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	<title>Comments on: Sobre o diploma para jornalistas</title>
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		<title>By: LENICE CAMPOS</title>
		<link>http://www.rafael.galvao.org/2009/04/sobre-o-diploma-para-jornalistas/#comment-21522</link>
		<dc:creator>LENICE CAMPOS</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 May 2010 19:19:11 +0000</pubDate>
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		<description>NÃO ACREDITO QUE CURSOS SUPERIORES  DE JORNALISMO, FAÇAM JORNALISTAS, PORQUE ACREDITO QUE NINGUÉM TORNA-SE JORNALISTA POR TEORIAS DE FACULDADES, UNIVERSIDADES,...ACREDITO QUE QUEM GOSTA E, CONSEQUENTEMENTE TEM UM  DOM ESPECIAL (COMO UM BOM COZINHEIRO TAMBÉM TEM, SEM NECESSARIAMENTE TER SE FORMADO EM GASTRONOMIA, PARA TORNAR SE UM CHEF) , NO CASO, O JORNALISTICO, NASCE COM ELE. O   QUE PODE HAVER, É UM APRIMORAMENTO, LAPIDAÇÃO DESSE DOM NATURAL COM TEORIAS, JÁ QUE O JORNALISTA NATO, É UM ESTUDIOSO ASSÍDUO. 
O MÉDICO PRECISA DE TEORIAS PARA EXERCER SUAS FUNÇÕES, DENTRE OUTRAS FORMAÇÕES SUPERIORES, MAS  DETERMINADAS PROFISSÕES, COMO O JORNALISTA, O ARTISTA,...NÃO DEPENDEM DE CURRICULOS DE NIVEIS SUPERIORES  PARA EXERCER, DE FORMA BRILHANTE A PROFISSÃO PARA A QUAL JÁ NASCEU...ATÉ PORQUE TENHO  VISTO DESEMPENHO HORRIPILANTES DE ESTUDANTES DE JORNALISMO, QUE NO MEU PARECER, NÃO TEM VOCAÇÃO. NADA IMPEDE QUE UM ASPIRANTE E AMANTE DO JORNALISMO QUEIRA UM NIVEL SUPERIOR EM SUA ÁREA, MAS O QUE É INADIMISSIVEL SÃO EMPRESAS FAZEREM EXIGÊNCIAS QUANTO A ISSO, PERDENDO A OPORTUNIDADE DE TER EM SEU QUADRO FUNCIONAL UM COMPETENTE PROFISSIONAL DEVIDO A FALTA DE UM SIMPLES PEDAÇO DE PAPEL, QUE NÃO GARANTE COMPETÊNCIA NO EXERCICIO DA FUNÇÃO!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>NÃO ACREDITO QUE CURSOS SUPERIORES  DE JORNALISMO, FAÇAM JORNALISTAS, PORQUE ACREDITO QUE NINGUÉM TORNA-SE JORNALISTA POR TEORIAS DE FACULDADES, UNIVERSIDADES,&#8230;ACREDITO QUE QUEM GOSTA E, CONSEQUENTEMENTE TEM UM  DOM ESPECIAL (COMO UM BOM COZINHEIRO TAMBÉM TEM, SEM NECESSARIAMENTE TER SE FORMADO EM GASTRONOMIA, PARA TORNAR SE UM CHEF) , NO CASO, O JORNALISTICO, NASCE COM ELE. O   QUE PODE HAVER, É UM APRIMORAMENTO, LAPIDAÇÃO DESSE DOM NATURAL COM TEORIAS, JÁ QUE O JORNALISTA NATO, É UM ESTUDIOSO ASSÍDUO.<br />
O MÉDICO PRECISA DE TEORIAS PARA EXERCER SUAS FUNÇÕES, DENTRE OUTRAS FORMAÇÕES SUPERIORES, MAS  DETERMINADAS PROFISSÕES, COMO O JORNALISTA, O ARTISTA,&#8230;NÃO DEPENDEM DE CURRICULOS DE NIVEIS SUPERIORES  PARA EXERCER, DE FORMA BRILHANTE A PROFISSÃO PARA A QUAL JÁ NASCEU&#8230;ATÉ PORQUE TENHO  VISTO DESEMPENHO HORRIPILANTES DE ESTUDANTES DE JORNALISMO, QUE NO MEU PARECER, NÃO TEM VOCAÇÃO. NADA IMPEDE QUE UM ASPIRANTE E AMANTE DO JORNALISMO QUEIRA UM NIVEL SUPERIOR EM SUA ÁREA, MAS O QUE É INADIMISSIVEL SÃO EMPRESAS FAZEREM EXIGÊNCIAS QUANTO A ISSO, PERDENDO A OPORTUNIDADE DE TER EM SEU QUADRO FUNCIONAL UM COMPETENTE PROFISSIONAL DEVIDO A FALTA DE UM SIMPLES PEDAÇO DE PAPEL, QUE NÃO GARANTE COMPETÊNCIA NO EXERCICIO DA FUNÇÃO!</p>
