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	<title>Comments on: Os vagalumes que não acendem o rabo</title>
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	<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 10:44:40 +0000</pubDate>
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		<title>By: Lucia Malla</title>
		<link>http://www.rafael.galvao.org/2007/02/os-vagalumes-que-nao-acendem-o-rabo/#comment-13077</link>
		<dc:creator>Lucia Malla</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Mar 2007 23:36:49 +0000</pubDate>
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		<description>Eu sou filhote dessa geração vagalumiante, mas ainda bem que eu tive uma mãe mais "iluminada" que o inseto pisca-pisca abastecendo as estantes de casa com livros mais interessantes e educativos. Pq se dependesse só da escola... ixe, tava no sal.
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		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sou filhote dessa geração vagalumiante, mas ainda bem que eu tive uma mãe mais &#8220;iluminada&#8221; que o inseto pisca-pisca abastecendo as estantes de casa com livros mais interessantes e educativos. Pq se dependesse só da escola&#8230; ixe, tava no sal.</p>
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		<title>By: Cris</title>
		<link>http://www.rafael.galvao.org/2007/02/os-vagalumes-que-nao-acendem-o-rabo/#comment-13076</link>
		<dc:creator>Cris</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 11 Mar 2007 13:19:44 +0000</pubDate>
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		<description>Li toda a referida coleção, já que eram de leitura obrigatória. Fizemos inclusive peças de teatro baseadas em alguns desses livros. Eu gostava. Mas isso não me, digamos, deseducou. Não tenho antipatia pela série, nem me arrependo de tê-la lido.É um bom parâmetro. Mas Asimov é que devia ser obrigatório para adolescentes.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Li toda a referida coleção, já que eram de leitura obrigatória. Fizemos inclusive peças de teatro baseadas em alguns desses livros. Eu gostava. Mas isso não me, digamos, deseducou. Não tenho antipatia pela série, nem me arrependo de tê-la lido.É um bom parâmetro. Mas Asimov é que devia ser obrigatório para adolescentes.</p>
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		<title>By: Cris</title>
		<link>http://www.rafael.galvao.org/2007/02/os-vagalumes-que-nao-acendem-o-rabo/#comment-13075</link>
		<dc:creator>Cris</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 11 Mar 2007 13:19:00 +0000</pubDate>
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		<description>Li toda a referida coleção, já que eram de leitura obrigatória. Fizemos inclusive peças de teatro baseadas em alguns desses livros. Eu gostava. Mas isso não me, digamos, deseducou. Não tenho antipatia pela série, nem me arrependo de tê-la lido.É um bom parâmetro. Mas Asimov é que devia ser obrigatório para adolescentes.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Li toda a referida coleção, já que eram de leitura obrigatória. Fizemos inclusive peças de teatro baseadas em alguns desses livros. Eu gostava. Mas isso não me, digamos, deseducou. Não tenho antipatia pela série, nem me arrependo de tê-la lido.É um bom parâmetro. Mas Asimov é que devia ser obrigatório para adolescentes.</p>
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		<title>By: Carolina Mendes</title>
		<link>http://www.rafael.galvao.org/2007/02/os-vagalumes-que-nao-acendem-o-rabo/#comment-13074</link>
		<dc:creator>Carolina Mendes</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Mar 2007 22:11:09 +0000</pubDate>
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		<description>Pode sim, Linha!
Beijão!
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		<content:encoded><![CDATA[<p>Pode sim, Linha!<br />
Beijão!</p>
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		<title>By: Helena</title>
		<link>http://www.rafael.galvao.org/2007/02/os-vagalumes-que-nao-acendem-o-rabo/#comment-13073</link>
		<dc:creator>Helena</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Mar 2007 12:57:56 +0000</pubDate>
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		<description>Ui, coleção Vagalume na escola é dose. Me livrei dessa, apesar de ter lido varios que não lembro o titulo nem a historia.

Engraçado esse problema com Machado se Assis, que concordo é facil de ler: claro, bem escrito, sem frescura.

