Ainda sobre a questão racial

Os comentários ao último post me deram o que pensar.

O Kenji fez um comentário interessante. Na verdade há bons museus afro-brasileiros, como a Casa do Benin, no sopé do Pelourinho. Mas ele tem razão ao dizer que são poucos. E certamente falta divulgação a eles. Preferimos, claro, acorrer em massa a qualquer exposiçãozinha itinerante de quadros de segunda de Renoir, por exemplo.

Já os comentários do MarcosVP me surpreenderam.

Primeiro, porque não dá para comparar a trajetória dos cristãos novos na Península Ibérica com a dos negros no Brasil. Na verdade, não dá sequer para comparar os cristãos novos com os mouros no mesmo lugar. Cristãos novos foram perseguidos, sim; mas o que havia não era preconceito racial, e sim religioso: bastava abjurar o judaísmo e suas vidas estavam resolvidas. Infelizmente, negros não podem trocar de cor. Mouros também não. Além disso, cristãos novos não costumavam ser escravizados em Portugal; mouros, sim. E como aqueles tinham dinheiro, e Portugal sempre foi um Estado mercantil antes de agrário, os “assassinos de Cristo” eram interessantes para o Reino. A verdade é que, embora não tenha sido nenhum passeio, a situação dos judeus e ex-judeus em terras de Portugal e Espanha foi muito mais confortável do que em outros lugares. E eles tiveram um papel importantíssimo na formação do Brasil, graças ao seu espírito empreendedor e à vocação para o comércio.

Quando o assunto é especificamente o Brasil, a coisa piora. Não dá para comparar a trajetória dos negros com a de nenhuma outra etnia aqui. A grande diferença entre africanos e outros imigrantes é que portugueses, alemães, italianos, japoneses vieram para o Brasil seduzidos por promessas de terras, empregos ou simplesmente de uma vida melhor. Os africanos vieram porque alguém os acorrentou e os enfiou no porão de um navio tenebroso, para levar chicotada na lavoura de cana de açúcar. Eles jamais tiveram escolha. E isso faz toda a diferença.

Não é demais lembrar que, no mesmo instante em que libertava de vez os escravos, sem nenhuma compensação porque aqueles crioulinhos deviam se dar por felizes por serem livres, um Brasil recém-reeuropeizado e envergonhado de sua jequice tentava seduzir caucasianos europeus — normalmente camponeses analfabetos — com ofertas de terras. Não interessava que em casos como o de uma colônia de alemães no Recôncavo Baiano a coisa degenerasse ao máximo, ao contrário do que acontecia em tantos quilombos ou em pequenos lotes de terra. Europeus tinham que ser melhores que os nativos. Parece significativo que brasileiros tenham tanto orgulho de carregar sobrenomes italianos ou alemães, quase esquecendo que a maioria esmagadora da emigração para o Brasil era de camponeses semi-analfabetos que fugiam da fome, e despreza sua ascendência negra — mesmo que esses antepassados tenham sido muitas vezes mais letrados que seus donos, e sempre tenham se destacado como artesãos. E esse orgulho da ascendência européia vem, sim, de certo preconceito racial, confessado ou não.

Mas o que me incomoda mais é o argumento de que afinal a escravidão já existia na África, como o Marcos lembrou. É um dos argumentos que me irritam, porque sempre são citados como atenuante da desumanidade brasileira escravista.

Isso permite uma analogia simples. Uma moça é constantemente estuprada. Pela lógica alegada pelo Marcos, isso me dá o direito de estuprá-la também, já que ela era estuprada antes.

O fato é que nada, absolutamente desculpa o fato de que o Brasil importou dezenas de milhões de escravos africanos. Esse argumento sequer deveria ser citado. Se lá havia ou não escravidão, é problema deles. Não se pede reparação para os escravos africanos do Sudão; o problema são os afro-brasileiros.

Além disso, é sempre bom lembrar que historicamente há três coisas em que somos realmente bons, talvez os melhores do mundo: samba, futebol e tráfico de escravos. O Brasil sucedeu Portugal no domínio mercante do Atlântico Sul. E o que mercadejávamos eram africanos.

Quanto aos problemas étnicos na África, tampouco custa lembrar que os maiores responsáveis por isso são — bidu! — os europeus, com sua política canalha de colonização e exploração da África. O Marcos provavelmente não sabe, mas um exemplo perfeito é o Congo. Para explorar borracha e marfim, o rei Leopoldo II, da Bélgica, foi o autor de um dos piores genocídios da história: mais de 30 milhões de mortes em poucas décadas. (O filme Appocalypse Now deriva, no fim das contas, dessa história medonha.) E isso não foi há muito tempo: foi há menos de 100 anos.

