Sobre o boxe

Aí pela virada do ano assisti a Holyfield vs. Valuev, luta válida pelo título mundial de pesos pesados de uma dessas tantas federações mundiais do boxe.

De um lado um lutador de perfeita técnica, um boxeur velho embora ainda digno desse nome, mas sem a força que nunca teve, sem a capacidade de nocautear seu oponente. Do outro uma aberração tosca cujo único mérito é a sua estatura elevada, um sujeito que só é campeão porque é grande demais — Valuev me lembra uma antiga jogadora de basquete chinesa, lenta e com cara de retardada, que só estava no time porque era gigantesca. O resultado, vitória por pontos do ogro russo, para mim foi mais que isso: foi um — mais um — epitáfio.

É melancólica essa sensação de que o boxe morreu.

Até os meus 20 anos eu não gostava de pugilismo e subscrevia uma paródia do “If” de Kipling escrita por Stanislaw Ponte Preta, “se gostas de boxe és uma besta, meu filho”. Mas por causa do sucesso de Mike Tyson no final dos anos 80, quando o esporte se viu diante do seu primeiro fenômeno em 15 anos, para assistir a Twin Peaks nas noites de domingo da Globo eu tinha que passar por algumas lutas.

E então o caminho não tinha mais volta.

Assisti às últimas lutas de Sugar Ray Leonard, de Roberto “Mano de Piedra” Durán e de Julio César Chávez; vi Pernell Whitaker provocar seus adversários e vi George Foreman reconquistar um título aos 45 anos. Vi a ascensão de Oscar de La Hoya, de Lennox Lewis e do melhor boxeador dos anos 90, Roy Jones Jr. Era uma grande época para se gostar de pugilismo, essa é a verdade, e vi grandes lutas e aprendi o que é boxe.

Boxe é força e beleza. É a realização máxima das possibilidades do corpo humano em um campo específico. É a estilização de um dos mais básicos instintos humanos, o da agressão, da destruição do outro ainda sem a sofisticação social da guerra; e para dominá-lo é preciso técnica, é preciso a sistematização dos movimentos de ataque e de defesa. Boxe é a maneira como um corpo se move com graça e perfeição em busca do seu objetivo.

É por isso que quem escreve sobre pugilismo gosta de ressaltar questões técnicas e blá blá blá. Mas a verdade é que boxe é, acima de tudo, violência — e é a aceitação disso que torna possível a apreciação do esporte. Porque no fim do último round não importa se um lutador tem melhor jogo de pernas, boa esquiva e domínio perfeito dos fundamentos — se o outro lhe aplicar um bom direto no queixo e ele beijar a lona, nada daquilo lhe valeu de alguma coisa. Boxe é também o nocaute perfeito — o soco dado na hora certa e no lugar certo, que manda um sujeito inconsciente ou quase para o chão e então a platéia instintivamente se ergue e grita o nome do vencedor.

Grandes campeões tinham essa combinação de técnica e força. Joe Louis, George Foreman, Joe Frazier, em certa medida Rocky Marciano. E ninguém as teve mais do que Muhammad Ali. Float like a butterfly, sting like a bee, ele dizia; e até hoje há poucas coisas tão perfeitas quando Muhammad Ali no ringue, esquivando-se, jabeando, golpeando. É assombroso que ainda haja críticos de boxe afirmando que Joe Louis foi melhor que Ali — mas isso se pode creditar apenas ao seu medo da personalidade altiva de Ali, em contraste com a atitude de “bom neguinho” de Joe Louis.

Porque ninguém jamais lutou como Muhammad Ali. Ele foi o último grande gênio do boxe; foi também o maior de todos, aquele em que cada lutador deveria se espelhar, aquele de quem cada um deveria ter uma estátua em um altar sagrado e, toda manhã, se ajoelhar diante dela em respeito contrito. Com Ali, a violência adquiria a graciosidade de um balé — o mais perfeito em sua categoria a que o corpo humano pode chegar, um mestre absoluto daquilo que torna o boxe, mais que uma luta, uma arte.

