João, Maria, a bruxa muito má e Rafael

Sempre contei a história de João e Maria para a minha filha omitindo alguns detalhes.

Por exemplo, ela não sabia que eles foram jogados no mato pelos pais desnaturados e incompetentes que não queriam aquelas duas bocas para alimentar. Também era mantida na mais crassa ignorância acerca do canibalismo pedófilo da bruxa. Finalmente, a usura de seus pais, que os recebem de volta de olho na fortuna que aqueles dois pequenos latrocidas roubam da pobre bruxa, não existe na minha versão da história.

Aos cinco anos há coisas que uma criança não precisa saber.

Há dois dias ela estava assistindo a um filme sobre a história, fita dos primos que ela desencavou de algum lugar. Passei os olhos e a deixei em paz.

À noite, quando começava a desfiar a seqüência de histórias tradicionais, inventadas e músicas infantis que fazem parte do seu processo de sono, ela me interrompeu, com a impaciência que lhe é típica:

“Não, papai, ela prende o João e transforma Maria em sua escrava!”

Revoltado com o que a televisão fez e com sua contribuição indesejada ao vocabulário de minha filha, enquanto gaguejava um arranjo minimamente aceitável para a história eu ficava pensando no triste fim que aquela fita teria, jogada ao lixo em pedaços assim que ela esquecesse de sua existência.

Ontem, novamente contando a história, incluí aquele trecho infame sobre escravidão.

“Não, papai, conta do seu jeito.”

E naquela noite fui dormir feliz, vencedor momentâneo de uma guerra contra a mídia que, desde já, sei perdida. Mas pelo menos tive uma vitória, que será contada aos meus netos e aos netos de meus netos pelos tempos que virão.

12 thoughts on “João, Maria, a bruxa muito má e Rafael

  1. Como as pessoas são tão múltiplas né? Às vezes ficamos de brincadeira, nos sacaneando no MSN – eu do aquelas crises: TATA E VC NÃO ME AMAM MAIS!
    E parecemos todos coleguinhas da Letícia. Mas como hoje, me pego vendo um pai preocupado com o tipo de informação que a filha tem acesso. Rafa, realmente vc é um paizão! E falo isso porque várias madrugadas vc avisa que vai sair do MSN um pouco que ela acordou. E que fooooooofa a historia do Leo, ela e o cavalinho! Tenha certeza que isso ela vai guardar pro resto da vida! Digo isso porque como filha única lembro de muitas bagunças que fiz com meu pai.
    Agora só não gostei de vc ter aberto meus olhos pra toda essa sacanagem nas historinhas infantis! Nem eu sabia que a bruxa era pedófila!
    Aiiiiiiiiii quero meu pijama e minhas pantufas!
    Hahahahahaha

    Um xero
    Criquinha

  2. Adorei a historinha. Me lembrei de um livro do Moacir Gadotti, “Dialética do Amor Paterno”, onde ele conta, entre outras coisas, como ensinava os filhos pequenos a desconfiar do que viam na televisão.

    Ele colocou uma brincadeira na capa: “Proibido para professores”, pois já se antecipava às cobranças de seus colegas educadores sobre a visão meiga e não-ideológica do livro.

  3. Grande Rafael! Ser pai é isso aí, lutar um pouco a cada dia contra todas as idiotices que querem transformar nossos pequenos em criaturas desensibilizadas. A pedagogia do amor faz mais um ponto. Bom para a sua filha e para o resto do mundo.

  4. Rafael,Concordo contigo sobre os problemas de conteúdo nos contos infantis. Mas por outro lado, há um aspecto importante a sabermos: os contos não nasceram infantis, eles fazem parte de um longo processo de elaboração e reelaboração de mitos e lendas, a mairia vinda da idade média européia. E aí e q entra o caroço do angu, essas histórias são fundamentais p a formação e a compreensão de nossa mentalidade, por outro lado, há realmente a preocupação com os conteúdos. Pergunto: como lidamos com isso? É correto jogar p o limbo esse manancial de informações q são os contos de fadas e, ao fazer isso, não estamos jogando p depois explicações q os adultos devem dar às crianças sobre os erros q cometemos? Não seria maquiar o mundo? Por fim, os contos de fadas já não nos serve, de uma maneira ou outra, como metáforas desses erros, e q jogá-los fora seria simplicar demais agora coisas q se complicarão no futuro? Não sei as respostas realmente, mas gostaria de saber… Estou atento p outras formas de pensar…

