27 thoughts on “Das leis dos blogs

  1. Eu ainda não consigo lidar muito com xingamentos nos comentários. Isso q os meus não chegam NEM perto do q rola nos teus. No máááximo um ex-com-dor-de-cotovelo querendo me atingir. E geralmente atinge.

  2. Primeiro a comentar? Parece jogada ensaiada.

    São um tanto canhestros estes elogios, mas é claro que concordo contigo.

    Acabo de responder um e-mail de uma amiga muito preocupada e carinhosa que me sugeria a deleção do post. O principal: “Acho que as ofensas dizem mais sobre quem ofende do que sobre o ofendido. Sinceramente, acho até bom que fique registrado. Assim, a gente vê logo quem é quem. Não vou deletar nada.”

    Grande abraço, Rafael.

  3. Sim, você está certo. O que não faltam são xingamentos de esquerdinhas nos comentários das caixas wunderblogs. Quantidade muito maior do que desses bloguinhos aí. Elogios melhores impossível.

    Abraços.

  4. Rafael, eu nunca havia lido antes o blog Nibelunga, logo abstenho-me de tentar entender o que ele quis dizer. Agora, esse tipo de foto, é simplesmente o retrato da realidade, de uma cena que você teria visto se estivesse lá. No máximo dá pra discutir o que levou o fotógrafo a registrar justamente aquela imagem, mas, até isso é irrelevante, vez que, sendo uma visão da realidade, o que interessa é o que VOCÊ ESTÁ VENDO.

    Logo, deixo o mesmo comentário que deixei lá:

    Sem paciência para ler todos os comentários… Mas, ah, fala sério… Onde é que está o racismo da foto em sí mesma!? Tudo que eu ví, foi uma das centenas de fotos que tiram de africanos com a intenção de demonstrar sutil melancolia, profundidade humana e dignidade, isso apesar do estado de pobreza desumana.

    Um garoto razoávelmente “arrumadinho” apesar da miséria que o cerca (o que revela fibra moral), com cara de revolta pelo estado de coisas, que cuida de um macaquinho como se fôsse gente (tavez aí sim uma mensagem subliminar de “olha, eu cuido de um macaco feito gente e vcs não cuidam de mim”). Em troca de seus cuidados o babuíno (é um babuíno, não?), uma espécie naturalmente agressiva e carnívora, devolve com sutil afeto pousando a pata sobre os joelhos do garoto.

    Agora, o que ninguém viu, é que o babuíno está acorrentado, e que toda essa bondade do garoto é no fundo crueldade em não deixar o bichinho livre. Opressão sob a aura de bondade!!! hehehhe

  5. Roger,

    É, o sujeito é até arrumadinho, dentro das condições africanas.

    Mas ele é arrumadinho porque é um miliciano, provavelmente na Libéria. Aquele sujeito vive de matar outros, geralmente de formas pouco misericordiosas.

    O babuíno da foto não é um animal de estimação, nem é tratado com carinho pelo seu dono porque os dois são camaradas. É um animal usado pelas milícias para proteção e ataque, como um playboy do Rio usaria um pitbull. Babuínos são tudo, menos amigáveis.

    Isso não é questão de “olhar”, é um fato puro e simples. Você tem razão, a foto, em si, não é racista.

    Agora, o Milton não perguntou se você publicaria aquela foto. Perguntou se você publicaria aquele post. E o post tem um título. Para cair uma linguagem de intelectual que meus erros de português não permitem que eu use, é o título quem dirige o olhar. É ele que condiciona a maneira como você interpreta o que vê. Se, em vez de um velho slogan anti-racista usado para dar um tom irônico e witty, o título fosse “Assassino”, a foto que você veria seria outra, completamente diferente.

    Negar o racismo inerente àquele post é bobagem. É algo tão óbvio que boa parte dos argumentos a favor dele nos comentários do Milton se concentra exclusivamente na foto, ignorando o título, e tenta tirá-la de qualquer contexto, levando a discussão para o campo puramente estético, porque um objeto isolado pode ser o que a gente quiser que seja. Acho uma postura desonesta — mas principalmente vazia. Pior: essa postura tem acontecido apenas nos melhores casos. Nos piores a coisa desce simplesmente para o xingamento.

