Lula e as criancinhas

Lula anda acreditando demais no próprio mito. Descontando-se as imensas diferenças, de governo e de caráter pessoal, foi o que aconteceu com Collor.

Na coluna do Ancelmo Góis de hoje, uma nota diz que Lula se emocionou no velório dos mortos no acidente de Alcântara porque cresceu vendo caixões de crianças mortas no Nordeste, e pensou no desamparo dos filhos das vítimas.

A emoção nostálgica de Lula é um desrespeito ao mortos que estava velando, principalmente, mas também ao povo brasileiro.

Não é preciso lembrar de “anjinhos” no Nordeste para se emocionar com aquela cena. Duas dezenas de homens mortos e carbonizados não bastam para que se chore sua perda? Evocar nordestinos mortos pela fome para justificar lágrimas em um velório é tirar dos técnicos de Alcântara o valor de seu sacrifício.

Enquanto isso, o orçamento de 2004 destina menos dinheiro às áreas sociais que o de 2003, de FHC.

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