Os abacaxis de Neópolis
Jul 19th, 2006 por Rafael Galvão
Um velho post sobre Neópolis continua insultando neopolitanos, como este sujeito chamado Jean Monteiro:
Caro Rafael Galvão, Você deve ter algum problema, alem do de escrever mal, talvez esteja na hora de pedir algumas lições de português para algum matuto ribeirinho, sei que é perda de tempo meu, falar com pseudo-intelectuais iguais a Você, caras que acham que o mundo gira em torno de si próprio, são incapazes de observar algo importante durante sua inútil vida, imagine numa hora, antes de escrever sobre algo, um conselho, se informe,para não escrever baboseiras. Veja por exemplo, a força da fruticultura irrigada com tecnologia de ponta(israelense) presente aqui em Neópolis, talvez o platô tenha passado despercebido a seu “olhar de lince” , o comércio local que emprega mais que a tal fábrica de juta, a qual Você se refere, a rizicultura irrigada responsável pela permanência do homem no campo, a instalação de uma unidade produtora de arroz(uma das maiores da América latina), e quanto ao Rio, caro Rafael acho que você deve ter visto uma lagoa qualquer não o Velho Chico, que continua lindo esbanjando vida. Nada contra o Rio de Janeiro , mas aqui p´ra nós, me dá uma inveja quando vejo no telejornal um tiroteio com moradores voltando pela contra mão, coisa que não acontece por aqui na matuta Neópolis, é, isso ai é um paraíso, mas pensando bem, vou continuar sendo matuto, morando aqui em Neópolis, que por sinal, não sente a sua falta.
Quanto a escrever mal, eu não posso fazer nada. Cachorro velho não aprende truque novo. Talvez, no máximo, melhore um pouco se olhar com atenção o estilo sem pontos do Jean Monteiro.
Mas ele menciona o Platô de Neópolis e uma unidade produtora de arroz. Ele não diz em seu comentário, mas a tal unidade, construída pela Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco, é realmente grande. Tão grande que a produção local jamais deu conta de atender às suas possibilidades, e está abandonada há cerca de três anos.
O caso do Platô de Neópolis é mais grave.
Iniciado pelo governador João Alves Filho (aquele que está construindo uma ponte ligando o nada ao lugar nenhum) no início dos anos 90, o Platô de Neópolis foi anunciado com um grande projeto de fruticultura irrigada em escala industrial.
Para isso, João Alves desapropriou dezenas de pequenos sítios que tradicionalmente produziam cocos, e também algumas poucas grandes propriedades.
O projeto era ambicioso. Segundo as promessas, ali seriam criados 12 mil empregos diretos, sem contar os milhares de empregos indiretos gerados pelo cinturão de indústrias que se instalariam na região para processar as frutas. Seria construído até um aeroporto em Neópolis, para facilitar o escoamento da produção gigantesca que então se previa, levando as frutas para a Europa e para os Estados Unidos.
E então veio a realidade.
O Platô de Neópolis foi criado apesar de vários pareceres técnicos em contrário. A região estava longe de ser indicada para um projeto de fruticultura irrigada, pelos seus altos índices de pluviosidade e por ser uma das terras mais pobres em nutrientes do Estado, além de sofer fácil salinização. É preciso muita incompetência para se investir nesse tipo de irrigação em um lugar onde, ora bolas, chove.
João Alves não terminou o Platô. Ele só seria terminado no governo seguinte, de Albano Franco. O que João Alves deixou, em 1994, foram apenas terrenos vazios, entregues ao mato, sem utilidade.
As terras do Platô foram entregues a ricos e a grupos econômicos poderosos, entre os quais Matias Machline, o falecido dono da Sharp, e o também falecido Banco Econômico. Somente a família Franco, do ex-governador Albano, tem cinco unidades de produção no Platô. Foi feita, em suma, uma reforma agrária ao contrário, tirando terras dos pobres para dar aos ricos.
O resultado foi um dos maiores fracassos econômicos da história de Sergipe.
Os cítricos, uma das estrelas do projeto em um Estado que se orgulha de ser um dos maiores produtores de laranja do país, não se adaptaram à região. Hoje, o Platô de Neópolis produz basicamente coco de má qualidade, exportado para o sul do Brasil, um pouco de acerola e abacaxi. Dos 12 mil empregos diretos prometidos, o Platô gerou, em seu melhor momento, apenas 872 empregos, volume que apenas decaiu desde então. Quanto aos empregos indiretos, esses simplesmente não apareceram, assim como as tais indústrias, que nunca se instalaram na região.
