Ainda o golpe do film d'auteur

A comparação do diretor com o maestro, feita pela Cláudia, é interessante. Lembrei de um de que gostava muito, o Herbert von Karajan. Eu era fascinado pela mão esquerda do Karajan. Nazista ou não, ele era grande.

Mas por bom maestro que fosse, Karajan continua sem ser o autor da Quinta Sinfonia de Beethoven. Podia alterar o andamento, podia enfatizar determinadas passagens — mas era só um intérprete. Aliás, a própria definição de interpretação presume algum tipo de acréscimo pessoal à obra. Mas não lhe usurpa a autoria.

O mesmo valeria se a comparação fosse com o teatro. Por mais “iconoclasta” que seja uma montagem de, digamos, Gerald Thomas, por mais que ele subverta o texto e tente dar ou ressaltar novos significados a uma peça como “Hamlet”, ela continua sendo de Shakespeare.

A tese central do post — a de que o diretor não é o autor do filme, ao contrário do que dizem os franceses — continua em pé, na minha opinião.

Quanto ao que disse o Bia, que Hitchcock desqualificou uma trilha, etc., a pergunta é: e daí? Como disse o post, esse é o trabalho que qualquer produtor faria — e normalmente faz. O que se questionou acessoriamente no post foi a função específica de direção, e não das pessoas ou do processo de produção de um filme; até agora não vi nada que contestasse isso definitivamente.

Quanto a “Os Sonhadores”, o problema do Bia é uma generosidade excessiva, e a crença de que porque fulano fez alguma coisa boa deve haver um significado em tudo o que faça depois. Uma espécie de presunção de inocência. Deve ser o que o faz dizer que aquele é um filme “visual”, com todos aqueles diálogos pseudo-profundos. Para mim, filme “visual” (e todo filme não é visual?) é “O Clã das Adagas Voadoras” ou “Sonhos”. “Os Sonhadores” é um filme tipicamente europeu dos anos 2000, inclusive naquela nova tendência de fazer filmes “multilíngües” que apresentam como novidade, esquecendo que “A Regra do Jogo” já fez isso com muito mais propriedade e significado há quase setenta anos. “Os Sonhadores”, por mais boa vontade que o Bia tenha para com ele, é filme inconcluso e medíocre.

E quanto a imaginar o roteiro de Sin City sem Robert Rodriguez, é o que falei antes: um mau diretor pode fazer um bom filme com um bom roteiro, mas um bom diretor jamais fará um filme com um mau roteiro. Basta olhar o monte de lixo que tanto o Rodriguez e o Tarantino (que é um grande diretor) produzem. É algo na mesma linha do que falou o Ina: o Bogdanovich fez bons filmes com bons roteiros, afinal, embora nós dois discordemos do seu valor como diretor (apesar de o Ina admitir que, com exceção dos quatro primeiros, ele só fez bobagem).

Sin City, aliás, é o pior exemplo que o Bia poderia dar. Por favor, o storyboard do filme foram os próprios quadrinhos de Frank Miller. Até nisso, na definição de cenas, ângulos, etc., a primazia do “roteiro” é absoluta, maior que na maioria dos filmes; não é à toa que o título completo do filme é Frank Miller’s Sin City . E Tarantino dirigiu uma seqüência do filme. Se você não sabe antecipadamente, saberia dizer qual é ela? Improvável. (Só para constar: é o trecho do Benicio Del Toro degolado no carro.) E aí a tal história da “marca do diretor” vai por água abaixo. Se eu estivesse defendendo o ponto de vista do Bia, preferiria ter usado filmes refeitos pelo mesmo diretor, como “O Homem que Sabia Demais” de Hitchcock ou Rio Bravo e El Dorado, de Howard Hawks. Daria para argumentar melhor.

