Errata: Get Back

De vez em quando a gente escreve umas besteiras sem tamanho. No meu caso, só fui prestar atenção ao responder um comentário do Edkallen ao último post.

No post eu tinha escrito o seguinte:

George reclamava muito da vida, mas observando bem, sua contribuição autoral naquelas sessões foi pequena, maior apenas que a de John — sendo que este tinha a desculpa de estar atoleimado pela heroína.

É uma das maiores injustiças que escrevi a respeito do finado John Lennon, que Deus o tenha em bom lugar.

Naquelas sessões, mesmo “atoleimado pela heroína”, Lennon emplacou duas das maiores canções dos Beatles. Across the Universe é talvez a letra mais bela de toda a banda. Don’t Let Me Down, em toda a sua simplicidade, é desde sempre uma de minhas canções preferidas. Além das músicas fracas ou velhas que foram para o álbum, Dig a Pony e One After 909, ele apresentou um bocadinho de outas coisas. Ao longo daqueles dias gélidos de janeiro  Lennon trouxe grande parte do que gravaria no Abbey Road ou até no Imagine, mesmo coisas que nunca completou como Mean Mr. Mustard ou Polythene Pam. E um bocado de canções que jamais seriam gravadas também viu a luz naqueles dias. Por eemplo, gosto muito de uma canção que todos parecem detestar, Watching Rainbows.

Nada vai justificar a bobagem que escrevi no último post. O finado George Harrison, que Deus também o tenha em bom lugar, continua o terceirão.

2 thoughts on “Errata: Get Back

  1. Verdade seja dita, se ele tivesse feito apenas Don’t Let Me Down você já deveria desculpas ao John, afinal durante esses últimos 50 anos sempre que o “show do telhado” vem à tona essa canção a primeira que aparece.

  2. “Pools of sorrow, waves of joy are drifting through my opened mind
    Possessing and caressing me” enquanto leio seu texto.
    Eu estava bem “atoleimado” TB por isso não prolonguei minha opinião (faltava ver a última parte também). Eu também achei injusto com o senhor Winston Ono.

    Deve ter sido a primeira vez que chorei vendo um reality show (fico sensível no réveillon e sem a referência da mãe, levada pela “gripezinha”, tudo foi ainda mais intenso).

    Sempre me identifiquei pessoalmente com o senhor Ono mais do que com todos (e suas neuroses) embora não tenha “beatle preferido” por isso me chamou tanto a atenção. E juro que de tanto ouvir “Dig a pony” no documentário acabei mudando de ideia sobre a canção.

    Ontem mesmo toquei Let It be no teclado e agradeci a genialidade de Maca.

    ABS.

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