A profissão mais goiana do mundo
Quase deixei passar: a Veja da última semana publicou matéria de página dupla sobre as maravilhas que estão ocorrendo em Uruaçu, cidadezinha no interior de Goiás com 33 mil habitantes.
As moças de Uruaçu estão indo para a Espanha ganhar a vida da forma mais antiga do mundo e ajudando enormemente a economia local, derrubando preconceitos e praticamente institucionalizando a coisa. A New York School, escola de idiomas do lugar, abriu curso de espanhol para que as putas já cheguem à península preparadas. Pelo menos sabendo cobrar. Yo soy una chica muy caliente y muy liberal por 500 pesos.
São os Estados brasileiros, cada um, achando sua vocação econômica. Paulistas trabalham e reclamam, cariocas traficam, baianos fazem música ruim, cearenses embarcam em paus de arara, goianas vão para puteiros.
Não duvido que o lema no brasão da cidade seja substituído em breve por “Pagando bem, que mal tem?”.
E então eu devo reverenciar o mestre Bia Jones, que em sua sabedoria sempre disse que “as mais puta é tudo goiana”.
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March 5th, 2005 at 2:28 pm
Acho que essa é a segunda informação que recebo sobre Goiás em 17 anos de vida. A primeira foi Leandro & Leonardo.
March 5th, 2005 at 3:05 pm
where’s the new?
;>)
March 5th, 2005 at 3:26 pm
Que injustiça! Quem domina o mercado em Sampa são as catarinenses. Deve ser matéria comprada do governo de Goiás, isso sim…
March 5th, 2005 at 3:30 pm
“cariocas traficam”
E o funk? Latino rulez!!!
March 5th, 2005 at 5:18 pm
É minha impressão ou você ficou revoltado com a notícia? Olhe, eu sou uma paulistana desempregada, tem coisa mais típica? O Ricardo tem razão, quem domina aqui são as catarinenses, em inglês.
March 5th, 2005 at 6:19 pm
Paulistas trabalham onde ?
Fazendo michê de travesti ?
Paulistas vivem do trabalho e do dinheiro dos outros brasileiros. E o Rio de Janeiro é a principal vítima e que acaba sustendo com o seu petróleo, os verdadeiros traficantes desta nação de paulistas argentinizados.
75% da IBOVESPA são papéis de 3 empresas: Petrobrás, Telemar e Vale.
A Petrobrás é a principal cliente do Bradesco, BBB, Real, Unibanco e o RJ do Itaú. Bancos são outros sangue-sugas da nação.
Orçamento da Petrobrás 94 bilhões em 2003 e do Estado de são paulo 61 bilhões.
Lulinha bloqueia 400 milhões do repasse do Rio por não pagar 185 milhões, mas são paulo pode dar calote de 2 bilhões em novembro de 2004 e 9 bilhões em fevereiro de 2005.
E o Brasil sustentando os vagabundos da nação, que tem como única cultura comer pizza e promover Parada Gay.
Goianos (homens e mulheres) ganham a vida como podem - Sentando na pica. Ou então fazem a terrível música de corno. A música Sertanojenta.
* Baixe no Kazaa a Música Cowboy viado.
March 5th, 2005 at 6:21 pm
Li a matéria que você citou. O que achei mais curioso em tudo aquilo foi a aceitação que a profissão carnal passa a ter quando o dinheiro está entrando. Uma figura da cidadezinha me impressionou: católico fervoroso, camisa abotoada até a goela, crucifixo pendurado pelo pescoço. Duas filhas na lida internacional. E ele lá, em paz com a situação. Por essas e outras eu acredito que o santo mais milagreiro que existe é o dinheiro.
March 5th, 2005 at 7:07 pm
Rafael, Biajoni e a velha implicância com Goiás.
March 5th, 2005 at 7:40 pm
Aqui em Brasília as goianas dominam o metiê, com mineiras e baianas em segunda e terceira colocação (sic).