Foi isso o que aprendi assistindo às lutas daqueles grandes lutadores de outrora. O que eu não entendia era que, a cada nova luta, via o declínio do boxe.

Desde a aposentadoria de Muhammad Ali, cada novo campeão era um pouco menor que o anterior; e foi isso, mais do que a roubalheira, mais do que Don King, que destruiu o boxe. O último boxeador peso pesado excepcional que vi lutar foi Mike Tyson — e mesmo ele era incompleto, um lutador limitado e de técnica banal que jamais seguraria os tantos rounds da melhor luta de todos os tempos, Ali vs. Frazier em Manila — luta que se pode achar facilmente no YouTube — ou  fazer o que Ali fez contra Foreman no Zaire, se deixar espancar durante oito rounds para só então nocautear um dos maiores punchers de todos os tempos. Tyson batia, e batia como ninguém jamais bateu, mas não fazia muito mais que isso. Paradoxalmente foi um dos tantos responsáveis pela aceleração da decadência do boxe, com vexames como a luta contra Bruce Seldom ou a mordida na orelha de Holyfield.

Com a queda de Tyson, caiu junto o boxe. Um a um, campeões foram sendo sucedidos por lutadores inferiores, e o resultado é isso, um Valuev campeão apenas porque é grande, uma negação absoluta dos valores do boxe e um retrato da decadência de um esporte de beleza singular.

Isso não quer dizer que não existam grandes lutadores em atividade. Existem, sim. Mas é apenas na categoria dos pesos pesados que o boxe pode se realizar em sua plenitude, e ela hoje consiste em lutas com excesso de tática e clinches e pouca arte. Hoje os melhores lutadores estão nas categorias mais leves. Cerca de um ano atrás vi um grande lutador, franco-argelino cujo nome esqueço, dar uma aula de técnica e rapidez. Mas isso não muda nada, porque esses lutadores não passam muito de mosquitinhos brigando e zunindo. Nessas categorias inferiores o boxe não pode se realizar completamente — porque se nela sobra técnica e rapidez, falta a completa violência, a celebração absoluta da força. É isso que faz do boxe uma arte masculina por definição. E é por isso que ele está decaindo, esperando que surja novamente um grande campeão para lhe dar novo fôlego.

Para piorar as coisas, é também por isso que o vale-tudo está ocupando o espaço que deveria ser da nobre arte do Marquês de Queensberry.

O vale-tudo está para o boxe assim como a dança da galinha está para o balé, como o Bonde do Tigrão está para Mozart, ou como a vulgaridade da Mulher Melancia está para a elegância de Márcia Haydée. Um arremedo de dança do acasalamento homossexual, o vale-tudo é o retrato de uma época em que o que importa é sempre, e apenas, o resultado. Não importa que para isso seja necessário dar uma cotovelada no rosto do oponente ou uma joelhada em seu estômago. Se o boxe tem a beleza estética que decorre da sistematização e da limitação das possibilidades da agressão, o vale-tudo é apenas violência rasteira. E feia.

Badminton e peteca são esportes mais masculinos que esse vale-tudo. Até patinação no gelo é mais masculino, porque eventualmente o patinador com seus paetês e suas calças justas vai sentar a moça em seus ombros, os dois frente a frente, e vai lembrar a todos uma das melhores razões pelas quais é bom ser homem. Enquanto isso lutadores de vale-tudo fazem meia-noves intermináveis com a voracidade de um amor vespertino e urgente, cabeças enfiadas com sofreguidão nas virilhas dos seus parceiros, e na falta de outros fluidos se contentam com a urina em seus calções.