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	<item>
		<title>By: João dos Santos Filho</title>
		<link>http://www.rafael.galvao.org/2009/04/sobre-o-diploma-para-jornalistas/#comment-19562</link>
		<dc:creator>João dos Santos Filho</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 14:32:53 +0000</pubDate>
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		<description>JORNALISTA FABRICADO PELO NEOLIBERALISMO: ESTAMPA DO IRRACIONALISMO ECONÔMICO

                                                                                                         João dos Santos Filho?

	Que desculpem os jornalistas que são contra a obrigatoriedade do diploma profissional, mas vim para somar, com aqueles que entendem ser a regulamentação da profissão de jornalista e a exigência de diploma específico de curso superior de jornalismo instrumentos de fortalecimento sindical. Lutar por uma categoria unida, coesa, mas rica de opiniões diferentes profissionalmente dá credibilidade ao profissional, alimenta e fortalece a liberdade de imprensa contra os interesses de grupos econômicos.
	Mas entendo que a discussão vai além do simples embate, entre ser contra ou a favor do diploma de jornalista, o que devemos clarificar é quais os fundamentos teórico-filosóficos que sustenta a idéia irracionalista, que pretende forçar no Brasil por meio da mão do Supremo Tribunal Federal em adotar um processo de desregulamentação de todas as categorias profissionais. 
	O pressuposto que permite compreender o processo de regulamentação da profissão de jornalista é histórico e produto de lutas pelas liberdades democráticas e de expressão. Localiza-se no interior da luta de classes, espaço no qual estão concentrados os interesses das elites preocupadas em prevenir e até reprimir qualquer projeto político que contribua para ampliação da estabilidade legal da força de trabalho, como é o caso da não obrigatoriedade do diploma para jornalista.
O Estado neoliberal atua na defesa inconteste do movimento de desregulamentação em todos os níveis das atividades de trabalho, como também faz uso da ação privativista, que contribui para o aparecimento de posições contrárias à obrigatoriedade do diploma. O neoliberalismo busca incessantemente destruir, limitar ou impor mudanças cada vez mais restritivas aos princípios legais trabalhistas, exigindo a abertura da economia nacional ao capital multinacional, privatizando as empresas de serviços públicos, cortando gastos, terceirizando serviços, demitindo a força de trabalho, eliminando subsídios e impondo a desregulamentação das relações de trabalho, na qual a não exigência do diploma de jornalista é uma delas.
