Papas

Carol e Um Cara, posso enumerar dezenas e dezenas de papas que não tiveram importância alguma, mas seria mais interessante dar uma olhada na lista de papas da Wikipedia. Para começar João Paulo I, até pelo pouco tempo de papado, pouco mais de 30 dias. Os 10 papas (11, de acordo com algumas contagens) que reinaram menos que ele também não deixaram traço.

Mas essa não é e nem pode ser a medida da importância dos papas. O fato é que a maioria passa pelo Vaticano em brancas nuvens. Para ficar só no século XX, apenas João XXIII — o papa mais progressista do século, mas ainda assim cheio de contradições — e João Paulo II tiveram importância real, acompanhados de longe talvez por Paulo VI; o resto simplesmente se contentou em ver o declínio da religião católica no mundo, embevecidos com os calções multicoloridos da guarda suíça. Ah, sim: a gente pode lembrar do infame Pio XII, o homem que lavou as mãos da Igreja em relação ao Holocausto.

Assim como João XXIII abriu a Igreja a uma onda de renovação, João Paulo II colocou a Igreja Católica no front político de forma ativa. Sua atuação no “degelo” do leste europeu foi importante ao estabelecer um ponto de apoio aos contra-revolucionários. E, concorde-se ou não com suas posições, ele investiu no fortalecimento ideológico da Igreja. Finalmente, com todas aquelas viagens e beijos no chão, ele representou, pela primeira vez em muito tempo, o velho espírito missionário da Igreja.

E é daí que vem a sua importância, Johnny. Não preciso concordar com suas posições para reconhecer que ele desempenhou um papel importante para a Igreja, e mais que isso, no mundo; tampouco preciso gostar dos resultados. Nem posso achar que só porque ele não acredita no que eu acredito ele não acredita em nada. É como dizer que, só porque eu não acredito no comunismo, Lênin não acreditava em nada nem fez nada de importante.

Não que esse seja o caso, claro…

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Da Wikipedia, às 19:30 de ontem:

The most recent Pope was Pope John Paul II, who was elected at the age of 58 in 1978. He was the first non-Italian to be elected to the Pontificate since Adrian VI, who was briefly pope in 1522-23. Pope John Paul II died at the age of 84 on April 2, 2005. Currently there is no Pope.

E tem gente que não entende a revolução que ela é.

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Shoes of the Fisherman, do billmon, é o melhor artigo sobre a morte do papa que eu li, e vai além.

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Na seara do “Ai meu Deus”: uma lista dos papas mais ativos sexualmente. Alexandre VI sempre foi o meu preferido.

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Eu vou morrer acreditando que alterar a missa tridentina foi um equívoco demagógico da Igreja.

9 thoughts on “Papas

  1. O problema da Igreja Católica é se encontrar em um momento histórico onde fica dividida entre o mundo real e o mundo idealizado pela religião católica. É interessante observar que muitos católicos não compreendem essa distinção e volta e meia querem argumentar coisas que simplesmente não dá pra argumentar por causa dos princípios da religião em si. O mesmo acontece com quem não é católico e tenta argumentar usando uma lógica não-católica.

    O uso de camisinha: a Igreja é contra. Faz sentido, porque o sexo só pode ser praticado depois do casamento, somente para procriação e fim da conversa. Isso não está em discussão e nunca vai estar, porque é um dogma. A realidade demonstra que os católicos não conseguem seguir o dogma, fazem sexo fora do casamento, sem camisinha e contraem AIDS. Ainda seguindo o dogma católico, vão todos mesmo queimar no Inferno, porque ao fazer isso cometem vários pecados (adultério, por exemplo) sendo alguns deles capitais (a luxúria).

    Aborto: Peraí, de novo, é proibido fazer sexo sem casar e para outra finalidade que não ter filhos. Não se discute aborto, ponto. Quem pratica está cometendo um pecado que ainda por cima contraria o mandamento de “não matar”.