O trecho de que o Gabriel discordou é mais do que válido para o studio system, como demonstra o livro que o finado Smart Shade of Blue (que o Grande Designer o tenha em bom lugar, Adriano) citou (e que não, não foi a inspiração para aquele post; na verdade foi um ensaio de Gore Vidal e a decepção com “Os Sonhadores”). Não é questão de interpretação, é um fato histórico. Pode não valer necessariamente para o cinema feito no resto do mundo, mas aí o problema é muito mais de estrutura de produção que filosófico: nesses casos, o diretor normalmente é também o produtor e o roteirista. É aí que está o tal golpe: falar em caméra stylo nesses casos é tentar se apropriar de um mérito que não é exclusivo da função.

Quanto aos “filmes de roteiristas”, eu acho que há sempre uma grande confusão sobre a própria qualidade do roteiro e a sua importância. Acho que o que impressiona no caso de, por exemplo, Charlie Kaufman é a qualidade da trama. Mas o processo continua o mesmo, com um bom ou mau roteiro. O filme continua sendo feito a partir dele.

O trecho de Truffaut que o Gabriel citou é interessante, mas me parece um grande sofisma. Porque todas as sugestões aceitas ou não, as contribuições recebidas ou não, são posteriores à definição do fato primordial: o próprio filme. Essas contribuições só existem em função do reconhecimento de uma estrutura prévia. Elas não existem sem um roteiro que os guie. É por isso que continuo achando que cinema é arte coletiva, que cada um dá sua contribuição, e que o dono do filme é o produtor — o dono do dinheiro, como diz o Nelson. Mas que se autoria houver é a de quem o concebe. E quem o concebe é o roteirista, e não importa se ele o dirige depois ou não.

17 thoughts on “Ainda o golpe do film d'auteur

  1. bem, vc fez um post e eu fiz só um comentário…
    hehehe.

    sabia que vc ia falar do ‘FILME PRONTO QUE O MILLER ENTREGOU PARA SIN CITY’… mas não vou cair no truque de outro comentário divergente, faço um post sobre isso em breve.

    karajan não escreveu a QUINTA DE BEETHOVEN, mas é a versão DELE que vc ouve e prefere, certo? vc não ouve a de beethoven pois ele está morto e não gravou nenhum cd (malditos produtores da época!)… mas é como os escritores que fazem os roteiros e não se acham capazes de dirigir, precisam de alguém que materialize o que estão imaginando. e não raro ver roteiristas brigando com diretores – para o bem ou para o mal.

    beijo, lindo!

  2. Vixe! E vcs ficam nesta discussão … cinema de primeiríssima é o q te faz sonhar, o ‘Os sonhadores’ n fez isso comigo … filme médio, como diria Paínho. Bertolucci maravilhoso é ‘Assédio’. Pura poesia em celulóide.
    Bejocas,

  3. Rafael,

    Continuo discordando. Se citarmos “Lolita”, por exemplo, o caso que temos não é um diretor-produtor. Isto é, Kubrick, não está se ocupando de uma função do produtor, no caso James B. Harris. Está exercendo somente a função de diretor. E, no entanto, foi o responsável por alterar (profundamente) o roteiro desenvolvido por Vladimir Nabokov. Note que não estou fazendo menção ao fato de ser uma adaptação literária. O caso é que o próprio Nabokov escreveu o roteiro do filme. E, no final das contas, o que temos é um filme de Kubrick. Não um filme do Nabokov. Quanto ao texto anterior, tem um momento que você faz menção ao brilhantismo de Brando e exemplifica, com isso, como um ator pode carregar de “autoralidade” o filme em que está atuando. A verdade é que são inúmeros os exemplos de grandes atores que foram muito importantes num filme. Entretanto, creio que podem ter sido “muito importantes”, nunca “decisivos”. Se tomarmos boa parte do neo-realismo italiano, como exemplo, iremos constatar que obras-primas podem ser feitas com não-atores. Talvez o exemplo mais emblemático seja “Ladrões de Bicicletas”. Existe, inclusive, uma história que fala sobre a cena onde o personagem Bruno tinha que chorar e, no entanto, o molequinho estava encontrando dificuldades. O recurso que De Sica encontrou foi colocar cigarros da produção no bolso dele e acusá-lo de roubo. Conseguiu a cena perfeita, claro. Pode parecer uma exemplificação simplória, mas creio que é precisamente por este tipo de engenho que o autor do filme é o diretor. Enfim, podia escrever mais um bocado… Mas como estou no trabalho…
    😉

    Grande abraço pra ti,

  4. O meu espanto é a inspiração do seu post foi a desigualdade entre filmes de um mesmo diretor (que você atribui aos diferentes roteiros, se bem entendi). Ora, e a diferença de qualidade entre roteiros de um mesmo roteirista, seria estopim para por em dúvida a individualidade da obra? Ou entre livros de um escritor?

