A diferença entre estrelas de primeira e sexta grandeza

Andei lembrando do famoso show do Legião Urbana em que o pau comeu no Mané Garrincha, em Brasília.

Não lembro direito como as coisas começaram. Se não me engano, foi por bobagem, bombinhas de São João explodindo no palco. Renato Russo, estrela, resolveu parar o show e passar um sermão arrogante — e o resultado foi o que se viu.

Lembrei também do show dos Stones no Brasil. Jagger cantava Satisfaction quando algo voou em sua direção. Ofuscado pelos holofotes, ele certamente não viu o que era. Então se abaixou, meio amedrontado, e continuou cantando. Era só uma camisa.

Jagger viu um homem morrer na sua frente, esfaqueado pelos Hell’s Angels em Altamont, no show que é considerado o marco do fim da era hippie. Em outro show, ao ver que alguém invade o palco, o escaldado Richards tira a guitarra e se prepara para dar uma porrada no sujeito, que dá a sorte de ser controlado pelos seguranças.

Não é preciso sequer fazer comparações entre a dimensão histórica de Mick Jagger e de Renato Russo, que Deus o tenha. A diferença de atitude entre eles, em episódios semelhantes, mostra a distância intransponível entre astros de verdade e meras imitações.

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