Neópolis

Conheci Neópolis no ano passado. Rápido, coisa de uma hora, mais ou menos.

A cidade fica na margem sergipana do São Francisco. Viveu dias mais prósperos no início do século XX; hoje é só uma cidade que se arrasta no tempo à beira do rio. Do outro lado, em Alagoas, fica Penedo, também decadente — mas decai de tempos ainda mais opulentos, e portanto é maior e abriga mais vestígios de sua riqueza passada.

Dos tempos de riqueza de Neópolis restam apenas uma fábrica de juta em ruínas e casas antigas que contam a lenda de uma longa história. No bar em que parei para tomar um refrigerante a estrutura da construção denuncia um edifício do século XIX, no máximo: as grandes e sólidas vigas no teto, as muitas portas que se abrem de par em par. O número de portas mostram que o bar já foi uma casa comercial de prestígio, provavelmente um armazém, um entreposto comercial. Mas agora, para seus moradores, ela é apenas uma casa, o lugar onde moram e trabalham, e auxiliados pelo tempo vão imprimindo marcas que tornam cada vez mais difícil distinguir sua idade. As casas aos poucos se tornam eternas.

Acostumado à desconfiança carioca, tentei pagar o refrigerante antes mesmo que a mulher que veio de dentro da casa com vagareza o pegasse no freezer. Mas o seu código de ética comercial é outro, e ela só espera receber o dinheiro depois que o serviço que me prestou se houver consumado. É assim que as coisas são, e as pessoas não costumam lhe dar motivos para ela veja alguma necessidade de mudança.

Havia chovido, aquela chuva de verão, e o ar estava límpido e fresco. Sentei na calçada e olhei para as pessoas que passavam. Me perguntei por que elas moram aqui — meio-dia na praça, homens fortes e acostumados ao trabalho braçal apenas conversando sob a sombra, se escondendo do calor de janeiro. No século XVIII, quando as diferenças tecnológicas entre grandes e pequenas cidades eram menores, ainda assim as pessoas iam embora, buscavam a exuberância dos grandes centros; como um Lucien de Rubempré correu para Paris, achando-se maior, muito maior que Angoulême.

Os homens usavam as mesmas roupas de 30 anos atrás — camisas de manga curta e tecido fino, calças largas, chapéus de feltro, alpercatas de couro. O mito do caldeirão racial brasileiro não existe aqui, porque todos eles, homens e mulheres, têm a mesma cor de rio, a mesma pele curtida, o mesmo sorriso desconfiado.

Elas passavam em motos e bicicletas. Notei o número alto de carros velhos, e finalmente percebi para onde vão os automóveis que as cidades maiores e mais ricas abandonam em favor de modelos mais novos: vão para o interior custando cada vez menos, e nelas continuam representando o mesmo símbolo de status que representaram em seus anos de glória; são como circos decadentes que precisam de cidades cada vez menores, cada vez mais atrasadas para levantarem os ohs e ahs de admiração que um dia ouviram de platéias mais sofisticadas, cuja memória aos poucos vai se perdendo.

Então vi que a pergunta que eu fazia não tem sentido, porque o que as faz continuar ali é o mesmo que fez as pessoas, ao longo dos séculos, continuarem em suas cidades, e nascerem e morrerem com as mesmas perspectivas modestas, e mais certezas do que dúvidas. A resposta é tão simples: elas não se acham maiores que Neópolis.

Talvez ninguém seja. Paguei meu refrigerante e fui embora.

42 thoughts on “Neópolis

  1. vi uma caminhonete ontem com a placa de OURIZONA – PR!!!!! caras! OURIZONA, no Brasil! e procurei no DEUS google… e EXISTE!

