Terminator 3

É, fui ver “O Exterminador do Futuro 3 – A Rebelião das Máquinas”. Eu estou em Fortaleza, não tinha o que fazer, queriam o quê?

Assim como Terminator 2 – Judgement Day, seu grande trunfo são os efeitos especiais. Mas, ao contrário do filme de James Cameron (este é dirigido por um Jonathan Não-Sei-Das-Quantas), a este falta o estilo que fez daquele filme quase um divisor de águas. Os efeitos de T2 eram inovadores, brilhantes, descerravam um mundo novo no campo dos FX; os de T3 são quase perfeitos, mas são algo conhecido, e quase uma demonstração de força bruta. Há uma compensação nisso, talvez; mas é a vantagem que um artesão tem sobre um artista. Para critérios menos exigentes, T2 é quase um clássico do gênero; T3 é só entretenimento.

Há dois pontos interessantes. O primeiro deles é a nítida tentativa de estabelecer uma série a partir daí, os moldes de Star Wars; imagine Terminator 25 – Apellation Day. No entanto, ao contrário daquela, que se passa em uma galáxia distante, este parte de uma premissa que o coloca em terreno mais frágil: parte da premissa de que o mundo foi destruído, o que, pelo que posso ver olhando pela janela, não aconteceu. Com isso, perde um pouco daquela quase-veracidade que os anteriores da série tinham. Em compensação pode-se esperar que esse passado seja alterado num futuro filme da série.

O outro é que T3 é uma das melhores provas de que o futuro é sempre uma projeção do presente. Por exemplo, o que causa a destruição do mundo é a Internet. Como na época em que T2 foi feito a rede não era popular, isso sequer era cogitado.

É esse o mal das previsões sobre o futuro. A mente humana funciona de maneira linear, e se baseia no que há à sua volta; e é por isso que nunca consegue prever o futuro.

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