    Apesar dos dogmas, da posição “conservadora” – conservadora pra quem, cara pálida? Quer ser católico siga as regras! – João Paulo II conseguiu ser extremamente hábil ao lidar com outras questões que não feriam os dogmas principais da Igreja mas que eram também complicadas. A importância histórica dele vem daí.

    Pessoalmente eu não acredito que existirão outros papas “mais liberais” depois dele. Para isso realmente acontecer alguns dos dogmas principais teriam que cair – e eu pessoalmente não acredito nessa queda. Vamos ver que perfil de religioso irão eleger para o próximo Papa.

  2. Os católicos brasileiros ainda têm sorte porque o catolicismo praticado no Brasil é muito mais liberal que o que você encontra na Irlanda, Estados Unidos ou Portugal, por exemplo. Claro que ainda temos muitos bispos e padres conservadores, mas o católico brasileiro de uma forma geral é menos dogmático e menos aferrado a práticas antigas como o jejum na quaresma, confissão, medo de estar cometendo pecados, etc. Talvez seja uma influência das pastorais, ou de que a situação de miséria aqui seja tão grande, que a priorização das ações sociais seja mais importante do que ficar impondo ritos ou criticando uso de concepcionais ou sexo antes do casamento.

  3. Cai na real meu, vc não sabe o que tá falando..
    Só vou comentar a questão do Pio XII, o que vc queria que ele fizese? Enfretasse Hitler? E desque quando os judeus se importaram com alguém que está sendo massacrado? Por que o papa, que não tem nada a ver com eles, teria que defendê-los? É só porque quando alguém não defende os judeus é mal falado. Cai na real cara, vai estudar mais sobre história antes de ficar falando bobagem. A igreja nunca foi santa, como por exemplo na Idade Média, mas já melhorou muito. Quanto ao conservadorismo do Papa João Paulo II, ele apenas seguiu os príncipios da igreja, que diga-se de passagem embora eu não siga, mas acho que são corretos…..