  2. Bia
    ourizona é aqui do lado de Maringá.. até conheço o ex prefeito de lá, pois a filha dele estudava comigo!!! e de Sabaudia vc ja ouviu falar? Florida, California, Florestopolis, Iguaraçu, Astorga, Paranacity, Castrolandia? se nao, vem passear aqui no Paraná e vc vai dar muita risada…
    beijaõ

  3. Rafael, eu adoro essas cidades, que parecem esquecidas no mapa (se é que aparecem no mapa!!). Sonho em viver em uma delas, algum dia…

  4. Neópolis não é uma cidade decadente, pelo contrário, o fato de vc ter apenas conhecido neópolis por uma hora não é razão SUFICENTEMENTE PLAUSÍVEL para que vc a considere desta forma.
    A mesma coisa seria se eu afirmasse que o Rio de Janeiro é o pior lugar do mundo, frente a tantos absurdos que lá acontece!!!, sem ao menos conhecê-la de perto, e usufruir de tudo de bom que a cidade poderia me proporcionar!!!
    Nós não temos uma cidade decadente!! VC AO MENOS PROCUROU SABER SOBRE AS NOSSAS CULTURAS? TRADIÇÕES? E QT AS INDUSTRIAS E FÁBRICAS LÁ EXISTENTES? Temos uma fabrica de tecidos que muito importa e exporta, temos o SEGUDO MELHOR CARNAVAL DE RUA DO BRASIL( só perdemos pra Olinda e OLHE LÁ VIU!!!)temos o PLatô de Neópolis, que é um importante Pólo de Frutas do Nordeste e etc….
    O fato de ser uma cidade do interior do NOrdeste não a configura como uma cidade DECANTE como vc afirma!!!Neópolis para quem a CONHECE, é uma MA-RA-VI-LHO-SA Cidade, sempre construindo com o seu povo. SOMOS NORDESTINOS, SERGIPANOS E NEOPOLITANOS SIM!!! COM MUITO ORGULHO E NUNCA DECADENTES!!!.Somos confiantes, e aprendemos o valor de uma cultura Forte!! que sobrevive até os dias de hj!!

  5. Digníssimo EU: a decadência a que Rafael se refere, pareceu, para mim, restringir-se à decadência econômica.

    Se conseguires apagar aquele parágrafo e te dedicares ao restante do texto, verás poesia e não crítica na escrita do Rafael.

    Faça isso.

  6. Então EU… acho que você tem um pequeno grande problema em distinguir entre um texto onde a pessoa coloca suas próprias impressões sobre um assunto mesmo que seja pela fração de segundo e não por um levantamento turístico, econômico e populacional das influências que o Mar de Górgia tem sobre Neópolis e alguma descrição simples e objetiva, que no caso não caberia sendo que o texto é um relato mental, portanto banhado no fantástico da imaginação. Não se assute com livros quando os ler, pois nem tudo é verdade… na verdade, quase nada é verdade e se um pouco de gosto poético existisse você conseguiria perceber que na verdade o texto presta uma homenagem a sua cidade. opa, e Rafael parabéns pelo texto, primeira visita e pode ter certeza que voltarei.

  7. Oxente! E o carnaval de Salvador? Não é a maior festa de rua do mundo? Oxente, bichinha? Tá dodja, é?

  8. Neópolis,nós te amamos!gostei de passar as férias nesta cidade.Tem o melhor carnaval do mundo.
    valeuuuuu!

  9. Rafael,quem reside em neópolis e lê os seus comentarios a respeito da cidade não tem como não se sentir ofendido, porém, temos, nós neópolitanos, de nos cocientizar que você tem lá suas razões. Por conta de politicos ladrões e corruptos aqui falta tudo. Se for feito comparativos do nível de emprego de 30-40 anos atraz em Neópolis, se verificará que nós estamos crecendo tal qual rabo de cavalo, para baixo.

  10. Caro Rafael,
    Se você passou apenas uma hora na cidade de Neópolis, como há de saber que ela viveu dias mais próspero no século XX? será que a mulher que lhe vendue o refrigerante te informou sobre isso?
    Como pode saber que é uma cidade que se arrasta no tempo se nem sequer conhece o povo do local, sua cultura e seus costumes?
    Quanto ao segundo parágrafo baseado em que você fala que da riqueza do local resta apenas a fábrica de junta se sua permanência foi de apenas uma hora?
    Acho que fica difícil falarmos de algo que não conhecemos, entretanto se a afirmação no final do texto “elas não se acham maiores que Neópolis” for uma homenagem ou poesia, essa homenagem é dispensadas pelos moradores da cidade.

