House, MD

De vez em quando vejo “House”, seriado exibido pela Universal.

House, para quem não assiste à TV a cabo, é uma espécie de “ER” com um personagem central grosso e malvado. É um médico pretensamente genial, aparentemente capaz de diagnósticos brilhantes enquanto faz algo totalmente diverso da atividade médica, geralmente no final de cada episódio. Por exemplo, alguém fala sobre a barriga do Ronaldinho e ele descobre a cura para a Aids, coisas assim.

As pessoas assistem a House e se empolgam com os termos técnicos que ele usa. “Faça um HDGDSF agora!” “Faça uma rinostomia, uma histerectomia e uma tomografia!” — desculpe se os termos são confusos ou inexistentes: o que sei de medicina se resume às palavras “Novalgina” e, agora que tem genérico para tudo, “Dipirona”. Mas se não entendo nada de medicina, tenho certeza de que a maioria das pessoas que vêem aquele seriado também não entendem que diabo é aquilo. Elas assistem assim mesmo, como assistiam ao mais chato dos seriados, “ER”. Assim como eu, essas pessoas não sabem dizer o que há de verdade ali, não sabem quantas daquelas doenças com nomes esquisitos e sintomas idem são reais ou não. Nesse aspecto, os tantos fãs de House que existem por aí agem igualzinho aos seguidores de Jim Jones. Não importa o que o sujeito diz: é verdade, tem que ser verdade.

Talvez seja por isso que elas não conseguem perceber que House não é tudo isso que dizem dele.

Primeiro: House é um pé-frio. É provavelmente o maior pé-frio que eu já vi. É garantido. Você está com uma dor de cabeça, ou uma virose, ou uma indisposição qualquer — digamos que você está constipado — e tem a falta de sorte de cair nas suas mãos: é o seu fim, e eu choro por você e aviso à sua família para comprar o caixão e alugar um espaço na capela e contratar as carpideiras. Porque o seu destino é negro: em pouco tempo você vai desenvolver uma porção de sintomas que no mundo normal são incomuns e vai acabar com uma doença de nome impronunciável, algo como Síndrome de Hathaway-Nguyen-Hodges, ou Doença de Bangor-Sminörezk. Você vai começar a sangrar, ter convusões, seu xixi vai ficar verde, você vai ficar com a cara da Linda Blair em “O Exorcista”. Como um Walt Disney da morbidez, ele poderia dizer ao olhar o cadáver mutilado e irreconhecível de um dos seus pacientes: “E tudo isso começou com uma simples dor de cabeça”.

Se House não é pé-frio, é o maior olho gordo que eu já vi. Pior que o sujeito que matou uma vaca do meu avô só de olhar para ela. O sujeito vai para as mãos de House e então começa a definhar, a definhar e quando vê já está na UTI.

Se algum dia eu ficar doente, por favor não me levem para House. Eu gosto da vida.

House é uma grande, uma enorme fraude. Sejamos francos: o que há de genial em fazer um bocado de exames computadorizados para descobrir o que o sujeito não tem? House corta um pedaço do cérebro de um sujeito e fica feliz: “Ele não tem o Mal de Robson-Clark!” Arranca dois terços do intestino de uma moça, e “Que bom, ela não tem a Doença de Lescaut-Donnerville!” A gente tem que admitir que mais cedo ou mais tarde House vai chegar a um resultado, provavelmente quando não restarem mais alternativas nem maneiras de tirar pedaços do corpo de alguém.

A única dúvida é saber se vai sobrar também algo do paciente.

Se alguém conseguir me explicar o que há de genial nisso, eu agradeço. Até porque duvido que House fosse capaz de descobrir que um sujeito tem esquistossomose apenas apalpando a sua barriga. Não gosto muito de médicos, acho uma classe canalha, mas vamos ser justos: os médicos aqui do Nordeste, acostumados a tratar gente que padece de uma fome atávica e secular, são muito melhores que o doutor capenga.

Aainda assim as pessoas assistem ao seriado, e compram seus DVDs nas Americanas, e não é só aqui. É triste que House faça mais sucesso que Francisco Cuoco em “Obrigado Doutor”, mas não estamos sozinhos: na França, House se tornou sinônimo de sedutor. Em Paris, um romance policial de Hugh Laurie, o ator que faz o papel do médico escroto, foi lançado com estardalhaço. As mulheres suspiram por ele.

No entanto suspiram à toa, porque House é gay.

House não gosta de mulheres, trata-as com arrogância, desprezo, até as raias do inconcebível. No mundo real House já teria levado tanto tapa que até hoje estaria procurando onde foi parar o seu nariz.

Tem uma mulher lá, uma doutora que parece ser a chefe de House no hospital e que segundo ele tem uma bunda de respeito. A mulher é louca para dar para o sujeito — mas ele não come. Incapaz de dar amor, ou coisa mais básica, ele dá apenas o seu sarcasmo. Cada um dá o que tem. Uma das doutorazinhas quis dar para ele — mas ele não comeu. É um padrão que se repete em excesso.

É uma coisa lógica: se House é assim genial, se todo mundo acha ele brilhante, em um hospital cheio de médicas gostosinhas e enfermeiras bonitinhas, se fosse homem macho do sexo masculino já tinha passado o rodo. “Vamos discutir o linfoma de Kotler lá em casa”, e as moças o seguiriam com um sorriso beatífico. Mas ele prefere soltar piadas agressivas, humilhar as moças sem razão. Tem uma doutora lá com cara de russa que é linda e promíscua — mas, imagine, ele não come. Ah, por favor.

A homossexualidade de House é tão evidente. Olha o caso daquela doutora, a sua chefe. O sujeito vive fazendo alusões à sua bunda. Mas não são um elogio, não são um galanteio, não são sequer a frustração de um desejo. São apenas agressão, são sem sentido, não têm aquela coisa verdadeira e sentida de peão de obra que olha uma moça feia e sem graça — mas com os atributos mínimos toleráveis, dois peitos e uma bunda — e diz com olhos apertados “Você é a nora que mamãe pediu a Deus”. Não. House diria que ela é burra — e isso é triste, porque qualquer homem neste mundo sabe que não existe mulher burra, pelo menos não enquanto ele ainda não comeu.

Misoginia tem limites, mas a de House é tão grande que deveria soar o sinal de alarme em qualquer mulher com o mínimo de senso. Isso não acontece, entretanto. Cheguei à conclusão de que o seriado trabalha com um sentimento que as mulheres não admitem em público porque têm vergonha e que Nelson Rodrigues, em uma das frases mais profundas e mais mal interpretadas da história da literatura brasileira, resumiu ao dizer que “toda mulher gosta de apanhar, só as neuróticas reagem”. É por isso que elas não percebem o que é óbvio, gritantemente óbvio: House é apaixonado por Wilson, o oncologista bonzinho e recalcado que o trata com excessiva condescendência e delicadeza (o que mostra, desde logo, quem é que tem ascendência na relação) e que é interpretado por aquele moço que fez o rapaz sensível em “Sociedade dos Poetas Mortos”.

