Anatomia do comportamento de manés na internet – o caso do professor Anselmo

Um rapaz chamado Anselmo deixou um comentário neste post, sobre Lampião.

rafael qualé a suaformação? eu sou formado em historia pela ufs. Fiz minha monografia sobre lampião,ou seja sei um pouquinho sobre ele.

Aqui o professor Anselmo apresenta suas credenciais. Ficamos sabendo que ele se formou em História pela Universidade Federal de Sergipe, a mesma em que cursei Direito. Isso deveria nos aproximar, não fosse um pequeno detalhe: ele parece ter muito orgulho por ter estudado na UFS, enquanto eu a tomo pelo que realmente é: uma universidade periférica, sem recursos e sem nenhuma tradição em produção de conhecimento. Não é exatamente uma UFRJ.

Um sujeito que dá carteirada de UFS pode muito bem envenenar um Celta e sair por aí achando que tem uma Ferrari.

Por alguma razão, professores de história gostam de dar carteiradas neste blog. Uma delas foi uma professora que insistiu em negar os jornais dizendo que determinadas leis anti-palestinas não tinham sido promulgadas em 2003 em Israel, e defendeu a tese esquisita de que um casamento entre judeus e alemães na Alemanha nazista prejudicava o alemão em vez de proteger o judeu, tese que não encontra respaldo em historiadores como, por exemplo, Shirer ou Bryan Mark Rigg.

Não estou reclamando — pelo menos não muito. Antes isso que o bando de malucos que vem aqui atrás de “pinto pequeno”.

acho q vc tem que estudar mais sobre lampião,seu modo de vida e as condições do sertão naquela época. comece estudando frederico pernambucano de mello, em seu livro guerreiros do sol vc encontrará muitos argumentos para escrever de forma coerente e convicente.

O autor que o professor Anselmo cita é realmente bom. O livro também, um entre vários. Pernambucano de Mello é um dos grandes pesquisadores nacionais sobre o ciclo do cangaço, e mais especificamente sobre Lampião, de quem tem boas relíquias. Era muito próximo de Vera Ferreira, neta de Lampião, mas os dois brigaram. Dizem que Vera não suportou ver o sujeito ganhando dinheiro com a memória do seu avô, algo mais ou menos na linha do que aconteceu com o livro “Estrela Solitária”, de Ruy Castro sobre Garrincha. Eu não sei. Eu não estava lá.

Mesmo assim o professor precisa aprender a dar carteiradas com mais aplomb. Citar apenas um autor não indica a erudição desejada, e sim pobreza de recursos. Não é que o professor Anselmo só tenha lido isso, claro; mas soa mal. Uma carteirada, para ser realmente efetiva, precisa de um pouquinho mais de elaboração.

No lugar dele eu teria citado também outros autores que gostam do assunto. Para fazer uma média demagógica, citaria os sergipanos José Anderson Nascimento e o folclórico Alcino Costa, nem que fosse para contestá-los e dizer que estão errados e que não são sérios. Ou então autores reconhecidos nacionalmente, para mostrar que informações de um e outro se complementam. Citar um autor só é carteirada de segunda.

Viu, Anselmo? Carteirada se dá assim. Aprenda.

(Sobre Alcino, sujeito simpaticíssimo: ex-prefeito de um município do alto sertão sergipano, é um apaixonado pelo cangaço. Vi pelo menos um de seus livros, ainda em manuscrito. Pode-se discordar de suas conclusões, de muitas coisas. Mas não fazer o que o professor Anselmo provavelmente faria: dizer que ele não conhece o assunto porque não escreveu uma monografia.)

também acho que lampião foi um bandido, mas não podemos dizer simplesmente que ele foi um bandido e pronto, devemos argumentar através de evidencias, e é isso que falta em vc e o torna um tremendo amador no assunto.

E aí as coisas complicam. O que o professor diz é basicamente o seguinte: “você está certo, mas é um amador e não pode falar do assunto”. Eu não sei o que leva uma pessoa a brigar com um texto com o qual ele basicamente concorda. Deve ser excesso de tempo livre. Não é possível que ele seja tão burro a ponto de esperar, em um blog de variedades em que a principal diversão do autor é liberar comentários bobos para ter assunto no dia seguinte, uma tese de mestrado.

