Mais comentários vagabundos

É engraçado que os comentários aos posts anteriores tenham derivado quase exclusivamente para a questão da greve de funcionários públicos.

Por favor, releiam os textos ou pelo menos o último comentário do fm. As greves abusivas são apenas um detalhe. É o cotidiano de professores desinteressados e incompetentes, de médicos que vão aos hospitais uma hora por dia, que irrita e que era objeto dos textos.

De qualquer forma parece ser necessário explicar novamente.

Qualquer funcionário público tem direito — e às vezes o dever — à greve. O problema começa quando essas greves são abusivas. Quando prejudicam sistematicamente outro setor da sociedade, geralmente os mais indefesos. É o problema das greves dos professores, do jeito que são feitas. O blog propôs uma alternativa as greves aos professores; ninguém discutiu isso. Apenas reafirmaram o mesmo discurso velho, cansado e extremamente corporativista.

A atitude cínica de “eu finjo que trabalho e você finge que me paga” é nociva, deletéria e falsa. Porque os salários do Estado não são os salários de fome apregoados no início de cada discurso, e porque, no mínimo, o Estado paga muito mais do que o que recebe. Esse é o problema. (Quanto à defasagem salarial alegada por tanta gente, eis um comunicado a todos aqueles que pretendem prestar concurso público e estiveram fora do planeta Terra nas últimas 3 décadas: seu salários certamente sofrerão algum tipo de defasagem ao longo dos anos. Pronto. Agora a desculpa das perdas salariais não vale mais para a ausência de trabalho.)

O argumento do “não está satisfeito, vá embora” é simplista, como diz o Akakiev? Talvez. É ético, ao menos, e é o que milhões de pessoas que trabalham no setor privado por salários semelhantes fazem a vida inteira — logo, não é exatamente o fim do mundo. O que importa, mesmo, é que a reação a essa idéia reflete, ao menos em parte, uma certa mentalidade de expropriação do Estado por parte de uma parcela de funcionários públicos. As pessoas querem que o Estado lhes ofereça tudo — bons salários, garantia de emprego por toda a vida, excelentes condições de trabalho — sem dar o que precisam dar em troca.

São socialistas quando se trata de receber do Estado, mas capitalistas na hora de dar.

Mas o meu problema está no prejuízo causado à sociedade em nome de direitos — às vezes privilégios — de alguns.

Fazer greve no Estado é como bater na mãe: você pode até estar errado, ela pode até ficar sem falar com você durante anos, mas no final ela vai lhe perdoar. Lula — que fez greve no setor privado e contra os interesses de uma ditadura que, apesar do que diz a Folha, não era nada branda — deixou claro que greve nos termos que os professores fazem não é greve, são férias. Ainda assim, a greve é um direito básico de cada trabalhador, público ou privado. O problema está no abuso, e principalmente, no uso do povo — que não pode se defender — como refém.

O ponto central do post, ao contrário do que diz a Nicolle no seu desabafo autobiográfico e revoltado no post anterior, não é o de que funcionários públicos não podem reclamar. Podem e devem. O que não podem é deixar de fazer o trabalho para o qual foram contratados sabendo de antemão qual seria o seu salário; ao defender a melhoria desses salários, não podem prejudicar sistematicamente os seus clientes.

Isso não pode ser tão difícil de entender assim.

Ninguém, aliás, lembrou do ponto de vista de pacientes e alunos: eles pagam impostos. Têm o direito constitucional a saúde e a educação. No entanto, porque alguns funcionários públicos acham, com ou sem razão, que seus salários não são justos, esses direitos lhe são negados constantemente. É por tudo isso que o discurso da Nicolle é bonitinho e indignado, mas também repleto dos lugares comuns de sempre:

Por 2000 reais você lutaria contra traficantes no morro do alemão, na rocinha ou na maré? E se eu acrescentasse que eles estão em maior número, mais bem armados e talvez até mais organizados que você? Por pouco mais de 500 reais você trabalharia de segunda à sexta sob condições de trabalho precárias das escolas públicas brasileiras? E se eu acrescentar aí que a escola referida fica numa comunidade carente, seus alunos estão sendo recrutados para o tráfico e até ameaças de morte você recebe?