Wilson é tão obviamente gay que é impressionante que as pessoas não comentem isso. É também é o grande amor da vida de House. E retribui esse amor em igual medida. Mas talvez para evitar que as milhares de mulheres que suspiram pelo sujeito (e erroneamente o chamam de cafajeste, quando ele é um homem que apenas reprime os seus desejos e transforma essa repressão em agressividade) desistam do seriado, tentam passar a imagem de um médico heterossexual que no entanto se recusa a comer alguém. House prefere passar seu tempo livre assistindo a shows de destruição de caminhões, o que, definitivamente, é coisa de quem quer afetar uma masculinidade inexistente. Em um episódio Wilson não quis assistir o tal show com ele — e então House se transformou em uma bicha vingativa e maldosa, e perseguiu os outros amigos de Wilson. O moço é possessivo.

Eu tenho uma sugestão para o seriado. Deveriam fazer House assumir sua paixão por Wilson. Ele se tornaria uma pessoa melhor. Trataria as pessoas com mais civilidade, porque falta de sexo deixa as pessoas nervosas e irritadas. Se isso acontecesse, House deixaria de ser um apenas médico com algum acordo com os donos do hospital onde trabalha e que rouba o Estado pedindo exames e mais exames; e o mundo seria mais feliz.

70 thoughts on “House, MD

  1. Gosto não se discute, mas como eu gosto do seriado, me senti instigada a comentar: é um seriado, se alguém vê alguma coisa na TV, até telejornal, e acha que está diante da verdade absoluta, o problema pode estar em quem está assistindo. De uma obra de ficção acho pouco provável que esperem a verdade. A questão da genialidade no diagnóstico…é claro que a maioria das doenças e a maioria dos exames feitos para se identificá-las são suficientes para se dizer a alguém o nome do mal que a aflige, mas por vezes ocorre sim de uma pessoa doente passar por diferentes médicos e fazer muitos exames e não ter tido o diagnóstico correto de forma rápida. Aconteceu com uma amiga que foi diagnosticada com Lupus somente depois de passar por três especialistas. Lembro dela brincando que se sentiu num episódio de House. O mote da série é justamente esse: repetir uma situação inusitada em todos os episódios e, nesse aspecto, a escolha por doenças desconhecidas faz todo o sentido.

    Não tenho a menor intenção de mudar sua opinião com esse breve comentário, mas enfim…achei que poderia ajudá-lo a entender. Não gostar, mas entender.

    Abs

  2. Na verdade, o que torna HOUSE encantador para mim até hoje é o fato de conseguir destruir, episódio a episódio, uma infalibilidade que o povo concedeu gratuitamente à medicina. Mostrar que não existe uma resposta feita para cada série de sintomas que um paciente apresenta, pode conseguir transmitir a idéia de que, na medicina, tudo é um jogo de tentativas, e que nem sempre nessas tentativas os acertos são a consequência padrão de um ato médico. E talvez, por assistir centenas de episódios, a população em geral possa finalmente conseguir detectar esse padrão, nem que seja por osmose!

    Então, HOUSE ainda se torna atrativo não só por ser um aulão de “Como destratar um ser humano”, “Torne-se isolado socialmente com facilidade” ou “Como testar a estabilidade de alguém”, mas por deixar claro que o médico erra, e é errando até acertar que as coisas (ainda) acontecem na medicina.

  3. Acho que vc na verdade tem uma grande inveja do sucesso do seriado, ou do sucesso do House. Vc é muito provavelmente um cara feio e recalcado, doido pra conseguir uma namorada ou uma mulher que seja menos feia que a Dercy Gonçalves, entretanto não consegue. Desconta sua frustração chamando de gay a qualquer um que possa ter mulheres belas ao seu dispor e ue não faça disso um hábito contínuo e promíscuo.
    Procure tratamento. E se quiser assistir programas mais reais, assista jornais…

  4. Eu acho que a série tem várias falhas, inclusive com relação aos tratamentos de certas doenças. Mas eu só acho que para falar mal você tem que pelo menos saber do que você está falando. Não estou aqui para defender nem a série, nem o House. Só acho que você poderia ao menos se dar ao trabalho de pesquisar 5 minutos a respeito antes de sair escrevendo o que vier a cabeça.
    Por exemplo, o House na série interpreta um médico diagnosticista. Isso significa que ele é pago para diagnosticar o que milhares de médicos antes não conseguiram. Por isso ele faz exames para descartar as doenças. E isso também significa que não é qualquer caso que chega a ele. Isso é o básico da série, que até a wikipedia te diria. E só nisso você perdeu metade do post…
    Desculpa se estou parecendo grossa, mas pesquisar não machuca.
    Afinal, se conselho fosse bom não seria de graça.

  5. kkkkkkk. Adorei. Assisto House de vez em quando, mas sua leitura do seriado é genial.
    Espero que você faça um parecer sobre outros seriados.
    beijos

  6. Rafael,adorei a análise.
    eu não sei se um dia eu vou gostar de algum seriado americano. sempre acho que a maioria é idiotizante.
    quanto a HOuse, especificamente, vejo ainda um outro aspecto: a presença subentendida da ideologia do super-herói incorporada na figura do Doctor. Os outros médicos, por mais competentes que sejam, na maioria das situações parecem criaturinhas tolas diante do brilhantismo intelectual de House. Isso passa a sensação de que a sociedade sempr vai depender de pessoas com mentes fantásticas pra funcionar bem. Tal atitude coloca a habilidade intelectual, em si, como um valor superior às demais habilidades humanas(social, emocional cultural), as quais contribuem de igual forma para a resolução de problemas na sociedade.
    Habilidade emocional, como voce destacou, é o que de fato está ausente no perdil do doutor…

  7. concordo que house é uma porcaria, e que a única finalidade dele deve ser aumentar a distância entre as pessoas e os médicos, reiterando aquela máxima que os põe em pedestais totalmente infundados…mas a frase “A homossexualidade de House é tão evidente que às vezes irrita”, poderia ter ficado de fora….ele é assexuado, talvez; talvez a imobilidade dele seja em TODOS SEUS MEMBROS INFERIORES… mas uma coisa é certa: já existe tana homofobia no mundo, gerando tanta violência não justificada! poderíamos ter ficado sem mais essa perpetuação não?

  8. Trataria melhor as pessoas, porque falta de sexo deixa as pessoas nervosas e irritadas. Mas nem sempre…Celice, por exemplo, trepava regurlamente, mas….

  9. como de praxe, vem gente aqui e posta um comentário levando o texto ao pé da letra. não sei como você não se frustra, baiano.

    agora, imagina se tu tivesse escrito algo sobre pau pequeno ou michês de goiânia.