Vale-tudo é um sujeito dizendo para o outro “vem e me domina, meu homem”. Por baixo, o sujeito aperta com as pernas os quadris do seu amor com força, chama-o para si, e os abraços são fortes e esganados e desesperados, “diz que eu sou teu”. Não é à toa que um dos movimentos ali se chama submissão. É um sujeito meio depravado dizendo para o seu objeto de desejo “vem, cachorro, eu sou o teu senhor, faz a minha vontade”, variação sado-masoquista de uma relação de domínio. Vale-tudo é sexo selvagem, sem limites, em que o cheiro do sangue se torna o maior afrodisíaco imaginável. É por nunca ter conseguido enxergá-lo de outra forma que durante muito tempo brinquei com a idéia de fazer um curta-metragem sobre essa coisa bizarra a que chamam “esporte”, mostrando as cenas desses lutadores atracados em suas lides de amor enquanto, em BG, ouviríamos Serge Gainsbourg e Jane Birkin cantando Je t’Aime (Moi Non Plus). Mas uma moça já fez esse filme.

Eu me recuso a me contentar com o vale-tudo, eu que vi grandes lutadores darem o melhor de si nos ringues. Mas há uma esperança. Enquanto o vale-tudo é sublimação homoerótica de playboys de zona sul, que gostam de passear com seus pitbulls pelos calçadões da vida, o boxe ainda é praticado em academias de subúrbio. E é isso, essa fé meio boba na força do povo, que me faz acalentar a esperança de que um dia um novo Muhammad Ali apareça no ringue para dizer que é o rei do mundo. Esse dia vai chegar.

43 thoughts on “Sobre o boxe

  1. Meados do século passado. Rio, posto seis.

    Nas noites de domingo eu e meu Velho íamos assistir ao vivo as lutas do TV Rio ringue Cássio Muniz. Som e fúria, sangue e porrada. No córner o grito dos treinadores : ‘No fígado, porra, bate no fígado!”
    No intervlo via o sangue literalmente esguichando dos hematomas pressionados pelos ‘médicos’. Eu pensava, esse não volta.
    O gongo soava e lá estavam os dois aos bufos & murros pra deleite da platéia.
    Não torcíamos pra ninguém.

    Na volta pra casa a brisa marinha e um sorvete no Six, devolvia-nos à civilização.

    Vá entender …

  2. Olha, com relação ao MMA(Ou Vale Tudo) ele também tem seus lado proletário(Tito Ortiz, Hermes Franca), embora ele virou mais agarra-agarra que luta mesmo. Aliás, até gosto do conceito do esporte, mas acho que acaba virando videoclipe de gente sendo surrada.

  3. Vale-tudo é algo nojento, dois homens simulando “um arremedo de dança do acasalamento homossexual”. Muito bicha, isso não tem que passar na tv com a possibilidade de todos verem, até crianças.

  4. Fiz uma busca de imagens no Google desse tal de Valuev, todos os resultados parecem saídos de um daqueles filmetes de lutas no submundo, ringues da morte, etc, que sempre tinha o lutador monstruoso da casa…

  5. Até que enfim alguém coloca esse vale-tudo no lugar que merece: numa nota de rodapé gay. Nós, já tão vilipendiados, não precisamos desse festival de pitboys querendo dar uns pros outros “querendo ser machinho”. Eu, que aprecio a verdadeira masculinidade, sou muito mais o boxe também.

    Que bom que seu blog existe. Essa merda politicamente correta às vezes dá nos nervos. É bom ver um cara com coragem pra falar.

  6. Vale-tudo é muito mais da hora, e acredito que você, Galvão, que parece ser inteligente, só falou essas baboseiras em tom homofóbico pra provocar.

    É como aqueles que dizem que futebol é 22 homens correndo atrás de uma bola.

  7. João Ricardo,

    Primeiro: este blog pode ser qualquer coisa, menos homofóbico. O fato de não se ter problemas em dizer que alguém ou algo é gay não quer dizer preconceito.

    Segundo: é difícil respeitar um esporte que aqueles que gostam dele definem como “da hora”.

