Os gostos de Maomé

O meu problema, o que ainda vai me levar para a cova muito antes do meu tempo já exíguo é a facilidade com que eu aceito desafios. Me sinto o próprio Marty McFly. Ainda mais porque o Bia pede para fazerem um post sobre Maomé, mas ele mesmo não é macho o bastante para isso. O Bia é aquele moço que fica no canto da sala instigando os outros a brigarem, dando risadinhas abafadas.

A idéia de um Maomé engajado em atos sexuais heterodoxos é interessante. Mas também seria provocação demais. Sobre Jesus, que me perdoem os cristãos, a gente pode falar o que quiser — afinal, tudo o que se sabe dele é o que dizem os evangelhos e uma citaçãozinha de nada em Flávio Josefo. Sem bases concretas, é fácil fazer piadas bobas sobre um sujeito andando por aí acompanhado de doze homens.

Maomé, ao contrário, é um personagem histórico mais sólido. Provavelmente porque o seu impacto imediato foi muito maior e mais amplo que o de Jesus. Independente do seu papel histórico, Jesus foi uma criação dos seus apóstolos, principalmente de São Paulo. Com Maomé foi diferente. A começar pelo Alcorão, melhor fonte histórica do que os evangelhos. Além disso, sua atuação política foi mais clara e mais efetiva. Ou seja: o histórico heterossexual de Maomé torna qualquer elocubração acerca de suas preferências provocação pura e simples, o tipo de coisa que aquele jornal dinamarquês fez.

De qualquer forma, o preceito aplicado a Jesus se aplica igualmente a Maomé. Maomé podia ser a maior bichona deste mundo. Podia dar a bunda com a mão na cabeça para não perder o juízo. Podia ser hábil na arte de prestar favores orais aos peregrinos que vagavam entre Meca e Medina. Podia usar a pobre da Khadijah para arranjar homens (“Você pode comer a moça, mas antes tem que me comer”). Podia correr para o alto das mesquitas para viver com algum discípulo a mais bela história de amor e suor. Podia se ajoelhar em direção à Meca sabendo que atrás de si um mujahid olhava para seu traseiro com cobiça e desejo. É tão difícil assim imaginar Maomé apoiado sobre a Caaba enquanto um tuaregue daqueles bem brutos faz-lhe a festa?

Para Maomé, no mais verdadeiro espírito ecumênico, vale o mesmo que para Jesus. Maomé podia fazer qualquer coisa, e nada disso faria de sua mensagem algo menos verdadeiro, nem ele menos digno de respeito.

12 Comentários

Alexandre PinheiroMay 20th, 2008 at 01:03

mas q é dificil imaginar, é
é mais ou menos como imaginar a mãe da gente … bem, deixa pra lá

SantiagoMay 20th, 2008 at 03:45

Boa Rafael:

A última frase deste post parece aquela última frase do post sobre o livro do Jonh Lennon.

Deixe-me aproveitar a oportunidade e te perguntar algumas coisas. (não se preocupe que não sou um evangélico fundamentalista; na verdade, nem evangélico nem crente de qualquer espécie) Apesar do Paulo ser um grande vendedor do cristianismo – o Nietchsze o chamava de outra coisa – será que ele era tão bom a ponto de fazer o cristianismo ser o que é; mesmo que ajudado por outros? Será que aquele judeu bondoso, simples, barbudo e cercado de gente desclassificada não era o filho de Deus, como ele mesmo disse várias vezes e isso tenha tornado a religião cristã o que é? Não seria a aura de Jesus, o filho de Deus, o catalisador carismático do cristianismo? Não é o cristianismo, a maior religião do planeta? Eu pergunto essas coisas por causa do nível de importância que você cita no post respectivo.

Rafael GalvãoMay 20th, 2008 at 15:50

Na minha opinião, a religião cristã se tornou o que é graças ao trabalho de milhares de crentes ao longo dos séculos (e depois de COnstantino também na ação opressiva do Estado).

Obviamente, Cristo é a figura fundamental no cristianismo. Ou melhor, a imagem que se faz dele. Mas ele não fundou uma nova religião, nem parece ter sido esse o seu intento.

Além disso, a gente pode lembrar que Antônio Conselheiro mobilizou, de maneira imediata, ainda mais gente, e nem por isso ele podia ser chamado de Filho de Deus.

De qualquer forma, é bom lembrar que em termos históricos a natureza divina de Jesus não importa.

Mas o mais engraçado, mesmo, é que a gente faz um post falando de Maomé e é Cristo que as pessoas vêm defender.

SantiagoMay 20th, 2008 at 16:41

Pois é Rafael; mesmo ser ser um religioso fervoroso Crito causa este efeito; personalidade impressionante. Quanto a Antonio
Coselheiro, comparado a Crito, é um ser irrelevante: no máximo um revolucionário.