  10. Excelente seu humor quanto ao seriado.
    Assisti até a 3ª temporada com minha ex-médica. Ela dizia que os diagnósticos e exames eram bem realistas. Eu mesmo, pulava essas partes. Assistia meio que pra agradar.
    Mas, quanto aos termos técnicos, concordo com você e se aplica também a ficção científica. Nunca gostei de longas explicações sobre tecnologia inexistente, muitas vezes.
    Enfim, me diverti ao ler seu texto.
    abração

  11. Rafael, gostei do seu post.
    Eu assisti a alguns episódios, o bastante para detestar o personagem. Acho-o arrogante e prepotente. O que me fez desistir de acompanhar a série foi um episódio no qual, por conta das “tentativas” de diagnóstico e tratamento, uma moça morreu por causa de um erro besta na hora de diagnosticar uma simples infecção bacteriana. Pra ver onde chegou o absurdo, “destruíram” o sistema imunológico da moça com radiação, pensando tratar-se de outra doença. Claro que existem casos de erros médicos aos borbotões pelo mundo na vida real. Mas o roteiro absurdo desse episódio (bem “forçado”, diria eu) e o final conformista (o diálogo entre House e o médico que conduziu o tratamento, interpretado pelo ator Omar Epps) me desagradaram e resolvi não assistir mais. Acho uma perda de tempo, é melhor ver outra coisa. Um grande abraço!

  12. Para quem já interpretou o pai adotivo de um rato (Stuart Little 1 e 2), certamente fazer o papel de Gregory House (nome que seria aportuguesado por algum xiita linguístico como “Gregório Casa”) foi um avanço e tanto para Hugh Laurie. Sua resenha foi ótima para eu perceber o quanto ele é recalcado. Antes, ele era apenas um misantropo, ateu e chato. Mas não parecia recalcado…
    Agora vejo os recalques dele muito claramente.
    A realização de diagnósticos heterodoxos são realmente algum expediente para encher linguiça e criar mais histórias, pois as doenças mais comuns não impressionam tanto. O que se tem à mão não rende muito? Inventa-se!
    Seja como for, ao ler seu texto pude rir muito daquilo que sempre vi e nunca percebi. Obrigado!

  13. “É provavelmente o maior pé-frio que eu já vi. É garantido: você está com uma dor de cabeça qualquer, ou uma virose, ou uma indisposição qualquer — digamos que você está constipado — e tem a falta de sorte de cair nas mãos dele: é o seu fim, e eu choro por você e aviso à sua família para comprar o caixão e alugar um espaço na capela e contratar as carpideiras.”
    Poxa, você está sendo injusto: gente “constipada” não cai nas mãos dele: a premissa do seriado é justamente que ele só pega casos que ninguém mais resolveu e que ele acha desafiadores. Em um dos episódios,é relatado que ele trata bem poucos pacientes por semana: apenas casos raros.

  14. é que veja bem …
    seriado e universal são termos que não conjuminam, taí o problema
    vá para sony (hj em dia beeeem menos), warner ou fox, que a coisa vai melhorar, garanto
    deixe a universal para … bem .. pra nada

  15. Li ontem à noite para a minha mulher. Comentário dela sobre o teu diagnóstico do Gregory House: “Perfeito”

    P.S. Não sou o mesmo Ricardo Cabral aí de cima…

  16. Marcelo,
    Você acertou quanto ao feio, e talvez quanto ao recalcado. Realmente pegar mulher não é fácil. Por isso que acho que, se eu fosse bonzão como o House, eu fazia a festa com a mulherada do hospital. Mas o seu cometnário também me disse um bocado sobre você: tenho certeza que é outro sujeito recalcado, com a diferença que, em vez da inveja grosseira que você percebeu que eu sinto, se realiza vicariamente com um babaca como House.

    Paola,
    Para quem lembrou que não dá para interpretar literalmente uma obra de ficção, é curioso que você tenha interpretado literalmente o post.

    Christyne,
    Não tire uma frase do contexto para provar seu ponto de vista, por sinal meio burro. Isso é feio. Este blog tem orgulho dos seus defeitos: não gosta de ecologistas, não gosta de gente boazinha, não gosta de pseudo-feministas, não gosta de astrólogos de Maria, de católicos ou de evangélicos, não gosta de neopolitanos nem de michês goianos, e é perseguido por um exército de moços de pinto pequeno. Mas homofobia não está entre esses defeitos. Leia o texto inteiro, e, se ainda tiver dúvidas, faz uma busca no blog.

  17. Rafael:

    Outros lados da questão:

    1) Chegar a um hopsital com uma doença misteriosa (elas exsitem) e saber que não haverá um House é que é horrivel.

    2) É legal não ficar rastejando querendo pegar mulher feito um babaca; até porque elas estão sobrando.

  18. Ótimo!!!…Sempre achei tudo isso de House; aliás, nunca consegui ver um episódio inteiro. Penso que House funciona porque boa parte do público se sente inteligente(?!) ao assistir o seriado. É como se essas pessoas fizessem parte de um grupo seleto de iniciados que comungam o “conhecimento” de termos médicos e científicos inacessíveis aos outros mortais. Começo a achar que o segredo de alguns seriados pseudo científicos, como House e CSI, é dar à gente comum a sensação de ter acesso a um mundo de saberes hermético e sofisticado. Quanto às mulheres que amam House, talvez seja o mesmo tipo de mulher que realmente acredita que os gays podem ensiná-las a serem mais femininas!

  19. Perfeito! Mas vou assistir até o dia que não passarem mais episódios, afinal eu acho sarcasmo uma coisa interessante e isso o House tem de sobra.

    Que tal desconstruir outros seriados?

  20. Porra, linfoma de Kotler foi genial! Deve ser aquela doença marcada por sintomas de demência que começa a acometer publicitários e designers, principalmente freelancers, depois de alguns anos de mercado. A doença tende a causar um circulo vicioso, no qual o sujeito precisa trabalhar cada vez mais para bancar o tratamento (esportes radicais, viagens para o exterior, cachaça, pó, etc), e dessa maneira fica progressivamente pior, precisa de mais tratamento, etc…

    Quanto aos seriados de hospital, a minha escala (em ordem decrescente de “suportabilidade”) é:
    1. Scrubs
    2. House
    3. Private Practice
    4. ER
    >> faustão, luciano huck, joão kleber, Vídeo Show, Sílvio Santos
    >> Morrer e ir pro inferno
    >> Ler a Veja
    >> Levar uma marretada nos testículos
    >> Dividir o seu proprio pênis com um canibal que conheceu pela internet
    5. Grey’s Anatomy

    Esse seriado Grey’s Anatomy é o pior seriado da história da humanidade. É mais ou menos uma mistura entre ER, Maria do Bairro e Saramandaia. Tem uma mulher que trepa com um fantasma (ops, esqueci de Pedra sobre Pedra), internos que se automutilam para treinar técnicas de sutura, pegação correndo solta entre todos os gêneros e níveis de hierarquia (lembra a piada da arca de noé?), pessoas chorando pitangas de como são tristes, etc.