	O discurso irracionalista, caracterizado por utilizar como base o idealismo anticientífico, negando a força cognoscitiva da razão e lançando mão do senso comum. A característica deste discurso despolitizante e alienado é negar a importância do coletivo e privilegiar a individualidade como capaz de mudar a sociedade. Se observarmos com atenção, a prioridade teórica dada para o entendimento dessa sociedade baseia-se no desprezo à racionalidade e no apelo de base existencialista que sedimenta o pensamento neopositivista. Para combater qualquer tentativa que fortaleça o profissional jornalista de formação universitária, para isso, apropria-se da construção gramatical balizada no senso comum e no escracho, que tem suas raízes no campo do neopositivismo. Como podemos perceber no comentário infeliz do presidente do Supremo Tribunal Federal ao se referir na defesa da não obrigatoriedade do diploma de jornalista, comenta:
Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área. O Poder Público não pode restringir, dessa forma, a liberdade profissional no âmbito da culinária. Disso ninguém tem dúvida, o que não afasta a possibilidade do exercício abusivo e antiético dessa profissão, com riscos eventualmente até a saúde e à vida dos consumidores.


	Os neoliberais consideram que os processos reguladores que juridicamente formam o corpo legal do mundo do trabalho são constituídos de instrumentos disciplinadores da força de trabalho e necessitam ser constantemente mudados. Pois devem ser flexibilizados (em favor do Capital) no campo da empregabilidade, pois alegam que as mesmas dificultam que o Capital ganhe agilidade necessária para acelerar o processo de mais-valia. Por isso, entende que toda e qualquer tentativa legal existente devam ser consideradas desnecessárias e ultrapassada para isso utiliza o discurso despolitizante, infantil e re-argumenta sua fala com base na &quot;qualidade total&quot; como resposta imediata assume a postura da ideologia do pragmatismo.
A defesa intransigente pela desregulamentação refere-se à implementação de um Estado que se planifique amparado por um conjunto mínimo e restrito de leis que garantam os direitos de submissão entre Capital e trabalho, o que ocasiona o fim dos direitos sociais garantidos no chamado Estado de Bem-Estar. É o fim das garantias trabalhistas, da estabilidade no emprego e dos ganhos de produtividade da representação sindical no interior das fábricas, como bem argumenta o pesquisador José Paulo Netto, ao se referir ao modelo econômico capitalista neoliberal em que as características:

[...] que está concentrada a essência do arsenal do neoliberalismo: uma argumentação teórica que restaura o mercado como instância mediadora societal elementar e insuperável e uma proposição política que repõe o Estado mínimo como única alternativa e forma para a democracia (PAULO NETTO, 1993: 77).

Os neoliberais argumentam aos brados que outras profissões não são regulamentadas e o profissional está inserido no mercado por sua competência, portanto não há necessidade de nenhuma formatação jurídica (por isso nega a necessidade do diploma), mas, sim, de pessoal qualificado capaz de garantir seu mercado de trabalho.
Há ainda os mais obedientes aos ensinamentos do neoliberalismo, aqueles que afirmam que a regulamentação da profissão limitaria o nosso campo de trabalho, deixando de lado atividades que poderão surgir e que necessariamente fugirão a nossa amplitude regulamentada. Conclusão sem nexo lógico e simplesmente força de uma construção gramatical de base no senso comum.
Enquanto essas questões vão ocorrendo, as lutas sindicais vão sendo retardadas; os profissionais fortalecem a visão equivocada de que conteúdo pedagógico e política são questões que devem ser tratadas separadamente e fora do âmbito das salas de aula. Essa cultura de separação entre o acadêmico e o político, foi sendo reforçada durante os vinte e cinco anos de Ditadura Militar. Amigos morreram por pensar diferente. Jornalistas foram caçados, exilados, torturados e mortos, pois sempre lutaram pela liberdade de poder aprofundar o senso crítico dos alunos, contra a Ditadura, a opressão e pela eterna liberdade de pensamento.
Por isso, jornalista, não se deixe levar pelas falas sedutoras daqueles que se dizem nossos amigos, mas, na verdade, lutam para que o jornalismo não amplie seu mercado de trabalho e não se reconheça como elemento transformador da realidade.  Lutam para que nossa categoria não cresça e, sim, desapareça, pois na lógica dessas pessoas todos podem vir a contribuir, não necessitando de nenhum estatuto corporativo. 