Pior: o Platô de Neópolis é hoje responsável por um dos maiores e mais indiscriminados usos de agrotóxicos no Estado. E isso está criando problemas sérios. Os trabalhadores mergulham as mudas de abacaxi nos tonéis de agrotóxicos sem nenhuma proteção, o que está, literamente, matando gente.
Esse fracasso teve custos altíssimos, mesmo com o governador aplicando um calote memorável. João Alves pagou a indenização devida a apenas 5 proprietários, e hoje o Estado tem, com os outros, uma dívida de 80 milhões de reais em precatórios.
Incluindo essa dívida com os antigos proprietários, a aventura irresponsável e incompetente do Platô de Neópolis custou aos cofres públicos 200 milhões de reais.
Há quem afirme que, hoje, o Platô produz menos do que a área produziria se ainda estivesse nas mãos de seus donos originais. E é o caso de perguntar quais os méritos que o Jean Monteiro enxerga no projeto. Não parece haver nenhum — mas pelo menos 200 milhões de deméritos. Em qualquer país civilizado, um governante responsável por tamanho desperdício de dinheiro público estaria preso. No entanto, ele hoje é candidato ao seu quarto mandato, com as mesmas promessas mirabolantes, provavelmente porque sabe que contará com um Jean Monteiro para ver competência em seus fracassos.
Mesmo em Neópolis, muita gente gosta de abacaxi.
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E viva Neópolis, que não é nada, não é nada, mas rende assunto pra caraca!
[]s
E tu pelo jeito adora se passar por carioca, né paraíba??? Hahahahaha!
Ó… João Alves vai ganhar na loteria de novo e pagar isso aí tudinho… Eu e o Jean acreditamos nisso! :P
Sei não, essa ‘cegueira’ do JM parece ter ao que ver com os posts sobre ‘orgulho’ lá no LLL…
Rapaz, se você continuar com essa perseguição o povo de Neopolis vai acabar arrumando um jeito de te calar…
Rafael, deixa essa capiada de lado. Se os caras não conseguiram entender a hoemnagem amalucada que você fez a cidade deles, então eles são trouxas demais pra qualquer debate.
Um abraço
Dani,
o João Alves de Sergipe não é santo, mas o que ganhou umas 200 vezes na loteria é outro.
O referido, que bateu as botas em 2004, foi deputado federal pela Bahia.
Que mania de falar dessa cidade. E se esse pessoal aprender com o PCC a apagar pessoas indesejáveis?
É… te cuida Galvão.
Certa vêz li que o Golbery Eminência Parda perdia o freio e escrevia parágrafos de até 26 linhas. Nosso amigo Jean ainda chega lá.
Noves fora a parca gramática do Jean, o que me salta aos olhos é o deslumbramento com a “irrigação israelense”. Tem gente que se orgulha de não fazer nada original mesmo. Deve ser um troço difícil à beça essa tal de irrigação. Daqui a pouco vão se orgulhar de importar o incrível processo de escambo de Serra Leoa.
Brasileiro veio ao mundo para consumir. Deixe a criação pra quem pode.
Rafael, isso é que é ter leitor lisonjeiro. Confessa: alguma vez já tinhas sido tratado por você com MAIÚSCULA?
Rapaz,
Como é que incutiram este orgulho todo nos neopolitanos? Se falarem mal da minha cidade natal eu vou dizer: pois é, é uma bosta mesmo.
Vale conselho?
…manda esses neopolitanos enfiarem um abacaxi no orifício corrugado! Que saco!
Olha que esse Jean é da prefeitura de Neópolis, hein… discursosinho manjado de pau-mandado…
100+ 8)
Rafael,
Venha com mais tempo à Neópolis para que tenha argumentações concretas sobre nossa cidade. É bem verdade que esta localizada no “Nordeste”, em “Sergipe”, mo interior é claro, mais gente ruim aqui nasce morto.
Todos que criticaram nossa cidade sintam-se convidados a conhece-la melhor. É certo que encontrarão aqui muitos problemas estruturais típicas de uma cidade do interior do Brasil, contudo, é nuito legal.
Um abraço.