A Nicolle não parece ter compreendido o texto e o mundo. A resposta para as duas perguntas é “não”, mas responder isso me parece idiotice: é o que eu digo desde o primeiro post, e o que o Akakiev e o fm compreenderam. A questão é: se eu aceitasse, eu daria a aula. É só isso. O que não dá para aceitar é alguém fazer concurso, sabendo quais são as condições que lhe esperam, e depois dizer que não vai dar aula ou atender seus pacientes porque o salário é baixo, sendo que não pode ser demitido ou penalizado por isso.

Mais ainda, me incomoda profundamente o cinismo de professores que trabalham ao mesmo tempo na rede pública e na rede privada de ensino, sendo que na privada ganham menos, não fazem greve e, o que é mais importante, dão aula de verdade. O Akakiev poderia me explicar, por exemplo, por que é que há professores decentes de matemática na rede privada de ensino, sendo que esta, com exceção dos salários altíssimos dos professores de cursinho, pagam consistentemente menos que o Estado? O salário não é justificativa suficiente, portanto. Se fosse assim não existiria servente de pedreiro competente.

A personalização de histórias também é algo que, certamente, não deveria fazer parte de um debate. A Nicolle citou o exemplo da mãe, que fez concurso para ganhar 330 reais. Fez por “falta de alternativas”. Não é essa a questão, no entanto. É: ela deu as aulas que precisava dar? Enquanto as pessoas continuarem olhando para os setores de educação e saúde do Estado como assistência social — “eu não tenho emprego então vou catar algo no Estado” –, as coisas não vão melhorar nunca.

***

Uma das coisas que me irritam, e que esqueci de mencionar no primeiro post mas que o comentário do fm acabou me lembrando: classe média reclamando que é quem mais paga impostos e a que menos recebe serviços públicos em troca.

A classe média recebe, sim, pelos seus impostos. Recebe muito mais do que os pobres. Ela reclama de não usar os professores do Estado ou o serviço de saúde: mas recebe saneamento, pavimentação, iluminação pública, segurança, sistema de trânsito, coleta de lixo. Os serviços prestados pelo Estado à classe média são consistentemente melhores que os prestados às classe mais baixas.

E isso acontece por uma razão: a classe média tem acesso à mídia e pode reclamar. Um miserável fica feliz quando o Estado tira, finalmente, o esgoto de sua rua. Os padrões da classe média são mais altos, coisas desse tipo são impensáveis.

Mas como é ela a prestar aqueles serviços específicos aos pobres, então a coisa muda de figura. Aí é o Estado que não presta, que paga mal, e isso lhes desobriga de fazer o básico: o seu trabalho.

24 thoughts on “Mais comentários vagabundos

  1. Rafael, vamos por partes…

    1) Concordo com a questão do “cotidiano de professores desinteressados e incompetentes, de médicos que vão aos hospitais uma hora por dia”. Nada a acrescentar.

    2) Você disse “O blog propôs uma alternativa as greves aos professores; ninguém discutiu isso” mas isso eu deixei passar. Falha minha.

    3) Você escreveu:

    “O argumento do “não está satisfeito, vá embora” é simplista, como diz o Akakiev? Talvez. É ético, ao menos, e é o que milhões de pessoas que trabalham no setor privado por salários semelhantes fazem a vida inteira — logo, não é exatamente o fim do mundo.”

    Mas o que eu disse foi justamente que ele é simplista pois nem os trabalhadores do setor privado, nem os autônomos, nem mesmo empresários “vão embora” com essa facilidade!!!!!

    4) Você disse:

    “As pessoas querem que o Estado lhes ofereça tudo — bons salários, garantia de emprego por toda a vida, excelentes condições de trabalho — sem dar o que precisam dar em troca.”

