De animais e bichos III

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Fulana diz:
nao concordo com o comentario do seu amigo no blog
Fulana diz:
de q nao deveriam se preocupar com os animais recolhidos pelas carrocinhas
Fulana diz:
e sim com as milhares de crianças abandonadas nas ruas
Fulana diz:
os animais sao indefesos e serao sempre
Fulana diz:
as criancas endurecerao com o tempo e se defenderao tornando-se ameacas

15 thoughts on “De animais e bichos III

  1. Saindo um quilo de merda pra Fulana se alimentar pra ver se os dois neurônios dela ficam mais fortinhos e não vomitam tanta besteira. Isso me irritou!

  2. Só pra completar: indefesos são os meus olhos que são saudáveis e foram obrigados a ler isso. E quer saber, ela tem razão vamos recolher os animais indefesos soltos por ai. Chama a carrocinha pra Fulana!

  3. Tata, se você tivesse um rasgo na barriga feito pelo canivete de um “menino de rua indefeso”, *talvez* tivesse outra opinião. Um cachorro que me morde, age pelo instinto. Um menor de rua que me ataca, age “por necessidade”. Mas a que se reduz o papel do cérebro do suposto racional nesse caso? Bem, a pobreza justifica tudo, e estamos sempre inclinados a defender nossos iguais.

    Pessoalmente eu vejo menores de rua como assaltantes em potencial. Peço desculpas pela minha insensibilidade, no entanto sou forçada a ser honesta.

    É por isso que prefiro bichos a seres humanos. No geral, o que eles acham não é condicional, nem movido a paixões. Eu estou errada porque fui atacada por um menor de rua e deixei minha raiva influir no meu julgamento. A Tata está errada porque ainda não levou um talho no ventre e deixou seu sentimento pelas pobres crianças abandonadas fazer o mesmo. Pelo menos o cachorro do meu vizinho continua gostando dele mesmo depois que é chutado.

  4. Caro Idelber, estou certa de que você teria entendido a diferença entre o pit bull e o pivete, e que eu não apontei “certos” nem “errados”, caso tivesse lido o que escrevi. Mas já que não o fez antes, não o fará agora, e por isso não tenho motivos para me explicar.

  5. Meu comentário sobre o que disse a Fulana não tem relação nenhuma com o que eu acho ou deixo de achar. Diz respeito apenas ao raciocínio. É o seguinte, Fulana: você acha importante cuidar dos animais porque são criaturas indefesas. As crianças não precisam de cuidado pois darão um jeito de endurecer e, portanto, se tornarão ameaças.

    Pois é aí que se deve cuidar das crianças. Se virarem ameaças, quem paga o pato somos nós.

    * Repito: o que eu disse não tem relação nenhuma com minhas opiniões sobre o assunto.

  6. É o tipo de discussão que não acaba nunca se não tivermos consciência de que cada ser humano é dotado do livre-arbítrio, tem o direito de exercê-lo e arcar com as consequências de seus atos. Eu, por exemplo, não como cadáveres há mais de vinte anos, só mato pernilongos e baratas, adoro cachorro, mas não hesitaria em dar um teco na cabeça de qualquer assaltantezinho folgado, tenha ele dez, quinze ou vinte aninhos.

    Mas nem por isso vou sair por aí militando contra carnívoros, cowboys, pitboys, fábricas de inseticida ou defensores do Estatuto da Criança e do Adolescente. Cada um deve ser responsável por seus atos tendo como juiz apenas a sua consciência. O resto é o velho nhenhenhen sazonal.

    A vida é muito curta para se namorar mulher feia e abraçar causas perdidas. Tô fora!

  7. Armas não matam pessoas. Pessoas matam pessoas.
    Esse é o slogan das pessoas que defendem a venda de armas nos USA.
    Marie: eu entendi o que você escreveu, mas eu li o que você escreveu.
    Eu penso que animais e crianças precisam ser igualmente cuidados. Mas em geral quem abandona crianças ou animais não tem condições de cuidar de nenhum deles.

  8. Como o Iraldo disse, é o tipo de discussão que não acaba nunca. Penso que não deve ser encarado como um conflito animais x crianças. ambos precisam de proteção, amparo e amor, uns E outros.