    Se você acha House chato, só assista Grey’s Anatomy se for masoquista.

  21. Vi um dia desses. Nelsinho, um amigo meu pernambucano e sensível disse que adora o cara. Mas você começa uma tremenda análise semilógico-estruturalista do seriado, e, ao ver que matou a pau, por falar nisso, parte para a viadagem. Faz isso não, Rafael, dentro do armário a sociedade não te persegue…

    Agora, “qualquer homem neste mundo sabe que não existe mulher burra, pelo menos não enquanto ele ainda não comeu” é forte, cabra. Com essa franqueza, assim, você acaba expulso do iate clube. (((-;

  22. Hopuse encanta por ser genialmente louco! Não sei termos medicos e nem é isso que me atrai.. o que me atrai é o fato dele dizer o que pensamos muitas vezes, as tiradas ironicas e mesmo assim conseguir ser apaixonante!

  23. Rafael Galvão, não importa o que possa acontecer, quero SEMPRE, mas SEMPRE MESMO, ser teu amigo. Eita língua ferina e essa capacidade incrível em escrever textos e mostrar o outro lado (OPA! – diria Henfil)

  24. House é tosco… apenas pessoas facilmente influenciáveis podem gostar de um seriado formulaico como esse…
    Rafael, bem sacada a homossexualidade das personagens, quem achou homofóbica a tua avaliação deve ter ido muito mal nas aulas de interpretação de texto no colégio. Quanto a ER, discordo de ti, até tem episódios muito chatos, mas no geral é uma puta série bem escrita…
    Thiago (fazer inimigos é legal!)

  25. Engraçado que assistir a 2 ou 3 episódios te dá base pra um crítica tão profunda a ponto de identificar um suposto homossexualismo do personagem principal. Imagino o tanto que uma pessoa que assistiu a todos os episódios como eu poderia dizer, não?

    Ah Angelita, eu gosto de House e – pasme! – sou mulher. Do tipo que dá dicas de como ser mais “feminina” pra qualquer uma. Quer?

  26. Srta. T,

    Assistir a todos os episódios de um seriado — qualquer seriado — não é exatamente um grande motivo de orgulho. Segundo, quem te disse que eu vi dois ou três episódios? Mesmo assim, fico pensando no tanto que você teria a dizer sobre o doutor pé-frio. E finalizando, provocar uma comentarista gratuitamente não é exatamente sinônimo de feminilidade. Mas dá aí suas dicas. 😉

  27. E em algum momento eu disse que me orgulho? Só disse que assisti a todos. E se assisti, é porque gosto, oras. Nem tudo de que eu gosto é motivo pra me orgulhar (e aposto que contigo acontece o mesmo). Mas sim, o fato de acompanhar a série me faz entender mais do que alguém que assistiu poucas vezes, absolutamente normal. Por isso que achei sua crítica um tanto exagerada pra quem conhece tão pouco.

    Quanto à provocação, podemos discutir se quem veio antes foi o ovo ou a galinha. Foi a comentarista quem disse que mulheres que gostam de House são daquelas que pedem conselhos a gays sobre feminilidade; logo, ela atacou primeiro as telespectadoras do programa. Eu tomei as dores e respondi. Normal.

  28. Olha, eu adoro House apesar de não estar acompanhando essa temporada, mas depois de seu texto começo e ver que realmente pode fazer sentindo, ele maltrata demais as mulheres, mas, ele maltrata todo mundo. Se for gay mesmo, deve ser passivo…deve adorar umas porradas e ser subjulgado, rsrs. Lembra do que ele fez com a ex-mulher dele? fiquei com raiva, mas, fazer o quê, ele é mau, tem charme, quase irresistível. Não fiquei bravo com o Dr. House. ui. bj.

  29. Minhas verdades, MINHAS.
    Acho House uma graça, um charme, quase irresistível (mandou bem Giseli)
    Acho que ele é um grosso ,isso é.
    Acho que Rafael apenas viu o seriado 2 ou 3 X (mandou bem Srta. T) e chegou a seguinte conclusão: Com tanta mulher bonita trabalhando no hospital e o House ainda não comeu ninguém? Ele só pode ser gay.
    Rafael, Acho que House deve conhecer o ditado “onde se ganha o pão não se come a carne” e você é um doente.
    House, pra mim, é atrente pelo simples fato (dois pontos…) ele fala o que tem vontade e tudo isso no local de trabalho e ainda consegue ser “o cara”. Isso é o perfeito.
    Ponto.

  30. Laura,
    Carne onde se ganha o pão dá excelentes sanduíches.

    Srta. T.,
    Minha opinião exagerada ou não, o sujeito é um pé-frio e é decididamente gay. Eu só acho que ele devia assumir. Mas veja bem: o fato de assistir tudo não faz com que você necessariamente entenda bem. Faz com que você entenda bem o storyline. E não é disso que eu estou falando.

  31. Ainda assim, entendo bem o storyline e o resto. Se não entendo bem, bom, pelo menos entendo melhor que você.

    Mas vamos lá: você diz que o sujeito é pé-frio. Se assistisse pelo menos uns 6 ou 7 episódios, saberia que o House ou escolhe seus pacientes (quando vê que os sintomas apresentados não apontam para nenhuma solução e que o diagnóstico será próximo do impossível) ou os pacientes são encaminhados a ele por nenhum outro médico ter conseguido descobrir a doença anteriormente.
    Decididamente gay: bom, ele já foi noivo de uma advogada (bem bonitona, aliás), há rumores que tve uma noite tórrida com a Cameron (a doutorazinha que quis dar pra ele) e é praticamente VIP entre as profissionais daquela profissão, a mais antiga do mundo(coisa que eu acho deveras desnecessária, porque sim, ele é um charme). E se o House fosse gay, teria pego fácil o Dr. Chase.

  32. Srta. T.

    Não, você entende bem o storyline, e só. O resto é meio difícil, se me desculpa aí a afirmação. Na verdade, você não conseguiu entender bem nem o texto — justamente porque “entende bem o storyline”. É por isso que fica tentando discutir um texto que é pra fazer graça reafirmando o argumento do seriado. Além disso, fica perdendo tempo demonstrando que um personagem de ficção é heterossexual — como se isso realmente importasse.

    Agora chega de discussão.

    A “suspension of disbelief” necessária pra qualquer obra de ficção pelo visto lhe acompanha em outros momentos.

  33. Rafael,
    …e uma indigestão horrível.
    Sei não…eu acho que vc vai acabar caindo nas mãos de House.
    Cuidado…muito cuidado…o cara é quase irresistível e se for gay…vc sabe.

  34. Na verdade, não é o texto que não entendi. Foi a graça da piada, que não vi. Porque seu texto não se resume a avacalhar o seriado, o que seria engraçado: pretende esterotipar quem o assiste também.