Gostei muito do comentario do Elton.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ui, coleção Vagalume na escola é dose. Me livrei dessa, apesar de ter lido varios que não lembro o titulo nem a historia.</p>
<p>Engraçado esse problema com Machado se Assis, que concordo é facil de ler: claro, bem escrito, sem frescura.</p>
<p>Gostei muito do comentario do Elton.</p>
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		<title>By: Linha</title>
		<link>http://www.rafael.galvao.org/2007/02/os-vagalumes-que-nao-acendem-o-rabo/#comment-13072</link>
		<dc:creator>Linha</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Mar 2007 07:29:53 +0000</pubDate>
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		<description>Lembrei de um episódio da infância:
No primário, uma professora lá pediu pra ler um livro chamado "O Caranguejo Bola" (falo o nome pra ninguém cair na besteira de comprar pro filho caso esse atentado ainda exista). Lembro perfeitamente de já ter achado um lixo na época (e li em uns 20 minutos, enquanto as outras crianças semi-analfabetizadas penaram por meses). Além de ser má, muito má ""literatura"", a cultíssima autora passou o livro inteiro chamando o tal do caranguejo de "molusco". Na época, eu ainda não conhecia essas classificações do reino animal, mas tive a imensa sorte de ter pais biólogos (e leitores compulsivos, como eu) que evitaram que eu absorvesse essa pérola da incultura. (Mas magoa-me que a minha mãe não tenha ido reclamar à diretoria imediatamente. É o que eu faria, se o filho fosse meu.)
Nesse caso, quem é mais culpado? A autora ignorante e desinteressada de pesquisa, do tipo eu-estudei-na-escola-da-vida-e-juntei-dinheiro-para-poder-publicar-meu-livro ou a professora que COMPROU o livro, LEU, enxugou aquela lagriminha de emoção e o incluiu no currículo de suas aulas de língua portuguesa - lembrando que no primário a mesma professora também dá todas as outras aulas, inclusive as de ciências?

Arre! Sem defender a coleção vagalume, que é de fato subliteratura do tipo "não quero pensar hoje", pelo menos dá pra dizer que foi a editora quem pagou aos autores, não o contrário. E quem publica livros sabe do que estou falando.

(comentário bagunçado da porra. São 7h30 da matina e não preguei o olho ainda. É que nem estar bêbada, mas sem o bafo de cachaça)
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lembrei de um episódio da infância:<br />
No primário, uma professora lá pediu pra ler um livro chamado &#8220;O Caranguejo Bola&#8221; (falo o nome pra ninguém cair na besteira de comprar pro filho caso esse atentado ainda exista). Lembro perfeitamente de já ter achado um lixo na época (e li em uns 20 minutos, enquanto as outras crianças semi-analfabetizadas penaram por meses). Além de ser má, muito má &#8220;&#8221;literatura&#8221;", a cultíssima autora passou o livro inteiro chamando o tal do caranguejo de &#8220;molusco&#8221;. Na época, eu ainda não conhecia essas classificações do reino animal, mas tive a imensa sorte de ter pais biólogos (e leitores compulsivos, como eu) que evitaram que eu absorvesse essa pérola da incultura. (Mas magoa-me que a minha mãe não tenha ido reclamar à diretoria imediatamente. É o que eu faria, se o filho fosse meu.)<br />
Nesse caso, quem é mais culpado? A autora ignorante e desinteressada de pesquisa, do tipo eu-estudei-na-escola-da-vida-e-juntei-dinheiro-para-poder-publicar-meu-livro ou a professora que COMPROU o livro, LEU, enxugou aquela lagriminha de emoção e o incluiu no currículo de suas aulas de língua portuguesa - lembrando que no primário a mesma professora também dá todas as outras aulas, inclusive as de ciências?</p>
<p>Arre! Sem defender a coleção vagalume, que é de fato subliteratura do tipo &#8220;não quero pensar hoje&#8221;, pelo menos dá pra dizer que foi a editora quem pagou aos autores, não o contrário. E quem publica livros sabe do que estou falando.</p>
<p>(comentário bagunçado da porra. São 7h30 da matina e não preguei o olho ainda. É que nem estar bêbada, mas sem o bafo de cachaça)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>By: Linha</title>
		<link>http://www.rafael.galvao.org/2007/02/os-vagalumes-que-nao-acendem-o-rabo/#comment-13071</link>
		<dc:creator>Linha</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Mar 2007 07:15:41 +0000</pubDate>
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		<description>"Pode-se tirar proveito de livros ruins apenas quando se sabe discernir quais são estes."

Carolina, você deixa eu roubar essa frase?
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Pode-se tirar proveito de livros ruins apenas quando se sabe discernir quais são estes.&#8221;</p>
<p>Carolina, você deixa eu roubar essa frase?</p>
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		<title>By: MOnix</title>
		<link>http://www.rafael.galvao.org/2007/02/os-vagalumes-que-nao-acendem-o-rabo/#comment-13070</link>
		<dc:creator>MOnix</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Mar 2007 16:57:16 +0000</pubDate>
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		<description>Certíssimo. Ler como lazer é uma delícia e não tenho nada contra isso, mas a escola "should have known better". Adorei essa história: "se é para ser analfabeto, que se seja analfabeto em algo realmente bom". Lembrei do português da piada, que correu atrás do táxi para economizar mais. :-)
Bjs
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Certíssimo. Ler como lazer é uma delícia e não tenho nada contra isso, mas a escola &#8220;should have known better&#8221;. Adorei essa história: &#8220;se é para ser analfabeto, que se seja analfabeto em algo realmente bom&#8221;. Lembrei do português da piada, que correu atrás do táxi para economizar mais. :-)<br />
Bjs</p>
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		<title>By: Hermenauta</title>
		<link>http://www.rafael.galvao.org/2007/02/os-vagalumes-que-nao-acendem-o-rabo/#comment-13069</link>
		<dc:creator>Hermenauta</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Mar 2007 14:15:32 +0000</pubDate>
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		<description>Eu tenho dois problemas quanto a esse post (no mínimo):