  11. Quero solidarizar-me com SUEZ ALVES DE LIMA,como Neopolitano que sou fui professor nesta importante cidade do norte de Sergipe,histórica,brava gente que lutou quando Mauricio de Nassau esteve nestes lugares(Penedo)inclusive.Quem não conhece a Históriia ,claro acha nossa cidade o fim do mundo,mas é o começo dele,pena que nossos Governantes não pensem assim.Onde está a antiga cadeia,que era marco do seculo XVIII?o grupo Marechal Pereira Lobo ,marco da arquitetura da época? lá só está seu povo heróico(hoje sofrido)pelo descaso de seus governantes.

  12. Rafael Galvão, para você se informe um pouco sobre Neópolis:
    Neópolis, a capital sergipana do frevo
    Município, às margens do Velho Chico, tem destaque também através do Platô e dos perímetros irrigados

    Neópolis, distante 121 quilômetros de Aracaju, é considerada a capital sergipana do frevo, mantendo a tradição do bloco Zé Pereira durante os carnavais. O frevo, comum em Recife e Olinda, em Pernambuco, invade as ruas de Neópolis, com a multidão cantando e dançando ao som de marchinhas do grande Mestre Capiba. Situada às margens do Rio São Francisco, a cidade tem uma vista maravilhosa e destaca-se por possuir duas igrejas católicas na mesma praça, uma de frente pra outra.

    O município de Neópolis foi fundado com o nome de Santo Antônio de Vila Nova, elevado à categoria de freguesia em 18 de outubro de 1679. As terras foram doadas a Antônio de Britto Castro, pelo rei de Portugal, com o compromisso de serem construídas no local 30 casas, cadeia, pelourinho e casa de câmara.

    Em 1683, o filho do donatário, Sebastião de Britto de Castro, requereu a nomeação em substituição a seu falecido pai. Em decorrência disso, a Coroa procurou informação para saber se as cláusulas da doação tinham sido cumpridas. Ele informou, em 1689, que todas as exigências da doação haviam sido cumpridas, inclusive que a vila já contava 200 moradores.

    Para comprovar se a informação era verdadeira, em 29 de novembro de 1689 a Carta Régia manda o ouvidor de Sergipe fazer uma vistoria, quando foi constatado que o donatário não havia cumprido o acordo, como fora combinado. Os prédios eram frágeis, cobertos de palha, em vez de serem construídos de alvenaria e madeira para resistir à ação do tempo. Por causa disso, a vila volta ao patrimônio da Coroa, passando a se chamar Vila Real do São Francisco.

    VILA NOVA DEL REI

    Em 1733, a povoação foi elevada oficialmente à categoria de vila com a denominação de Vila Nova Del Rei. Em 1817, ela perde quatro quintos do seu território para a criação da freguesia de Santo Antônio do Urubu de Baixo, hoje Propriá. Em 6 de março de 1835, recebe pela Lei provincial a categoria de comarca com a designação de Vila Nova do Rio São Francisco, compreendendo seu termo, Propriá e Porto da Folha.

    Em 1857 a comarca foi transferida para Propriá. Medida que foi reparada tempos depois. Em 23 de novembro de 1910, a vila é elevada à categoria de cidade, através da Lei estadual 583, com a mesma designação de Vila Nova, sendo seu primeiro prefeito Antonio Ataíde. O decreto-lei nº 272, da Interventoria Federal no Estado, de 30 de abril de 1940, dá à cidade a designação de Neópolis.

    PARTICIPAÇÕES HISTÓRICAS

    O povo neopolitano sempre se fez presente às grandes decisões. Em 1710, revoltado contra os dízimos cobrados pela Capitania da Bahia, invade a cidade de São Cristóvão e se apodera do armamento da força pública, destitui os representantes do poder, chegando o capitão-mor Salvador da Silva Bragança a esconder-se, temendo ser morto.

    Liderado por Bento de Mello Pereira (Barão do Cotinguiba), participa ativamente contra as revoluções pernambucanas, patrulhando aquela região da Província, ora invadindo a Câmara da florescente Vila do Penedo, em 1817, ora expulsando de Brejo Grande, em 1824, os irmãos Antonio José de Albuquerque Cavalcante e José de Albuquerque Cavalcante.

