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	<title>Comments on: Cemitérios</title>
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		<title>By: Alexssandro Duarte</title>
		<link>http://www.rafael.galvao.org/2010/01/cemiterios/#comment-20915</link>
		<dc:creator>Alexssandro Duarte</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Feb 2010 12:04:02 +0000</pubDate>
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		<description>Curioso o hábito de na morte se apegar a vida através de túmulos suntuosos.  Sempre foi fã desta arte em que pequenos palacetes guardam os restos de ricaços, uma forma de mostrar como foram ricos em vida, mesmo acreditando que existe outra vida após a morte é como se eles não quisessem ver esquecidos seu poder neste mundo.

  Um ótimo texto, mostra a invejável arte de escrever bem, como te invejo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Curioso o hábito de na morte se apegar a vida através de túmulos suntuosos.  Sempre foi fã desta arte em que pequenos palacetes guardam os restos de ricaços, uma forma de mostrar como foram ricos em vida, mesmo acreditando que existe outra vida após a morte é como se eles não quisessem ver esquecidos seu poder neste mundo.</p>
<p>  Um ótimo texto, mostra a invejável arte de escrever bem, como te invejo.</p>
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		<title>By: frank</title>
		<link>http://www.rafael.galvao.org/2010/01/cemiterios/#comment-20868</link>
		<dc:creator>frank</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 17:30:34 +0000</pubDate>
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		<description>Túmulos grandiosos? Pirâmides...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Túmulos grandiosos? Pirâmides&#8230;</p>
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		<title>By: rodrigo</title>
		<link>http://www.rafael.galvao.org/2010/01/cemiterios/#comment-20866</link>
		<dc:creator>rodrigo</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 14:35:50 +0000</pubDate>
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		<description>A viúva logo mandou fazer uma escultura em madeira do Toniquinho, o marido morto. E a colocou em destaque na sala de visitas. Passados os dias a escultura do Toniquinho foi deslocada para a copa e de lá para a despensa,  porque já não combinava com a mobília nova. O tempo, além da mobília,  trouxe também um novo namorado. E a viúva, toda sestrosa, foi logo mandando a empregada preparar um café fresquinho para receber o pretendente. No que a empregada respondeu: tem jeito não, patroa. A lenha está toda molhada. E a viúva gritou em resposta: ora,  racha o Toniquinho.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A viúva logo mandou fazer uma escultura em madeira do Toniquinho, o marido morto. E a colocou em destaque na sala de visitas. Passados os dias a escultura do Toniquinho foi deslocada para a copa e de lá para a despensa,  porque já não combinava com a mobília nova. O tempo, além da mobília,  trouxe também um novo namorado. E a viúva, toda sestrosa, foi logo mandando a empregada preparar um café fresquinho para receber o pretendente. No que a empregada respondeu: tem jeito não, patroa. A lenha está toda molhada. E a viúva gritou em resposta: ora,  racha o Toniquinho.</p>
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		<title>By: Ricardo Cabral</title>
		<link>http://www.rafael.galvao.org/2010/01/cemiterios/#comment-20865</link>
		<dc:creator>Ricardo Cabral</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 02:49:12 +0000</pubDate>
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		<description>Por coincidência estive na Colina ontem, pela primeira vez. Foi triste ter que enterrar um primo de 27 anos e ver sua mãe destroçada. Muito triste.
E é verdade, não vai ficar testemunho de nada naquele enorme gramado cheio de plaquinhas pretas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Por coincidência estive na Colina ontem, pela primeira vez. Foi triste ter que enterrar um primo de 27 anos e ver sua mãe destroçada. Muito triste.<br />
E é verdade, não vai ficar testemunho de nada naquele enorme gramado cheio de plaquinhas pretas.</p>
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		<title>By: victor freire</title>
		<link>http://www.rafael.galvao.org/2010/01/cemiterios/#comment-20864</link>
		<dc:creator>victor freire</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 00:39:02 +0000</pubDate>
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		<description>na minha cidade ainda existem cortejos fúnebres atravessando toda a sua extensão até os cemitérios, que normalmente ficam nos limites da sede do município. uma colega minha, paulista que mora em maceió, quando viu, ficou espantada: &quot;menino, isso ainda existe?!&quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>na minha cidade ainda existem cortejos fúnebres atravessando toda a sua extensão até os cemitérios, que normalmente ficam nos limites da sede do município. uma colega minha, paulista que mora em maceió, quando viu, ficou espantada: &#8220;menino, isso ainda existe?!&#8221;.</p>
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		<title>By: Vivien Morgato</title>
		<link>http://www.rafael.galvao.org/2010/01/cemiterios/#comment-20862</link>
		<dc:creator>Vivien Morgato</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 21:31:14 +0000</pubDate>
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		<description>Eu acho o espetáculo da morte interessante, ainda que mórbido. A arte quase trash dos cemitérios católicos são realmente interessantes.
Debret tem umas pranchas bacanas sobre os ritos aqui no Brasil, tanto de senhores, quanto de escravos, algo bem próximo a um espetáculo mesmo, lotado de pessoas, flores e drama. 
Ariés tem um trabalho incrível sobre esse tema ( O Homem diante da Morte) e é interessante ver como a morte foi tratada em diversos momentos históricos.
A sua narrativa final é super comovente, a morte solitária é foda demais.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu acho o espetáculo da morte interessante, ainda que mórbido. A arte quase trash dos cemitérios católicos são realmente interessantes.<br />
Debret tem umas pranchas bacanas sobre os ritos aqui no Brasil, tanto de senhores, quanto de escravos, algo bem próximo a um espetáculo mesmo, lotado de pessoas, flores e drama.<br />
Ariés tem um trabalho incrível sobre esse tema ( O Homem diante da Morte) e é interessante ver como a morte foi tratada em diversos momentos históricos.<br />
A sua narrativa final é super comovente, a morte solitária é foda demais.</p>
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	<item>
		<title>By: Tiago Azevedo de Aguiar</title>
		<link>http://www.rafael.galvao.org/2010/01/cemiterios/#comment-20860</link>
		<dc:creator>Tiago Azevedo de Aguiar</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 18:20:09 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.rafael.galvao.org/?p=2872#comment-20860</guid>
		<description>Excelente Post Rafael.

