Mas pensando bem…

…acho que a partir de agora só me refiro ao “cinema nacional” como cinemanacional. Pelo jeito que falam dele parece uma entidade à parte, uma espécie de meta-cinema. Como se o simples fato de ser brasileiro fizesse dele algo diferente para todos, brasileiros ou bárbaros.

Não que eu não goste de cinemanacional. Gosto, e muito. Há muito tempo percebi que só no cinemanacional vou ver alguém tomando café em copo de geléia de mocotó. E é essa identificação imediata, essa sensação de se ver na tela, que faz dele algo único. O Canal Brasil é hoje a única razão para alguém assinar a Net.

Mas isso é importante para mim, brasileiro e paraíba. Para um tailandês o tal café em copo de geléia vale tanto quanto o que o meu gato enterra. A estupidez de ver um valor universal em algo especificamente brasileiro já nos deu tragédias como aqueles trambolhos pós-Cinema Novo, financiados pela Embrafilme, mas nesses tempos de ufanismo e “Brasil Grande” encontra solo fértil.

Enquanto isso, espero o abençoado dia em que o cinemanacional, essa entidade superior ao reles entendimento humano, tomará de assalto as salas de exibição de todos os países do mundo.

One thought on “Mas pensando bem…

  1. Ah… inda falta um bocado pra ser comercialzão de lotar salas… Vamos ver Lisbela e o prisioneiro se é tão “americano” quanto eles falam.

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