  8. sobre o tão propalado “mma”, não teria escrito melhor (hã, talvez sem tantas referências a homossexualismo). é um insulto às artes marciais, de qualquer origem. não há respeito, não há cavalheirismo, não há acordo entre gentlemans. é uma das maiores provas da decadência de valores do japão moderno, o que não significa que eu pague pau pros shoguns e pros militaristas da década de 40.

    e em relação ao boxe, eu consigo ver beleza nas categorias baixas, sim. tanto que eu gosto de acompanhar as lutas nas olimpíadas.

  9. Postagem excelente, Rafael. Eu adoro boxe, baixo lutas no YouTube, e não consigo gostar de Vale Tudo. Seu texto me ajudou a entender um pouco a razão disso. Obrigado.

  10. Pelo seu ultimo parágrafo mostra que vc não tem nenhum conhecimento das técnicas usadas no mma, antes de falar do mma, da uma pesquisada.
    E mais, no mma ngm fala mal do boxe, pq é um arte que é muito usada no mma, e pq vc se sente no direito de atacar uma arte que não ataca a sua?
    E o próximo “Ali” não vai aparecer no boxe, ele já apareceu, e foi no mma, digita no youtube ae “anderson silva”

    Você deve ser aquele tipo que acha que é o dono da “verdade”.

  11. kkkkk, esse rafael paga mó pau pro Ali, achu q ele deve sonhar com ele toda noite, no clinche, deve acordar todo molhadinho, e outra naum dura dez segudos num ringue de vale-tudo, na hora q um otário apagar ele com u mata-leão ele vai se lembrar da importancia q é a técnica do vale-tudo, além de se incomodar com os “playboys de zona sul” (inveja detected), exalta o boxe só porque ele é praticadu no suburbio, ei mah vai morar no suburbio entaum ja q vc o admira tantu.

  12. Diogo,
    Isso é óbvio: eu não conheço nada disso aí que vocês chamam de MMA, MMC, sei lá. Também deveria ser óbvio que não quero conhecer nada, também. De qualquer forma, não me pareceu necessário pesquisar para decidir que esse treco que vocês chamam de MMX é feio como o pecado e que tem uns aspectos bastante gays. Quanto “ao Ali do boxe ter aparecido no MMA”, isso me lembrou que o maior ciclista do mundo deve ter aparecido na natação. E o maior jogador de futebol do mundo deve ter aparecido no arremesso de peso.

    Bruno,
    Mas é claro que eu não duro 10 segundos no ringue de vale-tudo. Eu não brigo, não sei lutar nada porque faço parte de uma parcela mais civilizada da população. Em vez de ralar a orelha num tatame eu preferi ler para ficar sabidinho. Talvez por isso eu possa te garantir que não tenho nenhuma inveja de playboys com pitbulls — eu detesto cachorro. E quem lhe disse que eu não moro no subúrbio? O subúrbio é legal.

  13. você faz parte de uma parcela mais civilzada da população, quer dizer entaum que ser homofóbico e gostar de dois negões suados levando soco na cabeça , seqüelando o cerébro, até ficar bobaum, isso é ser civilizado, desculpe ai intelectual, mas na hora q vc sofrer uma agressão por alguém mais alto e mas forte q vc , na hora q um murro vier em tua direção vc vai valorizar o quantu um “double legs” ou mlelhor uma baiana, é importante, alias importante mesmu era uma arma, mas deixa isso pra depois.

  14. Já até vi: gordo preguiçoso, que só gosta de boxe pra se sentir machão e ainda debocha do perdedor nocauteado, ignorando que este é tão vencedor quanto o outro só por ter culhão de entrar num ringue.
    Vai lutar. Aposto que depois de alguns meses de treino e porrada na cara você vai aprender a respeitar tanto o mma quanto os “mosquitinhos” que ficam “brigando e zunindo”.
    Bixona.

  15. Bruno,
    Ser parte de uma parcela mais civilizada da população significa, por exemplo, não ver homofobia onde ela não existe. Aliás, quem gosta de sair batendo em gays são os playboys que você se apressou em defender, provavelmente na esperança de destruir o que está latente neles mesmos, e que diz que eu invejo.

