Comentários dos comentários

Fernando, eu até concordaria com o “velho demais” — não fosse o fato de na época ter aí pelos meus vinte anos. Se isso for ser velho demais, presumo que só entende aquilo uma criança de seis anos, a mesma que ainda acredita em Papai Noel.

Mas seria difícil concordar com o “velho demais para entender”. Eu sou velho demais, sim — mas para já ter visto essas atitudes um sem-número de vezes, para saber que é tudo jogo de cena, para saber que tudo isso tem pouco a ver com a música, para saber que idiotas conseguem fazer grandes obras. Sou velho demais para saber que no fundo é tudo showbiz, vendida sob o manto da rebeldia juvenil — uma rebeldia que nunca tem fim, que se torna cansativa quando você a vê pela enésima vez e que foi inventada quando os EUA perceberam que essa faixa de idade representava um grande mercado ainda inexplorado, nos anos 50. E velho demais para saber que o pintinho do Cobainzinho era pequenininho.

As brigas em torno do espólio dele mostram que no fundo ainda são as mesmas velhas coisas.

Bia, o fato de achar o Cobain um mané não quer dizer que o mesmo se aplique a sua banda. Concordo com tudo o que você disse sobre a importância do Nirvana.

(Mas o baudelairianismo de Cobain era fake — e eu acho que seu modelo era o Jim Morrison, ou seja, uma cópia da cópia. Finalmente, eu prefiro o Pearl Jam. De longe.)

One thought on “Comentários dos comentários

  1. meu… eu acho que ODEIO o pearl jam. o eddie veder me parece uma cópia do chorão o vocalista do charlie brown! cópia por cópia, é melhor ficar com a do jim morrison…

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