  5. Rafael, vc me emocionou de verdade. Tenho uma filha de 5 anos e mais um de 24, um de 21, outro de 17 e ainda outro de 15. A todos contei estórias que me foram contadas por disquinhos de vinil coloridos (tenho 49 anos). Ontem contei pela 23 vez consecutiva a estória do chapeuzinho vermelho, q ela me pede prá repetir, não aceita outra. Hoje resolvi procurar a de João e Maria para ter certeza do conteúdo, já que não conto da forma original. Conto que eles se perderam na floresta e que fugiram da bruxa. O seu questionamento tem fundamento. Me emocionei a ponto de encher meus olhos de lágrimas pela beleza de um pai contando estorinhas e cantando músicas de ninar para sua filhinha – talvez por não me lembrar de meu pai fazendo isso.
    Obrigado por divulgar esse seu sentimento e compartilhá-lo conosco, para fomentarmos a entropia de beleza no mundo.

  6. eu estava procurando algo para meus alunos sobre joao e mariae encontrei esta reflexão.
    Encontri tambem seu comentario e percebi que não é tao facil lidar com estes fatos.

    Nas Trilhas de João e Maria – Breve reflexão sobre o abandono de crianças no Brasil

    Lidia Natalia Dobrianskyj Weber, Psicóloga (CRP 08/0774); Professora e Pesquisadora do Departamento de Psicologia da Universidade Federal do Paraná; Mestre e Doutora em Psicologia Experimental pela Universidade de São Paulo

    Em um país não muito distante, numa época de grande carestia, viviam um lenhador, seus dois filhos e a madrasta deles – muito malvada e sem coração, um jargão da representação das madrastas das histórias infantis. Chegou uma época em que o preço das coisas subiu demais, a comida foi acabando e a mulher teve a cruel idéia de diminuir os gastos abandonando João e Maria no meio da floresta. O pai ficou com o coração partido mas acabou concordando com a esposa.

    Um dia de inverno de 1997 na cidade de Curitiba. Eram 6h30 quando uma moradora do bairro de Uberaba ouviu um som parecido com um choro de criança. Ao verificar no terreno baldio existente ao lado de sua casa, avistou um bebê recém-nascido junto a um monte de lixo.

    Sofia é uma menina de 10 anos de idade e mora em orfanatos desde os dois anos. No seu prontuário consta que a sua mãe, que tinha mais três filhos, a deixou lá “somente por um tempo, até encontrar um emprego”. Hoje Sofia tem o adjetivo de “institucionalizada”, pois sua mãe nunca mais voltou para buscá-la. Ela não sabe responder porque está morando em um orfanato e não lembra nem de sua mãe nem de seus irmãos. Nesses oito anos, ela já morou em três instituições diferentes e nunca recebeu visita de ninguém. Quando lhe perguntamos qual era o seu maior desejo, o maior presente que ela poderia ganhar, Sofia respondeu: “Uma família”. Depois de alguns segundos pensativa, ela completou: “eu queria alguém que me chamasse de filha, queria dormir numa cama aconchegante e ser feliz para sempre”.

    Três dramas humanos. Três histórias. Qual é a mais improvável? Sempre ouvimos dizer que a arte e a literatura representam a vida, e isso também ocorre, diretamente ou simbolicamente, em historietas infantis. Para compreendermos os determinantes das duas histórias verídicas, tão próximas do conto de fadas escrito pelos Irmãos Grimm no século passado, é preciso não esquecer da realidade brasileira. Não é possível analisar somente as variáveis psicológicas e emocionais da mãe que abandona, especialmente quando ela mora em um país onde boa parte da população pode ser considerada abandonada pelo Estado. Ainda assim, como é possível que uma mãe, que tenha carregado um filho em seu próprio corpo jogue-o no lixo ou deixe-o em uma instituição e nunca venha sequer visitá-lo? Como podemos definir “abandono”? Entrega, renúncia, desamparo? Uma mãe que entrega o seu filho para adoção é diferente daquela que joga o seu filho no lixo? Essa é uma questão cuja resposta é extremamente complexa e é preciso tomar cuidado para não se julgar esta atitude somente como uma transgressão moral (Ariès, 1978 e Badinter, 1980) ou um distúrbio patológico (Martínez Ruiz & Paúl Ochotorena, 1993; Audusseau-Pouchard, 1997). Existe uma rede de determinantes, tais como as de nível sócio-econômico, estrutrais, psicossociais, culturais, entre outras. É preciso analisar não somente a mãe que abandona, mas as condições abandonantes de sua existência.

