Phillip Larkin

Annus Mirabilis

Sexual intercourse began
In nineteen sixty-three
(which was rather late for me) –
Between the end of the
Chatterley ban
And the Beatles’ first LP.

Up to then there’d only been
A sort of bargaining,
A wrangle for the ring,
A shame that started at sixteen
And spread to everything.

Then all at once the quarrel sank:
Everyone felt the same,
And every life became
A brilliant breaking of the bank,
A quite unlosable game.

So life was never better than
In nineteen sixty-three
(Though just too late for me) –
Between the end of the
Chatterley ban
And the Beatles’ first LP.

This Be The Verse

They fuck you up, your mum and dad.
They may not mean to, but they do.
They fill you with the faults they had
And add some extra, just for you.

But they were fucked up in their turn
By fools in old-style hats and coats,
Who half the time were soppy-stern
And half at one another’s throats.

Man hands on misery to man.
It deepens like a coastal shelf.
Get out as early as you can,
And don’t have any kids yourself.

High Windows

When I see a couple of kids
And guess he’s fucking her and she’s
Taking pills or wearing a diaphragm,
I know this is paradise

Everyone old has dreamed of all their lives–
Bonds and gestures pushed to one side
Like an outdated combine harvester,
And everyone young going down the long slide

To happiness, endlessly. I wonder if
Anyone looked at me, forty years back,
And thought,
That’ll be the life;
No God any more, or sweating in the dark

About hell and that, or having to hide
What you think of the priest. He
And his lot will all go down the long slide
Like free bloody birds. And immediately

Rather than words comes the thought of high windows:
The sun-comprehending glass,
And beyond it, the deep blue air, that shows
Nothing, and is nowhere, and is endless.

E pensar que desperdicei 34 anos da minha vida sem saber quem era Phillip Larkin. E que continuaria mais uns tantos, não fosse o Ina.

Philip Larkin

6 thoughts on “Phillip Larkin

  1. Nossa, quando vejo “Textos” como esse, percebo que deveria voltar aos meus estudos de inglês.

    E por falar em estudos, Rafael, vc bem que podia usar seu conhecimento de nordestino nativo e postar algo sobre o tal do dilema do São Francisco. Que diabos está acontecendo aí? Ninguém fala nada com nada sobre isso…
    Abraço…

  2. Mto bem, Um Cara. Tb acho a transposição do rio S Francisco um excelente assunto pra ser abordado nos blogs. Abraço!

    Beijo, Rafa!

  3. Infelizmente não domino a arte da tradução, e estou sem tempo de procurar as rimas adequadas. Deixo aqui, pois, uma tradução quase literal de “High Windows”, meu poema predileto dentre tantas obras-primas de Larkin.

    Janelas Altas

    Quando eu vejo um casal de jovens
    E imagino eles fodendo, e ela
    Tomando pílulas ou usando diafragma,
    Eu sei que este é o paraíso

    Sonhado por todo velho a vida inteira–
    Vínculos e gestos deixados de lado
    Como utensílios ultrapassados,
    E todos os jovens deslizando pelo grande tobogã

    Rumo à felicidade, sem parar. Eu me pergunto se
    Alguém olhou para mim, há quarenta anos,
    E pensou, Assim será a vida;
    Sem mais Deus ou suores no escuro

    Por causa do inferno, ou ter de esconder
    O que pensamos do padre. Ele
    E a sua turma descerão todos pelo longo tobogã abaixo
    Como malditos pássaros livres
    . E imediatamente

    Antes das palavras me vem a imagem de janelas altas:
    As molduras de sol, e, além delas,
    O ar profundamente azul, que mostra
    Nada, não está em nenhum lugar, e é infinito.

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