Vale-tudo nos comentários

Eu estou perdendo a mão neste negócio.

Antigamente eu armava pequenas aratacas no caminho deste blog e as pessoas caíam nelas como pequenos preás inocentes. Isso está ficando mais difícil. As pessoas estão percebendo.

Sobre os comentários ao último post, o Blito fez um dos melhores. Eu só discordo de uma coisa: quanto ao conteúdo homoerótico presente em todos os esportes. Porque no caso do vale-tudo ele é certamente muito mais óbvio, até estridente, do que em qualquer outro esporte. Mais até que no sumô, que também consiste em dois marmanjos se agarrando.

Sugiro que os defensores do vale-tudo façam a experiência: gravem uma luta, coloquem em câmera-lenta, tirem o áudio e coloquem, em BG, uma música de motel — pode até ser, como sugeriram, uma música tipo “É o Amor”. Se é preciso esforço para falar de aparência gay no futebol — ou mesmo em outros esportes de contato físico como o futebol americano e o hóquei –, no vale-tudo ele é tão óbvio que, na verdade, até dispensa esses pequenos artifícios.

Agora, Blito, faça isso com o futebol e veja se consegue o mesmo resultado. Então não tem validade nenhuma a alegação de que o conteúdo homoerótico pode ser visto em qualquer esporte. Talvez até possa, mas é preciso muita força de vontade para ver isso. Na verdade com esforço e vontade você consegue ver qualquer coisa.

Além disso, eu não poderia ter incluído esgrima porque, por favor, eu nunca vi um esgrimista com a cara enfiada na virilha mijada de outro sujeito.

Nos comentários, o que mais me impressionou foi a defesa dos lutadores, do esforço individual, da técnica; basicamente os valores intrínsecos do negócio, que não interessavam ao post e no qual eu simplesmente não toquei em nenhum momento. Porque até onde sei, qualquer esporte demanda técnica e esforço. Até futebol de botão. O texto não falava disso, falava em aspectos estéticos, apenas. Falou apenas que é um esporte feio, grosseiro, esteticamente bizarro e que tem uma cara danada de gay.

A única coisa que me incomodou — porque no dia em que eu me incomodar com alguém me chamando de “bixona” com X eu vou estar pronto para o Phillipe, aquele lugar aprazível em Botafogo — foi a acusação de homofobia. Curiosamente, foram justamente os defensores do vale-tudo que partiram para o contra-ataque, dizendo “viado é você”.

(Eu, que segundo a moçada sou homofóbico, não teria problemas com isso. Cada é um aquilo para o que nasce, dizem umas senhoras ceguinhas cá por estas bandas. Se como disse o Tarilonte houvesse mesmo um esqueleto nesse armário, eu o decoraria com umas plumas, uns paetês e sairia por aí — de preferência, “fechando”. Mas acho que os moços aí se incomodariam com essa perspectiva. É provável até que, para resolver seus próprios conflitos, fossem lutar vale-tudo. É por isso que, para eles, dizer que vale-tudo é uma demonstração de feiura, uma luta tosca e uma regressão estética não ofende. Mas dizer o óbvio, que a luta lembra dois homens fazendo sexo, ah, isso são outros quinhentos.)

Eu sempre esperei que uma leitura um pouco mais atenta deste blog impedisse qualquer pessoa de chamá-lo de algumas coisas. Uma dela era de direitista. Outra era de homofóbico.

Sim, eu tenho que admitir com uma certa vergonha e inveja de outros blogs que este não é um blog politicamente correto, porque uma deficiência na minha educação (de resto esmerada, deixem-me dizer em defesa das minhas professoras) é a tendência a chamar as coisas pelos seus nomes reais. Certamente não é pseudo-feminista. Decididamente tem problemas com católicos, evangélicos, budistas, xintoístas, macumbeiros, gente que acredita em disco voador e gente que acha que o fato de ter nascido em tal dia faz de você isso e aquilo porque Plutão estava na casa do cacete. Basicamente, eu não tenho problemas em ser acusado de quase nada.

Mas homofóbico ele não é.

Tenho a impressão de que esse pessoal que se apressa em falar de homofobia é aquele mesmo que diz “respeitar os homossexuais, mas não tolerar as bichas assumidas”, que “bicha boa é bicha discreta, que não fica fazendo trejeitos”. É por isso que me impressiona um fato simples, que passou despercebido a quase todos os comentaristas que tocaram no assunto: eu falei que vale-tudo, além de uma luta feia, tem todas as características homossexuais, mas não falei absolutamente nada sobre esforço pessoal, ou que homossexuais não eram capazes de de se dedicar com afinco a um esporte. Foram eles que associaram uma coisa à outra, as duas como negativas. Segundo o seu raciocínio, o vale-tudo não pode ser gay porque demanda esforço. Na verdade, o preconceito contra homossexuais está neles.

