Linux, here we come

Ninguém tem mais dúvidas de que o o MacOS é um morto-vivo, um zumbi que ainda não se deu conta de que está morto. 2% de market share não é nada.

Mas é provável que ninguém perdesse dinheiro apostando no Linux contra o Windows.

Não que o Linux seja melhor. Digam o que quiserem os seus defensores, ele não é. Embora tenha ficado muito mais fácil nos últimos anos, e o Red Hat Linux seja uma belezinha, ele ainda é complicado demais. Eu instalei o Red Hat 8 aqui, e fiquei impressionado. O problema é que, além de uma série de deficiências (fontes tipográficas, por exemplo), o Linux simplesmente não tem aplicativos realmente decentes para outro uso que não o da Internet e, em menor grau, de aplicativos de escritório (Mozilla, OpenOffice, etc.).

Mas se eu fosse fazer uma aposta para dizer de quem é o futuro, eu apostaria no Linux.

A razão é simples. Aos poucos, está se formando uma correlação de forças desleal: a Microsoft de um lado e todo mundo do outro. A Novell acabou de anunciar que vai comprar a Ximian, que tem um bom cliente de email e está desenvolvendo uma plataforma semelhante ao Microsoft .NET. A IBM aposta tudo no Linux, até porque o tombo que levou da Microsoft com o DOS, no início dos anos 80, e o fim do OS/2, aí pelos 90, devem ter ensinado alguma coisa a ela. Não deve demorar muito até a Sun abandonar o Solaris, se é que já não abandonou.

É uma questão de tempo — na verdade, muito tempo — até que o Linux, que vem crescendo rapidamente no mercado de servidores, chegue também aos desktops. Isso, claro, vai demorar para acontecer. É preciso adquirir massa crítica no mercado de servidores. Mas que é bem provável que aconteça um dia, ah, isso é.

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