseram os americanos, eles estão nos ameaçando! Secretamente parecem ter dado graças a Deus; o governo Bush é o mais hostil a Cuba em toda a história, e talvez isso fosse um bom motivo para criar caso.

A represália cubana, no entanto, foi digna do Prêmio Berzoini de Crueldade: os cubanos colocaram o seu próprio outdoor em frente à representação americana, com cenas de tortura em Abu Ghraib, uma suástica e uma frase: “Fascistas”.

Digam o que quiserem do bom e velho Fidel. Reclamem o quanto for, e até mesmo eu tenho algumas restrições ao sujeito. Mas que ele é uma figura, ah, isso ele é.

Link (via Boing Boing)

9 thoughts on “Provocação na Cuba dos outros

  1. Sabe o que esse post me inspirou? A seguinte frase, dedicada a todos os humanos que se arrastam pela crosta terrestre colados ao solo pela força da gravidade: entre mortos e feridos, todos se foderam. E todos merecem.

  2. Simplesmente esclarecedor. São uns fascistas mesmo. Aliás, o fascismo parece que deu frutos tardios.

  3. Fidel é massa sim. es un hombre de verdade 😉 coisa que poucos americanos sabem ser. Hemingway é uma pobreza só.

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