    Ah, e tem umas contradições sem-graça também. Você diz que o personagem é misógino (na verdade, ele é simplesmente estúpido e intolerante com qualquer ser vivo – e até com alguns mortos), esboçando uma reação de defesa às pobres mulheres humilhadas pelo personagem. Mas, antes disso, mandou a seguinte pérola:
    “É uma coisa lógica: se House é assim genial, se todo mundo acha ele brilhante, em um hospital cheio de médicas gostosinhas e enfermeiras bonitinhas, se fosse homem macho do sexo masculino já tinha passado o rodo.” Opa, então é lógico que qualquer cara deve tentar comer qualquer rabo de saia mais atrativo que cruze seu caminho. Bacana, hein?

    E ué, se você perdeu seu tempo defendendo que um personagem de ficção é gay, por quê eu não posso fazer o mesmo, mas dizendo o contrário? Ora, ora. Talvez isso seja engraçado pra mim, como seu texto foi pra você. Aliás, eu não entendo “o resto”… convenhamos que “resto” é uma palavra deveras abrangente, né? Fala sem dizer nada.

    “E chega de discussão.” – Agora eu ri. Vitoriosa.

    Ah sim, sou deveras alienada. Normalmente trabalho vestida de Mulher-Maravilha, mas como hoje é casual day aqui, eu vim vestida de Diana. Só mais uma pergunta: onde estava sua “suspension of disbelief” ao analisar o seriado? Procure melhor nos seus bolsos.

  35. Srta. T,

    Não foi a graça da piada que você não viu. A partir do momento em que você responde a uma piada reafirmando um argumento do seriado, você decididamente não entendeu. Você está dizendo: “Você só está dizendo que House é pé-frio e gay porque não entendeu o seriado” (releia seus comentários; aliás, não precisa, você faz a mesma coisa nesse último comentário também). O que quer dizer que não entendeu nada do texto, provavelmente porque não gsota que alguém ria do que para você é importante. Dizer que não viu graça na piada — o que deve ser verdade, mas aí paciência — é outra coisa.

    Resumindo, Srta. T.: o fato de eu ter dito que House é gay e pé-frio lhe incomodou a ponto de, partindo do princípio de que eu só vi 2 ou 3 episódios, dizer que não entendi nada porque a minha capacidade de suspensão da descrença não é tão grande como a sua, nem de devoção ao seriado. “Imagino o tanto que uma pessoa que assistiu a todos os episódios como eu poderia dizer, não?”, o que, cá pra nós, é uma forma meio boba de dizer “olha, você não pode dizer nada porque não perdeu tanto tempo diante da TV como eu”.

    Infelizmente, sua teoria de que House é estúpido com todo mundo não vale. House não faz comentários sobre a bunda de ninguém, ou mesmo o nariz grande de um dos médicos. Há uma diferença grande no comportamento do rapaz em relação a homens e mulheres. Talvez você tenha dado conselhos de feminilidade demais, para conseguir perceber algo que qualquer feminista percebe muito facilmente.

    Só que agora eu já não sei se a Angelita aceitaria os seus conselhos sobre “feminilidade”.

  36. Lembra que eu falei que não me orgulhava de ter visto todos os episódios, que nem tudo de que gostamos é motivo de orgulho? Partindo deste princípio, por quê eu me ofenderia se alguém falasse mal de algo que eu gosto? Acho que faltou dizer: nem tudo que eu gosto é importante para mim. Mas achei que isso seria naturalmente depreendido do que eu falei. E por favor, não distorça o que eu disse: você que atacou quem vê o seriado no teu texto, assim como a Angelita. Eu apareci depois. E se sua crítica fundamenta-se sobre fatos do seriado, coisas que acontecem no seriado, é óbvio que minha contra-argumentação deve se basear no mesmo. Ué!

    E como eu disse antes, se você tivesse se resignado a dizer que o House é uma bicha enrustida, nada a declarar. Agora, se você diz que House é uma bicha enrustida, e que quem gosta do programa é um bobo alegre que se empolga com nomes de exames e medicamentos e/ou uma mulher idiota suspirando por um gay, a coisa muda de figura, e a piada perde a graça. Só um parênteses: muitos médicos, com vasto conhecimento de nomes de medicamentos, exames, doenças e afins, gostam do seriado. Não consigo vê-los como bobos alegres empolgados por polissílabos.

    Bom, devota eu não sou de nada, lhe garanto. E apesar do gostar da série e perder meu tempo em frente ao computador (a TV tá quebrada) assistindo, nunca escrevi mais que 10 linhas sobre o mesmo, até comentar nesse post. Mas você, que viu menos, sabe menos sobre o mote da série (talvez “entender” não seja o melhor termo pra usar aqui, nem para mim e nem para você) que muitos, escreveu um texto imenso de análise sobre o programa. E, não contente em espinafrar o seriado e seus personagens, partiu pra cima de quem o assiste. Complicado falar em suspensão da descrença quando alguém te ofende porque você assiste a um programa X, ou lê jornal Y. É nisso que você queria chegar?

    E voltando aos fatos do seriado: minha “teoria” de que House é estúpido com tudo e todos vale, sinto informar. Ele critica a bunda da chefe, os cabelos dos seus residentes (homens e mulheres), o nariz de outros médicos, a opção sexual de uma médica, a paraplegia de outra, e até faz piadinhas com um médico negro que, ainda por cima, tem antecedentes criminais. Esqueceu de acrescentar “racista” ao seu rol de adjetivos. Enfim, o cara é o verdadeiro democrata das ofensas, não poupa ninguém, por isso não acho que só as feministas deveriam se revoltar contra ele. Mas aí entra o lance da suspensão da descrença, né?

    E outro parênteses: Wilson, o bonzinho e recalcado, serrou a bengala de House para que ela quebrasse enquanto ele andava em um episódio, e no outro, trocou seus Vicodins por laxante. Ah, mais um adjetivo pro House: viciado.

    E se ela não quiser meus conselhos, sem galho. Talvez o cabeleireiro dela tenha mais a acrescentar, e provavelmente ele ficará mais feliz que eu em ajudar.

  37. É sempre muito bom passar por aqui!
    Além de se divertir horrores com os textos (humor sempre no ponto!) a gente ainda se entretém com os comentários!
    Adoro!

  38. “Misoginia tem limite”. Calma, calma. Foi você mesmo quem escreveu isso? Porque — olha só que incrível — o misógino no texto todo foi você! E não apenas misógino (o papo da garota feia mas com “atributos mínimos toleráveis” pode ilustrar muito bem), como também absurdamente machista. Não vou dizer homofóbico. Você não foi contra homossexuais. Mas o fato de House não se prestar àquilo que pretensamente um Homem De Verdade deveria fazer, qual seja, “comer” todas as doutoras, então ele é gay. Claro! O mundo só existe desse jeito: homens comem mulheres em qualquer oportunidade que elas lhes dêem. Se isso não acontece, definitivamente o homem em questão é homossexual.

    Eu comecei lendo o texto com graça, mas você forçou demais. Também não gosto de House. Mas apelou. Eu gosto tanto dos seus textos, em geral, que fiquei até meio constrangido de ler este. Pegou mal.