Acho que é isso: o digno lente sentiu falta da bibliografia no final do post.

O pior é que o professor Anselmo, que se quer especialista no assunto, tampouco dá evidências. Não cita nada. Não diz o que está errado; não diz nada além do fato de que escreveu uma monografia que nós não lemos — e que dificilmente vamos ler. E esse tipo de discussão é desprezada até em blogs, superficiais por natureza. No fim das contas, o professor Anselmo é despreparado até para discutir com amadores em um blog. Isso faz do catedrático um mané típico de internet, e eu não queria vê-lo enfrentando um debate realmente sério na “academia”. Ao dileto docente faltariam fôlego e talento.

O mais engraçado é que há evidências neste blog, sim, dentro dos limites que textos em blogs podem ter. Aliás, o texto que motivou o comentário do Anselmo começa com a narrativa de um deles, acontecido com membros da minha família.

vc deve aprender sobre o assunto para depois expor sua própria opinião. Deve aprender sobre a colonização do sertão que foi diferente da do litoral, saber que a violência no sertão foi utilizada desde colonização, que o uso da violência era um pre-requisito para a sobrevivência sobrevivência, enfim.

Então foi para isso que o professor Anselmo gastou o dinheiro dos contribuintes? Para escrever obviedades em blogs alheios? O arroz cheio de bicarbonato de sódio do restaurante universitário deve ter-lhe feito mal. Porque quando alguém acha que só ele e sua monografia sabem da gênese da violência no sertão, esse alguém tem problemas sérios. O Anselmo fala platitudes como quem faz uma revelação, como quem anuncia o Apocalipse à patuléia ignara. E no entanto não diz mais que o óbvio, o comum, conhecimento rasteiro.

O problema, mesmo, é que eu e a torcida do Flamengo sabemos de tudo isso. A diferença é que não precisei passar quatro anos na universidade para chegar à conclusão de que Lampião era um bandido.

O ilustre catedrático Anselmo parece ser jovem, pela atitude e pelo péssimo estilo. Tem aquela arrogância típica de quem aprendeu as primeiras letras na universidade e, de repente, se acha o grande conhecedor do assunto sobre o qual escreveu uma monografia. É essa coisa de juventude que o faz perpetrar bobagens como essa.

Fico por aqui, porque não estou aqui para te ensinar nada.

E eu tenho sérias dúvidas de que conseguiria.

É só uma crítica construtiva.

A minha também, professor Anselmo. A minha também.

Estude exaustivamente sobre o assunto, beba em vários autores de opiniões contrárias e depois forme sua própria opinião, só assim você estará capacitado pra falar sobre um assunto tão complexo sobre “Lampião: bandido ou herói? ok.

Por que diabos um sujeito acha que eu iria “estudar exaustivamente” Lampião, quando tenho mais o que fazer, é um mistério. Ele não entende que isto aqui é um blog, só um blog, nada mais que um blog? Prefiro me espantar com as palavras do rapaz, com a sua arrogância cega. O professor não sabe o que li ou deixei de ler, com quem conversei ou deixei de conversar. Mas sabe que escreveu uma monografia de conclusão de curso, e isso o credencia. Então faz questão de mitificar a matéria sobre a qual aprendeu alguma coisa, falando do “assunto complexo” que é — mesmo quando se trata de um dos temas que ajudaram a definir a auto-imagem de toda uma região. Ele tem que se valorizar, afinal. E se isso não é possível no meio acadêmico, que seja num blog.

Apenas um idiota espera de um blog a profundidade de uma tese de mestrado; mas é preciso ser mais que isso para discutir de maneira tão boba, baseado apenas em um argumento de autoridade pífio e fácil. É preciso ser um autêntico mané.

Republicado em 21 de setembro de 2010

37 thoughts on “Anatomia do comportamento de manés na internet – o caso do professor Anselmo

  1. Horas vagando pela net após o trabalho tentando achar algo que realmente preste na rede, acho o blog, leio o primeiro post, e ja digo: “Vc tem mais um fã!” E eu nem li o segundo!!!