  5. “O mesmo valeria se a comparação fosse com o teatro. Por mais “iconoclasta” que seja uma montagem de, digamos, Gerald Thomas, por mais que ele subverta o texto e tente dar ou ressaltar novos significados a uma peça como “Hamlet”, ela continua sendo de Shakespeare.”

    Mas a partir dessa subversão você sabe que a peça foi dirigida/escrita por Gerald Thomas. Manter o “plot” e personagens não é o suficiente para dizer que a peça é de Shakespeare se o seu sentido original foi fagocitado e regurgitado por outrem.

    Em uma adaptação de Hamlet para o cinema, o plot pode continuar sendo de Shakespeare; as imagens não. São de Godard, Antonioni, Scorsese, quem quer que seja. Cinema não é historinha bem amarrada. Aliás, não é nem historinha.

    Mas acho que entendo seu ponto, você é escritor. Alguém que procura por enredos fechados e situações explicadas ao final de um filme não vai, mesmo, se preocupar com o que um diretor mais se preocupa: imagem. Ele se serve do trabalho de diretores de fotografia e montadores (importantíssimos, claro), decidindo o que entra ou não no filme a fim de compor a imagem que ELE havia imaginado. Roteiro é um ponto de partida que pode ser abandonado completamente até o final de uma produção, uma inspiração para que o que verdadeiramente importa em um filme – imagem – seja criado.

  6. Vou discordar do Diego. Às vezes, o diretor modifica tanto o texto que a obra perde totalmente a alma, a essência. Nelson Rodrigues é a vítima mais freqüente deste crime. No cinema, essas refilmagens que viraram epidemia em Hollywood, a partir dos anos 90, são outro exempolo. Se lembra o que os americanos fizeram com Asas do Desejo?
    gd ab

  7. Diego,

    Eu não sei que “a partir dessa subversão você sabe que a peça foi dirigida/escrita por Gerald Thomas”. O que eu sei é que nesse caso a peça seria escrita por Shakespeare e dirigida por Gerald Thomas. Só isso, como estaria nos cartazes, e nem o próprio GT, com todo o ego dele, tentaria empurrar uma sandice dessas. Se, como você diz, “manter o “plot” e personagens não é o suficiente para dizer que a peça é de Shakespeare”, então o próprio conceito de autoria foi para as cucuias.

    Além disso, há tanta contribuição dos realizadores em uma peça de teatro quanto num filme, apenas diferentes. Na verdade, o trabalho do diretor no teatro é ainda mais importante do que num filme.

    Agora, “se o seu sentido original foi fagocitado e regurgitado por outrem”, é um caso diferente. Mas aí já não se fala da peça de Shakespeare, e sim de outra coisa, realmente “criada” a partir dela. A discussão, então, perde todo o sentido. Porque já não é questão de interpretação, que não pressupõe autoria, e sim de criação nova. Mas aí o diretor está fazendo as vezes de roteirista. É isso que você não pareceu entender.

    Dizer que “cinema não é historinha” é diminuir qualquer discussão, porque vai passar por sua interpretação pessoal. Hitchcock, por exemplo, discorda de você, e eu prefiro a opinião dele. Além disso, roteiro não é necessariamente “historinha”. Não é disso que se fala aqui.

    Finalmente, é um absurdo dizer que “roteiro é um ponto de partida que pode ser abandonado completamente até o final de uma produção, uma inspiração para que o que verdadeiramente importa em um filme – imagem – seja criado.”

    Absurdo em teoria, porque aí o que se tem é a criação de um novo “roteiro”. E voltamos ao ponto de partida (e se só imagem fosse o importante em um filme, o diretor de fotografia seria ainda mais importante que o diretor).