    Concordo. Mas isso inclui até liberais de carteirinha quando isso é de interesse! Vide a última crise financeira e a alegria com que a intervenção governamental foi recebida no mundo todo pelos liberais das finanças!

    Não tem nada a ver com a questão, eu sei, mas serve para mostrar que isso não é só coisa de funcionário público. Como mostra o que você falou sobre a classe média no fim do seu texto.

    5) Concordo com o comentário de que as greves no setor público serem férias. É exatamente por isso que eu acho que são ineficientes. Greve “séria”, por exemplo, implica, no mínimo, em estar todo dia na porta da escola no seu horário de aula e não dar aula. Não em ficar em casa vendo TV.

    6) Você disse:

    “Mais ainda, me incomoda profundamente o cinismo de professores que trabalham ao mesmo tempo na rede pública e na rede privada de ensino, sendo que na privada ganham menos, não fazem greve e, o que é mais importante, dão aula de verdade. O Akakiev poderia me explicar, por exemplo, por que é que há professores decentes de matemática na rede privada de ensino, sendo que esta, com exceção dos salários altíssimos dos professores de cursinho, pagam consistentemente menos que o Estado?”

    Posso falar do meu estado e do ensino técnico e superior onde trabalho: isso não é verdade! A rede privada paga melhor. No ensino “normal” só posso falar de ouvir dizer, mas também não é verdade na maioria dos casos que conheço, mas não garanto que seja regra. Meu caso é exceção pois tenho doutorado e faculdade e escola particular está se lixando para isso: adora dizer que tem professores mestres e doutores mas não paga um centavo a mais por isso e ainda quer a produção acadêmica publicada com o nome da escola “de graça”.

    E mesmo nas escolas privadas o número de professores decentes de matemática é muito pequeno por que a maioria das escolas privadas é ruim e só parece boa em comparação com as públicas que são um lixo. Já testemunhei quão baixa é a média dos professores das escolas privadas “de bairro”. Ao menos o meu estado…

    7) “O salário não é justificativa suficiente, portanto. Se fosse assim não existiria servente de pedreiro competente.”

    Verdade, mas como o que é um servente competente? Como se forma um servente de pedreiro? Quais os requisitos necessários para as funções? Quanto tempo de aprendizado e esforço deve ser investido para ser um servente competente?

    Agora, quanto tempo deve ser gasto para ser professor de matemática, por exemplo? Qual a preparação necessária para ser aceito num curso de licenciatura em matemática?

    Em muitos estado um servente de pedreiro ganha o mesmo que um professor com 4 anos de faculdade.

    Qual é o resultado? As pessoas que têm preparo para cursarem adequadamente uma licenciatura e serem bons professores preferem ser qualquer outra coisa. Quem aceita o salário e as condições são aqueles que não farão o curso direito e se tornarão péssimos professores, mesmo que trabalhem com afinco, pois não se ensina o que não se entende.

    Não estou justificando o corpo mole de muitos.
    Estou apenas lembrando que, se a carreira não for interessante financeiramente, vamos continuar tendo nossos professores recrutados entre aqueles que terminam o ensino médio sem saber regra de três, sem conseguir fazer uma redação de três parágrafos, etc…

    Já conheci muito professor de ciências trabalhador, mas academicamente despreparado na origem!

    Esses não deveriam se formar em faculdades sérias, mas se formam aos montes por aí…

    Infelizmente não vejo chances de mudança nem mesmo no médio prazo…

    8) “Enquanto as pessoas continuarem olhando para os setores de educação e saúde do Estado como assistência social — “eu não tenho emprego então vou catar algo no Estado” –, as coisas não vão melhorar nunca.”

    Assino em baixo.

    9) “Uma das coisas que me irritam… (é) ….classe média reclamando que é quem mais paga impostos e a que menos recebe serviços públicos em troca.”

