Arte em Movimento

Já que tive que ir ao BNDES ontem, aproveitei para dar uma olhada na exposição “Arte em Movimento”, que tem como tema os meios de transporte.

Pelo preço — gratuito — vale a pena. Algumas boas peças, de Djanira e Iberê Camargo, obras menores de Lasar Segall, Portinari, Carybé, uma escultura de Bispo do Rosário. E um monte de desconhecidos que estão ali porque alguém cismou que a obra deles valia a pena. Como um quadro de Cláudio Tozzi no estilo de Lichstenstein, ou bobagens enormes que dependem de uma explicação e uma convenção: “Eu finjo que acho isso bom e você, para não passar por bobo, acha também, tá certo?”. Como dizia Goebbels, uma mentira repetida mil vezes etcetera etcetera.

Mas Bispo do Rosário é uma incógnita para mim. Achá-lo um gênio ou uma fraude, acima de tudo, depende do seu conceito de arte.

Como sou uma anta para algumas coisas, minha opinião varia. De vez em quando o acho brilhante, mesmo em sua confusão. Outras vezes, vejo só um maluco qualquer da Colônia Juliano Moreira.

Bem que eu podia ser um sujeito um pouquinho mais sensível.

3 thoughts on “Arte em Movimento

  1. Ah, Rafa… Sei lá se é arte ou não o Bispo do Rosário. Mas vi uma exposição com coisas dele e senti um arrepio quando entrei lá. Não tô querendo dar uma de “cabeça”, de “sensível” não (olha eu me justificando de novo), mas achei tão legal aquilo… Tão lindo… Principalmente o manto dele e um barco. Talvez seja porque cacarecos de um mendigo estavam expostos num museu (foi no Centro Cultural dos Correios, aí no Rio). Mas…. sei lá. Ah, tem um pintor que descobri outro dia (não saco nada de arte, viu? ai… mais justificativas!), chamado Poteiro, do qual gostei muito. Pintura “naif” (tá certo falar assim?). Fui a um shopping servir de babá de um cliente e perguntei o preço de um quadro dele. R$21.000,00!!!!!

  2. Putz… e eu nunca ouvi falar no sujeito. Ah, Ra… não venho mais aqui não, fico me sentindo inferiorizada. Hehehehe.

  3. Vc estah certissimo. O Bispo eh um brilhante. Um amigo meu fez uma tese sobre o Bispo na Unicamp, e esmiucou esse preconceito “Juliano Moreira”. Fantastica a ideia do cara.

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