  2. Eu comento sobre um monte de coisas no qual sou praticamente newbie no meu blog.

    Esse Anselmo iria odiar meu blog : P

  3. Outro dia li um livro de crônicas do Graciliano Ramos e tive uma boa perspectiva a respeito da vida e obra dos cangaceiros da época. Fica a lembrança, para entender melhor a questão; fiquei impressionado com Corisco, que ensinou o o filho na época de presidiário. Preferiu que ele não frequentasse o ensino público da época.
    Abraços.

  4. ahahah…adorei a resposta.
    Como tem gente chata nesse mundo, né?
    Muitas coisas que escrevo eu escrevo com a ajuda inestimável do Mr. Google, assumidamente…inclusive, fiz até um post sobre a Maria Bonita, mas sem nada além do meu interesse, lembrei de coisas que li em livros, internet, conversas, peguei uma coisinha aqui, outra acolá, e puf, pronto.
    Blog não é tese de mestrado.Me interessa a opinião do autor de um blog e não as referências que ele utiliza num texto.E tbém dane-se se ele tem algum título ou o escambau, a não ser que seja um blog técnico.
    Gosto de ler sobre quatis.
    Bjos!

  5. O tal do “Professor” Anselmo é um bocó arrogante e pior que acusa o Rafael Galvão de um defeito que ele não tem, que seria falta de profundidade cultural. O
    Galvão, eu acho, é tão sofisticado culturalmente quanto o Diogo Mainardi ou o João Pereira Coutinho. Pena que ao contrario desses dois, o Galvão esteja do lado desses nojentos do PT. Caso contrario o cara seria perfeito.

  6. “Isso tudo é inveja”

    O bacana das discussões nas quais o Rafael se mete é que mesmo quando eu discordo dele em gênero, número e grau, leio o texto com respeito porque sei que ele nunca vai se limitar a esse argumentozinho digno de estudantes de sétima série.

    (Sem querer ofender os alunos de sétima série, claro)

  7. Minha nossa, eu estou com medo de vc… n foi uma carteirada, foi uma bela porrada de cacetete do lado da cabeça, igualzinho ao texto da bunda de Yoko Ono. Terei muito cuidado em criticar seus textos de agora em diante >.Minha nossa, eu estou com medo de vc… n foi uma carteirada, foi uma bela porrada de cacetete do lado da cabeça, igualzinho ao texto da bunda de Yoko Ono. Terei muito cuidado em criticar seus textos de agora em diante >.<

  8. Se vc acha a UFS ruim, não queira ver a “Univercidade Federau di Rondônia”…

  9. Pobre Professor Anselmo.
    Para viver no Brasil hoje, voce precisa ter um diferencial. Muita gente acha que voce pode conseguir isso com aquele pedaco de papel chamado “diproma”. E eles gostam de sair esfregando esse pedacinho de papel nas fuças dos outros. Além do mais, ele conseguiu seus minutos de fama, graças a voce. Ele é um incompreendido. Deixa ele “se amostrar”, o coitadinho do bichinho. Ele está superando essa inseguranca, eu estou sentindo.
    Agora, Professor Anselmo, estou tentando te ajudar aqui, mas cria vergonha na cara! Get a Life!

  10. Quando estudei no amadeus a seeeeeeeculos atrás, tinha um professor de história chamado anselmo que suicidou por causa da ex-mulher.

    será que é o mesmo? HUSAHSUAHSUAHSUAHSUASHUASHUAHSUAHSUA

  11. Fêsso Anzelmo. Entendo p. nenhuma sobre Lampião, aliás, pouco sei sobre aquele à querosene, porém, besta q. sou, afinal, já saí de alguma universidade, q. era “faculdade a laço”, vou me intrometer: A comparação c/ outros bandidos (e me recuso a usar aspas), segundo o dito professor, não é pertinente. Eu digo que é… oras, à qualquer “zé bandido” de expressão se é atribuído um certo romantismo, hoje e antigamente. No caso do bandido Lampião, além do romantismo, a todo um folclore, e somente nisto ele é diferente, e claro muito menos “hi tech” do que os nossos atuais. Digo que o dito professor se apaixonou possessivamente pelo tema e, Rafael, você tem razão, o cara fez o assunto vira mais linguiça do que já é. A propósito, não sei se é o caso do dito professor, mas há pessoas que superam qualquer nome de escola sem peso, com o seu empenho, com sede de conhecimento, leitura, etc. Cultura, como você sabe bem, é algo que vamos mantendo e aumentando no decorrer de nossas vidas. Embora entenda sua alfinetada, acredito que tenha sido pejorativo quando citou a universidade do professor… digo que não conheço a universidade, sou de São Paulo e, reconheço, alheio ao muito que acontece no Brasil, mas, como dizia o Raul Seixas, eu também vou opinar.
    Um forte abraço.

