Crônica dos tempos que passam

É estranho perceber que os filmes que definiram a minha geração — todos eles bobos como “O Clube dos Cinco”, “De Volta para o Futuro” e “Curtindo a Vida Adoidado” — estão completando ou prestes a completar 20 anos.

São duas décadas. Quando comecei a assistir os filmes de Jerry Lewis, no final da década de 1970, era mais ou menos essa a idade de alguns deles.

Na época, eles me pareciam muito distantes no tempo. Pertenciam a uma era que não conheci, e que dizia pouco a mim em termos emocionais.

É só imaginar uma criança de seus 8 anos assistindo a um desses filmes hoje e perceber que Ferris Bueller e Marty McFly estão para eles como Jerry Lewis e John Wayne estavam para mim.

Mas ainda mais assustador é saber que a forma como ela me vê é exatamente a mesma como eu via os adultos do meu tempo. Eu pensei que, quando crescesse, seria melhor do que isso. Bem melhor. Mas Machado sempre soube mais.

(…) Uma bagatela de vinte anos que lá vão, levando talvez consigo as ilusões do leitor, e deixando-lhe em troca (usurários!) uma triste, crua e desconsolada experiência.

One thought on “Crônica dos tempos que passam

  1. Cada vez que eu recebo um daqueles e-mails que circulam lembrando coisas de “quando eu era pequena”, bate um saudosismo… Outras vezes me pego olhando ex-crianças e dizendo “como você cresceu!”, do mesmo jeito que eu via as amigas da minha mãe fazerem comigo, enquanto eu me perguntava se todo adulto era chato assim… É, o tempo passa, “e vivemos como os nossos pais”.

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