A Criss falou sobre as revistas direcionadas ao público negro. Reclamar de uma revista dirigida ao público negro — que não vê, por exemplo, sugestões de cortes de cabelo ou cuidados específicos com a pele nas revistas “comuns” de moda — pode denotar que essa afirmação do valor da etnia negra acaba incomodando ou, pelo menos, chamando a atenção.

Mas ainda que a situação não fosse essa, parem e dêem uma olhada. Vejam quantos negros aparecem nas capas das revistas brasileiras. Isso é fácil de fazer. Basta dar uma olhada superficial na banca da esquina.

Se vamos reclamar da revista Raça Negra, vamos reclamar também das revistas dirigidas a empresários, a advogados, a costureiras. Até uma revista chamada “Sociologia” apareceu nas bancas recentemente, o que para mim é o primeiro anjo tocando sua trombeta para o fim dos tempos.

O fato é que o post, porque faz algumas reparações ao Estatuto da Igualdade Racial, e porque discorda do espírito geral apontado por ele, despertou uma série de comentários curiosos. Do meu ponto de vista, a diferença entre o post e os comentários é que, enquanto o post reconhece o problema racial e social mas discorda de alguns pontos da solução proposta — e acha que essa solução é eminentemente social, e não racial –, a maior parte dos comentários ia de encontro justamente à questão racial.

Como eu disse, dá o que pensar.

26 thoughts on “Ainda sobre a questão racial

  1. Perfeito, Rafael.

    E esse argumento da camisa “100% negro” é um dos mais cretinos que eu já vi.

    Dos meus quatro avós, três eram brancos e um era mulato.

    Eu me sentiria muito à vontade usando uma camisa “100% negro”, pois significaria apoio àqueles que têm orgulho de pertencer a uma raça que, escravizada no passado, luta hoje por justiça e contra o preconceito.

    Se eu fosse usar uma camisa “100% branco”, eu estaria demonstrando orgulho da pilhagem, escravização e opressão da outra raça.

    Alguém tem a coragem de dizer que uma camisa dessas não seria ofensiva e racista? Tenham a santa paciência. Saiam da frente do computador e vão passear no mundo real.

  2. (Kenji: O Museu de Arqueologia e Etnologia da Usp, MAE, tem uma interessante coleção africana, vale a visita.)
    Rafael, tô te contratando pra ser prof de História.;0)..Ótimo.
    bj.

  3. Olá, Rafael

    Todos os dias venho por aqui para ler seus textos e os comentários feitos a eles e quero dizer que gosto muito da forma e do conteúdo de sua escrita.

    Depois de tantos acessos silenciosos, hoje resolvi me manifestar por algo que aconteceu ontem numa escola aqui da zona sul do Rio.

    Segue:

    Uma amiga contou ontem que na escola em que dá aula uma professora estava dizendo que acha absurdo o Bolsa Família e outros programas de assistência do governo. Outro professor contestou dizendo que deixaram a miséria crescer e se aprofundar por décadas, que agora têm que arcar com o ônus.

    Discordo do argumento por achar que não se trata de deixaram, mas de deixamos. Deixamos quando acreditamos em alguns mitos sobre a pobreza e a miséria e quando confirmamos e propagamos alguns preconceitos. E também quando embora não os tenhamos, não fazemos nada para combatê-los.

    Mas minha necessidade em por minha angústia e desgosto no papel não reside aí. A professora não entendeu o argumento, achou que o professor havia concordado com ela e completou: “pior é ver estas crianças da rocinha, todas com aparelho nos dentes, porque o governo federal agora dá o tratamento dentário a elas”.

    Sinceramente, nem sei por onde começar. Fiquei e sempre fico muito chocada e dolorida com a falta de generosidade, empatia, consideração, compaixão e humanidade das pessoas. Sei que por aí, por aqui, por todo lugar, está cheio de pessoas assim, mas não consigo naturalizar uma coisa dessas. Nem ignorar. Eu sou daquelas que ainda sente um gosto muito amargo quando vê todos os dias o paradoxo de “moradores de rua”. Moradores sem moradia. Ora, ora.

    O governo não dá nada, para começar, pois pagamos impostos. E esta idéia de que pobre não paga imposto é torpe, pois pobre também compra de pão a sabão, e em tudo há imposto. O que o pobre não paga é imposto de renda, pelo fato mais óbvio: não tem renda para isso. Está sempre abaixo do limite da declaração obrigatória. Então, o que o governo faz é optar em como e no que investir o imposto. Neste caso está devolvendo o imposto lá nos dentes da meninada.