  39. kkkkkkkkk.. adorei.. estava buscando no google episódios de HOUSE (que aliás sou fã e não perco nenhum episódio) e achei teu site..
    Sem ironias, mas gostei da crítica, mesmo pq assisto e gosto do sarcasmo dele, afinal ali mostra, sem hipocrisias como as pessoas são, qdo estão sem máscaras..
    Pode ter certeza que me tornarei leitora assídua..

  40. Srta T,

    Minha “argumentação” se baseia em interpretações de indícios. Na melhor das hipótese, eu fiz uma análise do que fatos escondem. Você apenas contrapõe uma reposta baseada na reafirmação dos fatos, como eles são — no storyline. O que você diz é: House é isso porque o argumento diz que ele é.

    Engraçado: eu não disse que as mulheres eram idiotas por suspirarem por House. Disse que suspiravam em vão. Você é que se achou idiota por, por alguns segundos, considerar essa hipótese, não eu. Daí porque a gente pode chegar, sim, à conclusão que isso é importante para você. A reação foi desproporcional. É essa sensação de ofensa que você sentiu, e que não existe no texto, que nos permite a todos dizer que você deu importância demasiada ao texto. É nisso que assistir demais a House.

    Quanto ao House misantropo em contraposição ao House misógino, há uma diferença. As ofensas às mulheres — como sobre a bunda moça — são sexuais. Ofensas ao passado de alguém, ou à sua inteligência, não. É o que distringue misoginia, por exemplo. E embora a misantropia de House não tenha entrado em questão no texto, ele é misantropo também. Mas isso é o óbvio.

    “Wilson, o bonzinho e recalcado, serrou a bengala de House para que ela quebrasse enquanto ele andava em um episódio”. Por favor, Srta. T, não conte isso para nenhum psicanalista. Ele vai apontar o significato descaradamente fálico desse ato. E vai explicar melhor do que eu poderia o significado de recalque e as formas como ele pode se manifestar.

    House é gay. E ah, sim, é racista também.

    Num comentário anterior você disse que era vitoriosa. Eu também acho. Mas não pelos motivos que você imagina, e sim porque me fez discutir um texto que não merece uma abordagem tão séria. Mas a gente nunca sabe quem vai ofender, né?

    Victor,

    Eu jamais discutiria uma acusação bem fundamentada de machismo neste blog, mas de modo geral acho que o seu comentário representa uma redução simplória do texto. House não é misógino só porque não come o pessoal do hospital. É, por exemplo, misógino porque prefere putas a relacionamentos reais, entre outras coisas. É gay porque o único relacionamento quase decente que ele consegue ter é com um sujeito que tem características interessantes. Como uma certa tendência para a castração simbólica de House.

    Quer dizer que achar uma moça feia mas “comível” é misoginia? Não, Victor. Pode até ser machismo, se você quiser — o que aliás é bastante discutível –, mas não exatamente misoginia. Mas obrigado por não me considerar homofóbico.

    O fato é que eu passei a gostar mais do texto depois de ver as mais diferentes conclusões a que as pessoas chegaram: uns me acharam homofóbico, outros misógino, outros acham que eu vi só 2 ou 3 episódios. Cada um tira a conclusão que quer. De modo geral, quem gosta de House se sente incomodado; quem não liga acha graça.

    Agora, Victor, se ficou constrangido ao ler qualquer texto aqui, se me perdoa a grosseria, a solução é muito simples: não leia. Até porque virtualmente todos os textos deste blog ofendem alguém. O que eu posso fazer?

    Blog do Rafael Galvão. Fazendo amigos há 6 anos. 🙂

  41. eu não entendo muita coisa, mas uma das coisas que eu menos entendo é ACOMPANHAR SÉRIES. acho chato, chato, chato. bato os olhos em os simpson ou south park, desenhos sarcásticos. mas esses enlatados metidos a besta? argh.

  42. aff bia! então não comenta aqui…

    House não é gay nem racista, voces estão pegando casos isolados e os exaltando. Ja que é pra isolar e interpretar de forma geral eu ponho em exemplo um sub-caso de um episódio da primeira temporada, quando ele recebe uma paciente que tinha acabado de por silicone ele manda ela tirar o sutiã para “analisar” o porque ela tava sentindo falta de fôlego e ainda chamou seu “amiguinho” para ver junto com ele. Então só por isso eu posso dizer que ele é o taradão?

    Quanto a esse negócio de mulherer que suspiram por ele temos o caso de uma idosa DE 82 ANOS que fica flertando com ele… Se ele não a come é gay se a come é nojento… Pow se decidam.

    E ele não é racista, ele implica com todos se ele implica com o negro ele é racista, se ele implica com a mulher ele é gay?

    Quanto ao lance do pé-frio ele só pega caso que os interessam e o que ele se interessa tem que ser complexo e render. Se fosse assim tão simples ele arranjaria a solução da doença em 15 minutos, nos outros 30 ele ficaria criticando e tomando analgésico.

  43. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Faz tempo que não rio tanto com um post Rafa (até pq tenho tido bem pouco tempo livre ultimamente…)

    Que merda! Sou protestante e o blog não gosta de mim!!! kkkkkk Fazer o que se eu ADORO estes posts, principalmente quando vem com essas opiniões que dão tanto o que falar.

    O que o povo não entende é que opinião é que nem c…
    Só que alguns defender melhor as suas. Caso do Paraíba dono do blog.
    Eu acho House uma série besta pra c… Não tinha percebido a viadagem do Dr. pq assisti umas duas ou tres vezes, mas tb achava que ele tinha que pegar umas novatas que apareciam pelo hospital. (que pena que nem toda série tem a safadagem de ROMA ou The Tudors, por exemplo). Enfim, HOUSE é uma série inócua. Mas fazer o que?? Tem gente que gosta.

    Mas que o texto é bacana, é…

    Abs.

  44. Considerando que House sempre busca respostas no estilo de vida dos pacientes, é possível fazer um exercício de mera associação de idéias e, com apenas dois movimentos, a partir da barriga do Ronaldo Fenômeno, chegar, senão à descoberta da cura da Aids, ao menos a um provável diagnóstico.

  45. Você começou o texto errado, se você tivesse assistido todos eps. já lançados, poderia fazer uma análise digna, mas não.

    Ninguém chega no hospital e começa a morrer lá, errado. As coisas acontecem e a equipe dele, sempre que ver um caso difícil de responder manda pra ele. Claro, que o seriado não vai mostrar os casos normais, aposto que ninguém iria querer ver um seriado comum, do dia-a-dia, vida colegial, por exemplo (Gossip Girl é exceção porque recorre ao sexo e drogas).

