Felicidade por decreto

Uma cidade do Rio Grande do Sul se chama Feliz.

Quem nasce ali é felizense.

Eu nunca consegui entender por que razão, com tantos vereadores aprovando leis idiotas toda semana em todas as câmaras municipais do país, não aparece alguém para propor uma lei que torne os naturais de Feliz simplesmente felizes. Que se danem as regras da última flor do Lácio, que de inculta virou pernóstica. A gramática não deve subjugar, nunca, a poesia. Porque gramática sem poesia vira aritmética.

— Eu sou capixaba, e você?

— Eu sou feliz.

Os outros, coitados, teríamos que nos contentar em ser cariocas, recifenses, soteropolitanos. Pobres cidadãos sem nenhum lirismo.

5 thoughts on “Felicidade por decreto

  1. Será que é muito dificil me tornar cidadã feliz? No Sul… longinho heim…mas tudo bem… eu me contento de ser Bauruense… beijos Rafaaaa se cuida meninooo =****

  2. Rafael,
    Pois saiba que na Itália “carioca” é sinônimo de brasileiro. Sou carioca, mas quando algum amigo dizia: “‘cê tá ficando muito baiano…” eu respondia: “não queria me gabar, mas já que você tocou no assunto…”
    Ciao.

  3. Alguns aqui da terrinha,gostam de se intitular “desterrenses”.
    Eu particularmente,não estou nem aí para o “Floriano Peixoto”,visto que o mesmo já morreu.

  4. achava que PIAUIENSE fosse a palavra mais feia da língua pátria. mas quem nasce em são josé dos campos e JOSEENSE. ninguém merece!

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