  4. Infelizmente a mídia conseguiu fazer uma lavagem cerebral nas mentes obtusas de muitos desinformados (grande maioria da população) sobre o tema “Igreja Católica, aids e uso da camisinha”. Colocando a Igreja como uma instituição retrógrada e ignorante, ridiculariza-a por ser contrária ao uso dos preservativos. Os chamados meios de “informação” (neste assunto são desinformantes e deformantes), obscurecem os verdadeiros motivos da discordância da Igreja com relação ao uso do preservativo, buscando colocar a população contra a mesma. Iludindo os telespectadores, leitores, etc, dão a entender que a Igreja condena simplesmente o uso do preservativo e nada mais. Ora, por que não entrevistam uma autoridade da Igreja? Por que colocam em um horário de grande pico de audiência alguém capacitado para falar em nome da Igreja?.
    A Igreja Católica jamais concordará com as campanhas para o uso do preservativo. Ela sendo Mãe e sábia Educadora, não dirá a seus filhos que brinquem de “roleta russa”, dizendo que a probabilidade da bala é muito menor que os buracos sem bala. Ela simplesmente advertirá para não brincar de “roleta russa”, pois é perigoso e desnecessário. Ela não colocará um revólver não mão de seu filho é falará que pode assaltar, pois com o revólver ele estará seguro. Mas ela o adverti que o crime é errado, ruim, atenta contra os valores humanos próprios e da sociedade.
    As propagandas e o programa de combate a aids somente fomenta que devemos nos proteger das doenças, do risco de gravidez indesejada. Mas como ficaria os valores morais? Estes não fazem parte das propagandas. O que importa é “se divertir”, é “aproveitar o carnaval” é “curtir a vida” é “não importar de que lado esteja (anjo ou diabo)”, mas com a final frase “desde que use camisinha”. Ou seja, eu usando camisinha eu posso ter uma vida libertina, sexo sem compromisso, tratar as mulheres como objeto, adulterar, etc, pois eu estarei seguro, e é isto que me importa, e o resto que se dane. Quando se entrega o preservativo ou estimula o seu uso é como se dissesse:
    _ Você é livre pra fazer o que quiser, use isto (camisinha) assim estará “garantido” a sua segurança.
    Certa vez pude comprovar a influência que as campanhas têm sobre as pessoas. Logo após receber 2 preservativos da campanha, imediata e pretendidamente joguei-os fora. Vendo o que fiz, uma das pessoas da campanha, em tom ignorante, me perguntou porque fizera aquilo, que o preservativo não era para ser jogado fora, que se eu não quisesse usá-lo que desse a outra pessoa. Disse àquela pessoa que uma vez que os preservativos fossem meus poderia fazer deles o que quisesse, como não preciso deles, os joguei fora. Não dei a outras pessoas para que essas assim como eu não se sentissem pressionadas a usá-los e o que tinha feito somente foi um teste para comprovar o que eu já havia pensado. Recolhendo os preservativos, sem falar mais nada os deu a outro.
    A atitude dela é apenas o reflexo do que pensa a maioria das pessoas em relação ao uso dos preservativos. Uma vez que eu tenha a camisinha à mão eu tenho que utilizá-la. Há anos atrás eu lia numa revista adolescente, um rapaz de mais ou menos 16 anos relatando como foi a 1ª relação sexual que teve quando tinha 14 anos, “estava sozinho com minha namorada na casa dos pais dela, lembrei que tinha ganhado do MS 1 preservativo, perguntei a ela se estava afim de transar, ela topou e aí rolou”. Somente pela linguagem, com que este rapaz relata o assunto, já se denota a imaturidade e irresponsabilidade perante o modo com que trata coisas sérias, e pior, as expõe a terceiros. Se esta camisinha tivesse se rompida (o que não é raro), poderia ter havido mais uma criança de 14 anos grávida e talvez até como uma doença sexualmente transmissível. Se este ao invés de camisinha tivesse recebido instrução sobre valores humanos, não teria corrido este risco.
    Quando a Igreja exorta a seus fiéis a não usarem camisinha, o que Ela pede aos solteiros é que sejam castos, e deste modo não pratiquem a fornicação, aos casados, o adultério e aos homossexuais o homossexualismo. Do mesmo modo aos casados, Ela pede a castidade conjugal, que não use de maneira descontrolada o sexo com a finalidade somente do prazer, que não tente controlar a vida usando o preservativo como método antincepcional. O erro (pecado), não estará no uso do preservativo, mas no motivo porque se usa. Ou seja, se uma pessoa solteira pratica sexo com outra solteira, independente de estar usando ou não camisinha o pecado foi a fornicação. Ou se uma casada tem relacionamento extra conjugal, seja o sexo feito com camisinha ou não o pecado foi o adultério. Quando alguém não tendo domínio de si adultera ou fornica, torna-se necessário o uso do preservativo, não como um método 100% seguro (pois não é), mas com a intenção de evitar um mal maior, como uma doença sexualmente transmissível, e uma gravidez seguida de aborto (observe como um erro conduz a outros). Uma mulher (ou homem) que suspeite que seu (a) cônjuge a (o) esteja traindo tem não só o direito de usar preservativo desde que seja por motivos de preservação da saúde. Como ação primária deve abster-se do sexo e pedir exames que comprovem que seu (a) cônjuge esteja livre de doenças. A Igreja jamais fará campanha a favor da camisinha, pois vão distorcer, e falar que Ela liberou o sexo livre.