    E as condições sociais do Brasil?… O Brasil está na 10ª posição em relação à economia internacional, mas, apesar do desenvolvimento econômico a sua estrutura social não sofreu evolução, fazendo com que se tornasse o campeão mundial da desigualdade. De acordo com dados do Banco Mundial, temos a pior concentração de renda do planeta, pois 10% dos mais ricos detém 54% da renda nacional; a concentração de terra ainda é maior do que a concentração de renda: a metade das terras está nas mãos de 2% dos proprietários. Os dados mostram que 59% da população são pobres e excluídos; existem 19 milhões de analfabetos no país; quase quatro milhões de crianças entre 5 e 14 anos trabalham (o que é proibido pela Constituição), geralmente num processo de exploração de mão de obra barata, e deixam de conhecer a infância e, estamos em segundo lugar no mundo em relação à prostituição infantil, que geralmente passa de mãe para filha, num processo de escravidão virtual.

    O que pode levar uma mãe a chegar ao ponto de desistir de um filho e deixá-lo em um terreno baldio? A questão não é simples: exclusão, impossibilidade de abortar legalmente, incredulidade em relação às autoridades competentes que poderiam levá-la a entregar o filho nos Juizados da Infância e da Juventude, medo, ausência de amor, falta de estrutura familiar, desespero… Como nesses casos, a mãe dificilmente é localizada, torna-se impossível traçar seu perfil, mas é possível traçar um paralelo com o perfil das mães que doam o seu bebê para adoção: solteira, mais de 20 anos, educação primária incompleta, trabalha esporadicamente como empregada doméstica e não conta com o apoio da família extensa. Geralmente ela engravida em uma relação eventual e, na maior parte dos casos, essa mãe doadora já teve outros filhos, que também foram doados ou estão em instituições.

    Talvez a organização psíquica de uma mãe que não vê perspectivas em melhorar de vida e que não tem espaço nem para o sofrimento, comece a desmoronar. Essa mãe que a todo momento está recebendo claras mensagens sociais de que ela não tem como sair do seu estado de miséria, cujas necessidades básicas e direitos como cidadã estão fora do seu alcance e que está sob uma doutrina de dominação, tem grande probabilidade de fazer coisas violentas e primitivas É uma perpetuação de um ciclo cruel: o abandonado abandona. Não lhe foram proporcionadas chances de construir vínculos sócio-afetivos em sua existência.

    O abandono de crianças nos orfanatos é um tragédia de igual proporção. A princípio, a institucionalização foi criada com o objetivo de “proteger a infância”, mas o que tal medida consegue de fato é somente a segregação/exclusão de “produtos sociais indesejáveis. Estimativas não oficiais indicam que cerca de um milhão de crianças estão sendo atendidas por instituições, eufemisticamente chamadas de Unidades de Abrigo, sendo a maioria mantida por entidades religiosas. Na primeira pesquisa (Weber e Kossobudzki, 1996) realizada com a totalidade das crianças e adolescentes de um Estado do país (Paraná) os dados revelaram que a maioria absoluta dos internos (64%) têm entre 7 e 17 anos e o que menos há nesses orfanatos são crianças órfãs. Somente 5% são órfãs bilaterais e somente 14% das crianças vieram de um lar onde o pai e a mãe estavam vivendo juntos. O restante dos internos provém de famílias monoparentais, chefiadas por mulheres (a maior parte foi abandonada pelo marido e outra parte refere-se à mães solteiras). Assim como na história de João e Maria, a crise do abandono nos orfanatos é desencadeada, primordialmente por “falta de recursos financeiros”. Assim como no conto de fadas existe a bela casa da bruxa, na vida real as crianças vão para instituições e recebem cama e comida. No caso da história infantil, a bruxa quer devorar as crianças. No caso da realidade, a própria vida encarrega-se disso.