Evitando personalizar — porque aí vem o Ricardo dizer que nunca fez isso, vem o tal professor Valdez dizer que seus alunos não fazem isso, talvez até, quem sabe, apareça um mais corajoso dizendo “ah, mas eu até dou a bunda!” –, não custa lembrar que o histórico de agressões contra homossexuais nesse universo no qual eles circulam ou simplesmente admiram é lamentavelmente alto.

Nada disso, no entanto, foi exatamente uma novidade. O que me impressionou foi uma certa louvação do masoquismo.

Eu não brigo. Na verdade, sou de uma covardia atroz e inamovível. A perspectiva de violência física me assusta. Mas por alguma razão pessoas como o Ricardo acham que eu deveria dar a carinha que mamãe beijou para um vagabundo bater. Infelizmente, eu sou covarde, não masoquista. É engraçado que as pessoas não entendam isso. Por exemplo, eu gosto de hipismo — mas não queria, nem por um momento, ser o cavalo ali. E por isso não entendo a lógica desse pessoal, acho meio precária e inexplicável: “você tem que apanhar para gostar de vale-tudo”. Eu pensava que só aqueles que apanhavam muito na cabeça eram capazes de um raciocínio tosco como esse.

E no fim das contas fica uma impressão engraçada: esse pessoal, com suas caras grosseiras, orelhas amassadas e narizes tortos é muito sensível.

Como sabem alguns leitores deste blog, eu sou beatlemaníaco. Mas certamente jamais ficaria ofendido se alguém disse que os Beatles são uma banda de merda, ou se fãs dos Beatles são uns bostas. Fazer o quê?

Sinceramente, isso é comportamento de mariquinhas.

Eu estou perdendo a mão nesse negócio. Acho que vou para o Twitter.

37 thoughts on “Vale-tudo nos comentários

  1. Vamos simplificar, para não forçar demais as cabeças cansadas de levar porrada: é simples, claro e óbvio que todo gay não assumido se revolte com afirmações que o tirem da zona de conforto…!
    Concordo com você: aquele agarra-agarra, sei não…

  2. Galvão, você destinou pelo menos uns 3 parágrafos inteiros só pra falar do viés homossexual da luta, em um tom jocoso, e dentro de um contexto de difamação do vale-tudo. Assim, acho impossível não associar homossexualidade com uma coisa ‘ruim’. Basta ver que alguns dos comentários foram na linha do “vale-tudo é coisa de viado mesmo!”.

    É claro que muitas vezes o significado está nos olhos de quem vê. Mas acho que basta um pouco de bom senso de quem escreve pra saber qual será mais ou menos a mensagem que um texto vai transmitir. Assim como Danilo Gentilli pode afirmar piamente, como de fato afirma, que a piada do King Kong não foi uma piada racista. Pra mim foi.

    E pra mim seu texto também foi homofóbico. Mesmo que voce jure o contrário.

    Abraço

  3. Rafael,

    Li o seu texto anterior e o atual com atenção. Contudo, acho que houve homofobia sim em diversos comentários seus. Você pode discordar, é claro, mas tenho certeza que se importa com o assunto do contrário não investiria seu tempo num repost desse tamanho. Para dar um exemplo apenas, veja o trecho “Se o boxe tem a beleza estética que decorre da sistematização e da limitação das possibilidades da agressão, o vale-tudo é apenas violência rasteira. E feia. E completamente homossexual.”. Ora, qual a utilidade de colocar “completamente homossexual” logo após de “E feia”? Penso que a única mensagem aqui é a de que homossexualidade é algo feio e rasteiro, simples assim. A impressão que fica do texto é de que te incomoda a imagem de dois homens se agarrando no chão, por isso a recupgnancia, a sensação de que estão fazendo algo feio. Bom, a sua intensão pode ter sido outra, mas o resultado foi este na minha humilde opinião, ou não.

    Abraço,
    Gustavo Amigo

  4. João Ricardo,
    Quanto a saber a mensagem que o texto iria transmitir, você leu o segundo parágrafo deste post?

    Gustavo,
    Se você puder me explicar como eu falaria — sem ser separando por pontos — de duas características diferentes, a feiúra e aquele jeito gay da luta, eu agradeço. Talvez coubesse um “além disso”, mas para mim dá no mesmo. Se eu colocasse antes mudaria alguma coisa?

