Notícias estranhas em um blog esquisito (III)

A Suécia, modelo de civilização, finalmente aqueceu os corações de tantos machos desamparados ao redor do mundo.

Uma recepcionista sueca foi sumariamente demitida por assédio sexual quando seu chefe a ouviu elogiar a aparência de um cliente.

É a vingança que todos nós esperávamos. O pagamento por não podermos mais elogiar uma mulher no trabalho, por não podermos passar a mão na bunda da secretária, por não podermos olhar os peitos da recepcionista, por não podermos encoxar aquela colega gostosa na copa.

Vamos pegar nossas cervejas e, enquanto assistimos à final do campeonato, arrotar e rir da cara da secretária que provou do veneno que as mal-amadas vieram destilando nos últimos anos.

(A decisão do chefe sueco — que ou é apaixonado pela recepcionista ou absolutamente demente — é uma idiotice, claro. Assim como é idiotice boa parte dos processos femininos por assédio sexual nos países lá de cima.)

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Mais de 20,000 dólares em jóias foram roubados de um cadáver em um mausoléu do Kentucky, EUA. Cinco suspeitos foram presos pelo roubo.

As leis são esquisitas. Esse tipo de crime é previsto em lei e portanto indiscutível; mas a verdade é que a principal interessada no caso — a defunta — jamais daria queixa. Ela não estava nem aí.

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Amanda Booker queria matar seu marido mas não tinha dinheiro para pagar o pistoleiro que contratou (na verdade um policial disfarçado). Pagou então em jóias. E uma delas era a sua aliança de casamento.

Tão simbólico, isso. Nelson Rodrigues puro.

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Um recém nascido foi jogado por sua mãe do quarto andar de um motel da Coréia do Sul, logo após o parto.

Quebrou apenas uma perna.

Se o termo “sobrevivente” se aplica a alguém, é a esse bebê. E das duas uma: ou é uma criança abençoada ou é o anti-cristo.

E essa mulher não serve para absolutamente nada: nem para mãe, nem para infanticida.

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Um menino de 5 anos levou um pacote de maconha para a escola, em Miami.

Estava espalhando a erva sobre a lasanha de um coleguinha, como orégano, quando descobriram.

No mesmo dia, em Indianápolis, um menino de 4 anos levou para a escola um pacote de cocaína, que segundo a polícia valia 10 mil dólares, e mostrou aos colegas dizendo que era farinha. Os professores perceberam que era coca e confiscaram a mercadoria.

O menino estava errado. Ainda não era farinha. Ao que parece, papai ainda não tinha tido tempo de malhar o pó.

Essas notícias, afinal, provam uma antiga suspeita: eu sempre soube que aquela história de colocar drogas na pipoca das crianças no colégio não era mentira.

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