  13. Rafael você teria que ir a cidade de Neópolis, e conhece-la, porque com esses depoimenta já se percebe quer lá você nunca foi.
    Reveja o quer você escreveu sobre essa linda cidade.

  14. Você deveria rever seus conceitos sobre “conheçimento”. acho que é o que te falta!

  15. Olha eu que nasci em Neòpolis, sai de là aos 19 anos, Sei que minha cidade e um dos melhores lugares, Hoje pra se viver, tranquilo sem violencia, agora esse moço passou sò uma hora là, ele nao sabe o que fala, eu tenho orgulho de ser Neopolitano, com muita honra,

  16. foi muito infeliz o rafael não sei das contas falar de neopolis, passando apenas na praça durante uma hora, rafael compre o livro publicado pelo cinform, e outra pela unit onde fala da historia de todos municipio sergipanos, e fala sobre neopolis.

  17. SR Rafael.
    Não sei de onde o sr é ,posso lhe garantir uma coisa : sou de Neópolis e cheguei ao Rio de Janeiro para estudar aos treze anos hoje estou com 5.8 e lhe falo de coração eu era feliz muito feliz e não sabia p/ começar lá ainda hoje se dorme de portas abertas , lá não tem bala achada e nem perdida ,tem sim como em todo lugar do mundo políticos não muito honestos.Fora tudo isso amigo lá eu tive infancia pais ótimos estudo alimentação e tudo que uma criança precisa uma família muito unida. Resumindo meu amigo Rafael estou vendendo minha casa e indo embora para esta cidade decadente,pois a última vez que lá estive sequer lembrei do Rio de Janeiro mas estou voltando me aguarde rio são francisco me aguarde carnaval me aguarde meu pai. e muito obrigada sr Rafael por ter lembrado minhas origens.Abraços.Gleice

  18. Sinto muito caro Rafael, mas vc está equivocadissimo.Será que não visitou a cidade errada e está nomeando de Neóplois???Lamento essa sua ignorância acerca da cidade, ninguém pode fazer tal comentário quando está de passagem por uma cidade durante 1 hora, isso é absurdo!!!Sou neopolitana, e sinceramente as pessoas q vejo n andam de camisas de manga curta e tecido fino, calças largas, chapéus de feltro, alpercatas de couro, uma ou outra usam essas vestimentas, como com certeza em todos os lugares deve ter, mas você generalizou como se lá fosse o fim do mundo, o lugar mais perdido do planeta e nos denominou de pequenos, sinto informar que pequeno é você que escreveu um artigo tão insignifante e tão mal informado, sem base histórica e cultural. Antes de publicar algo procure ter conhecimento sobre o assunto.

  19. Meu caro Rafael,

    Neopolis é uma tera abençoada
    por Deus e por todos os santos
    venha passar pelo menos 10 dias pra vc ver o quanto e gostoso passear em neopolis,
    Garanto que vc nunca mais vai esquecer essa terra abençoada repito por Deus. Um forte abraço

  20. Rafael Galvão, Neopolis, cidade maravilhosa tive a oprtunidade de conhecela e me apaixonei as pessoas supergenteboa os as crianças ,adultos e os idosos são pessoas extremamente educadisso ,Realmente Neopolis sem cometarios gostei tanto que fui a passeio e me mudei pra Neopolis até hoje moro aqui e só sai daqui pra o cemiterio,vem Rafael morar que é melhor do o Rio. te espero abraços.

  21. Prezado Rafael, muito interessante suas palavras sobre a minha cidade. Boa prosa, um tom poético que me emocionou. Apenas lhe recomendo uma coisa; volte lá, com mais tempo para passear e pesquisar. Como vc viu existem informações que tu desconhece. Um abraço e viva NEÓPOLIS.(estranhamente é uma cidade em que a maioria das pessoas se sente bem. deve ser o rio)

  22. Prezado Rafael,infelizmente concordo com voçê neste comentario ,apesar de que a primeira impressão é a que fica de uma cidade decadente em virtude de má administração,porem espero que aprenda a separar o joio do trigo, e ao visitar-nos novamente procurar dialogar mais com os moradores.E aí voce vai adorar esta perola do baixo são francisco que é NEÓPOLIS.