	Diploma não é sinônimo de competência, mas sim de segurança para a sociedade que deve garantir a liberdade de expressão dentro de um código de ética pensado pela categoria diplomada e não pelas empresas jornalísticas. Portanto lutar pelo respeito ao piso salarial, contra a terceirização de nossa função e a pressão ideológica de grupos econômicos é declarar luta ao neoliberalismo, que deseja fabricar o “novo” jornalista informante e não formador de opinião.

BIBLIOGRAFIA


PAULO NETTO, José. Crise do socialismo e ofensiva neoliberal. São Paulo: Cortez, 1993.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>JORNALISTA FABRICADO PELO NEOLIBERALISMO: ESTAMPA DO IRRACIONALISMO ECONÔMICO</p>
<p>                                                                                                         João dos Santos Filho?</p>
<p>	Que desculpem os jornalistas que são contra a obrigatoriedade do diploma profissional, mas vim para somar, com aqueles que entendem ser a regulamentação da profissão de jornalista e a exigência de diploma específico de curso superior de jornalismo instrumentos de fortalecimento sindical. Lutar por uma categoria unida, coesa, mas rica de opiniões diferentes profissionalmente dá credibilidade ao profissional, alimenta e fortalece a liberdade de imprensa contra os interesses de grupos econômicos.<br />
	Mas entendo que a discussão vai além do simples embate, entre ser contra ou a favor do diploma de jornalista, o que devemos clarificar é quais os fundamentos teórico-filosóficos que sustenta a idéia irracionalista, que pretende forçar no Brasil por meio da mão do Supremo Tribunal Federal em adotar um processo de desregulamentação de todas as categorias profissionais.<br />
	O pressuposto que permite compreender o processo de regulamentação da profissão de jornalista é histórico e produto de lutas pelas liberdades democráticas e de expressão. Localiza-se no interior da luta de classes, espaço no qual estão concentrados os interesses das elites preocupadas em prevenir e até reprimir qualquer projeto político que contribua para ampliação da estabilidade legal da força de trabalho, como é o caso da não obrigatoriedade do diploma para jornalista.<br />
O Estado neoliberal atua na defesa inconteste do movimento de desregulamentação em todos os níveis das atividades de trabalho, como também faz uso da ação privativista, que contribui para o aparecimento de posições contrárias à obrigatoriedade do diploma. O neoliberalismo busca incessantemente destruir, limitar ou impor mudanças cada vez mais restritivas aos princípios legais trabalhistas, exigindo a abertura da economia nacional ao capital multinacional, privatizando as empresas de serviços públicos, cortando gastos, terceirizando serviços, demitindo a força de trabalho, eliminando subsídios e impondo a desregulamentação das relações de trabalho, na qual a não exigência do diploma de jornalista é uma delas.<br />
	O discurso irracionalista, caracterizado por utilizar como base o idealismo anticientífico, negando a força cognoscitiva da razão e lançando mão do senso comum. A característica deste discurso despolitizante e alienado é negar a importância do coletivo e privilegiar a individualidade como capaz de mudar a sociedade. Se observarmos com atenção, a prioridade teórica dada para o entendimento dessa sociedade baseia-se no desprezo à racionalidade e no apelo de base existencialista que sedimenta o pensamento neopositivista. Para combater qualquer tentativa que fortaleça o profissional jornalista de formação universitária, para isso, apropria-se da construção gramatical balizada no senso comum e no escracho, que tem suas raízes no campo do neopositivismo. Como podemos perceber no comentário infeliz do presidente do Supremo Tribunal Federal ao se referir na defesa da não obrigatoriedade do diploma de jornalista, comenta:<br />
Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área. O Poder Público não pode restringir, dessa forma, a liberdade profissional no âmbito da culinária. Disso ninguém tem dúvida, o que não afasta a possibilidade do exercício abusivo e antiético dessa profissão, com riscos eventualmente até a saúde e à vida dos consumidores.</p>
<p>	Os neoliberais consideram que os processos reguladores que juridicamente formam o corpo legal do mundo do trabalho são constituídos de instrumentos disciplinadores da força de trabalho e necessitam ser constantemente mudados. Pois devem ser flexibilizados (em favor do Capital) no campo da empregabilidade, pois alegam que as mesmas dificultam que o Capital ganhe agilidade necessária para acelerar o processo de mais-valia. Por isso, entende que toda e qualquer tentativa legal existente devam ser consideradas desnecessárias e ultrapassada para isso utiliza o discurso despolitizante, infantil e re-argumenta sua fala com base na &#8220;qualidade total&#8221; como resposta imediata assume a postura da ideologia do pragmatismo.<br />
A defesa intransigente pela desregulamentação refere-se à implementação de um Estado que se planifique amparado por um conjunto mínimo e restrito de leis que garantam os direitos de submissão entre Capital e trabalho, o que ocasiona o fim dos direitos sociais garantidos no chamado Estado de Bem-Estar. É o fim das garantias trabalhistas, da estabilidade no emprego e dos ganhos de produtividade da representação sindical no interior das fábricas, como bem argumenta o pesquisador José Paulo Netto, ao se referir ao modelo econômico capitalista neoliberal em que as características:</p>
<p>[...] que está concentrada a essência do arsenal do neoliberalismo: uma argumentação teórica que restaura o mercado como instância mediadora societal elementar e insuperável e uma proposição política que repõe o Estado mínimo como única alternativa e forma para a democracia (PAULO NETTO, 1993: 77).</p>
<p>Os neoliberais argumentam aos brados que outras profissões não são regulamentadas e o profissional está inserido no mercado por sua competência, portanto não há necessidade de nenhuma formatação jurídica (por isso nega a necessidade do diploma), mas, sim, de pessoal qualificado capaz de garantir seu mercado de trabalho.<br />
Há ainda os mais obedientes aos ensinamentos do neoliberalismo, aqueles que afirmam que a regulamentação da profissão limitaria o nosso campo de trabalho, deixando de lado atividades que poderão surgir e que necessariamente fugirão a nossa amplitude regulamentada. Conclusão sem nexo lógico e simplesmente força de uma construção gramatical de base no senso comum.<br />
Enquanto essas questões vão ocorrendo, as lutas sindicais vão sendo retardadas; os profissionais fortalecem a visão equivocada de que conteúdo pedagógico e política são questões que devem ser tratadas separadamente e fora do âmbito das salas de aula. Essa cultura de separação entre o acadêmico e o político, foi sendo reforçada durante os vinte e cinco anos de Ditadura Militar. Amigos morreram por pensar diferente. Jornalistas foram caçados, exilados, torturados e mortos, pois sempre lutaram pela liberdade de poder aprofundar o senso crítico dos alunos, contra a Ditadura, a opressão e pela eterna liberdade de pensamento.<br />
Por isso, jornalista, não se deixe levar pelas falas sedutoras daqueles que se dizem nossos amigos, mas, na verdade, lutam para que o jornalismo não amplie seu mercado de trabalho e não se reconheça como elemento transformador da realidade.  Lutam para que nossa categoria não cresça e, sim, desapareça, pois na lógica dessas pessoas todos podem vir a contribuir, não necessitando de nenhum estatuto corporativo.<br />