    Concordo!!!! Como digo a amigos/conhecidos que têm o discurso que você criticou: o asfalto brota do chão no seu bairro? Você pagou o asfaltamento da sua rua? Já viu como é bairro da periferia distante?
    Assino em baixo do que você disse a esse respeito.

    Abraços.

  2. Enquanto as pessoas continuarem olhando para os setores de educação e saúde do Estado como assistência social — “eu não tenho emprego então vou catar algo no Estado” –, as coisas não vão melhorar nunca.

    Já vi esse argumento em algum lugar…. Onde será que foi? Hummmmm… Talvez… Bolsa Família.

  3. Lula não disse que greve de servidor público é férias: disse que greve em que se recebe pelos dias parados o é. E greves brancas de professores tem o defeito de não terem respaldo legal. E o argumento de que já se sabia como era é complicado justamente porque carreiras públicas tem seu salário flutuando com oscilações políticas.

  4. Acho que se as pessoas preferem se ater a questões paralelas ou pontuais do texto não é necessariamente porque não tenham entendido o texto, talvez seja apenas porque esse tenha sido o ponto no qual o texto as toca mais frontalmente, sei lá!
    Eu por exemplo comentei sobre as greves porque achei meio incoerente você afirmar que a greve é um direito inalienável, no entanto todo funcionário público – como todo trabalhador do setor privado -, sabe quanto vai ganhar quando começa a trabalhar, quer dizer, se aceitou o contrato por que reclama?
    Não comentei sobre o restante porque concordo com o que foi dito.

  5. cara, eu tenho meu próprio negócio e tenho a maior vontade de dar aula em escola pública temporariamente. Aqui em vitória-ES falta muito professor de matemática (sou formado em admin e mando bem em exatas), mas vc não imagina a burocracia que é para conseguir uma vaga temporária.

    Outra coisa super engraçada, durante a faculdade fiz uns estágios em ONGS e vc não imagina como os pedagogos exigem de um cara que vai lá para se esforça muito, e os caras fazem a maior cena, dificultam o máximo o seu trabalho.

    Rapaz, o estado é uma coisa estranha, e eu só imagino que um bom profissional tenha muita dificuldade de manter um tipo de relacionamento que existe por alí.

    Mesmo assim trabalhei em algumas repartições públicas, existe muita gente batalhadora lá dentro, que quer melhorar o sistema, você tem uma visão muito superficial, quantos anos trabalhou em uma repartição pública?

    Você generaliza muito, na sua profissão existem muitos erros, e quem sabe muitos não estão interligados com a problemática do Estado. Por que vc não procura explorar algo que está mais próximo e fazer uma crítica mais construtiva?

  6. “Mais ainda, me incomoda profundamente o cinismo de professores que trabalham ao mesmo tempo na rede pública e na rede privada de ensino, sendo que na privada ganham menos, não fazem greve e, o que é mais importante, dão aula de verdade. O Akakiev poderia me explicar, por exemplo, por que é que há professores decentes de matemática na rede privada de ensino, sendo que esta, com exceção dos salários altíssimos dos professores de cursinho, pagam consistentemente menos que o Estado?”

    Os professores que trabalham nas duas redes são minoria, principalmente porque uma rede de ensino apenas é o suficiente para esgotar qualquer um. Há professores excelentes de matemática na rede pública sim, embora sejam em quantidade pequena. As escolas particulares que pagam menos que a rede pública(E o cálculo aqui é desonesto porque considera a aposentadoria especial) não tem qualidade de ensino melhor que a rede pública: se tem desempenho melhor isso o é por fatores familiares.

  7. as pessoas recorrem às greves, mesmo prejudicando uma parte da população, porque é o mecanismo de fazer pressão (nem preciso dizer isso pra vc). agora, se é certo fazer isso quando o salário é ok, ou quando a pessoa fez concurso assumindo aquilo… entram outras coisas em questão aí, como por exemplo:

    se deputados/delegados/fiscais/etc podem ganhar salários enormes e têm direito a aumento substancial, porque o restante não pode? essas coisas mexem com as pessoas, e as pessoas sempre querem mais, nem que seja no lema “farinha pouca meu pirão primeiro”.