    House não trata somente as mulheres de modo grosseiro, trata todos deste e modo. Pra quem não entendeu o que o seriado quer retratar, eu digo. House já teve amores, já tratou bem as pessoas, já teve uma vida sociável. Mas foi ferido e assim ficou até hoje, o que aconteceu depois que foi ferido, foi consequência. Se o cara não tem vida social claro que ele vai diagnosticar melhor as pessoas. Porque o medo faz com que ele recue, já sem este sentimento ele enfrenta. Tudo que ele sente esta reprimido.

    Teve um ep. que ele teve que trator de um de seus médicos, Foremam. Ele não conseguiu achar a cura a tempo, pelo simples fato de ter o medo junto dele. Claro que ele não queria matar um amigo seu, apesar de não dizer que é amigo, ele era sim.

    Outro fato que pioram seu estado sociável, são suas dores na perna. Imagine a cada segundo da tua vida sentir dor? VOCÊ ESTARIA DE BOM HUMOR? Caso tenha feito uma resposta verdadeira, ela é não! Quando ele conseguiu curar sua perna ficou super de bem com a vida. Mas então o medo voltou, e ele demostrou não ter mais a incrível habilidade de antes. Pois no momento que a dor parou, ele começou a viver novamente, e os sentimentos vieram a tona, puderam ser mostrados.

    Sabe porque ele não se importa com ninguém? Por causa da dor! Todo o seriado tem um contexto no qual não foi analisado neste seu comentário. Você mostra que não assistiu por não saber o nome dos personagens. Outra coisa é, ele só não ficou com a Cuddy, pelo motivo que não iria mais gritar/chantagear/etc com ela para conseguir o que ele quer.

  46. Hahaha.
    Sua opinião é muito válida , além de muito , muito engraçada. 😀
    É um seriado muito bom , eu , particularmente gosto muito , mas respeito a sua opinião. Mas , apesar de gostar , eu continuo achando que é só um seriado.
    As conclusões são brilhantes , mas como vcê mesmo disse a gente não tem exatamente certeza até que ponto as conclusões dele são válidas realmente , pois , acredito eu , que sejamos todos leigos aqui.

    Enfim , continue causando polêmica.
    Vcê tem um otimo meio de comunicação e se comunica melhor que muita gente.
    Gostei do blog. :]

    Beijos.

  47. sim perfeito ricardo… sem contar q ele pega a cuddy na quinta temporada (pegar de transar).

  48. Nossa! Sei, ou melhor, notei que este “post” é antigo, e o “sitio” me foi indicado por uma amiga, num dado momento em que, não aguentávamos mais ficar no “trabalho”! Logo, resolvi investir. Li. Ri muito. Apesar de ver o seriado, de forma quase compulsiva. Não porquê queira descobrir prováveis doenças (caso fosse hipocondríaca), nem porquê acho o auxiliar do House (1ª e outras temporadas) uma delícia, mas apenas, pelo fato de que: Dane-se se ele é gay, que se lasque, se ele é miso ou mino..lálálá (aposto alguns devem ter pesquisado o termo na “Net”, pra rebater, o que não me dou ao trabalho, já que meus termos jurídicos, e meu latim necessitam estar em ordem, não posso pesquisar nada além disso, seria “contra legem”…eu absoveria informações desnecessárias para meu trabalho, que, infelizmente é o que me dá $, pouquinha, mas dá), o que encanta no tal Dr. House, é sua verdade. É facilmente visível que em cada episódio, ou ele é homofóbico, ou é racista, ou é sei lá eu o quê…mas fala, ao ouvinte (não a si mesmo) fala ao ouvinte o que quer e o que precisa ser ouvido. Essa é a pedra de toque da coisa. Pra quem trabalha, sob o comando de alguém, esse seria o chefe dos sonhos, acreditem! Ele diz:
    – Você é um bosta porque não sabe isso!
    (Então há o momento de rebater):
    – Ué você também não sabia!
    Mas , mesmo assim, seu esforço (aspas, muitas aspas) é considerado, é levado a efeito!
    Por isso digo, independente de filosofia, briga, e o caramba….ele seria “o chefe” caso pudesse escolhe-lo, a bunda-mole que nada fala pessoalmente, e espera uma reunião, para humilhar a mim, e a meus colegas…..Rs! Acho que me fiz entender……
    Srta T e Rafael, tive com vocês (ao lê-los) seminários melhores do que os da minha Pós-Graduação.
    Viva vocês

  49. Percebi um humor bem sutil neste seu post. Gostei. Tem a ver com o humor que eu vejo no seriado House.

    Mas se a sua má-vontade com o House é legítima, ela deve ter a ver com a sua afirmação: “Não importa o que ele diga, é verdade. Tem que ser verdade!

    Para mim, é o oposto: Não importa o que ele diga, ou faça, NÃO PRECISA ser verdade. O legal é que ele surpreenda, faça e fale absurdos e mesmo assim se mantenha tenha sucesso, inclusive com os caracteres femininos do seriado.

    O seriado é muito bem sucedido em sugerir e depois negar, fazer a gente perguntar a toda hora “Por que o cara faz isso ou aquilo” e não oferecer resposta plausível. O personagem principal para mim é a própria implausibilidade (com o perdão da má palavra!).

    Gosto pacas.

  50. Muito do que você escreveu poderia ter sido eliminado… Graciliano Ramos ensinou que basta dizer o essencial e o resto não vem ao caso. Metade do seu texto não vem ao caso… é pura bobagem.

    Daí que seu post poderia ser dividido em (pelo menos) dois posts. Um deles analisando o seriado em si e outro expondo as bobagens. Não sei do que você gosta na TV, mas certamente seriados americanos (estadunidenses para os melindrados) não são para seu entretenimento.

    Você critica a grosseria sarcasmo e amargor de dr. House e você mesmo trata várias pessoas que comentam aqui da mesma forma grosseira sarcástica e amarga.

  51. Eu assisti *todos* os episódios das primeiras quatro temporadas mais de uma vez. Não assisti a quinta temporada ainda porque cancelei primeiro a NET e depois a SKY pelo mesmo motivo: ambas as empresas me incomodaram *muito* mais do que sua programação me divertia. Difícil dizer que eu não gosto do personagem.

    Pois é, eu ri às pampas com este artigo. 🙂

  52. gente,

    para com isso,eh so um programa de tv,q diverte,como tem q ser,q provoca polemica ,como tem q ser.q babaquice querer q serie tem q ser realista inteligente. ninguem ta nem ai,ninguem senta cansado na frente da tv pra ficar queimando neuronios e enrugando testa. ninguem ta nem ai pra aquelas sigla ou nomes quilometricos ,eu deixo correr solto.

    o house eh racista msm,e quem nao eh ,eh bisexual msm ,e quem nao eh\\/ eu sou pessima pra digitar e sem tempo,me perdoem.
    continuando,ele gosta de apanhar e de bater,depois q a ex-cele parou de bancar a dificil e bater nele ele deu mala pra ela.as mulheres e os homens q assistem estao cansados de saber do lance do wilson e sentem ate tesao ,como gostam mesmo de apanhar,levar uns tapas,umas mordidas e serem chamadas de vagabundas.eh assim msm,todo mundo eh assim,e qdo vc ta assistindo tv vem a tona os animais q somos. acha msm q todos q assistem estao enganados,será? tem tanto homem qto mulher doidos pra fazer sanduiche com wilson e house,eu cheguei primeiro,peguem a fila.
    hugh laurie,transmite isto bem.um cara q nem eh brilhante, ou bonito,ser sexy,mas eh q ele ta representando nossos desejos inconfessaveis,podem confessar gente.faz mal nao.nao estao sozinhos nao,eh o seriado mais assistido no mundo.
    e soh pra finalizar eu nao tinha pensado sobre o musculo extirpado da perna dele ter se extendido ao outro musculo,q bom q tem tantas coisas a serem questionadas,eh sinal q vamos rir muito ainda.