  12. Afinal de contas, a gente vai acender o lampião ou apagar o lampião? Bora logo que quero dormir.

  13. Paulo Moreira:

    Ser comparado ao Mainardi, no que tange a cultura, é um grande elogio. Gostar das verdades que ele, Mainardi, fala já se torna totalmente subjuntivo.

  14. Eu gosto de leitores como o tal professor,geram posts divertidísimos.
    Não li ainda o que motivou o cara a vir questionar – se eu entendi corretamente,ele concordou,mas achou que deveria te ensinar a argumentar,foi isso? – mas depois leio.
    De qq forma,sei pouco sobre Lmapião.Depois de ler o texto eu concordo/discordo.Mas prometo que não te “ensino” a discutir…hahahahah

  15. Meu caro,

    não sei se é um consolo para você e seu colega de alma mater, mas me formei em jornalismo pela UFRJ e acredito que sua definição da UFS como “universidade periférica, sem recursos” aplica-se perfeitamente a minha Escola de Comunicação.

    O Federico Pernambucano é um barato. Eu o entrevistei uma vez, quando ele organizava o módulo sobre cangaço na exposição “Brasil 500 anos”.

    Abraços

  16. Com asutileza que me é característica: mané – ainda mais “acadêmico”! – tem que se fuder mesmo! Dá-lhe Rafael!

  17. Sábado às 15:30 horas, estou em casa sem ter o que fazer, acesso a internet, abro o meu email e vejo uma mensagem do grande filósofo e advogado Rafael Galvão, fico lisongeado e extremamente agradecido em ter recebido uma mensagem de uma personalidade tão importante do século XXI, Rafael Galvão. Leio a mensagem e vejo alguns insultos a mim direcionados por parte do grande filosofo. Penso comigo mesmo tentando entender porque tanta ferocidade nas palavras do grandioso escritor. Chego a uma conclusão. Não sei se devia responder ao tão famoso poeta que me fez famoso por alguns minutos como disse julie do RJ. Olho a tv, está passando um desenho animado, é melhor eu assistir, droga, mudaram o canal, tudo bem mesmo assim vou assistir. Não, agora piorou, desligaram a tv, fiquei sem ter o que fazer. è acho que vou responder ao ilustríssimo. Amigo Rafael, não foi minha intenção ofende-lo, longe de mim tal pensamento. Mesmo porque sou formado em uma universidade periférica, e como poderia eu ofender ao tão grandioso sábio ou “acusar o Rafael Galvão de um defeito que ele não tem, que seria falta de profundidade cultural. O
    Galvão, eu acho, é tão sofisticado culturalmente quanto o Diogo Mainardi ou o João Pereira Coutinho” como disse o Diogo Malavolta do RJ. “Blog não é tese de mestrado. Me interessa a opinião do autor de um blog e não as referências que ele utiliza num texto”. Já dizia a Cris do RJ, obrigado por me lembrar disso Cris, mas é que vir tanta superficialidade no comentário do grandioso Rafael que resolvir opinar. Desculpe doutor Rafael, por ter opinado de forma contrária a você, esse foi o meu erro, não farei mas isso e aconselho aos outros amigos do blog que também não o faça ou…
    “Terei muito cuidado em criticar seus textos de agora em diante”.escreveu Marcela do RJ para para vossa excelência Rafael. Tem razão Marcela, tome muito cuidado pra não magoá-lo, ele vira uma fera. Desculpe Rafael, uma fera em intelectualidade.
    “Isso tudo é inveja” escreveu Pedro do RJ, você tem razão Pedro, como não invejar tanta sapiência, tanta profundidade cultural que possui o nosso Rafael. afinal ele escreve sobre todos os temas e acha que é a ultima palavra no assunto. Nunca houve alguem com tanta sabedoria assim em nossa história, talvez deus.