  23. Adorei a sua reportagem Rafael,muito bem escrita e apesar do pouco tempo que ficastes,vc fez uma observação interessante.
    Não entendo o motivo de muitos o terem criticado,já que não ofendestes a ninguém,muito menos a cidade.Sou de Neópolis e sei os problemas que ela passa,infelizmente ela se encontra nesse estado de abandono.

  24. Rafael vc foi muito infeliz no seu comentario sobre Neópolis e concordo com meu irmão com Ercival quando ele diz que Neópolis é a perola do São Francisco

  25. A cidade de Neópolis tem muita história e cultura! Moro em Sergipe e sei qual a IMPORTÂNCIA desta cidade… Entendo o fato que, Rafael, autor desse texto refere-se não só a uma passagem rápida, como também a um acervo de fatos antepassados! a cidade já foi de grande proporção comercial, hoje nem tanto… “muito humilde relatar um refrigerante e… sair!”

    muito bem elaborado, PARABÉNS!

  26. olá rafael, quando fui prefeito dessa cidade fiz muitas melhoria, mas infelizmente os meus sucessores pouco por Neopolis, Mas lhe afirmo com muita traquilidade sou candidato a prefeito outra vez se eleito for farei de neopolis uma grande cidade com mais desenvolvimento e dias mais prospero, Vá rafael diga ao povo que sandó (como sou conhecido) e candidato outra vez,Garanto que Neopolis será mais feliz.Obrigado pelo espaço e aproveito a oportunidade e mando um abraço ao meu vice o jovem inteligente GABRIEL. tenho certeza que com essa dupra o povo e neopolis ganhará …abraços SANDOVAL

  27. rafael, vc precisa conhecer a nossa NEÓPOLIS/SE,comer uma peixada no LULÃO, tomar uma cerveja bem gelada com a mesa dentro do Rio no porto das balsas,tomar um banho no São Francisco,pegar uma canoa e passear pelo rio recebendo aquela brisa que rejuvenece até a alma. Neópolis é carnaval, é Bom Jesus,é festa de Santo Antonio, “e com ele ele ninguém pode”, já dizia monsenhor Moreno de Sant’anna, é o vila nova clube.. é felicidade pura:
    é uma canoa no rio
    um peixe na brasa
    um cobertor contra o frio
    é uma mulhe em casa , Neópolis é poesia, … é Mario Melins, é Sebastião Campos,Zé Barreto, Zequinha Barbosa,Braúlio Aguiar, Agezislau,Hildebrando Torres, é D.Marietinha,D.Bia,Maria Queiroz, etc.etc…é Amintas Diniz, é o BOMFIM, o NEÓPOLIS, .. é Peixoto Gonçalves,CODEVASF, ….Neópolis é o povo, é vida e muuuuuuuuiiiitooooo+++++++++++++, essa é minha querida Neópolis.

  28. Querido eu nasci em Penedo – AL mais morei na passagem. Vc foi lá? Bom, fica bem próximo de Neópolis mais não concordo com a tua redação…Quando comecei a ler achei um absurdo e concordo com os amados que dizem sentirem-se humilhados pelas suas palavras. Nossa!! aquilo de Cidade decadente, etc, etc,etc…meu Deus o que é isso…
    Como podes julgar algo ou alguém por apenas uma hora? Espero que volte lá e que possa apreciar tudo que pode ser propocionado a vc.
    Bjs fica com Deus.

