Cena baiana

Salvador, conversando com um amigo num boteco.

— Rafael, tem uma festa de 15 anos ali no Cabula pra gente ir. Vamos?

Vamos. Entramos na festa lotada e Waltinho pergunta:

— Como é o nome da aniversariante?

— Adriana.

De repente, algo me diz que não fomos convidados para a festa.

Mais uns passos e Waltinho comenta com alguém que passa:

— A Adriana está linda, né?

Vejo duas mulheres e me afasto de Waltinho. Começo a conversar com elas, falo umas gracinhas. Uma delas já está na mira. Elas são amicíssimas da aniversariante, cujo ar da graça até agora não vimos.

— Você conhece a Adriana?

— Não.

— Você veio com quem?

— Com Waltinho.

— Quem é Waltinho? E quem convidou ele?

— Ninguém. Ele entrou de penetra.

— Quer dizer que você é penetra?

— Não, sou convidado. O Waltinho me convidou.

E a conversa continua, elas me chamam de descarado enquanto riem, aquela moça olha diferente para mim, até mesmo sou apresentado à Adriana — que não estava tão bonita assim.

Algumas horas depois, eu sentado numa escada esquecido da festa, me aplicando em descobrir mais detalhes da anatomia da moça, e Waltinho aparece com dois copos de uísque na mão. Nada demais, se todos ali não estivessem bebendo cerveja.

10 anos se passaram, e ainda continuo convicto de que nunca dois penetras foram tão bem tratados em festa alguma.

5 thoughts on “Cena baiana

  1. ameiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
    hahahahahaha
    — Você veio com quem?

    — Com Waltinho.

    — Quem é Waltinho? E quem convidou ele?

    — Ninguém. Ele entrou de penetra.

    — Quer dizer que você é penetra?

    — Não, sou convidado. O Waltinho me convidou.

    AMEIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

  2. Já fiz pior, ou melhor… Certa vez, eu e dois amigos penetramos em uma festa bem exclusiva, um leilão de cavalos árabes num haras de um milionário daqui. Os convidados eram empresários, deputados, o prefeito e toda sorte de gente rica e influente em geral. Na época não eramos ninguém, apenas estudantes. Pois bem, bebemos muito uísque, cumprimentamos todos, dançamos com as garotas contratadas para um show de dança árabe, etc. Na hora do leilão brincávamos de dar os primeiros lances só de gozação, até que, um dos meus amigos já bem embriagado, deu o lance final e arrematou um potro… E agora!? Imediatamente após a martelada a ajudante trouxe os papéis para pegar o nome dele, não deu tempo nem de fugir… hehehe
    Resultado, ele pediu nossa ajuda para pagar o potro até conseguir revender, inútil, éramos cada um mais duros que os outros. Não teve remédio, ele teve que ligar para o pai dele mandar dinheiro… Por sorte, a família dele era rica, o pai era diretor da Odebrecht, deu uma bronca daquelas, mas no fim pagou e depois achou até graça.

  3. Me diz onde você vai achar povo mais hospitaleiro, se não for na minha terra… hehehe

    Muito legal essa história, bota cara-de-pau nisso… 🙂

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