    Quanto à imagem, incomoda, sim. Não porque tem conotações homossexuais. Mas porque é uma luta feia, grosseira, principalmente em comparação com o boxe em seus melhores momentos.

  5. Ou Rafael, não vai embora não. Eu sou macumbeiro e também acho que você foi meio homofóbico (mesmo que sua intenção fosse mais provocar aqueles para quem a justaposição vale-tudo/homossexualidade iria provocar), mas, poxa, discordar é tão bom ou melhor que concordar! Mas só vale a pena se é gente inteligente dos dois lados, e você é. (eu, sem dúvida ;))

  6. Vamos por partes.

    Primeiramente, fiquei muito feliz de ser citado por você, Rafael. Significa que escrevi algo com conteúdo. O lance do esqueleto no armário, antes de ser uma provocação, foi uma impressão que tive ao ler o post. Mas como eu disse, é uma outra história.

    Segundamente, não creio que esteja perdendo a mão. Manipular é que nem andar de bicicleta – depois que aprende não esquece mais.

    Terceiramente, entrando (ui..) na questão do homossexualismo e da homofobia. Qualquer um pode achar que o agarra-agarra do vale-tudo tem cunho homossexual, e ninguém tem o direito de se ofender com isso. Na realidade, apenas o homofóbico se ofenderia com tal afirmação. O problema só surge quando se moraliza o homossexualismo, dizendo que é errado.

    Você realmente se limitou a dizer que acha que o pega-pega é feio e afeminado. Mas em momento nenhum disse que era moralmente reprovável. As acusações de homofobia que recebeu são, para mim, fruto do preconceito dos acusadores.

    Continua de parabéns pela dialética.
    Abraços.

  7. Eu, homossexual assumido, tenho que admitir que me senti ofendido com as comparações do seu texto; mas, sou viado, e como todo viado, muito sensível. Deve ser isso!

  8. Pingback: Imperdível « ~
  9. Mais homoerótico que vale-tudo só luta greco-romana (que já foi praticada com os “lutadores” pelados em tempos antes dos cristãos falarem tão mal de dar a bunda)…

  10. Adoro esportes de luta, sangue (dos outros) é comigo mesmo. Se tivesse vivido na velha Roma, certamente estaria na primeira fila da luta de gladiadores. Quanto ao vale-tudo, perdeu público não por ser violento, o que é desejável numa luta, mas porque é chato. Os caras se agarravam e ficavam meia hora sem sair do lugar. Apesar de valer tudo, na prática não tinha dinâmica suficiente para agradar o público, faltava drama. As novas regras que criaram por aí, como o MMA, visam principalmente tirar os caras do chão quando se percebe que vão ficar horas até um finalizar o outro. Agora, este estilo de luta não dominou o mundo à toa, mas porque está mais próximo do mundo real, onde ninguém usaria luvas ou seguiria tantas regras pra “descer o cacete em alguém”. As técnicas de “submissão” também são as mais eficientes contra qualquer estilo de luta. O sujeito chega bailando, dando mortais de kung fu, ou sei lá o que, e termina com a cara no chão em dois segundos contra um bom lutador de jiu-jitsu.

  11. Quando eu era pequeno brincava era de troca-troca; depois cresci e vi que o vale-tudo é muito mais foda.

  12. Perdendo a mão? Putz! Imagina se não estivesse…
    Como sempre, impecável nas palavras. Não há como evitar entendimentos diversos, faz parte do ofício de quem se expõe às críticas como você.
    Quanto ao texto, que subscrevo, apenas um porém: por maior que seja o preparo, dedicação e o esforço investidos pelos lutadores, não consigo entender uma luta – qualquer luta – como sendo um esporte.

  13. Acho que ao comparar o agarra-agarra do vale-tudo com uma relação homossexual, você quis diminuir o mérito do vale-tudo frente ao boxe. Em outras palavras, o que tira o mérito do vale-tudo é parecer meio gay. Não acho demérito nenhum ser gay ou parecer gay.

    Mas, deixa pra lá, só quis expressar meu desconforto, acho que cê tem todo o direito de ser homofóbico.

    Só mais uma coisa, não tenho nada contra vale-tudo, aliás, sou a favor do vale tudo. Sem graça né?

  14. Pois é Roger, o jiu-jitsu é arte marcial mais eficiente mesmo.

    Sei lá em que década que foi, se foi 70 ou 80, a família Gracie lançou um desafio a todos os praticantes de artes marciais do mundo pra duelos, com o objetivo de difundir o jiu-jitsu. Se perdessem, a familía pagaria à academia vencedora algo como 100 mil dolares, coisa assim.