Rafa, o único peso que rola na relação é o devido à atração gravitacional, já que o vil metal lá nas Espanhas é o fabuloso euro, daí o superávit sexual de Goiás com o mundo.
March 5th, 2005 at 7:51 pm
Com relação a matéria,achei interessante as coisas estarem escancaradas, principalmente se tratando de uma cidade do interior do Brasil. Pelo menos essas mulheres não mentem sobre a origem do dinheiro que ganharam. Sempre ouvi dizer que goiano é franco, parece que é verdade.
Além do lema, os vereadores podiam mudar o nome da cidade para “Putolândia”, inaugurar uma estátua em praça pública homenageando a prostituta mais trabalhadora e iniciar uma campanha de atração de mulheres com vocação para fazer a vida: Nada de traumas ou culpas! Venha para Putolândia, aqui você dá o quiser!
March 5th, 2005 at 7:52 pm
Frase de pára-choque:
“A única goiana que não dá é a Loteria.”
March 5th, 2005 at 7:55 pm
Opa, e Goiás nos deu também Cora Coralina e
Réu e Condenado:
http://danieldrehmer.sites.uol.com.br/
Recomendo ambos os três! :-)
March 5th, 2005 at 8:07 pm
Hehehe, o terceiro parágrafo deste post é Rafael nesses momentos de inspiração rafaélica: faltou os minêro!! O que fazem os mineiros? Arrumam cargos políticos para paulistas que reclamam, viajam para o Rio para escrever crônicas ou fazer música, albergam nordestinos no caminho de São Paulo (assim Gonzagão comprou seu primeiro acordeon) ou albergam baianos que fazem música ruim (assim, em Diamantina, João Gilberto inventou a batida da Bossa Nova). Comem as goianas? No mucho. As mineiras são infinitamente superiores. Minas é o cimento da nação, o que não quer dizer que seja melhor, nem superior, nem muito menos bonito. Mas é o cimento.
March 5th, 2005 at 9:09 pm
as MINEIRA podem ser CIMENTO, mas a MASSA CORRIDA é as GOIANA!
March 5th, 2005 at 9:45 pm
Mas será que elas dão conta do mercado local também, ou o serviço é direcionado apenas para o mercado externo?
March 5th, 2005 at 10:49 pm
Acho que o Anthony Garotinho anda comentando aqui debaixo de pseudônimo (he he he he he)…
March 6th, 2005 at 6:09 pm
Mineiros fazem excelente pão-de-queijo.
Ah bairrismos sempre me divertem, não falha nunca: tem sempre um carioca pra reclamar dos paulistanos e colocar toda a culpa da podreira do Rio em SP. Tão previsível…
March 6th, 2005 at 9:26 pm
Acho que é o primeiro papo sobre estados/bairrismos que ninguém fala nos gaúchos.
March 6th, 2005 at 9:38 pm
Bem lembrado, Viajanda, mas eu prefiro falar das gaúchas. Quando o assunto é puta, é uma grande injustiça nem sequer citá-las. Enquanto não confiro as virtudes das goinas, continuo achando que as gaúchas são as mais preparadas pra esse mercado.
March 7th, 2005 at 3:20 pm
Enquanto as solteiras goianas estiverem sendo o produto de exportação, agradeçam. Quando as casadas começarem a ajudar no orçamento doméstico é que a merda acontece. Porque o marido abandonado pega uma viola e aí já viu, né?
March 8th, 2005 at 10:23 am
Já não me surpreendo mais com o bairrismo existente neste nosso imenso Brasil!
Se bem que considero Vc um cara inteligente o suficiente para estar “zoando” com a turma do centro-oeste.
April 3rd, 2005 at 12:50 pm
goias… pior é sampa com tudo que goias tem elevado a potencias apropriadas para cada negocio.
July 26th, 2006 at 3:46 pm
GOIANAS ,SÓ P O MERCADO EXTERNO ! SÃO AS MAIS BONITAS E GOSTOSAS ! - SE PAULISTA QUIZER : VAI TER Q IR COMER GOIANA NO EXTERIOR ! OU ENTÃO CONTENTE-SE C AS NORDESTINAS!