  9. Eduardo Dusek

    Rock das Cachorra

    Composição: Desconhecido

    Uauuu, Uauuu, Uauuu… Ahhh…
    Uauuu, Uauuu, Uauuu… Uhhh…

    Baptuba, uap baptuba
    Baptuba, uap baptuba
    Baptuba, uau uau uau uau uau

    Baptuba, uap baptuba
    Baptuba, uap baptuba
    Baptuba, uau uau uau uau uau

    Troque seu cachorro por uma criança pobre (Baptuba, uap baptuba)
    Sem parente, sem carinho, sem ramo, sem cobre (Baptuba, uap baptuba)
    Deixe na história de sua vida uma notícia nobre

    Troque seu cachorro (uauuu)
    Troque seu cachorro (uauuu)
    Troque seu cachorro (uauuu)
    Troque seu cachorro (uauuu)
    Troque seu cachorro por uma criança pobre

    Tem muita gente por aí que está querendo levar uma vida de cão
    Eu conheço um garotinho que queria ter nascido pastor-alemão
    Esse é o rock de despedida pra minha cachorrinha chamada “sua-mãe”

    É pra Sua-mãe (é pra Sua-mãe)
    É pra Sua-mãe (é pra Sua-mãe)
    É pra Sua-mãe (é pra Sua-mãe)
    É pra Sua-mãe

    Esse é o rock de despedida pra cachorra “Sua-mãe)

    Seja mais humano, seja menos canino
    Dê güarita pro cachorro, mas também dê pro menino
    Se não um dia desse você vai amanhecer latindo, uau, uau, uau

    Troque seu cachorro por uma criança pobre (Baptuba, uap baptuba)
    Sem parente, sem carinho, sem ramo, sem cobre (Baptuba, uap baptuba)
    Deixe na história de sua vida uma notícia nobre

    Troque seu cachorro por uma criança pobre (Baptuba, uap baptuba)
    Sem parente, sem carinho, sem ramo, sem cobre (Baptuba, uap baptuba)
    Deixe na história de sua vida uma notícia nobre

    Baptuba, uap baptuba
    Baptuba, uap baptuba
    Baptuba, uau uau uau uau uau

    Baptuba, uap baptuba
    Baptuba, uap baptuba
    Baptuba, uau uau uau uau uau

  10. Peguei o “Bonde parado”…
    Mas ainda dá tempo de dizer que tem muita gente opinando sobre o assunto,utilizando aqueles “tapa-visão” que os cavalos usam para só olhar em uma direção!

  11. Quem compara bichos a seres humanos é um ET. Um não tem nada a ver com o outro, portanto, dizer “prefiro um ao outro” me soa patético. Temos de ter respeito, ora bolas. E tentar não pegar nossos medos e crises neuróticas PESSOAIS com as cidades tomadas pela violência e fazer um circo supostamente pensante e analisador de tudo isso. Todo mundo já foi assaltado um dia. Não é por isso que vou achar uma gracinha um cachorro histérico mal-tratado por um dono igualmente histérico que não respeita seus vizinhos; não é por isso que vou começar a dizer que “cães podem vir aqui em casa jogar um gamãozinho comigo”. Uf! Bisous procê, Rafael.

  12. Animais não são indefesos. Podem morder, arranhar, e sobreviver até comendo lixo e caçando roedores. Não precisam de roupas e naturalmente podem viver soltos por aí. Não precisam de escola, de abrigo, e nem precisam do cuidado da mãe a não ser nas poucas semanas de amamentação. A sobrevivência de uma criança, dona Fulana, é bem mais complicada. Depende de muitos anos de intensos cuidados dos pais, de remédios, escola, educação, carinho, brinquedo, higiene, calor. Eu tenho um filho pequeno e a cada dia me espanto com a responsabilidade, o trabalho e a dificuldade que é criar um ser humano feliz, educado, bem ajustado e saudável — isso porque eu tenho condições de cercá-lo com todas as atenções.

    Outra observação: pelo raciocínio da Fulana, ela defende o extermínio de crianças, mas não o de cachorros.

  13. acho q são dois pontos distintos!
    e que precisam ser vistos sim e não ignorados! todo ser divino merece um cuidado especial!seja ele humano , vegetal, animal!
    não é tratando do homeme deixando os animais que se progride e nem fazendo só o contrario!
    os dois devem progredir juntos!

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