Porque as notícias da revolução francesa ainda não chegaram à ilha
Notícia mais que apropriada ao 14 de julho.
Enquanto o Fukuyama tentava convencer os bobos de que a história tinha acabado, a verdade é que ela sequer tinha começado.
Só hoje fiquei sabendo da existência da Ilha de Sark, o último território legititimamente feudal da Europa, com senhor e tudo, além de leis fantásticas como o “Clameur de Haro“, uma espécie de mandado de segurança medieval onde a pessoa, ao julgar que seus direitos individuais estão sendo atingidos, recita na hora e no local — com testemunhas, claro — o Pai Nosso e grita: “Haro, Haro, Haro! À mon aide mon Prince, on me fait tort!“, tendo apenas que registrar a queixa nas 24 horas seguintes, e onde eleições livres serão realizadas pela primeira vez em séculos de história em dezembro de 2008.
Eu não poderia querer um mundo melhor para viver.
This entry was posted on Monday, July 14th, 2008 at 11:45 am and is filed under A vida como ela é. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.
July 14th, 2008 at 12:58 pm
Não tem nada a ver com o post…. mas talvez seja de interesse….
“Membros da classe masculina, hoje estou aqui para dar uma mãozinha àquilo que, segundo alguns de suas espécies, vocês já fazem muito bem! Sim, sabemos que vocês são máquinas de sexo e gostam de falar - espertinho, eu sei que você conta tudo para os amigos, mas não é disso que estou falando.”
continua em
http://www.gardenal.org/ressacamoral/2006/04/manual_antibroxante_coisas_que.html
July 14th, 2008 at 11:59 pm
Fabiana
Vc vai dar uma mãozinha ao que o nosso clube já faz muito bem?
Legal!!!
Uma mãozinha é sempre benvinda. Qdo era garoto seria mais benvinda ainda.
Depois não vem falar “Haro, Haro, Haro! À mon aide mon Prince, on me fait tort!“.
Não aceitamos reclamações enquanto eretos e úmidos.
July 15th, 2008 at 9:45 am
sempre vai existir…. mesmo em um misero lugar escondido