    Interessante que ontem eu ouvi esta história por ter comentado, ao ser atendida numa lanchonete por uma menina com total estrabismo divergente, que mesmo que ela tivesse um boa graduação, falasse uma ou mais línguas estrangeiras, onde ela trabalharia com aquela aparência? Ela poderia ter feito secretariado executivo, falar inglês e francês que, ainda assim, não seria secretária. Questão de exclusão pela aparência. Foi aí que minha amiga lembrou do ocorrido na escola e me contou. Ora, dentes podres e tortos também são excludentes. E, claro, ainda há a questão da saúde. Até outro dia, revisando um texto de fisioterapia, eu poderia pensar em questões de saúde bucal ou algumas inflamações, podendo chegar à infecção, pois disso eu já sabia. Agora, tendo revisado este trabalho, soube que alguns problemas bucais afetam até a postura, ao longo do tempo.

    Será que tudo isso não é mais do que suficiente para que eu deseje que todas as crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos e mais o que for, tenham acesso a tratamento dentário?

    Que lógica perversa é essa que defende que se o meu filho ou eu usamos aparelho é porque pagamos para isso e que o menino favelado não pode porque ele não pagou da mesma forma que eu (afinal paga de outra!)? Que lógica perversa é essa que não entende que são meninos e meninas (crianças!), indo à escola todos os dias, aliás, por exigência do governo para não perderam os benefícios, e que isto pode quebrar com o ciclo perverso que seguiram seus avós, seus pais e que eles também seguiriam?

    Que lógica perversa é essa em que vivem algumas pessoas que não pensam que um dia podem falir, ficar na miséria e precisar de assistência? E de solidariedade. Esta que desconhecem e fazem questão de não conhecer agora.

    Não entendo esta lógica perversa e peço a todas as forças boas do universo que jamais me permitam conhecer. Amém.
    ——————–
    Um grande abraço,
    Ivone.

  4. eu fico pensando… se alguém chega para um branco e diz, na conjuntura de home em dia: “você topa ser preto?” é… se alguém diz isso para o aparente branquinho, qual resposta tem? e se, fazendo o exercício dificílimo de imaginação que imagina que ser preto é “tão legal como ser branco”, qual é a resposta? não faço a menor idéia. a coisa é muito complicada. eu sei minha resposta, mas é complicado sim.

  5. Rafa,
    Pois é, de vez em quando as pessoas discordam, em parte ou no todo. Quando é que os petistas vão entender isso?!
    Ainda bem que eu não discordei!

    Agora falando sério, e sobre as revistas: em meu comentário, critiquei o nome da revista. Há revistas sobre tudo hoje em dia, de sociologia a diabetes, espiritismo e fofocas. Não é esse o caso. Comparei o título da revista a nomes de grupos de pagode e slogans de camisetas, que claramente fazem apologia a um orgulho racial pernicioso, que não leva a nada. A própria noção de orgulho racial já é em si exdrúxula, como o é o propalado orgulho de ser brasileiro, ou de ser mulher. Não que haja escolha ou esforço envolvidos, portanto “orgulho” é palavra que nem se aplica.
    Esse tipo de slogan (100% negro, raça negra) só procura evidenciar diferenças que nem deveriam existir na raça humana.

    Já que falaram de impostos: se ao menos os pobres percebessem que pagam impostos… é por isso que considero todos os políticos uns hipócritas: se tornassem evidente o imposto embutido nas mercadorias, rapidamente o pobre compreenderia seu papel na sociedade, e rapidamente aprenderia a votar para cobrar, sem necessidade do voto obrigatório, muito menos da propaganda eleitoral gratuita, que tanto discutimos aqui. Tudo que beneficia políticos, de esquerda ou direita, tende a ser imutável.
    Só uma pergunta: salário é renda?

  6. Olá, Rafael!

    Cheguei aqui por indicação do Valter – que diz não se sentir á vontade para comentar, rs*, já eu, com a cara de pau que mamãe me concedeu, cá estou….

    Não li tudo porque são 4:30 da manhã e o Zé pestana está derrubando meus olhos e me chamando para a cama, mas gostei do que li! Gostei da maneira como amarra seu discurso. Voltarei.

    Um ótimo fim de semana para você,

    beijos meus

    MM

  7. Muito bom o post, muito esclarecedor. De uma forma geral, acho um equívoco esse tipo de legislação, que recompõe um racismo diluído e provoca uma curiosa separação dentro das classes mais pobres, com pobres de primeira linha e pobres de segunda linha. Acho que deve haver medidas que promovam o encurtamento das distâncias porngráficas entre ricos e pobres por aqui. É essa a questão, e resolvê-la resolve também o problema dos negros.