    A princípio o internamento é colocado como uma medida a curto prazo. No entanto, como a existência de outros meios que auxiliem estas famílias a manter os filhos junto de si são ainda incipientes, a prática da institucionalização tem se mostrado um incentivo ao abandono. Crianças e adolescentes institucionalizados, que estavam há mais de um ano sem receber visitas de sua família, foram entrevistados (Weber, 1996) e verificou-se que cerca de 70% deles nunca receberam visitas e, os outros 30%, receberam algumas visitas no início, mas elas cessaram por completo. Geralmente a família desaparece para não ser encontrada pelo Serviço Social. Ainda existe outra tragédia na vida dessas crianças: o descaso das autoridades competentes (Instituições de Abrigo, poder Judiciário e Promotoria Pública) em relação à tutela dessas crianças. Supõem-se que se não foi possível um retorno à sua família de origem, se elas estão abandonadas, então podem ser colocadas para a adoção, certo? Errado. Apesar de estarem esquecidas nas instituições, de não receberem visitas de sua família e do seu maior desejo configurar-se na adoção, somente 8% dos pais dessas crianças foram destituídos do pátrio poder e somente elas estão legalmente disponíveis para adoção. As outras crianças, que nunca sequer receberam uma visita de suas famílias, não são consideradas oficialmente “abandonadas”, pois seus pais ainda detém o pátrio poder. Poderiam ser classificadas como “esquecidas”, “filhos de ninguém”, “filhos do Estado” ou alguma outra expressão que possa defina a falta de compreensão sobre o desenvolvimento infantil, a lentidão burocrática e o desapreço dos poderes constituídos.

    O Brasil, apesar de ter sido o último país a acabar com a escravidão e com a Roda dos Enjeitados foi o primeiro país a criar uma lei específica para crianças e adolescentes após a Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança em 1989. Em 1990 foi promulgado o Estatuto da Criança e do Adolescente, um dos mecanismos mais avançados do mundo de proteção à infância, fruto de uma grande mobilização da sociedade civil. No entanto, percebe-se que não basta haver leis se os mecanismos sociais que produzem as tragédias não são modificados. Na história de João e Maria, os dois irmãos conseguiram escapar da instituição, digo, da enganosa casa da bruxa, voltaram para casa e para seu pai (a madrastra havia morrido). O bebê encontrado no terreno baldio foi levado a um hospital, está fora de perigo e existem muitos candidatos à sua adoção. A menina Sofia continua na casa da bruxa, digo, na instituição. Ela é considerada uma “criança inadotável” aqui no Brasil. Ela, como Pandora, tem sempre esperança…

    Para haver mudanças significativas, é preciso uma conscientização social para um compromisso verdadeiro, e não virtual, de todos os segmentos da população. E o psicólogo deve fazer parte deste compromisso. E mais ainda. O compromisso do psicólogo não deve ser apenas de natureza assistencialista ou paternalista. A sua participação deve ser em ajudar a promover esta consciência social frente à exclusão. Não adianta somente revoltar-se, ou como ressalta Jabor (1997), dizer que a injustiça é sempre feita pelos “outros” e sentir-se salvo por ter-se indignado e esquecer o assunto. Todos os “excluídos” querem ser constantemente lembrados. É preciso falar deles, pensar neles, e procurar encontrar meios de engajamento, principalmente quando se fala de crianças. Denunciar as injustiças e repensar a miséria e a tragédia cotidiana dessas crianças é uma reivindicação dos direitos da infância, mas também e simplesmente o direito à infância. Todos nós, os “incluídos”, psicólogos principalmente, devemos parar de dizer que nós não sabíamos…

    Referências Bibliográficas:

    Ariès, P. (1978). L’enfant et la vie familiale sous l’Ancien Régime. Paris: Editions du Seuil.

    Audusseau-Pouchard, M. (1997). Adoptar um hijo hoy. Barcelona: Editorial Planeta.

    Badinter, E. (1980). L’amour en plus. Paris: Flammarion.

    Jabor, A (1997). Sanduíches de realidade. Rio de Janeiro: Objetiva.

    Martínez Roig, A & Paúl Ochotorena, J. (1993). Maltrato y abandono en la infancia. Barcelona: Martínez Roca.