    Ricardo,
    O discurso de “culhão” é bem típico, mas eu não vi no texto o “deboche” ao perdedor nocauteado. Freud deve explicar isso aí. Quanto a levar “porrada na cara”, esse valor que você está cultuando com fervor, não, obrigado. Eu não sou masoquista. Sou só gordo e preguiçoso. Aliás, eu não gosto de boxe porque ele me faz me sentir machão — no máximo me faria feliz por não estar lá tendo a cara amassada; sei lá, eu poderia acabar valorizando culhões. E só mais uma coisa: “Bichona” se escreve com CH. Menos tempo no tatame e mais tempo nos bancos escolares poderiam ter te ensinado isso.

  16. “Bixona” ou “bichona”, tanto um quanto o outro, não existe, é neologismo… até onde eu sei feminino de bicho não existe… então eu escrevo como eu quiser…

    E como você mesmo já admitiu que é gordo, deixe de ser além de gordo, preguiçoso, e siga meu conselho… vai lutar e aprender a respeitar o esforço do lutador, seja de qual arte for.

    E bom… isso é só uma opinião pessoal… mas não escreve sobre futebol quem nunca jogou futebol… não escreve sobre natação quem nunca nadou… então, ou vira masoquista e aprenda a ficar feliz por ter a cara amassada lutando boxe ou não escreva mais sem ter conhecimento de causa.

    Senão, daqui a pouco você vai estar escrevendo sobre como pular de paraquedas é foda e como fazer trilha é coisa de boiola, ou sei lá o que mais pode sair da sua cabeça homofóbica.

  17. Ô, Ricardo…

    Mesmo neologismos costumam atender a algumas regras morfológicas. Obviamente, você escreve como quiser. E a gente corrige como quiser, também. Talvez se você soubesse disso soubesse também que o texto acima não se refere a “esforço pessoal”, e sim a beleza estética e a conotações homossexuais obviamente aparentes. Não personalize as coisas, esse tipo de projeção não cai bem (dica: era mais ou menos a isso a que eu me referia quando disse que “Freud explica”, no comentário anterior).

    De qualquer forma, eu acho que você tem razão: reconheço que é preciso muito esforço para enfiar a cara na virilha mijada de um sujeito. Não precisa me xingar novamente, eu admito que essa coragem eu não tenho.

    Cheque este blog e você vai ver que a última coisa de que se pode chamá-lo é “homofóbico”. Essa é uma acusação fácil demais. Vou repetir para você o que já disse ao Bruno: o fato de achar o MMD com cara de namoro entre dois homens não quer dizer necessariamente que eu seja homofóbico. Essa é uma outra projeção sua. Por isso, não existe a alternativa que você apontou aí — a de ser masoquista e levar pancada apenas para ter o direito bobo de dizer que MMC é luta com uma cara danada de gay e feia.

    Talvez um dia você entenda que analisar uma coisa e executá-la são coisas diferentes. Se todo mundo pensasse como você, não existiria crítica de cinema a não ser a escrita por cineastas, que têm outras coisas a fazer — e você está proibido a partir de hoje de reclamar de qualquer coisa que você não saiba fazer. É um pensamento meio tacanho esse seu. É isso que lhe faz achar que levar porrada é garantia de entendimento das coisas. Então tá.

  18. Não enxergo o cunho homossexual que você, Rafael, alega possuir o agarra-agarra do jiu-jitsu.
    Não sou praticante de boxe, submission nem qualquer outro esporte. Contudo, essa crítica me pareceu muito mais passional do que racional, expressam muito mais os seus sentimentos que as suas razões.

    Não que sentimentos sejam ruins, ao contrário, são bons – nos tornam humanos. E, além disso, sentimentos são reveladores. O que se diz em um momento de fúria revela muito mais que em várias horas de apatia. Acho que tem um esqueleto nesse armário, mas isso é outra história.