  8. Em Campinas temos o Museu do Negro, na rua Emilio Ribas, Cambuí. Mas, infelizmente, a casa não recebe ajuda nenhuma e é mantida pelo idealismo puro e simples. O acervo é pequeno, embora interessante. E divergências entre os diretores ameaçam a casa de fechar as portas no ano que vem.

    Em tempo: belas palavras Ivone! Seu desabafo deveria ser lido pelas crianças brasileiras na escola.

  9. Ainda bem que você julgou meus comentários apenas curiosos.

    De qualquer modo, dá o que pensar. Muito bem, digamos que eu usei o exemplo errado (aliás, eu adoro quando desqualificam exemplos… porque normalmente a pessoa entendeu o ponto mas sabe que em algum lugar há outro ponto que pode ser usado para a desqualificação, mas não dicutamos isso que é perda de tempo…) quando falei de cristãos, judeus, mouros, etc…

    Vou tentar ser mais específico: existe – e todos sabem disso – escravidão nesse país até hoje. É fácil encontrar notícias sobre isso nos notíciários. Qual a diferença da escravidão atual para a colonial? basicamente duas. A de hoje é ilegal e a colonial era permitida. E a de hoje não só se faz por critérios especificamente econômicos. Não há racismo no meio.

    Onde eu quero chegar? Simples. No momento que se estoura uma carvoaria e se liberta dezenas de homens, mulheres e crianças em regime de escravidão, ninguém vem lembrar da história da raça e da espécie deles. Porque? porque não precisa. O sofrimento está ali, claro a quem quiser ver.

    Mas, no momento em que uma doméstica negra é impedida de entrar num elevador social, evocam-se 5000 anos de história. Até os escravos núbios da grécia serão retirados das prateleiras.

    E porque, se também existe ali, um sofrimento claro para quem quiser ver?

    O aforismo da história diz que a gente deve conhecê-la para que não se repitam os erros do passado. Sim, que se conheça a história, profundamente. Agora, não faz sentido tentar corrigir o passado. Já há muito presente a ser corrigido e pior: muitos novos erros sendo cometidos. Como a questão de transformar um problema econômico em racial num país que, comparativamente ao restodo mundo, é muito tolerante e num tempo em que nem a ciência aceita a idéia de raça.

    Isso, pra mim, é uma mistificação.

    (Novamente, quero deixar claro… nada contra o que você escreveu no post original. Mas eu também penso e nem sempre na mesma direção que vosmecê…:-)

  10. pô rafael
    seu blog q era tão legal tá ficando insuportável com essas analises politiqueiras e de loas ao governo Lulla.
    pára com isso, rafa. volta prá criação, homem!!
    ou a fonte secou?
    dizem q todo criador q é esquerdista ortodoxo, mais cedo ou mais tarde, perde o brilho da criatividade e vc está comprovando por completo essa tese

  11. Ô Marcus, lá de cima! Qual é, 100% preto. Pra começar, você estaria mentindo, porque é só 25%.
    Mas o que foi dito aqui, se você não entendeu: Não é a camiseta 100% branco que NÃO é racista. A camiseta 100% preto que É racista.
    E orgulho de algo para o qual não se contribui voluntariamente, como esse “ufanismo genético”, não passa de um discurso vazio, piegas e ignorante.

  12. Querem combater a escravidão?
    Pois parem de comer açúcar. Ao invés de se preocupar se o seu açúcar é orgânico, certifiquem-se de que sua marca favorita não emprega mão-de-obra escrava e infantil.
    E outra: “Deve ser legal ser negão no Senegal”. Talvez. Aqui no Brasil, com cotas ou sem, aposto que ninguém queria estar na pele dos negros, nem eles, se lhes fosse dado escolher. A não ser, claro, que você seja genro do Chico Buarque. Ou talvez, japonês.
    Nós brasileiros somos uma raça acima de tudo muito hipócrita.

  13. Claro que nao interessa ao autor dizer que os negros ja se escravizavam muito antes dos brancos chegarem na Africa. A culpa tem que sempre ser dos branquelos malvadoes!

  14. Rafael, antes de mais nada porque não quis ser meu amigo no Orkut?? Fiz um convitinho para você e vou fazer de novo, rsrrs. Questão racial é muito polêmica, eu sei disso por ter sofrido esse problema na pele (minha avó era mulata). Acho que essa questão não vai ser solucionada nunca. Vi o excelente programa “A negação do Brasil “no Canal 66 da Net e me senti um pouco desanimada. Não sei, só com muita consciência é que vamos dar a volta por cima. Beijocas

  15. Só para informar à moça antipetista aí: o Ministério da Educação do governo do PT está promovendo um curso, inicialmente para os professores da rede federal de ensino técnico de nível médio, sobre a questão da Africanidade, numa tentativa de colocar coisas bem básicas no seu devido lugar, como, por exemplo, de que todas as conquistas do Egito são de um povo africano…seria um bom começo, não?

