A sorte de Lula

Lula é um sujeito de sorte.

Depois de ter feito uma das maiores besteiras de seu mandato, ao tentar expulsar o correspondente do New York Times, conseguiu fazer com que Larry Rohter se retratasse, assumisse seu erro e que todo o episódio terminasse na pizza tradicional da sexta-feira à noite.

E isso um dia depois do programa do PSDB, brilhante em sua estratégia de preparar Serra para a prefeitura de São Paulo e para uma eventual presidência: em vez de seguir o caminho fácil e frágil de insistir no caso Waldomiro, preferiu bater na tecla da incompetência do governo, com números e interpretações difíceis de refutar.

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Eu venho tentando escrever um post com críticas ao Governo Lula já faz algum tempo. Mas sempre sou atropelado por alguém.

Quando um governo recebe tantas críticas assim, principalmente daqueles recém-convertidos que resolveram abandonar seus preconceitos e votar no “paraíba analfabeto”, é porque há realmente alguma coisa errada.

Cada vez mais vejo pessoas insuspeitas insatisfeitas com o governo. E olha que estou numa cidade administrada brilhantemente pelo PT e que deve reeleger seu prefeito ainda no primeiro turno. Se até aqui as pessoas estão reclamando, é porque a coisa está realmente feia.

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Sugestão para o programa do PT: o PSDB bateu no governo Lula dizendo que eles olham para a frente, e não para trás. Talvez fosse de bom tom mostrar por que eles não olham para trás.

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