Até vós, brutas?

A notícia está no Daily Telegraph de hoje: prostitutas quenianas foram instruídas, por ativistas dessas ONGs de direitos humanos, a mentir sobre a origem de seus filhos com oficiais ingleses, dizendo que foram estupradas por eles.

Tem algo de muito errado no ar. A única vantagem de relacionamentos com prostitutas, teoricamente, era a pressuposição de que tudo terminava quando o dinheiro trocasse de mãos. Era garantia de sigilo e lisura comercial. Não se tinha que esperá-las decidir ir embora. Não se tinha que jurar um amor inexistente. Não se tinha que fingir que sexo é amor suado e gemido.

Mas agora, quando tudo que é sólido desmancha no ar e todos os valores esboroam-se em pó, nem nas velhas e confiáveis putas, repositórios morais d’antanho e salvaguardas da virtude das meninas de família, pode-se acreditar.

Este mundo está perdido.

8 thoughts on “Até vós, brutas?

  1. Sinto muito pela rasgação de seda. Mas tenho que dizer que este texto está perfeito. Na forma e no conteúdo.

  2. Lau, você e a Laurinha que às vezes comenta aqui? Bom… Seja você quem for, acho que tem razão. Um beijo pra você, Lau homem ou Lau mulher. Pelo afeto dos abraços deve ser mulher. Homem não diz isso porque tem medo de pensarem que é coisa de gay.

  3. Lau, Lau… Você é homem! Entrei no seu blog e vi. (Devia ter tido essa idéia antes. Realmente, inteligência impera aqui no blog do Rafa, mas na minha cabeça não passa nem perto… hehehe). Escuta… Parabéns por ser um homem moderno, desencanado e cabeça boa! Parabéns para dirigir a palavra “afetuoso” a outro homem. Isso é que é homem, seja gay ou hetero. Ah, acho jóia homem que fala que o outro é bonito também. Esse negócio de dizer que é “boa pinta” é ridículo. (Ai… Eu falo demais. Na encarnação passada devo ter sido um papagaio)

  4. LAU e gay
    quantos as putas, elas ainda são dignas de fazer “negocio”.
    o que não pode e ter um advogado ministrando o bordel.

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