    De qualquer forma, eu não escrevi especificamente sobre o wunderpost ou a foto. Foi sobre a reação na caixa de comentários do Milton, sobre a matilha que desceu a lenha no sujeito. Comportamento curioso. Analogamente, gente que eu não sabia que lia o meu blog não demorou a deixar seus elogios aqui. Fico aqui imaginando o grupo observando atentamente a blogosfera (“Um foco de insurreição no setor B1, sir!”) e mandando suas tropas ao ataque imediatamente. Engraçado, vai dizer?

  6. VI o post e os comentários ontem no blog do Milton não comentei, mesmo porque nunca o faço, mas vejo que além de você Rafa muita gente sofre com alguns comentários no blog, eu deletaria todos, simples assim.

  7. Ué, Rafael, mas tb não foi isso também de “atacar em matilha” q vcs fizeram com o post da Nibelunga? Algum patrulheiro deu o alarme, e logo todos os progressistas bonzinhos sairam furiosos pra linchar a wunderblog nazista.

  8. Rafa, não sabia que a frase era de um slogan anti-racista – isso muda tudo. Aí até concordo, pois vendo a foto, um simples “não se meta com meu amigo” diante da cara do garoto que encara com olhar de raiva o fotógrafo, não me pareceu nada demais.
    Abraços

  9. A menina usa um slogan ANTI-racista no post e o sujeito deduz daí que se trata, obviamente, de racismo. Realmente, é possível que ela estivesse ironizando os movimentos que adotaram-no. Ou não. Eu posso tirar tantas interpretações daí quanto da foto. Não se trata de subjetivismo esguio, o sentido do conjunto é profundamente ambíguo. E se ela estivesse ironizando o racismo mesmo? Quem não acha triste a situação do sujeito na foto? Um coitado assassino pode parecer a alguns (e admito, não a mim) algo digno de pena pela condição do negro na áfrica do que algo insultuoso. Mas é mais fácil e divertido crucificar, não é, Rafael?

  10. Sem falar na provável referência à “Canção dos Nibelungos” (Das Nibelunglied), poema épico germânico cujo herói Siegfried era comparado à Hitler pela propaganda nazista. Sujestivo, não?

  11. Cláudio Cordeiro: você está redondamente enganado. É só comparar a caixa de comentários da Nibelunga com a do Milton Ribeiro. Enquanto na primeira só se vê praticamente os amigos comentando, na segunda houve sim uma invasão de gente bárbara usando do mais baixo nível para agredir o Milton.

    A única palavra mais forte que o Milton usou contra ela foi “cruel”. O Smart Shade of Blue, nem isso. O que foi suficiente para, no post seguinte, ela dizer que seus críticos eram “a APAE”.

    Antônio Campos: a própria Nibelunga se absteve de comentar qual, afinal, era o sentido do post. Leia com atenção a argumentação do Rafael. É claríssimo o sentido racista do post.

    Se eu tivesse visto o post primeiro e sacado isso, nem teria falado nada, afinal já disse em meu próprio blog que não quero mais amplificar a voz desse pessoal. Mas o Milton está no direito de chiar — a piadinha era para “iniciados”, e eles acham que só eles mesmos é que entendem piadas escritas em francês…

  12. Marcus Pessoa: a diferença pra mim é só q os “detratores” da Nibelunga foram covardões e preferiram falar longe dela nos próprios blogs, chamando ela de racista pelas costas,ao invés de ir no blog dela perguntar o q ela realmente quis dizer com o post….. enquanto os q sairam em defesa dela tiveram peito de ir atrás da canalha patrulhadora nos proprios blogs deles. Portanto vcs “progressistas do bem” atacaram de matilha sim senhor, com a diferença de q fizeram tudo escondidinhos nos seus proprios bunkers. E uma pergunta: tem tanta diferença assim entre ofender diretamente uma pessoa e insinuar calúnias dessa maneira rasteira como fizeram o Milton e o Smart? Pra mim pessoalmente a segunda alternativa é bem pior……..

