De espíritos de porco e assemelhados

Há alguns dias falei sobre o babaca que resolveu se juntar às FARC. Mas hoje ele acaba de ser promovido à categoria de simples bobão, porque coisa pior apareceu no Rio.

Um sujeito de 17 anos resolveu se divertir nos últimos dias atirando, de sua janela, nos funcionários de um supermercado do Leblon. Acertou 3 com sua espingarda de ar comprimido.

Esse rapaz é só um espírito de porco, um escroto que devia levar porrada todo dia antes de levantar. Não tem sequer idade para alegar que não sabia o mal que estava perpetrando. É só um garoto de índole ruim, uma dessas pessoas com um nível de sadismo inconseqüente excessivamente alto que vagam por aí, tentando encontrar uma razão para viver enquanto, querendo ou não, sacaneiam com os outros.

Talvez essa maldade intrínseca do rapaz seja perfeitamente explicável. De certa forma, ainda piores que ele são seus familiares. Eis um trecho da matéria:

Para amigos e parentes que foram à 14 DP, no entanto, tudo não passou de uma brincadeira de adolescente, que queria atirar em pombos. Uma amiga da família, que se identificou como Flávia Fonteneli, afirmando ser filha de um delegado de polícia, disse que tudo não passava de uma grande bobagem: “É uma história que não vale nem a pena ser contada”.

Se essa imbecil é filha de um delegado de polícia deve saber muito bem o que o escroto fez, a não ser que além de burra e do medo que sente da fofoca seja também uma ignorante consumada — o que não é exatamente improvável.

Mas o que assusta, mesmo, é a prepotência de uma classe social. A idéia de que para amigos que moram na Dias Ferreira não há limites, de que tudo é perdoável, é mais nociva do que qualquer traficante no Vidigal. Porque corrói a base moral da sociedade, e fornece justificativas suficientes para que um traficante diga: “se eles podem, mesmo tendo tudo, por que eu não posso, eu que não tive nada?”

4 thoughts on “De espíritos de porco e assemelhados

  1. Puxa vida… Dá vontade de colocar esse menino em posição apropriada e chamar as vítimas para fazerem o uso que quiserem dele. Sem restrições. (Mas que usem camisinha, porque esse pentelho é podre por dentro)

  2. Porrada nele e prisão pros babacas dos pais que criaram uma criança mimada que acha que pode fazer tudo.

  3. A palavra “escroto” foi muito apropriada… Esse é o tipo de indivíduo que deve achar normal o que aqueles caras de Brasília fizeram com o índio Patachó! Acho a idéia da Mônica um tanto “grotesca”…pois talvez as vítimas não sejam partidárias de tais atos!! Melhor seria largar o infeliz, em qquer morro do Rio…”armado” de sua espingardinha de pressão!!! Ele que desse seus tiros por lá!!

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