    O resultado foi que nunca perderam pra ninguém e foi assim que popularizaram o jiu-jitsu no mundo. Tem até uns vídeos no you tube.

    Aliás, no começo da UFC, o Royce Gracie foi o campeão absoluto porque ninguem sabia jiu jitsu, e ele finalizava todos.

  15. Eu acho que essas coisas de lutas (artes ?) marciais são coisa pra gente idiota. Ficar se estapiando feito bestas é foda.
    Não acho que o corpo humano foi feito pra isso e ninguém precisa provar que é ou não machão. Muito pelo contrário.
    Sou homem demais pra isso. Amo as mulheres e acho que mesmo se fosse um vale-tudo entre homem e mulher eu não conseguiria bater, iria querer lamber ela, chupar, beijar.
    Agora eu, com 31 anos, adoro jogar um Need For Speed e ver os carros se estraçalhando na parede, nem por isso minha esposa me chama de “uma criança retraída”.
    Isso aí pra mim é ser masoquista e, para disfarçar e se esfregar noutro homem (macho ?), colocaram o nome de vale-tudo.
    Porque não se trancam num quarto e façam o tal vale-tudo lá no canto de vocês ?
    Façam bacanal, bacanana, baca o caralho, mas que seja lá entre vocês. Nada de televisão, nada de mídia pra isso.
    Nem mulher pelada aparece mais na televisão.
    FAIL!

  16. Acho que há uma “pequena” confusão aqui. Ambos os textos do Rafael NÂO são homofóbicos. Acontece que homens heterossexuais, como o Rafael, temos uma certa “aversão” por ver, ouvir ou cheirar um ATO homossexual masculino. Isto NÂO implica aversão aos homossexuais ou à homossexualidade e a consequente homofobia.
    Como o vale-tudo-com-pegação-no-chão claramente lembra um ato homossexual e 2+2=4 então…

  17. Putz, com esse meu retrato aqui, me dizendo macumbeiro e achando o Rafael Galvão meio homofóbico, fiz uma descoberta: acho que eu sou gay!

  18. seu rafael,

    os seus textos são muito bem escritos.

    por isso venho aqui.

    não vejo vale tudo.

    não gosto.

    também pelo mesmo motivo não vejo a globo, não leio a folha, nem a veja muito menos o estado.

    os lutadores de vale tudo, como todos os outros, tem cada um a sua rosca.

    se quiserem queimar, problema de cada um.

    afinal, não vivemos numa democracia?

  19. Tanto é verdade que parece , que eu conheço um que nunca saiu do armário e adora assistir vale-tudo. Ele fica quietinho, sentadinho, prestando uma atenção… Eu não suporto luta nenhuma, não consigo ver como esporte, para mim é só um dando porrada no outro o tempo todo. Ah! o Tarilonte é engraçado.

  20. “Acontece que homens heterossexuais, como o Rafael, temos uma certa “aversão” por ver, ouvir ou cheirar um ATO homossexual masculino. Isto NÂO implica aversão aos homossexuais ou à homossexualidade e a consequente homofobia.”

    gol de placa.

  21. Poxa Rafael,
    de todos os públicos que você ofendeu (intencionalmente ou não), desde religiosos a pseudo-feministas, jamais imaginei que seus melhores adversários seriam lutadores e/ou apreciadores de vale-tudo! Porque, tirando aqueles que deram demonstrações óbvias de danos permanentes ao cérebro, algumas respostas foram realmente muito boas…
    Por mais que você não seja homofóbico (e eu, que leio teu blog já há alguns anos, não acho que seja mesmo), se formos enveredar pelos caminhos limpinhos, mas ainda assim fedorentos, do politicamente correto, devo concordar que os dois posts tiveram um tom bem homofóbico sim. Pareceu um pouco com aqueles caras que fazem uma piada racista e depois se defendem dizendo: “Eu não sou racista, inclusive tenho vários amigos pretos!”
    Mas como eu não sou lá padre pedófilo pra ficar julgando ninguém, entendo que se as pessoas lessem teu blog antes de fazer comentários injuriados, certamente você teria mais leitores fiéis e menos pessoas incomodadas com posts banais como esse, afinal, tu tens posts banais bem mais interessantes…
    Sobre o assunto em si: gosto de vale-tudo, nem sempre a coisa fica no agarra-agarra no chão, e existe muita técnica em jogo, sim! já no boxe, gostava de lutadores como Holyfield, Lewis, mas hoje em dia as lutas estão cada vez mais desinteressantes… como você falou, lutadores grandalhões, pouca técnica, muita tática, coisinha feia, viu…
    Obs.: Um outro leitor falou que o vale-tudo tem seu Muhammad Ali e ele se chama Anderson Silva, você desmereceu erroneamente o comentário dele, acho que não leu direito o que ele escreveu, mas tudo bem, my point is: a comparação dele é válida, viu? Lutador inteligente, rápido, extremamente técnico e tem ainda muito do humor ácido que caracterizava o ex-Cassius Clay, se você algum dia for gastar alguns minutos da sua vida vendo uma luta de vale-tudo, que seja do Anderson Silva, ok? Fica a sugestã!
    Abraço

