Rafael Galvão

Flower

Cheia de graça

Poeminha de Bertolt Brecht, em tradução de Aires Graça.

Fosse eu a escrever isso — reclamaram tanto de uma bobagem, de eventuais usos heteredoxos que eu daria à combinação de crucifixo e bunda de freira — e me crucificavam.

MARIA SEJAS LOUVADA

Maria sejas louvada
Como és tão apertada
Uma virgindade assim
É coisa demais p’ra mim.

Seja como for o sémen
Sempre o derramo expedito:
Ao fim dum tempo infinito
Muito antes do amen.

Maria sejas louvada
Tua virgindade encruada
‘Inda me pões fora de mim.
Porque és tão fiel assim?

Por que devo eu, que dialho
Só porque esperaste tanto
Logo eu, o teu encanto
Em vez doutro ter trabalho?

8 Responses to “Cheia de graça”

  1. August 11th, 2005 at 3:38 am

    Flavio Prada says:

    Caro Rafael, o Brecht teve que fugir do país e vagou pela Europa até ir pros Eua. Seria tudo por causa do poeminha? Em todo caso, o lance do crucifixo e a freira não acho que seja motivo pra escandalo. Tenho certeza que muita freira faz uso regular da prática. Alias, vou perguntar pras minhas amigas freiras. Vou dizer que foi voce que mandou.

  2. August 11th, 2005 at 9:19 am

    Viva says:

    Como assim? Não foi VOCÊ que escreveu esse poema?

  3. August 11th, 2005 at 10:27 am

    JMTeles da Silva says:

    Bom, aqui há um pomo de discórdia. Lamento.
    Não gostei. Acho dispensàvel a agressão gratuita ao credo religioso de cada um.

  4. August 11th, 2005 at 12:23 pm

    maray says:

    mas é o cúmulo da preguiçla reclamar DESSE tipo de trabalho, ora..!

  5. August 11th, 2005 at 1:17 pm

    Fernando Henrique says:

    Flávio, você tem amigas freiras?

  6. August 11th, 2005 at 6:05 pm

    Profanian Bach says:

    no cinema… drama ou comédia?
    rir é fulga ou terapia?

  7. August 11th, 2005 at 7:09 pm

    Paulo Henrique says:

    muito bom

  8. August 13th, 2005 at 7:13 pm

    Paulo says:

    Sem comentários…

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