    RESUMINDO:

    A Igreja Católica como Mãe e Educadora apresenta o melhor e mais barato programa de combate a todas as doenças sexualmente transmissíveis e a gravidez fora do matrimonio. Este programa é baseado não na distribuição irresponsável de preservativos, mas na educação, valorização da população. Mas a mídia como se fosse o pior vírus, destorce, prestando um grande serviço de desinformação. Culpando a Igreja pela disseminação da aids, ela (mídia) apresenta um programa caro e fracassado. Quem ouve a igreja não adultera, fornica e pratica o homossexualismo, portanto não precisa usar preservativo. Os que não ouvem, pouco vão se importar com o que a Igreja pensa sobre a camisinha. Dizer que a Igreja terá que pedir perdão às vítimas da aids é uma grande hipocrisia. Que tem que pedir o perdão são os que incentivam o “sexo livre” o “aproveitar o carnaval” o “faça sexo seguro” “etc, etc, etc”. A camisinha tem um índice de mais ou menos 83 a 93% de segurança, a castidade que a igreja pede a seus fieis tem 99,9999% (porque nada é 100%) de segurança. Termino com a frase de um padre católico:

    “A CAMISINHA PREVINE A AIDS, A CASTIDADE E A FIDELIDADE ACABAM COM A AIDS”.

  5. Seguinte amizade e vê se entende de primeira pq não quero ficar me repetindo.

    Ok eu concordo que o método sugerido pela Igreja Católica Apostólica Romana etc, etc para evitar tanto as DSTs qto a gravidez precoce ou indesejada é, efetivamente, o mais seguro do mundo. Infinitamente mais seguro que o uso de preservativos ou anticoncepcionais.

    Na verdade ele é tão seguro que o único caso conhecido de falha nesse método (castidade completa e absoluta) teria ocorrido na palestina há coisa de uns 2 mil anos… Claro que existem algumas posições que contestam tal exceção o que faria do único método 100% do mundo.

    Só tem um problema nele: Eu, como adulto lúcido e perfeitamente responsável por meus atos, simplesmente repudio sua adoção. Escolho, conscientemente, viver uma vida sexual em desacordo com a posição oficial mantida pela Santa Sé a respeito de como deveria ser a vida sexual de um cristão piedoso. Nesse caso adoto uma postura em tudo semelhante à de “desobediência civil” conforme postulada por Henry Thoreau – num resumo simplista: reconheço meus atos e aceito quaisquer consequências possíveis.

    Não faço proselitismo de meu posicionamento. Reservo minhas opiniões para mim, meus amigos próximos e espaços de discussão adequados (como nesse caso). Não considero meu caso como exemplo a ser seguido por cristãos piedosos. Não ridicularizo quem mantenha outras posições.

    Contudo, exijo respeito sobre minha decisão e exijo que pessoas em discordos com minha posição evitem adotar – de forma gratuita e premeditada – posturas proselitistas e/ou ameaçadoras.

    Assim sendo, minha vida sexual será coerente com minhas próprias concepções do que venha a ser uma vida sexual adequada. A saber: necessariamente hetoressexual, fundamentalmente monógama, com fins basicamente recreativos (por enquanto não tenho planos para a vertente reprodutiva) e tão frequente qto possível.

    Com base nesses princípios, eu e minha namorada (que já compartilhava idéias muito parecidas com as minhas próprias sobre sexualidade antes de começarmos nosso namoro) não apenas não temos planos imediatos de casamento como utilizamos as medidas contraceptivas que consideramos adoquadas antes recreativos que procriativos

    E, sinceramente, se minha atitude como adulto plenamente responsável, incomoda institucionalmente a Igreja Católica Apostólica Romana etc, etc ou fere os pudores das aproximadamente 6,5 bilhões de pessoas que nunca vi mais gordas na vida então: FODA-SE!

    E tenho dito.

  6. claro …
    a igreja é Mãe , etc ..
    vai dizer isso à Mani, à Joana D’arc .. aos Albigenses, aos Cátaros ..
    e aos inumeros queimados, empalados, etc (negros, indios, brancos, “bruxos” … )
    Mãe de quem?
    A castidade fere a natureza do homem-animal, e fazê-lo de modo forçado gera consequencias ainda piores, tais como padres pedófilos, etc
    E sem falar q o tal “método” parte do princípio de se ser católico
    e quem não é?
    Bruno ..
    vaiticatá!

  7. Explique-me qual é o método correto para o sexo na vida cristã, pois sei que os preservativos não são aceitos na igreja católica, mas não entendi qual o método correto.

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