O problema de Deus

Acho que isso faz de mim um ignorante, mas discussões sobre Deus me interessam muito pouco. Já a idéia de fé, um problema humano, é outro departamento, e esse até que é instigante.

Há muito tempo cheguei à conclusão de que a existência ou não de Deus independe de eu acreditar ou não n’Ele. Há quatro opções possíveis, e a nenhuma das quatro há uma resposta definitiva e comprovável.

Além disso, independente de existir ou não, Deus não deixa de ser uma invenção do homem. Para a maior parte das pessoas, a perspectiva de um fim absoluto é insuportável; há que existir uma razão para a vida, ou no mínimo uma explicação. Como dizia Lennon, “Deus é um conceito pelo qual medimos nossa dor”.

Tudo isso é um prato cheio para quem gosta de discussões metafísicas. Mas ainda adolescente cheguei a uma conclusão simples — talvez covarde — e fiz um acordo com Deus. Se Ele existir, quando morrer eu descubro. Se Ele não existir, quando eu morrer já não vai mais importar.

Enquanto isso eu vou rezando.

4 thoughts on “O problema de Deus

  1. Você está certo, certo, certíssimo. Mas eu não consigo, Rafa! Não consigo parar de pensar nessa parafernália que é o mundo. Pensamentos de aborrescente, eu sei. Mas não me largam! Enquanto isso, fico implicando com quem tem fé em alguma coisa. Deve ser inveja. Se bem que tenho mais inveja é de você, que sabe ser sabiamente pragmático com relação a Deus. Isso até elimina um pouco a angústia da morte, né? Se houver vida após a morte, beleza. Estaremos lá. Se não houver, vamos estar adormecidos mesmo… Então, não importa. Mas vai tentar fazer meu neurônio neurótico entender isso… (tô falando sério. é barra) Um beijão da Sula, outro da Mônica, outro da Sula Cover… afinal, de todas nós.

  2. “Enquanto vivemos, a morte não existe; quando a morte passa a existir, nós já não existimos”. – Epicuristas e suas perpspectivas antifinalistas. Apesar de que, eles, ao invés de rezarem, comeriam e beberiam em seu lugar.

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