Anti-americanismo

Uma pesquisa mostrou que 2 em cada 3 pessoas no mundo está desenvolvendo uma posição anti-americana.

Eu sou a terceira pessoa.

Não estou falando das políticas de Estado do país nos últimos anos, ou melhor, no último século. Mas do legado que os Estados Unidos deixaram para a humanidade.

A noção de democracia e república modernas se devem, basicamente, àquele país. Falam muito da Revolução Francesa, mas a experiência americana é algo muito mais profundo e mais duradouro.

Os comunistas falam muito das massas, mas quem criou o mercado de massas, a cultura de massas foram os americanos.

Que isso tenha derivado para o mais deslavado imperialismo é inegável. Mas é inegável também que, sem os princípios que norteiam a constituição americana, este seria um mundo muito pior.

6 thoughts on “Anti-americanismo

  1. Discordo. 1º é impossível saber como seria o mundo colocando um “se” na história. 2º os conceitos moralistas da constituição americana são pura hipocrisia de um povo que não sabe nem onde fica a américa do sul. 3º Os supostos modelos que emanam da constituição norte-americana jamais poderiam ser causas de melhorias mundias uma vez que não são estudados como a revolução francesa a é, usando apenas um exemplo que vc mesmo expôs.

  2. A morte de Rambo

    Joseph Goebbles, o ideólogo nazista criador de toda a propaganda em torno de Hitler, costumava dizer uma frase que sintetizava toda a metodologia da mídia nazista para convencer o povo alemão nos anos 30 e 40, dizia “… uma mentira contada reiteradamente acaba por tornar-se verdade…”.

    Mas esquece Goebbles que esta pseudoverdade criada pela reiteração da mentira é uma evidência viciosa, que pode valer por instantes, mas não resiste ao peso da dinâmica da história.

    O peso e a medida da influência da mentira na mentalidade de um povo, na minha opinião, dependerá da predisposição deste povo em aceitar o fato falacioso como verdadeiro, por exemplo, para o alemão médio dos anos 30 e 40, faminto, empobrecido e humilhado, era prático criar um bode expiatório e descarregar toda sua ira prussiana sobre os pobres judeus.

    O povo americano em sua média é um povo ignorante, não o nova-iorquino, ou o californiano que a gente ver nos enlatados de televisão, mas o caipira do Arkansas, Ohio e Minesota, que representam a maioria do povo dos EUA e que não tem nada de glamouroso e, portanto, não aparece nos seriados da TV, e são tão ou mais analfabetos que qualquer um dos nossos brasileiros de Puxinanã ou Quixeramobim, talvez até bem mais, pois nós, pelos menos, temos a cultura popular, caldo antropofágico de negros, cristãos novos e indígenas tupis, e eles só tem o fast-food.

    O leitor pode pensar, lá vem mais um de novo falar mal dos ianques. Mas não é sem propósito que falo, vi recentemente na Internet, uma pesquisa feita pelo jornal americano (eu disse: jornal americano) The New York Times que disse que mais da metade dos americanos acreditam que o EUA lutou ao lado da Alemanha na II Guerra e mais de 40% não acredita na existência da bomba atômica ou mesmo que o homem já esteve na Lua, e pasmem, 60% dos americanos não sabem localizar o próprio país no mapa. Durante a história, desde os tempos de Roma ao poderia vitoriano do Império Britânico, o que caracterizou os povos dominadores foi, dentre outros elementos, a superioridade intelectiva e cultural, e isto não acontece com os ianques e isto é preocupante porque é esse tipo de gente que elege um Bush da vida.

    Aí entra a mentira. Foi relançada recentemente em DVD a “trilogia” do personagem Rambo. Rambo, para quem não sabe, é a corruptela de Rimbaud, poeta francês do século XIX, foi criado pelo escritor americano David Morrell, num livro homônimo como um protesto, como uma síntese do sofrimento surgido pelo preconceito criado contra os veteranos da Guerra do Vietnã, pois o americano ignorante do parágrafo acima pensava “… como pode o país mais poderoso do mundo ter sido derrotado por aqueles vietnamitas amarelos, baixinhos, mal nutridos, esfarrapados e famintos ???”. E culpava o veterano que assim não conseguia se reintegrar a sociedade depois da guerra e descarregava sua frustração na forma de uma rajada de metralhadora numa praça ou lanchonete.

    O Rambo do cinema é diferente do Rambo do livro de Morrell, virou a purgação da derrota americana na Guerra do Vietnã. Um homem só, um americano, o tal John Rambo, derrota o preconceito dos compatriotas (no filme Rambo I), derrota o esfarrapado vietnamita (Rambo II) e por fim massacra, literalmente, o russo comunista soviético (Rambo III). Vence ele sozinho todos os grandes inimigos dos EUA de então. E pronto, a ficção se impõe ante a realidade, e para o matuto lá das brenhas do Arkansas não mais houve derrota na Guerra do Vietnã, pois o Rambo, que para ele existe de verdade (sic), vingou o orgulho ferido do americano comum.

    E ainda tem executivo de Hollywood querendo tirar Rambo do ostracismo para atribuir-lhe a missão de destruir até o ultimo Taleban.

    Tenho é medo de um povo que não se olha no espelho, que não aprende com os erros do passado, que cria uma ficção nojenta para suplantar uma realidade a qual não aceita, e nesse momento em que os EUA querem se impor como polícia do mundo, vejo com reservas e um incontido receio essa celeuma em torno do relançamento daquelas películas.

    Confesso que a coisa que eu mais queria era matar o Rambo, não o ator Sylvester Stallone não, mas o personagem John Rambo, colocá-lo de joelhos e disparar um tiro na sua testa, tal qual as execuções de criminosos em praça pública na China, ver Rambo agonizar, morrer aos poucos com os miolos espalhados no chão, encharcado numa poça do seu próprio sangue fétido, vê-lo falecer enquanto trinca seus dentes. A morte de Rambo seria a morte da empáfia dos norte-americanos, pois esta representa o perigo de um povo pouco instruído que se julga superior, que enxerga pouco mais além que o próprio muro do quintal e não conhece as realidades complexas do mundo de hoje, e este é o verdadeiro perigo.

  3. Concordo. mas acho que o povo esta se concientizando, ou pelo menos, a elite inteletual e outras personagens influentes tentam acordar as pessoas e acabar com essa lavagem cerebral, feito pelos comerciais e pelos filmes.

  4. Só discordo quando se coloca que isso tenha gerado um imperialismo inegável.

    O Imperialismo como doutrina de política externa é históriacamente europeia, os EUA nunca adotaram um postura imperialista para fora de umas ilhasinhas da america central.

    É indiscutível que se hoje vivemos em um mundo em que os valores individuas e as liberdades são a coluna social se deve tão somente ao exemplo americano.

  5. acho que este comentaria deveria esta mais claro, gostaria que falasse mais claramente sobre a historia e os motivos do antiamericanismo, com tudo poderia se aprofundar ainda mais com o assunto.
    desde já agradeço ….
    fabianne viana
    09 de maio de 2007
    20:19 hrs.

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