  13. Cláudio, a partir de suas palavras:

    os “detratores” da Nibelunga foram covardões e preferiram falar longe dela nos próprios blogs,

    A isso, até prova em contrário, se chama liberdade de expressão. A Nibelunga achou engraçado a idéia do post. Publicou. Outros acharam racista e de mau gosto. Publicaram essa opinião. E como eu já disse aqui algumas vezes, acho mais justo dizer o que se quer na sua própria casa que invadir as dos outros pra isso. Como diriam os wunders, so what?

    chamando ela de racista pelas costas,

    O Milton deu o link abertamente, deixou clara sua opinião, e ninguém na blogoseira (pago depois, Smart) nega que esse é o “procedimento eticamente correto”. Você pode discordar dele, descer a lenha nas suas palavras, mas não chamá-lo de covarde. Isso não é falar pelas costas, porque ela saberia quem a linkou. A não ser que você espere que qualquer pessoa que discorde de um post se sinta na obrigação de mandar um e-mail avisando previamente. E aí já é um pouco demais. De antemão deixa eu dizer que, pelo menos comigo, não precisam fazer isso. Eu gosto do bafafá. E gosto de algumas músicas do Autoramas: eu sou um sujeito bem-humorado, quando não tô com fome.

    ao invés de ir no blog dela perguntar o q ela realmente quis dizer com o post…

    Por quê? As pessoas têm blogs, em geral, porque querem dar sua opinião. É o espaço delas. Não precisam de permissão para isso, o que aliás seria uma idéia muito pouco liberal. Um blog público está sujeito a despertar opiniões contrárias, é o preço que se paga pelo direito de expressar sua opinião livremente. Fingir que não se compreende isso é hipocrisia. Eu, pelo menos, prefiro que me xinguem em seus blogs do que virem aqui me dizer desaforo. Dá trabalho apagar comentários, ignorar é mais fácil.

    enquanto os q sairam em defesa dela tiveram peito de ir atrás da canalha patrulhadora nos proprios blogs deles.

    Como as patrulhas da Polícia Militar fazem nos morros, né? Vão atrás daqueles traficantes safados em seus cafofos. Glória nacional.

    Portanto vcs “progressistas do bem” atacaram de matilha sim senhor, com a diferença de q fizeram tudo escondidinhos nos seus proprios bunkers.

    Escondidinhos? Bem, se eu tô incluído aí, eu não falei exatamente do post da Nibelunga, a não ser mais tarde, diante de comentários doces e ponderados — e acho que os defensores do post não tiveram coragem de dizer “é, o post é racista, mas achamos engraçado e dane-se quem não gostar” (dizer agora não vale). Direito, aliás, não contestado por ninguém. Falei da histeria nos comentários do Milton, que foi o que realmente me interessou porque conheço bem o comportamento. De qualquer forma, eu sugeriria visitar os wunderblogs agora. Pelo que me mostraram — e nunca visitei tantos wunderblogs em tão pouco espaço de tempo — eles arranjaram assunto para uma semana. “Escondidinhos no próprio bunker”, de acordo com o seu conceito, ou “exercendo o direito de liberdade de expressão”, de acordo com o que parece ser o do Milton. Você escolhe.

    PS: Comentários neste blog, com exceção de alguns previamente autorizados, só serão liberados amanhã pela manhã (desde que não xinguem minha mãe, claro). Eu preciso dormir. 🙂

  14. O que realmente me deixa pasmo é a cara de pau de gente como Claudio Cordeiro.

    Um wunderblogger chegou a ponto de reproduzir em seu blog um post inteiro meu, com respectivos comentários, e transformou o post em uma temporada de caça ao SSoB.

    Isto porque ficou ofendidinho com uma atitude minha em relação não a ele mesmo, mas a um amigo dele. Que foi a de censurar um comentário onde, pra variar, o cara resolvia me xingar. Como se os Wunderbloggers nunca tivessem apagado ou distorcido um comentário na vida.

    E depois eu é que sou o covarde…

  15. Essa briga toda é ridícula, eu sei, mas alguém há de negar que é engraçado demais? Bem, talvez apenas os envolvidos não achem graça… Mas, eu sou brasileiro e gosto de novela! heheheeh O que seria da blogosfera sem um arranca-rabo vez por outra?

    Sem falar que essa “polarização” ou pseudo-polarização “direita x esquerda” não é coisa que se via do conforto do seu lar antigamente… Para um país sem debate ideológico verdadeiro (ô frase vagabunda de tão clichê), mesmo não saindo dessas superficialidades tolinhas de xingar a mãe, ainda assim, é algo interessante. E vejo tudo tomando café e comendo pão com manteiga logo pela manhã.