    Absurdo na prática, porque um filme feito assim dificilmente seria terminado pelo caos que se instalaria. Você nem queira imaginar a bagunça que isso seria. O Bia, que é diretor de TV, pode falar melhor sobre isso.

    E não, Diego, você não entendeu meu ponto.

    André,

    Você sabe que a relação não é a mesma. A questão não é a relação de um autor com sua obra, e sim a relação de um “autor”, como vocês querem, com a obra criada por outro.

    Gabriel,

    Eu não discordo de quase nada do que você falou. Mas discordo de algumas intepretações.

    Por exemplo, no que diz respeito à autoria, quando você cita o artifício do De Sica pra fazer o menino chorar. Beleza. Mas ele só fez isso para conseguir um efeito que estava previsto justamente ali, no roteiro. É esse o ponto. O pecado original é o roteiro. 🙂

  8. “já não é questão de interpretação, que não pressupõe autoria, e sim de criação nova.”

    Você se considera autor desses textos que escreve no blog? Pois bem, você não inventou as letras, nem as palavras, nem o modo de encadeá-las (gramática). A única coisa que você fez foi, utilizando-se da gramática, dar ao conjunto das palavras um sentido.

    O diretor dá sentido às imagens, utilizando a linguagem cinematográfica. Mesmo que esse sentido seja (e muitas, muitas vezes não é) primeiramente o de desenvolver a trama e as idéias do roteirista (que muitas, muitas vezes é o próprio diretor) — se te sugerissem e você topasse escrever sobre tal e tal coisa de tal e tal forma, você deixaria de ser autor do texto? –, as imagens carregam muito mais dentro de si.

    Infelizmente, somos bastante analfabetos em leitura de imagens, importando pra nós praticamente apenas a narrativa. (Ou: prosa vs. poesia.) Mas eu tenho certeza que no nível subjetivo as pessoas gostam ou não gostam de um filme pelas imagens que ele contém — o problema é que quando elas precisam criar um discurso a respeito do filme, elas só conseguem encontrar palavras através da informação de caráter narrativo.

    “se só imagem fosse o importante em um filme, o diretor de fotografia seria ainda mais importante que o diretor”

    Essa frase denuncia sua ignorância. Vá primeiro se informar sobre o que um diretor (ou um diretor de fotografia, o que você também não sabe) realmente faz num filme. Procure o significado da palavra “decupagem” em algum livro de cinema, pra começar.
    Opinião sem informação ou experiência é preconceito, meu chapa.

  9. Só mais uma coisa, uma curiosidade:

    “Absurdo na prática, porque um filme feito assim dificilmente seria terminado pelo caos que se instalaria.”

    O Godard começou a filmar Pierrot le fou — obra-prima absoluta, assista se tiver a oportunidade — sem roteiro nenhum, escrevendo pela manhã as cenas que ia filmar no dia. Dizem que o David Lynch fez a mesma coisa nas gravações de Inland Empire, que está sendo finalizado.

  10. Well, acho que o marcelo falou tudo o que eu queria falar, e com mais propriedade. Os exemplos de Godard e Lynch foram bastante adequados.

    Roteiro em cinema é, potencialmente, um mero ponto de partida – alguns diretores o seguem, outros não, mas a construção do sentido via imagem/decupagem quem faz é o diretor, coordenando o trabalho de uma equipe que ele escolheu (quando falamos de um “filme de autor, claro).

    Você atribui ao roteiro toda o planejamento de um filme. Como o marcelo disse, é bom pesquisar o conceito de decupagem.

    Não entendo quem diz que imagem não é o mais importante num filme – imagem/movimento/montagem não é justamente o grande diferencial do cinema em relação a outras artes?

  11. Júlio, se às vezes o diretor modifica tanto o roteiro a ponto da obra ORIGINAL em que ele se inspirou perder a essência, essa é a prova definitiva que quem manda em um filme e o constrói é a direção, não o roteiro. As decisões que um diretor toma não estão todas lá, escritas em papel.