Eu acho este um tema interessante, tanto pelo simbolismo por ti lançado entre os cemitérios, quanto pelas pequenas questões de trato para com as relações humanas, e a morte.

Num cemitério católico, é impressionante a quantidade de simbolismos e misticismo presente na arte fúnebre. Não significa apenas a questão da eternidade, mas até uma representação de cunho sincrético para com valores e ícones pagãos.

São mensagens que denotam diversos sentidos, como a &#039;Pata de um Felino&#039;, que representa o túmulo do Patriarca de um clã, uma família ou de uma comunidade, ou uma &#039;Coluna Quebrada&#039;, que demonstra que ali jaz um último membro de uma família. Suicidas, que por tanto tempo foram proibidos de ser enterrados em solo consagrado, comumente são representados por um anjo pensativo, em face à incerteza de ingresso no paraíso.

Os ritos fúnebres costumavam revelar mais sobre os vivos do que sobre os mortos. Expressavam a percepção social de uma determinada comunidade diante da morte de um de seus membros, a qual se via ameaçada em face da aparição do caos e da descontinuidade produzidos pela morte. O Pretérito neste parágrafo é parte do efeito da irrelevância atual das pessoas pelos vizinhos...

Mas o que eu chamo de &#039;crise da vida moderna&#039;, o processo que se materializa na desintegração familiar, no desaparecimento do senso de comunidade, enfim, na filosofia mais espelhada no ter que no ser - no &#039;viver fases&#039;.