- MAS, TÉM Q PEDIR IDENTIDADE POIS , EM GOIÁS ESTÁ INFESTADO DE MINEIRAS QUERENDO SER GOIANA !- TEM TB BAIANAS QUERENDO SER! O MELHOR MESMO, É PEDIR CERTIDÃO DE NASCIMENTO POIS O PAI E A MÃE TB TEM Q SER GOIANOS! - GOIANA BOA É AQUELA Q TEM PEDIGREE! - BRASÍLIA SÓ DÁ CANHÃO !
July 26th, 2006 at 10:44 pm
O goiano é trabalhador e é macho !
O goiano pode até fazer música de corno ou de zona , mas é a q retrata a realidade de todos vcs !
“Atirem a primeira pedra , aquele q nunca sofreu por amor?”
O goiano pega na VIOLA !
MAS , NÃO PEGA NA ROSCA !!!
O “CENTRO OESTE” é o maior exportador de soja , milho , arroz e carne bovina do Brasil !
- E , se o governo tivesse vergonha e n fosse tão corrupto , METIA OS TRAFICANTES DE MULHERES NA CADEIA !
Boa noite ! caros AMIGOS !
September 16th, 2006 at 3:09 am
Rafael:
Porque vc não vai catar coquinho.
Isso que vc escreveu é inverdade, inoportuno e gratuito.
Provavelmene vc fica incomodado com a concorrência de mulheres.
April 12th, 2007 at 10:25 pm
Estou triste com essa situação. Se tivesse emprego digno para todas as mulheres, e se estas fossem tratadas com respeito e reconhecimento profissional com certeza elas nao procurariam essa “profissão mais goiana do mundo”, como vocês dizem, pois trabalham muito e ganham pouco. Esquentam a barriga no fogao e esfriam no tanque para ganhar uma miseria que eles insistem em chamar de salário. É facil criticar quando se está do lado de fora olhando.Mais talvez essa foi a maneira que muitas mulheres encontraram para viver “confortavelmente” e sustentar seus filhos.
April 18th, 2007 at 8:32 pm
Quero agradecer por ter publicado o meu comentário,Somos todos livres para darmos opiniões sobre diversos assuntos.Mais sabemos que as coisas não acontecem como nos queremos. E dessa forma a injustiça vai estar em todos os lugares. E enquanto existir alguém que pague por esses “serviços” ele irá existir sempre.
August 5th, 2007 at 7:28 pm
Puta tem em qualquer lugar… aqui em Goiás se instalaram alguns aliciadores espanhóis e nada mais… se tivessem se instalado em qualquer lugar do país seria a mesma coisa pq pobreza tem em todo lugar… eu moro em Goiânia, possivelmente uma das cidades mais bonitas do país, ao lado de Curitiba e Rio… o resto, mesmo com praia, eu considero uma bosta… isso pq já conheci 15 capitais do país… o que me deixa revoltado é o preconceito que as pessoas tem em relação a Goiás… principalmente os candangos… Brasília só presta no lago sul, o resto é só “favela-satélite”… sobre São Paulo é melhor nem comentar… eu particularmente não gosto de música sertaneja, porém é a mais autêntica do país, sem “estrangeirismos”… em especial as mais antigas… se conhecessem aqui mudariam seus “pré-conceitos”…
November 27th, 2007 at 9:04 pm
Ás mulheres goianas simplesmente são linhda, apesar de amar uma cearense, todas elas foram criada por DEUS para serem mães maravilhosas e para perpetuar a raça humana em familia, que pena que a grande maioria esta se desviando do proposito original, entretanto em todos lugares do mundo existem pessoas que escolhem o lado obscuro da vida
January 9th, 2008 at 10:17 am
Como devo proceder para ajudar uma brasileira ameaçada na INGLATERRA, sem condições de voltar e com um filhinho inglês, por favor me ajude e me retorne
February 21st, 2008 at 2:14 pm
Reações à Traição Amorosa no Brasil
Cada qual em seu Estado
sabe enfrentar o drama,
ao pegar outro enroscado
com sua mulher na cama.