    Weber, L.N.D. (1996). Des enfants sans famille au Brésil. XXVI Congrès International de Psychologie. Montreal, 16-21 août.

    Weber, L.N.D. & Kossobudzki, L.H.M. (1996). Filhos da solidão: institucionalização, abandono e adoção. Curitiba: Governo do Estado do Paraná/Secretaria da Cultura.

    imprimir

    Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul
    Rua Andrade Neves, 106 – Porto Alegre – CEP.: 90010-210 – Tel.: (51) 3287-8000

  7. Olá sou da apaseceará e ví tua experiencia com sua filha parabens Rafael o PAI que vc é é um exemplo e convido a divulgar a aflição de outros pais que estão separados e não podem educar seus filhos porque a justiça dá 95% da quarda para a Mãe em detrimento do PAI. visite nosso sitio: apase.org.br
    um abraço.

  8. oi me chamo francielle e achei muito emocionante seu ato.. estava proucurando a peça de joão e maria para fazer uma peça teatral mas hoje até passada em história arrogante … até piada já foi transformada ..é fifícil encontrar histórias a tipo que não virou assim feia.. bjão e minha opnião dada com carinhoa atenciosamente Francielle

  9. RAFAEL: SEI QUE FIZESTE ISSO DE BOA VONTADE MAS AS CRIANÇAS PRECISAM DESAS HISTORIAS DESSA FORMA( DA FORMA ORIGINAL) PARA QUE SEU CARACTER SE FORME POR ISSO ELAS FORAM ESCRITAS ASSIM
    PERGUNTE A QUALQUER PSICÓLOGO QUE ELE DIRA O MESMO