Num passado recente, famílias juntas realizavam cortejos, tanto por solidariedade quanto por respeito. E as pessoas eram mais &quot;insubstituíveis&quot;. Tem certas coisas, que remanescem em algumas cidades do interior, que me soam como poesia.

Em Campina Grande, na Paraíba, me recordo de uma homenagem no Bairro de Morro Branco, feita a um mendigo, o qual não me recordo do nome. Viveu toda a vida num mesmo bairro, mas mesmo sendo um miserável, lhe foi dada a dignidade na morte. A lembrança. Pena que a minha lembrança neste particular é a de uma criança de 8 anos.

Saudações!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Excelente Post Rafael.</p>
<p>Eu acho este um tema interessante, tanto pelo simbolismo por ti lançado entre os cemitérios, quanto pelas pequenas questões de trato para com as relações humanas, e a morte.</p>
<p>Num cemitério católico, é impressionante a quantidade de simbolismos e misticismo presente na arte fúnebre. Não significa apenas a questão da eternidade, mas até uma representação de cunho sincrético para com valores e ícones pagãos.</p>
<p>São mensagens que denotam diversos sentidos, como a &#8216;Pata de um Felino&#8217;, que representa o túmulo do Patriarca de um clã, uma família ou de uma comunidade, ou uma &#8216;Coluna Quebrada&#8217;, que demonstra que ali jaz um último membro de uma família. Suicidas, que por tanto tempo foram proibidos de ser enterrados em solo consagrado, comumente são representados por um anjo pensativo, em face à incerteza de ingresso no paraíso.</p>
<p>Os ritos fúnebres costumavam revelar mais sobre os vivos do que sobre os mortos. Expressavam a percepção social de uma determinada comunidade diante da morte de um de seus membros, a qual se via ameaçada em face da aparição do caos e da descontinuidade produzidos pela morte. O Pretérito neste parágrafo é parte do efeito da irrelevância atual das pessoas pelos vizinhos&#8230;</p>
<p>Mas o que eu chamo de &#8216;crise da vida moderna&#8217;, o processo que se materializa na desintegração familiar, no desaparecimento do senso de comunidade, enfim, na filosofia mais espelhada no ter que no ser &#8211; no &#8216;viver fases&#8217;.</p>
<p>Num passado recente, famílias juntas realizavam cortejos, tanto por solidariedade quanto por respeito. E as pessoas eram mais &#8220;insubstituíveis&#8221;. Tem certas coisas, que remanescem em algumas cidades do interior, que me soam como poesia.</p>
<p>Em Campina Grande, na Paraíba, me recordo de uma homenagem no Bairro de Morro Branco, feita a um mendigo, o qual não me recordo do nome. Viveu toda a vida num mesmo bairro, mas mesmo sendo um miserável, lhe foi dada a dignidade na morte. A lembrança. Pena que a minha lembrança neste particular é a de uma criança de 8 anos.</p>
<p>Saudações!</p>
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		<title>By: Leandro Oliveira</title>
		<link>http://www.rafael.galvao.org/2010/01/cemiterios/#comment-20859</link>
		<dc:creator>Leandro Oliveira</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 16:27:09 +0000</pubDate>
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		<description>Texto foda.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Texto foda.</p>
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		<title>By: Cláudio</title>
		<link>http://www.rafael.galvao.org/2010/01/cemiterios/#comment-20857</link>
		<dc:creator>Cláudio</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 14:10:55 +0000</pubDate>
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		<description>Geniais as reflexões e constatações!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Geniais as reflexões e constatações!</p>
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		<title>By: Abobrinhas Psicodélicas</title>
		<link>http://www.rafael.galvao.org/2010/01/cemiterios/#comment-20850</link>
		<dc:creator>Abobrinhas Psicodélicas</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 02:30:11 +0000</pubDate>
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		<description>Puta que pariu, Rafael! Que texto maravilhoso! Sem palavras!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Puta que pariu, Rafael! Que texto maravilhoso! Sem palavras!</p>
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