	Diploma não é sinônimo de competência, mas sim de segurança para a sociedade que deve garantir a liberdade de expressão dentro de um código de ética pensado pela categoria diplomada e não pelas empresas jornalísticas. Portanto lutar pelo respeito ao piso salarial, contra a terceirização de nossa função e a pressão ideológica de grupos econômicos é declarar luta ao neoliberalismo, que deseja fabricar o “novo” jornalista informante e não formador de opinião.</p>
<p>BIBLIOGRAFIA</p>
<p>PAULO NETTO, José. Crise do socialismo e ofensiva neoliberal. São Paulo: Cortez, 1993.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: o esperado debate do diploma &#124; Trezentos</title>
		<link>http://www.rafael.galvao.org/2009/04/sobre-o-diploma-para-jornalistas/#comment-19537</link>
		<dc:creator>o esperado debate do diploma &#124; Trezentos</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 13:22:43 +0000</pubDate>
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		<description>[...] a Túlio Vianna, Sérgio Murilo de Andrade, Sérgio Leo, Rodrigo Manzano, Rafael Galvão, Mauricio Stycer, muito Marcelo Träsel, Leandro Fortes, Laerte Braga, Jorge Rocha, Ivana [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] a Túlio Vianna, Sérgio Murilo de Andrade, Sérgio Leo, Rodrigo Manzano, Rafael Galvão, Mauricio Stycer, muito Marcelo Träsel, Leandro Fortes, Laerte Braga, Jorge Rocha, Ivana [...]</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Emília</title>
		<link>http://www.rafael.galvao.org/2009/04/sobre-o-diploma-para-jornalistas/#comment-19506</link>
		<dc:creator>Emília</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 01:59:45 +0000</pubDate>
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		<description>Sérgio Leo, Oscar Niemeyer é engenheiro-arquiteto formado em 1934 pela Escola Nacional de Belas-Artes, no Rio de Janeiro.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sérgio Leo, Oscar Niemeyer é engenheiro-arquiteto formado em 1934 pela Escola Nacional de Belas-Artes, no Rio de Janeiro.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Praia de Xangri-Lá &#187; Blog Archive &#187; Sobre a obrigatoriedade do diploma de jornalista</title>
		<link>http://www.rafael.galvao.org/2009/04/sobre-o-diploma-para-jornalistas/#comment-19501</link>
		<dc:creator>Praia de Xangri-Lá &#187; Blog Archive &#187; Sobre a obrigatoriedade do diploma de jornalista</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 13:23:31 +0000</pubDate>
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		<description>[...] a folha, de Sergio Leo. Sobre o diploma para jornalistas, do Rafael Galvão. Ainda o diploma para jornalistas, também do Paraíba. Diploma em tempos de [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] a folha, de Sergio Leo. Sobre o diploma para jornalistas, do Rafael Galvão. Ainda o diploma para jornalistas, também do Paraíba. Diploma em tempos de [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: alberto senna</title>
		<link>http://www.rafael.galvao.org/2009/04/sobre-o-diploma-para-jornalistas/#comment-19059</link>
		<dc:creator>alberto senna</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2009 20:04:46 +0000</pubDate>
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		<description>Há um enbricamento entre Lei de Imprensa, Pártica profissional e Formação superior.Precisa rever o curriculum. Pq do jeito qu está, é um curso técnico furreca e sem estágio, sem produção literária. O cara sai com diploma, se achando o melhor jornalista do mundo. Não tem base teórica, não se firma na história nem configura o processo de comunicação com o processo educativo e emancipatório. Para aprender a escrever nota, filmar num sei o que, minha empregada que ainda nem tem segundo grau, faz isso, domina a internet e reporta tudinho ..Concordo que para exercer a função é preciso ter diploma de nivel superior, mas será que o curso de jornalismo atende?