_ Não me lembro de ser alfabetizado (sem ironias, por favor);

- Aprendi a ler beeeeem antes da década de 80; e criei-me, na escola, à base de "A Mágica do Saber" e professoras que adoravam Machado e Érico Veríssimo.

Eu tendo a concordar com você...em parte.  Porque existe um aspecto da questão que não está sendo considerado por nenhum dos dois lados que aí se digladiam: não basta ler, tem que entender.  E o problema é que um número absurdamente grande de crianças das escolas públicas não têm em casa nem um dicionário, nem muito menos pais ou irmãos que consigam lhes explicar passagens ou palavras que não consigam entender.

Isso, decerto, vale tanto para a Coleção Vagalume como para os clássicos, embora certamente seja mais relevante no caso dos clássicos.

Por isso discordo de você nesse detalhe: um analfabeto é um analfabeto, não é analfabeto em Paulo Coelho ou Shakespeare.  E embora do ponto de vista estritamente das competências para a vida um cara que só tenha habilidades básicas de leitura ainda assim esteja melhor que um analfabeto total, é meio evidente que se este tipo de qualificação passar a ser entendido como objetivo e razão de ser de nosso sistema educacional, é melhor irmos todos pro aeroporto mesmo.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu tenho dois problemas quanto a esse post (no mínimo):</p>
<p>_ Não me lembro de ser alfabetizado (sem ironias, por favor);</p>
<p>- Aprendi a ler beeeeem antes da década de 80; e criei-me, na escola, à base de &#8220;A Mágica do Saber&#8221; e professoras que adoravam Machado e Érico Veríssimo.</p>
<p>Eu tendo a concordar com você&#8230;em parte.  Porque existe um aspecto da questão que não está sendo considerado por nenhum dos dois lados que aí se digladiam: não basta ler, tem que entender.  E o problema é que um número absurdamente grande de crianças das escolas públicas não têm em casa nem um dicionário, nem muito menos pais ou irmãos que consigam lhes explicar passagens ou palavras que não consigam entender.</p>
<p>Isso, decerto, vale tanto para a Coleção Vagalume como para os clássicos, embora certamente seja mais relevante no caso dos clássicos.</p>
<p>Por isso discordo de você nesse detalhe: um analfabeto é um analfabeto, não é analfabeto em Paulo Coelho ou Shakespeare.  E embora do ponto de vista estritamente das competências para a vida um cara que só tenha habilidades básicas de leitura ainda assim esteja melhor que um analfabeto total, é meio evidente que se este tipo de qualificação passar a ser entendido como objetivo e razão de ser de nosso sistema educacional, é melhor irmos todos pro aeroporto mesmo.</p>
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		<title>By: Carolina Mendes</title>
		<link>http://www.rafael.galvao.org/2007/02/os-vagalumes-que-nao-acendem-o-rabo/#comment-13068</link>
		<dc:creator>Carolina Mendes</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Mar 2007 03:38:11 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://rafael.galvao.org/?p=1649#comment-13068</guid>
		<description>Ri do começo ao fim de seu texto. Lembrei-me da minha infância e do meu primeiro contato com o pessimista Machado: foi aos doze, revelador, diria doloroso e bonito, quase um hímen rompido, rs...
Mas o cerne da questão está, para mim, na capacidade crítica que é formada a partir de leituras que instigam essa formação e "melhora". Não importa a idade.
Isso do "pelo menos se está lendo" é besteira. Pode-se tirar proveito de livros ruins apenas quando se sabe discernir quais são estes.
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ri do começo ao fim de seu texto. Lembrei-me da minha infância e do meu primeiro contato com o pessimista Machado: foi aos doze, revelador, diria doloroso e bonito, quase um hímen rompido, rs&#8230;<br />
Mas o cerne da questão está, para mim, na capacidade crítica que é formada a partir de leituras que instigam essa formação e &#8220;melhora&#8221;. Não importa a idade.<br />
Isso do &#8220;pelo menos se está lendo&#8221; é besteira. Pode-se tirar proveito de livros ruins apenas quando se sabe discernir quais são estes.</p>
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