Obrigado pela resposta.

BiajoniMay 20th, 2008 at 18:09

daqui a pouco vc vai dizer que não tem nada que desabone ronaldo fenômeno.
:>)

SantiagoMay 20th, 2008 at 18:17

Fenômeno?

CrisMay 20th, 2008 at 18:40

Sobre o post: Concordo com a última frase, qq coisa que tenha feito não elide o que ele representa.

Sobre o novo visual: Puxa, tenho problemas com rotina…gostava mais do outro.
bjos

BetinaMay 20th, 2008 at 21:07

Pode-se aplicar seu último paragrafo a Buda, que agora imagino dando a Bu%#da! Fenomenal

Sales NetoMay 21st, 2008 at 19:39

Caraca Rafael,

Se algum mulçumano ler isto vai chover bomba na sua casa, avião batendo e o caralho a quatro. Por muito muito menos aquele escritor iranianao que eu esqueci o nome agora teve que pedir proteção da Interpol e sumir por anos. Bom ao menos temos aqui a nossa briosa polícia sergipana que, acredito, poderá fazer o mesmo serviço.

Um abraço

karlJanuary 13th, 2009 at 11:18

Amigo eu sou muçulmano.

Eu entendo seu ponto de vista , mais deixa eu te mostrar outro:

A teologia islamica não é a cristã, ja começa por ai. O alcorão não é a vida de maomé, é um discurso só isto.A sunnah também não é a vida de maomé são ditos anotados por seus discipulos e colhidos de pessoas que o viram(e na teologia islamica existe um sistema pra tentar diferenciar o que é verdadeiro e falso).

A vida de maomé é encontrada entre aspas nos “ayats” a 4º fonte islamica. No geral o que se fala de maomé é justamente historico. Recentemente(tudo nos anos 2000) inventaram que maomé era pedofilo, que maomé não existiu e que os muçumanos primeiros eram na verdade cristãos !, que maomé incitava a violência, que maomé isto ou aquilo. Amigo você tem que saber diferenciar as coisas se não você se torna um soldado dos americanos e sionistas e vai por mim, com eles você sera tratado como um latino pobre e imundo, porque eles são racistas, no islam não existe racismo.

Por fim lhe digo que maome foi um pacifista arabe, uma pessoa de bem que empregou uma revolução que dura até hoje, uma revolução que acreditamos vir de Deus e não dele.Importante mostrar que nós muçulmanos não seguimos a maomé e sim a Deus, maomé não permitiu rezar para ele, adora-lo e etc.Segundo o que Deus revela a maomé, de tempos em tempos e em todas as nações ,Deus tem enviado mensageiros com livros sagrados, esta é a teologia islamica.

Fique com Deus

Roberto ProcopioJanuary 13th, 2009 at 20:05

Para quem se interessar, há um livro de Karen Armstrong intitulado “Maomé” e que me pareceu uma visão bem equilibrada sobre a vida do Profeta, adicionando muitos fatos que eu desconhecia sobre o Profeta e a religião muçulmana. Mais recentemente, foi publicada uma versão reduzida do Alcoorão em português e que tenta passar o impossível, a beleza dos textos originais em árabe, com uma boa introdução sobre uma lá aludida convivencia dos preceitos muçulmanos com os cristãos, hinduístas, etc. Já que se trata de religião, não vou entrar no debate, pois não há consenso possível.

RogerioOctober 17th, 2009 at 11:18

Karl

Por favor, pare de fingir ser um cara benevolente.

Maome nao era e nunca foi um pacifista. Veja o historico de ascensão do islã e verá uma ascensão baseada em guerras, exterminio e violencia (de ambas as partes na epoca). Verá um pedofilo dando uma trepadinha com uma menina de 09 anos (não importa se era costume da epoca, 09 anos é 09 anos hoje, em 1500, em 682) o cara para pegar uma menina de 09 anos tem que ter problemas mentais e ser um tarado em potencial.

Por mais defeitos que tenham os EUA, eles são muito melhores que qulquer pais aonde nao se tenha liberdade. Aonde nao se possa dizer com todas as letras o que vocÊ pensa. Aonde não se possa sequer escolher QUAL CREDO se deseja. Se um muculmano quiser se ajoelhar na quinta avenida e orar a Allah ele pode. Um cristão usar um simbolo em Riad provavlmente será morto

A religião fundada pelo PACIFISTA PEDOFILO MAOME não permite isso.

A religião islamica é baseada na CASTRAÇÃO. Castrar a liberdade uma uma mulher poder escolher o que quer ser, de poder dirigir um veiculo, de poder andar sozinha. E NAO VENHAM me dizer que não é assim. Os unicos lugares aonde os islamicos são pessoas abertas é nos lugares aonde eles não controlam a policia e o exercito.

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