Jornalista é, quem tem produção intelectual e literária pra tal, quem exerce profissionalmente, depende ainda de talento, carisma, enfim..não pode ser uma profissão meramente técnica como meedicina, engenharia, etc. Falamos de exercer e defender a liberdade de expressão, comum a qualquer cidadão.Os grandes jornalistas do pais são também advogados, economistas, professores, etc...Não me conformo com a ideia de que um professor, mestre, doutor,de qualquer área, com larga produção literária, que estuda em seus curriculuns de forma transversar todo o processo comunicacional, não possa assinar uma reportarm, um artigo, entrevistar alguém, se está totalmente equilibrado para isso. Umc ara que esecreve tese, dissertação, foruns..e por aí vai. Oua queles que mesmo não tão amplamente formados, tem o dom da escrita, da fala, do perfil para a tv. Defendo o conhecimento técnico-científico para exercer qualquer profissão. O jornalism o não foge disso, mas deveriamos encarar que esta função como multicultural, multirreferencial...essa defesa cartorializada é pobre, tão pobre quanto deixar de publciar algo so pq falta um ciploma.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Há um enbricamento entre Lei de Imprensa, Pártica profissional e Formação superior.Precisa rever o curriculum. Pq do jeito qu está, é um curso técnico furreca e sem estágio, sem produção literária. O cara sai com diploma, se achando o melhor jornalista do mundo. Não tem base teórica, não se firma na história nem configura o processo de comunicação com o processo educativo e emancipatório. Para aprender a escrever nota, filmar num sei o que, minha empregada que ainda nem tem segundo grau, faz isso, domina a internet e reporta tudinho ..Concordo que para exercer a função é preciso ter diploma de nivel superior, mas será que o curso de jornalismo atende?<br />
Jornalista é, quem tem produção intelectual e literária pra tal, quem exerce profissionalmente, depende ainda de talento, carisma, enfim..não pode ser uma profissão meramente técnica como meedicina, engenharia, etc. Falamos de exercer e defender a liberdade de expressão, comum a qualquer cidadão.Os grandes jornalistas do pais são também advogados, economistas, professores, etc&#8230;Não me conformo com a ideia de que um professor, mestre, doutor,de qualquer área, com larga produção literária, que estuda em seus curriculuns de forma transversar todo o processo comunicacional, não possa assinar uma reportarm, um artigo, entrevistar alguém, se está totalmente equilibrado para isso. Umc ara que esecreve tese, dissertação, foruns..e por aí vai. Oua queles que mesmo não tão amplamente formados, tem o dom da escrita, da fala, do perfil para a tv. Defendo o conhecimento técnico-científico para exercer qualquer profissão. O jornalism o não foge disso, mas deveriamos encarar que esta função como multicultural, multirreferencial&#8230;essa defesa cartorializada é pobre, tão pobre quanto deixar de publciar algo so pq falta um ciploma.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Victor Barone</title>
		<link>http://www.rafael.galvao.org/2009/04/sobre-o-diploma-para-jornalistas/#comment-19015</link>
		<dc:creator>Victor Barone</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2009 20:14:29 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.rafael.galvao.org/?p=2490#comment-19015</guid>
		<description>Assino embaixo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Assino embaixo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: SLeo</title>
		<link>http://www.rafael.galvao.org/2009/04/sobre-o-diploma-para-jornalistas/#comment-19010</link>
		<dc:creator>SLeo</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2009 13:26:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.rafael.galvao.org/?p=2490#comment-19010</guid>
		<description>Aacabar com a obrigatoriedade do dploma nãor esolve nenhum dos problemas hoje apntados nos jornais. cabe ´perguntar: a quem interessa, e por que o fim da exig~encia de formação específica universitária obrigatória para o jornalista?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Aacabar com a obrigatoriedade do dploma nãor esolve nenhum dos problemas hoje apntados nos jornais. cabe ´perguntar: a quem interessa, e por que o fim da exig~encia de formação específica universitária obrigatória para o jornalista?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: SLeo</title>
		<link>http://www.rafael.galvao.org/2009/04/sobre-o-diploma-para-jornalistas/#comment-19009</link>
		<dc:creator>SLeo</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2009 13:24:46 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.rafael.galvao.org/?p=2490#comment-19009</guid>
		<description>Niemeyer não é arquiteto formado, e tive de ciontartar um mestre de obras para consertar a estupidez de um engenheiro formado na estrutura de minha casa, que, se fosse seguido o projeto do cara com diploma, teria caído (já estava rachando). 