  29. Pois é, Rafael, quando vi o seu artigo me armei para defender esta pequena cidade do interior de Sergipe. Mas quando vi as defesas já postas por alguns neopolitanos, percebi que o meu comentário seria mais um fervoroso, intrigado. Que horrível, meu amigo, fazer julgamentos de séculos o que você vê durante uma hora!!! Procure saber sobre a nossa cultura, os nossos costumes, as nossas tradições e verá que tudo isso aqui é apaixonante. A tranquilidade que você teve ao tomar o refrigerante durante uma hora no modesto ambiente aqui em Neópolis, você não teria em cinco minutos no que se chama de Cidade Maravilhosa, que é a sua cidade, o Rio de Janeiro.Maravilhoso é você sair pelas ruas a qualquer hora do dia ou da noite sem ter que estar se esquivando, deixando celular em casa pra não ser roubado, ser obrigado a ter um carro com ar-condicionado pra andar com os vidros fechados por causa dos bandidos, é você se reunir na porta com os amigos e todo mundo que passa ser amigo, é você deixar a porta aberta e quando chegar alguém à sua casa, da cozinha mesmo você grita: “a porta está aberta!”, é você precisar de ajuda e saber que pode contar com o vizinho. Afinal, são infinitas as vantagens de morar em Neópolis assim como são infinitas as desvantagens de morar no Rio, uma cidade violenta, em que o ar puro não existe porque foi substituído pela poluição das fumaças das fábricas, indúsutrias e automóveis, que a cordialidade das pessoas (se é que os cariocas sabem o que é isso)foi substituído pela frieza, pela desconfiança de que todos são calculistas e aproveitadores. Viu como a senhora que te vendeu o refrigerante confiou em você e não te fez um pré-julgamento mesmo sem saber quem é você? Chegue aqui nesta praça que você falou que as pessoas ainda mantem os costumes de antigamente e diga que está precisando de ajuda, pra vc ter uma idéia de quantas pessoas se oferecem para te ajudar!!!!!!!! Faça a mesma coisa nesta cidade denominada de Maravilhosa pra que o conceito de MARAVILHA seja revertido!!!!!
    Bem, passar o dia digitando as MARAVILHAS de Neópolis constratando com o que dizem que é uma cidade MARAVILHOSA, seria um prazer para mim, mas é que tenho outras coisas também relevantes para fazer aqui onde você denominou de (indiretamente) fim de mundo.

  30. Turista Rafael.Sou professora e utilizarei esse texto em uma das minhas aulas de Língua Portuguesa. A metodologia a qual será aplicada para que seja feita a correta interpretação, será com uma visão de futuro do Século XXI.Visão essa que infelizmente você não conseguiu estabelecer, acredito que seja pela falta de conhecimento, de informações sobre essa querida cidade e até um dos fatores mais importantes tenha contribuído para isso:”A sua personalidade.” Ou será que foi falta do que fazer. Aqui nós temos excelentes lagoas de plantações de arroz. Temos a pesca na maravilhosa obra de Deus” O rio São Francisco.Mas uma hora passa rápido demais para essas atividades. Deixarei que meus alunos interpretem o que você escreveu. A juventude neopolitana com certeza dará a resposta adequada a qual você merece receber. Apenas quero dizer-lhe que prestei bastante atenção ao último parágrafo que você discorre com total ironia. “Então vi que a pergunta que eu fazia não tem sentido, porque o que as faz continuar ali é o mesmo que fez as pessoas, ao longo dos séculos, continuarem em suas cidades, e nascerem e morrerem com as mesmas perspectivas modestas, e mais certezas do que dúvidas. A resposta é tão simples: elas não se acham maiores que Neópolis.

    Talvez ninguém seja. Paguei meu refrigerante e fui embora.

    Será que alguém que nunca visitou Neópolis, lendo o seu texto, desejaria conhecer? Acredito que só alguém mais inteligente que você faria essa visita. E graças a Deus, no mês de Fevereiro em plenos dias carnavalescos, nunca vi tanta inteligência em uma cidade onde o povo é menor que ela. Será que você é um chuchu? Porque eu e todos os neopolitanos temos raizes, as quais devemos respeitar e nos orgulhar. Neópolis como todos os outros municípios, cidades, estados, países, tem problemas. Isso é fato! Mas somos um povo inteligente, humilde, honesto e trabalhador. Não perdemos o nosso tempo como andarilhos, visitando cidades e procurando ver somente aquilo que agrada. Por acaso você é Perfeito,imortal?