  22. É engraçado. Pode-se falar do que quer que seja hoje em dia. Se você disser algo sobre negro, anões, você é simplesmente “politicamente incorreto”. Agora se falar em homossexual ( e nem é preciso usar palavras como gay, bicha…) é uma afronta sem tamanho. Só porque alguns de nós está em posições privilegiadas – por cima, assumindo o controle (foi uma péssima piada, desculpe) acha que tudo é uma afronta.

    Seu texto é inspirador. E repito: que bom que alguém inteligente seja politicamente incorreto. Mas não homofóbico. Pessoas inteligentes não precisam de preconceitos, pois PENSAM.

    E se quiser ir para o Twitter, I will follow (ih, esqueci que você é beatlemaníaco. Citar U2 foi de mau gosto). 140 caracteres bem escritos. É, sou puxa-saco.

  23. Hoje tem Lyoto Machida x Shogun na UFC, luta de dois brazucas muito bons, apesar do Machida ser o melhor. O Machida é um dos poucos caratecas do circuito.

    Quem quiser conhecer ou aqueles que estiverem dispostos a rever conceitos, procurem nos Justin.tv da vida, lá pelas 11 da noite.

  24. Rafael,

    quero suplicar que deixe o pessoal do vale-tudo/ MMC / MMX / MMN² em paz. Eles não irão sair do armário!

  25. Rafael, a tecnologia de próteses hoje faz coisas fantásticas. Não háde ser por causa de uma mãozinha perdida que vc vai nos privar de seus textos.
    E já que vale tudo nos comentários vou deixar aqui o endereço do meu blog recém-inaugurado.
    http://www.heliojesuino.wordpress.com

  26. Já houve um tempo em que eu me sentia constrangido em admitir que sim, gosto de vale tudo! Tenho que concordar que a parte do agarra-agarra é sim coisa de viado (viado com I, adjetivo, não veado com E, substantivo). O que gosto de ver mesmo é, como se diz nesse meio, a trocação, no bom sentido, ou seja, a porrada comendo no centro! Chute na cara, cotovelada etc. Mas gosto de assistir esse esporte da mesma maneira que assisto uma rinha de galo, esporte galináceo que também admiro muito. O fato de algumas pessoas se ofenderem com a afirmação de que vale-tudo é um esporte de fresco evidencia o fato de que, provavelmente aqueles que se menifestaram ofendidos são, ora bolas, frescos! Outra observação que gostaria de fazer é a respeito da acusação de homofobia. Ora Galvão, homofobia é caracteristica intrinseca de viados enrustidos. É esdruxulo confundir homofobia – que leva gays encubados a espacarem gays assumidos – com o direito de um homem simplesmente não ser simpatizante de certas viadagens. Mas finalizo dizendo que, muito embora eu não seja viado nem homofóbico, gosto de assistir lutas de vale-tudo.

  27. Importamos o politicamente correto com tudo dos liberais norte-americanos, agora temos no Brasil uma geração de ofendidos que não podem ouvir nada sem se sair com esta auto-vitimização exacerbada…E ainda querem leis, pra meter processo em todo mundo como quem usa uma metralhadora…

    Rafael, não peça desculpas. Se fizer isso, montam em cima de você. No bom sentido.

  28. Rafael, se você perdeu a mão não tem problema. Escreve com a outra. Vai sair meio tosco, talvez, numa caligrafia sofrível, mas vai agradar em cheio à galera do vale-tudo. Faça essa concessão, larga a mão pra eles, que vão fazer bom uso dela. E depois toca o barco, cara, que tem muito assunto menos rasteiro que esse esfrega-esfrega no chão, entre homens ou homoeróticos, pouco importa. O que não dá é pra abrir mão da sua presença aqui, do seu humor sempre afiado e certeiro. Tem muita gente boa que está largando ou já largou, ainda que temporariamente, a blogagem. Resista. Humor de qualidade e senso crítico sempre fazem muita falta, até e sobretudo pra essa turma que nem se dá conta do quanto isso é importante pra eles mesmos.
    Abraço

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