    Em pensar que eu não dava muita bola pra internet antigamente…

    Ah, mas afinal, a Nibelunga é negra ou não é? – Desfecho perfeito para a história -, no fim de tudo ela seria uma negra racista!, ou apenas quis fazer uma piada que ninguém entendeu… Nem ela talvez. hehehe

    Please, please, preciso saber o final da história! hehehhe 😉

  16. “chamando ela de racista pelas costas”.
    Deixei dois comentários no blog dela, nos comentários daquele post “sou popular na internet”. e nem quis ser agressivo, em resumo só disse que a interpretação de racismo era possível, e que bastava ela se explicar. Foi o suficiente para receber um “não escreva mais aqui”. então tem que ser pelas costas mesmo, fazer o que?

  17. Falando de negros racistas, lembrei de uma história:

    Nunca fiquei com uma mulher negra, nem mesmo mulata. Só brancas e orientais. Não, eu não sou racista – inclusive as acho lindas. Elas é que parecem não gostar da minha cara branca. hehehe

    Pois bem, nos tempos de faculdade conheci uma negra linda, negra mesmo, linda mesmo. Deus!, que boca, que sorriso, que rosto, que peitos, que cintura, que bunda, que… Bem, deixa pra lá, senão faltarão “quês”.

    Éramos muito amigos (não bastava ser linda, meu santo ainda tinha que bater com o dela), mas eu tentava inutilmente conquistá-la. Foram muitas tentativas, muitas mesmo, e nada. A situação era desesperadora. Mas como?! – eu pensava -, tem tanta mulher atrás de mim (bons tempos…) e logo essa não quer nada comigo?!

    Um dia, numa festa, fiz a última tentativa. Levei um não retumbante como de costume:

    Você é racista! – respondi de sopetão.

    Ela me olhou com espanto, como se fosse impossível um negro ser racista.

    “Bom, eu realmente não gosto de brancos, não sei nem como ficamos amigos. Mas, racista… Não seja ridículo.”

    Nesse momento puxei da memória que ela torcia o nariz pra tudo que chamava de “babaquices desses branquelos burgueses”, e olha que para ela até o jeito de um branco respirar era babaquice de branquelo burguês. Lembrei que eu realmente era seu único amigo branco, e de todos os absurdos que ela dizia e fazia em nome de uma suposta “luta por dignidade”. Lembrei também de um monte de outras coisas.

    Foi brochante, me desencantei na hora. Sim, eu estava enchergando só o lado bom dela – e ela tinha muitas qualidades-, mas também tinha um lado ruim: era uma racista! E isso conduzia seu pensamento e a impedia de ver a realidade.

  18. Cláudio Cordeiro: apenas para complementar o comentário do Rafael (que subscrevo integralmente), quero esclarecer que apontar uma piada racista (e ela era isso, sem dúvida) não é calúnia, uma vez que calúnia é, segundo o Código Penal, “falsa imputação de crime”.

    Não só a imputação não é falsa como fazer piada racista não é crime. Crime é ofender alguém por questão racial (injúria qualificada) e praticar algum ato concreto de discriminação.

  19. Penso que toda piada é por principio politicamente incorreta. Brinca com conceitos “perigosos” como raça, inteligência, sexualidade e outras mis características de grupos específicos (negros, portugueses, gays, mulheres, etc). A diferença é que algumas pessoas desses grupos relevam e até acham graça, enquanto outras não. Umas se ofendem e outras não. Sempre será assim. Sempre haverá uma “voz discordante” (quiçá, beligerante) no meio da multidão. Quem lida com o humor sabe muito bem os riscos que corre e duvido que a Nibelunga não tenha levado isso em conta ao postar aquela foto. Mas eu não a julgo e nem me importo com o seu suposto “racismo”.
    Diante de uma piada que de alguma forma me ofende ou irrita, o máximo que faço é ignorá-la. Acho que o silêncio do desprezo é a melhor forma de acabar com esse tipo de provocação ou humor grotesto. Se eu curto humor-negro e politicamente incorreto? Sim, porque geralmente são essa as piadas que mais nos fazem rir, mas admito que não é nada agradável para aqueles que são as eternas vítimas desse tipo de humor (o ser humano é cruel por natureza). Mas o que choca mesmo é ver as pessoas se rebaixando ao nível de “barraqueiros profissionais”, invadindo e xingando blogueiros e outros comentaristas por motivo de simples divergências de opinião. Como se o ato de xingar resolvesse alguma coisa. :

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