  10. Acho q n tenho o mínimo direito de estar questionando a forma como vc conta histórias a sua filha, então estou aqui para dar minha opinião, consciente de q o melhor seria guardá-la para mim, afinal minha opinião, tenho certeza, n vai mudar seus métodos.
    Vamos lá… a história q ouvia e assistia, quando era pequena, sobre João e Maria, não envolviam pais desnaturados, na verdade a mãe das crianças n era memso mãe, e sim madrasta, e ela vendo q a família estava passando fome, convenceu, maldosamente, seu marido a deixar as crianças na floresta, pois segundo ela, lá elas teriam mais chances de sobreviver. Esse fato, mesmo q a mãe n seja a mãe real, já é uma puta sacanagem, isso n se pode negar… mas é mais suave, afinal o pai só fez isso pq se deixou levar pela sua mulher. Depois… na minha história a bruxa realmente fazia Maria de sua escrava, embora n epoca eu n soubesse dessa palavra, e realmente, se propunha a comer o garoto, e isso era muito assustador, confesso que quando assistia o filme, eu o fazia escondida atras do sofá, morrendo de medo, mas era compensador ver as crianças, antes tranformadas em biscoitos no jardim da bruxa, voltarem a sua normalidade. Outra coisa, quando João e Maria voltavam para casa, seu pai tinha se dado conta da estupidez cometida e tinha mandado sua mulher embora, passando os dias sozinhos chorando pelos filhos perdidos, então a tristeza dele compensava a puta sacanagem. Agora vamos aos fatos objetivos, meu pai me contava muitas histórias quando eu era pequena, e provavelmente, ele n era preocupado com o conteúdo quanto vc, pq eu acordava, quase toda noite, com pesadelos sobre mostros terriveis, mas n pense q ele escapava impune, eu corria com meu travesseiro para a cama dele, acordando. Apesar os pesadelos horríveis, não tenho dúvida alguma, de q minha imaginação, altamente fértil, vem de suas histórias.
    Acho q no final das contas eu advoguei péssimamente minha causa, vc deve estar pensando, “com certeza vou continuar a contar a histórias do meu jeito, n qro minha filha tendo pesadelos” mas eu li outro texto seu, nele vc diz q leu meu pé de laranja lima com 10 anos, eu li com 19 (eu n lia livros até os 13 anos e nunca tinha ouvido falar desse livro até uma amiga insistir em me emprestar) e pra falar a verdade, aquele livro é mais aterrorizante que qlqr história q eu ja tenha lido, eu n tive pesadelos por causa dele, mas as lágrimas de dor q derramei pelo personagem/autor, foram muito mais amargas q qlqr pesadelos q já tenha tido, e aquele livro é um livro para crianças… n me entenda mal, o livro é o q há de perfeito, mas é muito chocante, o talvez eu tenha a mente pueril demais, sei lá… O fato é q em contos de fata tudo sempre termina bem, por mais aterrorizante q a história possa ser, e histórias reais n. E são histórias reais q estão cercando sua filha e n contos de fadas, e ela deve saber , mesmo com 6 anos, q os contos de fadas são de mentirinha… Bem nesse momento eu estou muito feliz por estar fazendo faculdade de história e n se direito, eu seia uma péssima advogada, me perdi no meio do assunto >.Acho q n tenho o mínimo direito de estar questionando a forma como vc conta histórias a sua filha, então estou aqui para dar minha opinião, consciente de q o melhor seria guardá-la para mim, afinal minha opinião, tenho certeza, n vai mudar seus métodos.
    Vamos lá… a história q ouvia e assistia, quando era pequena, sobre João e Maria, não envolviam pais desnaturados, na verdade a mãe das crianças n era memso mãe, e sim madrasta, e ela vendo q a família estava passando fome, convenceu, maldosamente, seu marido a deixar as crianças na floresta, pois segundo ela, lá elas teriam mais chances de sobreviver. Esse fato, mesmo q a mãe n seja a mãe real, já é uma puta sacanagem, isso n se pode negar… mas é mais suave, afinal o pai só fez isso pq se deixou levar pela sua mulher. Depois… na minha história a bruxa realmente fazia Maria de sua escrava, embora n epoca eu n soubesse dessa palavra, e realmente, se propunha a comer o garoto, e isso era muito assustador, confesso que quando assistia o filme, eu o fazia escondida atras do sofá, morrendo de medo, mas era compensador ver as crianças, antes tranformadas em biscoitos no jardim da bruxa, voltarem a sua normalidade. Outra coisa, quando João e Maria voltavam para casa, seu pai tinha se dado conta da estupidez cometida e tinha mandado sua mulher embora, passando os dias sozinhos chorando pelos filhos perdidos, então a tristeza dele compensava a puta sacanagem. Agora vamos aos fatos objetivos, meu pai me contava muitas histórias quando eu era pequena, e provavelmente, ele n era preocupado com o conteúdo quanto vc, pq eu acordava, quase toda noite, com pesadelos sobre mostros terriveis, mas n pense q ele escapava impune, eu corria com meu travesseiro para a cama dele, acordando. Apesar os pesadelos horríveis, não tenho dúvida alguma, de q minha imaginação, altamente fértil, vem de suas histórias.
    Acho q no final das contas eu advoguei péssimamente minha causa, vc deve estar pensando, “com certeza vou continuar a contar a histórias do meu jeito, n qro minha filha tendo pesadelos” mas eu li outro texto seu, nele vc diz q leu meu pé de laranja lima com 10 anos, eu li com 19 (eu n lia livros até os 13 anos e nunca tinha ouvido falar desse livro até uma amiga insistir em me emprestar) e pra falar a verdade, aquele livro é mais aterrorizante que qlqr história q eu ja tenha lido, eu n tive pesadelos por causa dele, mas as lágrimas de dor q derramei pelo personagem/autor, foram muito mais amargas q qlqr pesadelos q já tenha tido, e aquele livro é um livro para crianças… n me entenda mal, o livro é o q há de perfeito, mas é muito chocante, o talvez eu tenha a mente pueril demais, sei lá… O fato é q em contos de fata tudo sempre termina bem, por mais aterrorizante q a história possa ser, e histórias reais n. E são histórias reais q estão cercando sua filha e n contos de fadas, e ela deve saber , mesmo com 6 anos, q os contos de fadas são de mentirinha… Bem nesse momento eu estou muito feliz por estar fazendo faculdade de história e n se direito, eu seia uma péssima advogada, me perdi no meio do assunto >.< O q eu realmente qria dizer é q eu n acho interessante tirar as partes "picantes" dos contos de fadas, pq elas deixam a história mais mágica, se n tivesse uma parte tão ruim, o final n seria tão feliz...

Leave a Reply

Your email address will not be published.