Calúnia

Eu queria saber o que faz as pessoas pegarem um texto qualquer e tascarem uma assinatura de alguém famoso. Recebo coisas assim diariamente em meu e-mail.

É batata. Se é um texto cômico, é do Luiz Fernando Veríssimo. Se é um poema bonitinho, é do Mário Quintana.

Basta uma leiturazinha rápida e dá para saber que a assinatura não corresponde à autoria do texto. No caso do Veríssimo é fácil, porque atribuem a ele coisas escritas em estilo menos fluido e normalmente mais grosseiras. No caso do Quintana é mais difícil, mas um bom princípio é o de que ele é um escritor leve, e não piegas.

No caso do Veríssimo, tudo bem: ele está aqui e pode, em último caso, restabelecer a verdade. Mas o Mário Quintana morreu há 10 anos e não pode se defender das tragédias que algum desocupado impinge a ele.

É uma das coisas neste mundo, vasto mundo, de poucas raimundas e muitos raimundos que eu não consigo entender. É o anti-plágio, e se eu consigo entender o mecanismo da admiração e inveja que move um plagiador, não sei por que cargas d’água alguém escreveria algo e o assinaria com o nome de alguém famoso por ter um estilo parecido.

Mas, como dizia meu bisavô, tem gente para tudo neste mundo — e ainda sobra um para comer merda.

2 thoughts on “Calúnia

  1. credo
    a carapuça serviu pra mim né? nunca mais mando um fwd p vc. eu sei , é um favor que eu faço.
    mas dae vc nao vai saber se eu lembro de vc por causa de uma piadinha inteligente, engracada , sutil ou estupida!!! humpf!
    lulu_quase_mortalmente_ofendida_na_sua_inculta_loirice_nada_fatal

  2. Acho que muita das vezes é falta de informação da veracidade do texto. Aconteceu comigo, postei um texto que fui informada ser do Veríssimo e qual foi minha surpresa, descobri que ele pertencia à Rosana Hermann. Bjs

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