  53. Gosto de House. Gosto de televisão e pouca coisa me interessa na TV hoje em dia. Não costumo ficar pensando sobre essas coisas, analisando, pra mim é diversão pura.

    Já leio seu blog há uns três anos. Este é meu primeiro comentário. Me deu vontade de dizer que seus textos me incomodam, me fazem pensar. Em alguns deles, sinto um pouco o que sente essa gente que comenta inflamada, que acusa de machismo (homofobia, falta de profundidade, preconceito, etc), que se dói pelo que é expresso pelas suas opiniões.

    Demorou um bom tempo pra eu entender que essa “fama de mau” faz parte do jogo e da cara do espaço. Mesmo sentindo um certo incômodo com algumas coisas, nunca me deu vontade de não voltar, de parar de ler, de tomar partido, de defender ou acusar alguma coisa (isso provavelmente se deve a minha natureza prática, ou seja, what’s the point at all?).

    Os comentários também são uma diversão à parte. Num texto como esse, com mais de 60, leio apenas os que você respondeu. Acho muito interessante esta coisa de ver a discussão acontecer, e mais ainda, nas suas respostas aos comentários algumas coisas que são pequenos incomôdos ficam mais claras.

    Acho os textos muito bons, demonstram muita inteligência, consistência (como é possível ter opiniões tão fortes e bem fundamentadas de coisas tão variadas?) e ironia em alguns casos, independente de qual seja a minha opinião. Volto sempre por aqui, por que sei que eventualmente vou achar coisas que ainda não vi ou não conheço. Algumas pra pensar, outras só pra achar graça.

  54. Nossa tuso isso por causa de um post!
    mas bem vamos a minha opinião, posso não concrdar com tudo mas humor politicamente incorreto vez ou outra não mata, sou mulher e não acho que me tenho que ficar ofendida tenho amigos gays e na familia e não acho que tenham motivos pra se ofender, eu mesma brincando dizia exatamente isso de House ‘misogino nada ele é gay!” Na verdade o cara é um aleijado emocional, todos ao seu redor já diagnosticaram o que ele tem, e sentem pena, e quanto a ser inverossimel os roteiristas são medico ^^ eles pesquisaram e pegaram os casos de colegas, alguns deles já eté passaram do discovery, e gente pega leve house é só ficção, e não devemos levar tudo tão a sério, são tão somente comentários, pelo menos aqui, entendo o ponto de vista de todos, desarmem-se … a vida já tem estresse demais.

  55. Olá, Rafael

    Parabéns, pois este post deu o que falar. Tenho que discordar de você e dos seus seguidores, em uma série de pontos. O primeiro é que o que me prende em House, e arrisco dizer que para grande parte de seus telespectadores, é o drama do personagem principal. Este é complexo, por ser “genial” tem seu espaço garantido, mas por outro lado parece ser completamente inapto quando o assunto é relação, sentimento e sociabilidade. Ele é ácido, porém sincero! Ele choca muito por ser friamente sincero.
    Outro ponto que descordo viementemente é a depreciação que você fez ao personagem por uma suposta questão de homossexualidade. O personagem não seria pior se fosse gay, apesar de eu não acreditar em tal tese. Ele não “come” a Dra. Cudy porque tem medo de se envolver, ele tem medo! Não faltam referências no seriado dele saindo com prostitutas, ou tentando um sexo impessoal.
    Para os puritanos fica a espectativa: quando ele virará gente?!
    Para os lúcidos: quanto tempo ele conseguirá ser revolucionário?!

  56. Você errou em tudo. O motivo das pessoas assistirem não é pela medicina, se fosse isso, Grey’s anatomy serviria, mas sim pelo protagonista complexo, diferente, um misantropo (assim como eu) espetacular. Nenhum programa de humor me faz rir como House, uma aula de sarcasmo e ironia. 50% de mim age como ele, outros 50% gostaria de fazer as coias ousadas que ele faz principalmente com relação às pessoas. O texto, as frases dele são fantásticas em um contexto filosófico. Devia ler um pouco mais de filosofia antes de escrever besteiras.

  57. Nao sabe nem escrever direito e quer criticar.
    Nao gosto do House, nem de pessoas q nao conseguem escrever nada produtivo e apelam.
    E o texto nem è engraçado.

  58. Isto foi a crítica menos construtiva e mais estúpida que vi do “House”. Eu sou fã do “House” e já vi muitas críticas negativas, em que algumas até têm uma ponta de verdade, mas esta nem tem isso.
    Aqui vou dar as minhas razões: primeiro, na sua opinião, o trabalho de House não é nada de excepcional? Então tem razão, não percebe mesmo nada de medicina. Um médico que eu conheço disse mesmo: “o mais complicado é fazer o diagnóstico”. É o mesmo de mais excepcional. O House e a sua equipa chegam ao diagonóstico através do método científico. Se é o método científico, não estúpido, seu bronco! Vá pesquisar sobre o método científico.
    “O House não come todas as mulheres que estão interessadas nele, portanto é gay.”. Uau! Isso foi a coisa mais estúpida que já ouvi. Qual é a lógica disso mesmo? Ele pode ser gay (o que duvido), mas essa não é a razão. Engana-se quando diz que os espectadores vêm “House” sem dizer que ele é gay. Até há uma corrente de fãs da série que querem o House e o Wilson numa relação romântica.
    Enfim, basicamente não disse mais nada. Embora, eu seja uma grande fã da série, não me importo de ler críticas negativas, desde que sejam construtivas. Fico é preplexa com a quantidade de críticas sem sentido e esta foi, sem dúvida, a com menos sentido até hoje.

  59. Alguém conte ao autor do post que tensão sexual é comuníssimo em seriados. E machismo e misgonia não são sinónimos. E que naquele seriado com o Bruce Willis (a gata e o rato) esse tipo de tensão foi bastante explorada. E que dois amigos podem ser muito próximos sem homoafectividade. E que essa onda de descobrir homossexualidades é uma modinha atual.

    Daqui a pouco dirão que Aquilos e Heitor se mataram numa briga de ciúmes.

    (PS: sobre tensão sexual, temos também o caso clássico do Arquivo X. É isso. Beijos)

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