NO SUL
O gaúcho fica de boa
quando ocorre a traição.
Assassina a patroa
e não larga o Ricardão.
O catarinense só acredita
quando flagra sua senhora.
Se o barriga-verde se irrita?
“Depende da posição e da hora”.
O curitibano se cala
diante de tal artimanha.
É que o guampo não fala
se a pessoa lhe é estranha.
NO SUDESTE
O paulista, se traído
entra numas de apatia.
E frustrado, enrustido
recorre à terapia.
Já o corno carioca
não sofre nem se incuba.
Se por outro ela o troca,
ele e os dois fazem suruba.
O capixaba, nesse negócio,
não recrimina sua boneca.
Ele a chama, mais ao “beócio”,
pra comerem uma moqueca.
O mineiro é tradicional,
este jamais se acanha.
Mata o amante conjugal
e mantém sua piranha.
NO CENTRO OESTE
O sul-mato-grossense, por zelo,
age de modo natural.
Cura a dor de cotovelo
pescando no Pantanal.
O mato-grossense: “Eu não ligo,
pra essa conversa sem nexo.
A bichinha é casada comigo,
nada sabe sobre sexo”.
O goiano atraiçoado
contra a depressão peleja,
e com outro corneado
monta dupla sertaneja.
O brasiliense fica possesso
- chifre lhe causa desgosto.
Corre para o Congresso
e inventa um novo imposto.
NO NORTE
O tocantinense é sangue frio,
não tem mágoas nem traumas.
Põe a trairagem na conta do cio
que vem do calor de Palmas.
Paraense não é machista,
só resmunga um Belém-bem.
E por mais que ela insista,
nunca mais fica de bem.
O amapaense não liga pro “sócio”.
“Preocupar com isso pra quê?
Chifre Linha do Equador Equinócio
a gente sabe que tem, mas não vê”.
O roraimense tem muito medo
de passar por um vexame.
Ele sabe, mas guarda segredo,
pois “o outro é só um Ianomâmi”.
O amazonense conformado,
solta um sorriso maroto.
“Quem com ela está deitado
não é homem, é um boto”.
O acreano perdoa o xodó,
vai ao Daime, aceita,
discreto.
E sob efeito do chá de cipó
redobra o carinho e afeto.
O rondoniano, pioneiro bom,
não desespera, não tem insônia.
Inclusive fundou a ASCRON:
Associação dos Cornos de Rondônia.
NO NORDESTE
O baiano mantém a calma,
não estressa, não se ouriça.
“Lavar a honra e a alma
dá trabalho; ai, que preguiça”.
Sergipano, cabra-macho,
se sua mulher o engana,
mata a traíra e seu cacho
e amasia com outra fulana.
O alagoano, com fama de brabo,
ao invés de chegar o chicote,
senta em cima do próprio rabo
e traça um Sururu de Capote.
Pernambucano nem pia,
não põe a coisa em relevo.
Veste sua fantasia
e se esbalda no frevo.
Não há paraibano que aceite:
“Corno não; NEGO, não me acho”.
Mas já perdoa o café-com-leite,
até mesmo com mulher-macho.
“Fazer o quê?”, diz o Potiguar.
“Sarapatel com minha peixeira?
Cerca ela sempre vai pular,
pois é louca por macaxeira”.
O cearense fica na dele
com essa coisa meia a meia,
pois vê que não é só ele
que pega mulher feia.
O piauiense é bem teórico
ao absolver sua colombina.
Chifre é achado pré-histórico,
um dos orgulhos de Teresina.
O maranhense, a par de tudo,
a hora exata e com quem foi,
bota o enfeite pontiagudo
e cai no Bumba-meu-Boi.
(…)
Mas, e Fernando de Noronha?
O arquipélago fica reservado…
Vai que o corno quer morder a fronha
e vingar com chumbo trocado…