  31. Seu texto faz um relato infeliz de uma cidade maravilhosa para muitos .Em Neópolis, podemos encontrar pessoas simples, que se vestem e tem costumes simples, mas também pessoas influentes, intelectuais, que gostam de se vestir bem, de acordo com a “moda”.Neópolis tem potencial que surge da força jovem que estuda a procura de um futuro melhor.
    Neópolis mostra possibilidades de mudança oferecendo curso técnico, pólo de faculdades de nível superior e educação básica a caminho de qualidade como outras regiões do país.
    Neópolis tem eventos culturais que reunem pessoas de toda parte do país e até mesmo do mundo.
    Senhor Rafael, se eu fosse descrever Neópolis como não a viu, perceberia que não tem o porque dizer que ela se arrasta no tempo à beira do rio, que temos muitos bares modernos com portas ímpares, que existe pessoas que se vestem de acordo com a modernidade, que há pessoas em busca do melhor, crescer na vida mesmo morando aqui. É isso o que faz muitos Neopolitanos e outras pessoas a continuarem morarando aqui.
    Sim, temos características antigas que se misturam com as modernas. Esse talvez seja um fato não isolado que agradam a uns e a outros não. Depende do gosto!E para quem não aprecia esse “gosto” do interior, não deveria vir até ela.
    Esse “interiorzinho” é conhecido mundialmente!
    Tchau e até nunca mais!
    Cristina

  32. Sou neopolitano, e apenas tenho uma ressalva a fazer sobre o comentário de Rafael Galvão: ele ressalta, nas entrelinhas, o descaso que tem os políticos que governaram com os prédios antigos. Ele deve está fazendo referência ao antigo sobrado de D. Dalva, que felizmente ainda conserva a sua estrutura antiga. Os outros, como a antiga cadeia, como o sobrado onde morou D. Esmeralda, quase que totalmente modificado, o antigo Grupo Escolar General Valadão, antes Olimpio Campos, as autoridades não se importaram o volar histórico que guardavam.
    No que pertine ao Carnaval, que muitos se referiram, o que discordo é com a bagunça que vem se agravando todo ano: os foliões (de fora, principalmente), jogam óleo queimado, água podre, colorau, borra de café, molho de pimenta, etc, em quem participa ou não da folia de Momo, quando nos Carnavais passados – há cerca de 20 anos – eles sacudiam o pó do talco e lança-perfume (esta já proibida), sem contar com a violência. O Carnaval é uma festa bonita, mas se controlada pelas autoridades, proibindo o uso desses ingredientes noçivos à saúde. Quando fato em autoridade, é autoridade municipal (o Prefeito), que tem o dever de exigir da autoridade policial estadual a ordem que ele deseja.
    O que nós neopolitanos devemos fazer é resgatar a História de Neópolis em sua plenitude, que é linda, como é o seu hino, de autoria do Pe. Arthur Passos, que quase ninguém conhece. Sérgio, o comentarista acima, provou que conhece alguma coisa sobre sua história.

  33. Senhor Rafael,

    Depois dos comentários de meus conterraneos, aconselho: Volte… conheça melhor nossa Neópolis ,beba um pouco da água do São Francisco… Refrigerante faz mal!
    Tenho a certeza que sua opinião irá mudar.

    Professor Humberto Gonzaga

  34. toda observação tem que se ter ética, para não acontecer essa garfe do Sr Rafael cometeu,ele só ficou uma dia em Neópolis, e fez uma uma análise totalmente equivocada . Em um dia jamais poderemos conhecer a história de uma cidade. Espero que ele aprenda a descobrir que muitos que moram nessa cidade são mais felizes do que Cariocas que se quer tem dinheiro para subir o bondinho do Pão de Açúcar, jamais irão ao Cristo Rendetor por esse mesmo motivo.Toda as pessoas tem que ter orgulhoso do lugar onde nascemos .

  35. -0Diva
    Rafael,foste infeliz ao descrever Neopolis desta forma,pelo visto vc chegou cheio de si quem sabe não teve tempo de se desfazer de imagens frias e tristes do lugar que vc veio,por isso não enxergou as belezas do Rio São Francisco muito menos se banhou e tomou goles de água isso sim teria lhe feito muito bem,nem mesmo o sgnificado da palavra Neópolis( Cidade Nova) vc procurou saber.Espero que após conhecimento de tantos
    neopolitanos aqui narrados sobre abel´ssima cidade de Neópolis vc reescreva uma Neópolis real mais humana e feliz, porque é assim que me sinto morando em Neópolis.

  36. Idiota esse Rafael Galvão, amigo vc nem ninguem deve julgar cidade ou pessoas em apenas uma hora, pessoas que pensam pequeno igual a vc , nao queremos como turistas, vc quiz chamar atenção, entao conseguiu seus 5 min de fama.

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