Cheia de graça
Poeminha de Bertolt Brecht, em tradução de Aires Graça.
Fosse eu a escrever isso — reclamaram tanto de uma bobagem, de eventuais usos heteredoxos que eu daria à combinação de crucifixo e bunda de freira — e me crucificavam.
MARIA SEJAS LOUVADA
Maria sejas louvada
Como és tão apertada
Uma virgindade assim
É coisa demais p’ra mim.Seja como for o sémen
Sempre o derramo expedito:
Ao fim dum tempo infinito
Muito antes do amen.Maria sejas louvada
Tua virgindade encruada
‘Inda me pões fora de mim.
Porque és tão fiel assim?Por que devo eu, que dialho
Só porque esperaste tanto
Logo eu, o teu encanto
Em vez doutro ter trabalho?
This entry was posted on Thursday, August 11th, 2005 at 12:00 am and is filed under A vida como ela é. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can skip to the end and leave a response. Pinging is currently not allowed.
August 11th, 2005 at 3:38 am
Caro Rafael, o Brecht teve que fugir do país e vagou pela Europa até ir pros Eua. Seria tudo por causa do poeminha? Em todo caso, o lance do crucifixo e a freira não acho que seja motivo pra escandalo. Tenho certeza que muita freira faz uso regular da prática. Alias, vou perguntar pras minhas amigas freiras. Vou dizer que foi voce que mandou.
August 11th, 2005 at 9:19 am
Como assim? Não foi VOCÊ que escreveu esse poema?
August 11th, 2005 at 10:27 am
Bom, aqui há um pomo de discórdia. Lamento.
Não gostei. Acho dispensàvel a agressão gratuita ao credo religioso de cada um.
August 11th, 2005 at 12:23 pm
mas é o cúmulo da preguiçla reclamar DESSE tipo de trabalho, ora..!
August 11th, 2005 at 1:17 pm
Flávio, você tem amigas freiras?
August 11th, 2005 at 6:05 pm
no cinema… drama ou comédia?
rir é fulga ou terapia?
August 11th, 2005 at 7:09 pm
muito bom
August 13th, 2005 at 7:13 pm
Sem comentários…