    Quanto à comparação entre MMA e boxe, minha conclusão é a oposta à sua. Considero o MMA mais evoluído. Exige do atleta mais preparo físico, mais disciplina, mais resistência e mais brio. Basta ver uma boa luta para constatar isso.

    De qualquer forma, algo me diz que sua abordagem foi proposital, pois não há nada melhor que uma polêmica para gerar audiência. E nisso você foi perfeito. ;=)

    Abraços.

  19. o problema do boxe é que os boxeadores não saber chutar nem dar joelhada como no muai thai, que é um esporte técnicamente melhor que o ultrapassado boxe, que não passa de uma versão “aleijada” do kickboxing… não sei se você sabe mas o Ali já lutou vale tudo contra um lutador japonês chamado Antonio Inoki e passou mal de tantos chutes que levou.

  20. ricardo, bruno & cia

    Rapazes, com todo o respeito, o Galvão tá certo. Isso é mesmo coisa de viado.

    Manja um tal de Francis bacon?É um pintor inglês, viadaço assumido, rich and famous.
    O cara adorava pintar essa ‘luta’ de vocês. Só que tirava os caras do ringue e jogava na cama.
    Ele era do ramo, devia saber das coisas.

    Dêem uma clicada no google, tá tudo lá.

  21. Olá !!! Li um artigo nesse site sobre cotas raciais e achei interessantes, não sei se o referido artigo e de sua autoria ou de outra pessoa !!! Se for da sua autoria, queria comentar alguma coisa. Você têm disponibilidade ????

  22. Liga não, lutador é tudo casca grossa mesmo.

    Você já ouviu aquelas histórias mirabolantes de que as lutas que o Tyson ganhava por nocaute no 1° assalto eram todas compradas? Tipo “vou lá, caio no primeiro soco e embolso 1 milhão de dólares”?

    Concordo quanto ao Ali, apesar de não tê-lo visto lutar.

    Quem me empolgou mesmo foi o Maguila.

  23. Caro Rafael,

    Seu texto começou ótimo, mas depois parece que ele continuou a ser escrito por outra pessoa totalmente diferente!

    Não faz sentido nenhum, você começa falando de grandes valores do boxe, e de repente, ataca sem fundamento nenhum o vale-tudo. Como se isso legitimasse de alguma forma o que você escreveu antes. Me parece que você poderia ter usado qualquer outro esporte, substituindo o vale-tudo por Esgrima, por exemplo, que daria a mesma coisa, já que nada foi incluido de novidade no tema que você iniciou nos primeiros paragrafos.

    Sou fã dos dois esportes, boxe e vale-tudo, e ambos tem grandes valores… o problema da decadencia do boxe nao tem nada haver com o vale-tudo. Há muito espaço para os dois. O boxe morre por conta de seus empresários, promotores, N organizações, que tornam o esporte engessado, impedindo que grandes combates sejam organizados com rapidez e consequentemente o interesse seja atraído.

    Quando ao aspecto homo-erótico do vale-tudo, isso pode até ser verdade. Mesmo porque existe em quase todos os esportes e já foi amplamente estudado (Luta olimpica, o proprio Boxe, Futebol, ginastica, etc). Ele nao é o único que pode ser analisado dessa forma. Portanto, tudo o que voce citou sobre isso pode ser descartado, já que pode ser revertido igualmente para o próprio Boxe ou qualquer outro. Por exemplo, uma rapida pesquisada no Google e você encontra o “Do amor grego à paixão nacional: masculinidade homoeroticidade no futebol brasileiro” do Antropologo Marcel Freitas.

    Não vou falar aqui de motivos para você gostar do vale-tudo, mesmo porque é questão de gosto. Mas posso te garantir que hoje em dia é um esporte que exige muita tecnica, estudo, inteligencia e dedicação… e possui regras sim, os geniais são aqueles que a usam a seu favor. A mim, o que me atrai é que em cada luta é necessária uma estratégia diferente, e ser versado em muitas habilidades e artes. Sempre quem ganha é o mais inteligente e nao o mais agressivo ou mais forte… haja visto que os melhores hoje em dia são os mais experientes, alguns na casa dos 40 anos!