    Olhe querido deus da sabedoria, supremo senhor da razão, eterno prodígio da sapiência, eu podia ficar por aqui e não entrar no mérito da questão, mas ainda estou ocioso, então vou continuar. Fico triste, mestre Rafael que com tanta intelectualidade que vossa majestade possui não tenha superado um sentimento que foi, é, e será extremamente maléfico para a humanidade, o preconceito. Não sou quem disse que você é preconceituoso, foi você mesmo, vejamos em suas próprias palavras quando se refere a mim em seu comentário: “Ficamos sabendo que ele se formou em História pela Universidade Federal de Sergipe, a mesma em que cursei Direito. Isso deveria nos aproximar, não fosse um pequeno detalhe: ele parece ter muito orgulho por ter estudado na UFS, enquanto eu a tomo pelo que realmente é: uma universidade periférica, sem recursos e sem nenhuma tradição em produção de conhecimento. Não é exatamente uma UFRJ.Um sujeito que dá carteirada de UFS pode muito bem envenenar um Celta e sair por aí achando que tem uma Ferrari”. Além de se demonstrar extremamente preconceituoso, ainda cospe no prato que comeu, que vergonha magnífico. O sublime Rafael me critica por não ter citado várias referências. Rafael eu deixei claro que não tinha a inteção de te ensinar nada, era só uma sugestão. Além do mais você mesmo disse que blog não é tese de mestrado e que você só escreve bobagens, vejamos em suas palavras quando se refere a minha pessoa:
    “Não é possível que ele seja tão burro a ponto de esperar, em um blog de variedades em que a principal diversão do autor é liberar comentários bobos para ter assunto no dia seguinte, uma tese de mestrado. Acho que é isso: o digno lente sentiu falta da bibliografia”. Sendo assim soberano Rafael, não tinha porque fazer citações pra um bobo, desculpe-me, deus da bobagem.
    “Aliás, o texto que motivou o comentário do Anselmo começa com a narrativa de um deles, acontecido com membros da minha família”. Nas palavras acima o ilustre diz que a estória narrada por ele aconteceu com sua família. vocês me entendem agora porque eu achei as idéias de Rafael extremamente tendenciosas e imparciais. Idéias dignas de um bobo, como ele mesmo se auto-denomina. quem leu a história de Rafael sabe que a vítima da sua estória era fazendeiros, provavelmente um coronel opressor dos pobres sertanejos e um dos vários responsáveis pela pobreza e violência vigente no sertão. Rafael esconde esses fatos, não porque ele não sabe, mas porque se tratava de sua família, ao qual ele procurou defender tendenciosamente.
    No meu comentário eu disse ao Rafael que não queria ensiná-lo nada, que faria apenas uma crítica construtiva. Veja o que ele escreveu sobre isso.
    “E eu tenho sérias dúvidas de que conseguiria.” Humildade grande Rafael, é essencial para todos nós, todos temos o que ensinar e principalmente o que aprender com os outros, por mais ignorante que alguém seja tem sempre algo o que ensinar, só um deus acha que sabe tudo e não tem o que aprender. Ah esquecir que você é um deus. Interessante um cara que não aceita opiniôes contrárias, que agride quem o contraria, que se acha o dono da razão ou seja um verdadeiro deus, e que ao mesmo tempo diz e enfatiza que o que ele escreve é bobagens. Dessa sua atitude e das suas próprias palavras só podemos chegar a uma única conclusão: “Rafael Galvão é o deus das bobagens”. E foi ele mesmo que disse isso.

  18. Anselmo,
    …e finalmente você reconhece que o cara é bom MESMO!
    Ele se intitulou o “Deus da bobagem”. Ele é, ele pode!
    Quanto a você…volte pra tv, e nos poupe de tantos erros de português.
    Eis o meu conselho sincero e amigo.

  19. Anselmo,

    Eu não sou advogado. Eu cursei direito na faculdade, mas não sou advogado. Eu sou honesto, sabe? Você tirou uma conclusão precipitada.