  16. É, parece uma boa idéia.

    Isso, se a “antipetista” aí mencionada sou eu mesma. É que em outros blogues, sou chamada de petista, portanto desculpe a confusão, mas é que dadas as circunstâncias… se adiantasse alguma coisa, gostaria de esclarecer que sou contra os políticos de uma forma geral, não apenas os petistas.

    Ah, e pra quem acha por aí que será necessário reduzir currículos de algumas matérias, (e vê nisso um problema), para acomodar a “questã” da Africanidade ou da Negritude…Porque não apenas aumentar os currículos existentes? Pra sobrar menos tempo pras crianças brasileiras andarem pela rua fazendo malabarismo, cheirando cola, vendo tv, jogando videogame, soltando pipa na rede elétrica… parece uma troca justa.
    Nossa carga horária escolar é mesmo muito pequena e isso seria mais um defeito a ser corrigido com uma medida só.
    Só espero que não criem uma matéria separada, tipo “Problemas Africanos”, porque mais uma vez seria evidenciada a diferença e a exclusão.

  17. Putz, Rafael, esse teu blogue parece que tá gago, surdo ou cego!
    (Eu até já tinha reparado, “porra essa Yvonne quer muito mesmo ser tua amiga no Orkut!”).

  18. Augusto e aquele que pediu pro comentário não ser publicado:

    Até ontem, quem definia a pauta deste blog era eu.

    No seu caso, Augusto, o comentário é imbecil: se você prestasse atenção, veria que a postura do blog em relação à questão racial não é nem de longe semelhante à do governo Lula. No entanto, tem razão ao perceber que este blog é, declaradamente e desde sempre, lulista.

    Finalmente: se não gostam da postura política ou de qualquer coisa no blog, eu tenho uma boa sugestão para dar.

    Não leiam o blog. Ele não vai mudar porque alguém não gosta dele.

    Comentários desse tipo serão deletados automaticamente.

  19. Criss, my ass, o que evidencia as diferenças entre as etinias não são os slogans como “100% negro”. As diferenças existem na sociedade e são evidentes (é claro que brancos de classe média raramente se dão conta). Estes slogans servem, na verdade, para trazer estas questões à tona, pois precisam ser resolvidas.
    O “orgulho branco” está aí a sua volta, nas capas de revistas que deixam subentendido que “é belo ser branco”, nos livros de história que deixam subentendido que “os brancos fizeram a História”, na gritante desigüaldade racial que diz “os brancos são importantes, são os líderes, são os capazes” enquanto os negros só serviriam para trabalhos manuais/futebol/samba. É contra estes estereótipos que se fala em “Orgulho de ser Negro”. Por que isso incomoda você?

    Achei engraçado você discordar de que a chamem de antipetista depois de escrever:
    “Pois é, de vez em quando as pessoas discordam, em parte ou no todo. Quando é que os petistas vão entender isso?!”

  20. Bob,
    Imagine a seguinte situação, um monte de estrangeiro chega no Brasil e saem metralhando gente na rua, roubando, estuprando, etc. Alguém se revolta e eles dizem: “Tem muita violência no Brasil, eles já se matam, se assaltam e se estupram, então não tem problema nenhum”. Faz sentido? Seu comentário também não.

  21. nhaaaaaa nossa o seu blog e os comentarios e tal, me ajudaram muito pra fazer um trabalho meu para a escola, com o tema recismo e tal 😀
    nha não precisa aceitar o comentario não, apensa queria agradecer e blá huahuahuahuh 😀
    você esceve muitissimo bem, gostei ^__^

  22. eu acho que a questão racial no brasil deveria melhorar com o auxilio de nós brasileiro e com osnossos presidentes de ongs do instituto brasileiro.

  23. como descobrir se os antepassados eram judeus.
    sobrenomes dos meus antepassados. medeiros, oliveira, almeida, coelho, pacheco, espirito santo, faria, de camilo, de paula, garcia, etc. uma parte veio das ilhas madeira e açores, outra de portgual.

  24. Adoro seus comentários e sou sua fã q vc continue esaa pessoa ótima e meus parabens .
    Temo mesmo de sber valorizar vc UM SÁbio

Leave a Reply

Your email address will not be published.