A medicina tradicional condena médicos homeopatas e acunpunturistas, o que não impede que certas moléstias sejam mal tratadas por receitadores de antibióticos com diploma e curadas mais eficazmente por esses caras sem diploma (homeopatas têm diploma, minha cunhada cursou medicina e depois se especialzou; ams nem todos). 

As pessoas que atacam a formação profissiional especializada obrigatória para o jornalista não percebem que estão jogando no time dos que querem reduzir o jornalismo a um trabalho de técnico mal formado subserviente. Muita gente acha que está defendendo o direito de especialisats se pronunciarem nos jornais. isso é falso. Os especialisats já têm artigos, colunas, espaço de sobra. O rep´porter, o cara que vai ent6revistar especialisats (um dia está falando com médicos, no outro cok economistas), por definição não deve ser um especialista ele também. Se for sério, vai buscar instrução, informação, estudo. Mas o que ele aprende e tem de aprender é jornalismo. E isso está na Faculdade. E é bom que seja exigido do cara que trabalha em jornal como repórter ou editor essa formação.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Niemeyer não é arquiteto formado, e tive de ciontartar um mestre de obras para consertar a estupidez de um engenheiro formado na estrutura de minha casa, que, se fosse seguido o projeto do cara com diploma, teria caído (já estava rachando). </p>
<p>A medicina tradicional condena médicos homeopatas e acunpunturistas, o que não impede que certas moléstias sejam mal tratadas por receitadores de antibióticos com diploma e curadas mais eficazmente por esses caras sem diploma (homeopatas têm diploma, minha cunhada cursou medicina e depois se especialzou; ams nem todos). </p>
<p>As pessoas que atacam a formação profissiional especializada obrigatória para o jornalista não percebem que estão jogando no time dos que querem reduzir o jornalismo a um trabalho de técnico mal formado subserviente. Muita gente acha que está defendendo o direito de especialisats se pronunciarem nos jornais. isso é falso. Os especialisats já têm artigos, colunas, espaço de sobra. O rep´porter, o cara que vai ent6revistar especialisats (um dia está falando com médicos, no outro cok economistas), por definição não deve ser um especialista ele também. Se for sério, vai buscar instrução, informação, estudo. Mas o que ele aprende e tem de aprender é jornalismo. E isso está na Faculdade. E é bom que seja exigido do cara que trabalha em jornal como repórter ou editor essa formação.</p>
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		<title>By: Cláudio Henrique Vieira</title>
		<link>http://www.rafael.galvao.org/2009/04/sobre-o-diploma-para-jornalistas/#comment-19008</link>
		<dc:creator>Cláudio Henrique Vieira</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2009 12:31:30 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.rafael.galvao.org/?p=2490#comment-19008</guid>
		<description>Rafael, 
Também sou jornalista, mas nunca tive o menor temor com a &quot;não obrigatoriedade&quot; do diploma para o exercício da profissão. Nunca achei, que na nossa área, o diploma definisse um bom ou mal jornalismo ou jornalista. Reserva de mercado, salários ruins, falta de ética, parcialidade, qualquer pessoa escrevendo para jornais e revistas, jornalismo tendencioso, etc... Não vejo no diploma a solução para essas questões. Infelizmente, acho que tem muita coisa errada que precisa ser repensada. Quem sabe não seja o começo?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rafael,<br />
Também sou jornalista, mas nunca tive o menor temor com a &#8220;não obrigatoriedade&#8221; do diploma para o exercício da profissão. Nunca achei, que na nossa área, o diploma definisse um bom ou mal jornalismo ou jornalista. Reserva de mercado, salários ruins, falta de ética, parcialidade, qualquer pessoa escrevendo para jornais e revistas, jornalismo tendencioso, etc&#8230; Não vejo no diploma a solução para essas questões. Infelizmente, acho que tem muita coisa errada que precisa ser repensada. Quem sabe não seja o começo?</p>
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