    E embora eu tenha impressão de que gostaria muito de ser um coronel opressor de sertanejos, porque ser opressor é sempre melhor que ser oprimido, o pessoal a que me refiro estava longe de ser “coronel”. Como você deveria saber após escrever uma monografia sobre o assunto, a relação de Lampião com os “coronéis” não era exatamente de confronto. O que mostra que você precisaria conhecer um pouquinho mais sobre a estrutura fundiária do sertão que foi cenário de sua monografia para entender que nem todo mundo que tem terra é coronel. Nem mesmo no sertão o mundo é tão preto e branco.

    E novamente, em vez de apresentar argumentos, você se limita a queixas e ironias que não são bem o seu forte, porque normalmente requerem um domínio da língua que você não tem. Fica apenas o conselho que a Laura Lorena lhe deu: se em vez de assistir à TV você fosse ler uns livros, estaria em melhores condições.

  20. Assim você me constrange a um desconsertado comentário elogioso.

    O maior vício da internet é essa tendência aos atalhos, tão comuns na política. A tentativa de convencer pelo emprego de autoridade ou pelo recurso a argumentos que mobilizam fatores psicológicos, sutilmente diluídos ao longo do texto. É bem verdade que o Anselmo nem mesmo conseguiu diluir suas pretensões, contudo coube a você o mérito de criar um diálogo onde havia apenas sua aparência. Se Anselmo não aproveitou e preferiu trilhar o caminho da ironia canhestra é porque para ele a discussão era menos interessante do que a pretensão que ele ainda conserva de fazer você se curvar ante sua autoridade. O que nos faz pensar que ele chegou até aqui de pára-quedas, pois não se espera nem dos mais arrogantes que se exponham de forma tão ingênua depois de ter lido alguns de seus textos.

    Sinto até vontade de discordar de você para poder ter aquela boa sensação do combate de idéias. haha Lamentável que a vaidade infantil faça tão pouco caso desses momentos raros e genuínos do espírito humano.

  21. Como assim Anselmo… desligam a TV na cara do pobre. Quando eu era criança, descobri que se eu deixasse na TV CUltura, minha mãe não desligava tanto a TV.
    Eu estou comovida, até mesmo com uma ponta de inveja. Nunca ninguém me deixou um post assim tão longo no meu blog. E o rapaz lê tudo. Até fui citada!
    Rafael, vamos parar com isso. Conversa com o amiguinho e faça as pazes. Vamos ser todos amigos. Esquecemos aquele Lampião malvado de uma vez por todas!
    PS: Estou em São Paulo, Anselmo. Mas olha, não tenho absolutamente nada contra o Rio, tá?
    Gente, eu gostei do Anselmo, sabe…

  22. Rafael, sou mestranda em litartura portuguesa pela UERJ – Rio de Janeiro e minha dissertação é sobre o traço neo-romantico das poesias de Florbela Espanca e das canções bregas braisleiras. Vi na internet dois artigos teus sobre a representação social do brega, gostaria de citar os teus textos na minha dissertação, para isso preciso referenciar de forma correta, tu poderias me informar qual a tua formação, para onde tu escreves, enfim essas coisa que todos precisam saber para que saibam que não copiei e sim citei.
    Fico no aguardo e desde já te agradeço.
    Atenciosamente,
    Nena Coêlho

  23. Puxa, Anselmo, sai dessa, enquanto é tempo. O blogueiro sabe ser cruel, apesar de , no seu caso, ele ter sido também muito generoso. Sugestão: esquece a traulitada na moleira e tenta aproveitar um pouquinho da aula que recebeu (recebemos).

  24. Ih, o post é antigo. Comentário fora de hora. Até porque, nesta altura do campeonato o tal do Anselmo deve estar mais maduro… (ou não).

  25. Ao menos com sua resposta, o Rafael conseguiu uma coisa bacana em relação ao Cabo Anselmo: deixá-lo “lisongeado”!

    Isso é impagável.

  26. Fez a tese de mestrado sem ter conversado com o Professor Silvio, de Maceió, neto de Corisco? Então… não voga!

  27. Prezados, este é o Brasil atual. Onde não se pode escrever ou dar opiniões sem preocupar-se com o filtro do politicamente correto, dos anseios populares (e totalitários), do preconceito – e marginalização – contra quem é bom no que faz e gosta de coisas qualificadas.
    .
    Vi este blog pela primeira vez agora e já adicionei em meus favoritos. Obrigado.
    De Uruguaiana/RS

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