    Espero ter contribuido de alguma forma.

    Abraços

  24. A ignorância gera preconceito.
    Antes, boxe era coisa de presidiário. E precisou muitos anos para que este preconceito fosse vencido.

    A mesma coisa acontece com o MMA.

    Se quer criticar, busque conhecer. Se não, não vai passar de um ignorante preconceituoso.

  25. olha, como você mesmo disse outra vez, baiano, só se vive uma vez. então coloca logo lenha na fogueira e diz que lutador de mmdc é tudo michê goiano do pinto pequeno. 😛

  26. novamente vc está coberto de razão
    boxe é belo, vale-tudo é um lixo … uma sem noção tamanha … dificil de ver … impossível
    mais ou menos como futebol feminino …. que até que é bonitinho, mas …..
    e não é que dia desses estava eu a patroa falando disso .. ela dizendo que não gosta de vale-tudo, de boxe nada … e eu argumentando que boxe é belo .. já o vale-tudo ….

  27. Sem comentarios cara, voce nem de boxe entende e quer criticar o mais intenso dos esportes????

    Ali v Frazier em Manilla a melhor luta de boxe da historia…bem, gosto e gosto, tem gente que come meleca.

    Vir dizer que Vale Tudo e coisa de veado e bem coisa de gordinho que fica em casa com o controle numa mao e uma cerveja/cigarro na outra.

    O que tu fizeste com esse comentario foi uma baita falta de respeito com os lutadores, que se dedicam profissionalmente ao esporte, seus praticantes eventuais (que vem crescendo rapidamente), e instrutores de artes marciais.

    Vale Tudo ou MMA e algo que chegou pra promover as lutas, sejam elas artes marciais ou esportes de combate, a um novo nivel de competitividade e eficiencia.

    Mas ser desrespeitoso e o maximo que alguem com seu baixo nivel de percepcao vai conseguir.

    Att,

    Prof. Cassio Valdez
    Instrutor

  28. Você diz “se gostas de vale tudo és uma besta, meu filho” e as pessoas entendem “se gostas de vale-tudo és um viado, meu filho”.

    Vejo que a acusação reiterada de homofobia te causou desconforto. Só achei estranho te causar espanto. Não vi homofobia no seu texto, mas acho que você fez de propósito. Quando você escreve que “Vale-tudo é um sujeito dizendo para o outro “vem e me domina, meu homem”. Por baixo, o sujeito aperta com as pernas os quadris do seu amor com força, chama-o para si, e os abraços são fortes e esganados e desesperados, “diz que eu sou teu”, é razoável esperar esse tipo de resposta. De toda forma, pareceu meio gratuito e meio over essa “quebra” do texto original sobre o boxe. Concordo com alguém que comentou que a segunda parte do texto parece escrita por outra pessoa.

    Acho interessante essa discussão. Faço Jiu-Jitsu há 20 anos e muitos amigos me zoam dizendo que eu gosto “de ficar me agarrando com homem”. Acho graça.

    Eu gosto de assistir às lutas de vale-tudo, mas entendo o seu ponto de vista. Por incrível que pareça, às vezes é um tanto hermético. Para quem não entende o que está acontecendo é mesmo feio. Uma vez meu pai foi me assistir num campeonato e disse que só conseguia saber quem ganhou quando o juiz levantava o braço do ganhador ao fim das lutas. No entanto, assim como no boxe, tem lutas e lutas. Pra ver a força humana em estado bruto, dá uma olhada na luta do Vitor Belfort com o Wanderley Silva ou outras lutas do Wanderley Silva, por exemplo. Quer ver uma luta técnica, procura uma luta antiga do Royce Gracie.