  12. Marcelo,

    Mesmo num blog há limites de inteligência abaixo dos quais não podemos descer. Essa comparação da “invenção das letras” conseguiu isso. Não é disso que se fala e de todo os argumentos aqui, contra ou a favor, foi o mais bobo. Menos, Marcelo, menos. E Godard, por acaso, é também o roteirista de Pierrot le Fou. Que, a propósito, não foi só você que assistiu, apesar de você parecer ter essa certeza.

    Diego,

    Não acho que essa seja uma prova definitiva. Como eu disse no primeiro post, é o diretor aturando como roteirista. Não é exatamente a função de diretor, especificamente. A questão continua em pé: decupagem, direção, tudo é feito em função de uma idéia original.

    Outra coisa: a guitarra de Jimi Hendrix em Star Spangled Banner o torna autor do hino?

  13. (É como dizem: discutir na internet é que nem participar das Olimpíadas Especiais.)

    Bom, se a palavra “autor” te incomoda, então não a use. O Jimi Hendrix pode não ter sido “autor” da partitura (ou roteiro, ou receita de bolo) de “Star Spangled Banner”, mas por algum motivo a única versão que eu tenho dessa música é com ele tocando. Aliás, ele não é o autor da versão que fez?

    Se você quiser ir mais fundo, por que o roteirista é autor da “idéia original”? Muitas, muitas vezes, o roteirista apenas desenvolve um argumento de outra pessoa (frequentemente, do diretor). E muitas, muitas, muitas vezes, não há nada de original em qualquer idéia de um argumento, roteiro ou filme…

    Bom, vou colar aqui um texto do Godard que é relevante:

    A perversão da noção de autor é incontestavelmente uma herança negativa da “nouvelle vague”. Antes, aqueles que eram considerados autores dos filmes eram os roteiristas, uma tradição que vinha da literatura. Nos créditos, os nomes dos diretores vinham em último lugar, a não ser para pessoas como [John] Ford ou [Frank] Capra, mas unicamente porque eles também eram produtores. Mas nós dissemos: “Não, a direção é o fato fundador e verdadeiramente criador do filme. E Hitchcock é autor tanto quanto Balzac”. A partir daí desenvolvemos a política dos autores, que consistia em apoiar o autor, mesmo quando ele era fraco.
    Apoiávamos mais facilmente um mal filme de autor que um bom filme de alguém que não o era. E depois o conceito se inverteu, se transformou em um culto ao autor, e não a seu trabalho. Então todo mundo se tornou autor, e, hoje, quase que o cenarista pede para ser reconhecido como autor dos pregos que colocou no cenário. O termo não quer dizer mais nada, portanto. […] Acredito que, quando lançamos a política dos autores, nos enganamos ao privilegiar a palavra “autor”, enquanto na verdade é a palavra “político” que era preciso ressaltar.
    Pois o verdadeiro objetivo desse conceito não era demonstrar quem faz a direção, mas, principalmente, explicar o que faz a direção.

  14. Decupagem e ROTEIRO são feitas em função de uma idéia que não é necessariamente o roteirista quem tem!

    Decisões relacionadas a decupagem, edição e direção também não são necessariamente norteadas pelo roteiro.

    Jimi Hendriz é o autor Star Spangled Star sim. Daquela Star Spangled Star.

    Aliás, se o Hitchcock não pode ser considerado o autor de seus próprios filmes, o que aquele “Alfred Hitchcock’s” faz em todos os títulos de filmes que ele dirigiu? Não era um mero detalhe do departamento de marketing do estúdio, porque é notório que o gordinho tinha um ego proporcional a seu peso.

  15. “Os Sonhadores” é de uma afetação irritantes, todos os clichês do intelectualismo barato da “burguesia-consciente” francesa estão, arrastando suas correntes até o séc. XXI. Bom lembrar que é a mesma esuqerda do maio de 68 que adoça a boca dos imigrantes concedendo brindes sociais.
    Que bertolucci se aposente e que o cinema autoral estja no museu com Marguerite Duras e Alain Resnais. Faço uma visita guiada qualquer dia.

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