O bom, o mau e o feio

Sobre uns blogs de que gosto.

O Biscoito Fino e a Massa — O blog do Idelber foi, provavelmente, o melhor blog brasileiro durante a campanha presidencial de 2006; continua um dos melhores até hoje, com uma abordagem sólida, de vez em quando mercurial, mas sempre honesta. E é um dos blogs que consegue uma variedade sólida de assuntos com uma perspectiva sempre interessante. O único problema do trotskista é a implicância com o Flamengo. Mas essa é a sina de atleticanos que olham além do azul do Cruzeiro. O seu caso específico é ainda mais grave: o trauma do campeonato de 1981, quando o Atlético foi vencido por um time que logo depois seria campeão do mundo dando um chocolate no melhor time europeu daqueles anos, o Liverpool, ainda não foi superado pelo Idelber. Nunca será.

O Hermenauta — O Hermê é implicante. É implicante até dizer chega. É um sujeito doente ao ponto de estar em Paris — em Paris, meu Deus — e comentar notícias da Folha de São Paulo. O Hermê é um velhinho carioca sádico exilado em Brasília que passa os dias babando sobre fotos da Nathalie Portman. E não do Richard Dawkins, como pensam uns desavisados por aí.

Sítio do Sergio Leo — O Sergio Leo é jornalista, uma dessas escolhas infelizes que a gente faz na vida e depois tem que suportar eternamente. Sua cobertura da crise do gás na Bolívia, há coisa de dois anos, foi brilhante pelo equilíbrio e pela capacidade de separar o joio do trigo — e publicar o trigo: foi uma das raríssimas vezes em que um blog foi muito superior à média da cobertura da grande imprensa brasileira. O Leo também é uma voz ponderada na abordagem da situação venezuelana. Mas o Leo realmente acredita que o diploma de jornalista é necessário, o que mostra que nem sempre ele está correto.

Liberal Libertário Libertino — Assim como este blog, o LLL já teve excelentes momentos e alguns nem tanto. O Alex é melhor quando expõe suas opiniões. É pior quando coloca fotos de mulheres bonitas e focaliza os pés em vez da bunda e dos peitos. Ultimamente tenho acompanhado a fantástica descoberta, por parte do Alex, do racismo — sob um ponto de vista americano, o que é mais interessante. Do ponto de vista literário, a série sobre as Prisões são um grande momento da blogosfera brasileira; muita gente lia esses belíssimos textos — belíssimos, por mais que eu discorde deles — como lia Dale Carnegie. O Alex poderia ser um grande escritor de auto-ajuda se parasse com essa bobagem de ser escritor sério e se dedicasse a ganhar dinheiro.

11 thoughts on “O bom, o mau e o feio

  1. Esse tipo de conta nunca fecha.
    Haja vista os três mosqueteiros. Eram 4: D’Artagnan e Aramis.
    Fui!

  2. Pingback: Definições. « ~
  3. [eu tinha feito um comentário aqui, mas acho que ou não colou ou a liberação do moderador tá lenda pra tetéu – se for o caso, Rafa, apaga o outro!]

    Meu coração é que nem o de mãe, cabe muita gente; cabe a Portman, mas também cabe a Johansson e como revelei, também a Rita Guedes. Mas esse é meu coração imaginário. Meu coração verdadeiro só tem espaço para minha linda esposa. 🙂

    Eu não entendi é se eu sou o bom, o mau, o feio ou uma combinação linear destes três parâmetros…

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