    O vale-tudo ta ficando muito popular na TV. Uma hora dessas, pra ver o Twin Peaks da vez, você vai acabar prestando mais atenção no vale tudo e gostando.

    Por último, não vejo essa dicotomia entre ralar num tatame ou ler para ficar sabidinho. Dá pra conciliar…

    Um abraço,

    Caio.

  29. De pau pra cacete, viu o encontro do Tyson com o Holyfield na Oprah? Tyson era um rapaz com problemas, hoje é um homem com problemas, definitivamente. Sua tentativa de pacificação pessoal, mais parece emasculação. Não que eu ache que não faz bem ao sujeito admitir seus erros e problemas, até mesmo admitir a admiração que tem pelo Holyfield. Interessante descobrir que Tyson se tornou o que foi por se sentir na sombra de Holyfield e querer superá-lo a todo custo. Os dois se conheciam desde que Tyson tinha 16 anos e Holyfield 19. Holyfield foi a Moby Dick de Tyson, e ele admitiu isso. Só que fica nítido que a pior coisa que pode acontecer a um sujeito como Tyson e perder a juventude. Perder a capacidade de se auto-afirmar e de se encontrar no único lugar em que o adversário pode se materializar fora da cabeça dele, que seus problemas podem se personificar em algo a ser batido, superado. Sinto pena do Tyson por isso.

  30. “Vale-tudo é um sujeito dizendo para o outro “vem e me domina, meu homem”. Por baixo, o sujeito aperta com as pernas os quadris do seu amor com força, chama-o para si, e os abraços são fortes e esganados e desesperados, “diz que eu sou teu”.
    Somente um completo idiota, que não precisa nem de pancada na cabeça, cometeria uma tosqueira dessas! Acho que dedicarei – ou perderei – alguns minutos de minha, escrevendo umas palavras sobre tal bobagem no meu blog.

  31. Rafa,
    Sobre o vale-tudo: lembra daquela propaganda de xampu que tinha um bordão assim “É o que parece, mas não é” ? Pois pra mim, o vale-tudo é assim. Desculpe, mas não tem nadinha a ver com relação homossexual. è só uma luta, dominação e porrada, mesmo. A técnica dessa luta é desse jeito mesmo.Sabe o que me lembrou o seu post ? uma vez , eu vi uma reportagem sobre uma seita de encapuçados lá na Europa, parecidíssima com a Ku-Klux-Klan. Só que não tinha nada a ver uma com a outra…

  32. Rafael, você resumiu tudo que há de errado nesse esporte besta e sem cérebro que é a luta livre. E se esse tipo de agarra-agarra não é gay, bem, o Clodovil era o cara mais hétero do planeta.

  33. Nunca vi ninguém falar com tanta propriedade sobre o grave problema do declínio do boxe. Tão raro como bons pugilistas, são bons escritores da nobre arte.

  34. MMA (vale-tudo, união das artes marciais inclusive boxe) MMA mostra o que é uma luta de verdade, num mano a mano (luta deverdade) voce pode levar um chute, ser imobilizado. Não se compara o MMA que engloba inumeras artes marciais (todas tem sua funcionalidade pontos fracos e fortes) com um evento só de boxe.
    Os eventos de boxe já não são como antes, num futuro proximo o boxe servira mais o MMA com seus bons lutadores.

  35. Vc nao entende box muito menos de mma (mix marcial art)
    coloca um lutador de box e derube ele no chao para ve se ele sabe lutar!
    ela vai acaba perdendo a cabeça com as braços quebrados e as pernas destruidas

  36. Alex San, grande entendido:

    Você não entende de boxe nem de MMA.

    Coloca um lutador de MMA diante de um atirador e veja se ele consegue lutar. Vai terminar perdendo a cabeça com um monte de buracos de bala.

    Gênio.

  37. Acho que os dois esportes podem conviver, mas concordo que o boxe é mais bonito, além disso o MMA só empolga quando os lutadores estão boxeando!

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