  8. Verdade é que enquanto houver essa estabilidade injustificável nos empregos públicos haverão abusos.
    O melhor a se fazer é acabar com a estabilidade, o difícil é conseguir passar por cima do pessoal

  9. Eu e minha mulher estudamos Direito na mesma época. Eu na UFRJ ela na Cândido mendes. Tinhamos vários professores em comum. Na minha faculdade eles não iam nunca, na dela eles não faltavam nunca…

  10. Pelo serviço público entregue ao povo brasileiro. Eu teria vergonha de fazer greve. Dou de barato que a questão é complexa e não é culpa do servidor. Mas é pedir muito que o sujeito cumpra a jornada de trabalho contratada?
    Se a doméstica ou babá falta um dia. Ninguém espera para saber o motivo. Tasca logo na infeliz a alcunha de folgada.
    Agora servidor público pode faltar ao trabalho sem justificativa e sem desconto de salário, cumprir apenas parte da jornada contratada, prestar um serviço ruim e ainda ter a pachorra de colar no balcão de atendimento em letras bem destacadas (aqui em minas é praga) o artigo 331 do Código Penal:
    ” Art. 331 – Desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela:
    Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, ou multa. ”
    Assim, se o seu processo está parado em algum escaninho acumulando poeira por longos anos. Cuidado com o que vai dizer. Pode pensar em um palavrão, mas respire fundo e solte apenas um: “Jesus”. Do contrário, vai esperar por uma decisão na cadeia.
    E SÓ PRA FICAR CLARO, entendo que os melhores quadros profissionais do país estão no serviço público. Pena que estes deixem os morcegos tomarem conta do lugar.

  11. É incrível como é polêmico o fato de alguém se irritar porque quer ter acesso a serviços públicos bem feitos.

    Reivindicar bons salários é um direito de qualquer um, como o é fazer greves. Entretanto, creio que se deva considerar o seguinte: como alguém pode querer receber bem por um serviço mal prestado? Professores odeiam seus salários, eles já sabem disso desde que passam no concurso (bem como sabem que TODO E QUALQUER problema no desempenho do aluno é de responsabilidade do mesmo e de sua família, nunca dos professores). Mas, tendo em vista os resultados horrorosos que a educação brasileira apresenta principalmente quando comparada com a educação de outros países, fica a pergunta: será que profissionais tão ruins, que não preparam seus alunos nem para assinarem um cheque, merecem receber salários altíssimos (tendo em vista a realidade de nosso país)?

  12. Como já disseram em um dos comentários, há no serviço público muita gente que trabalha de verdade, nadando contra uma corrente de burocracia, de incompentência e falta de disposição daqueles que normalmente estão ocupando lugares chave no processo de tomada de decisões (os “amigos de” ocupantes de cargos comissionados…). Há os encostados, claro, mas imagine o quadro se fossem realmente a maioria!

    Vejo que o texto trata de segmentos específicos do serviço público, mas uma crítica recaiu sobre todos (trabalhadores públicos e privados): a de que todos sabemos o valor pelo qual fomos contratados e que nosso salário necessariamente estará defasado ao longo do tempo, portanto, nada de lutar por melhores condições salariais ou de trabalho. Ora! Por que direito à greve então?

    Sem entrar na questão da liberdade que supostamente todos temos de não aceitar ou sair de um emprego, isso que dizer que nós estamos amordaçados pelas condições que um dia nos proporam e aceitamos? Mesmo se gostamos do que fazemos e queremos realizar mais e melhor?

    Feita esta crítica, tenho que dizer que, no geral, concordo com o texto, principalmente no que diz respeito à obrigação de trabalhar naquilo em que nos comprometemos e sobre sabermos escolher bem os meios para garantir nossos direitos, especialmente estando no serviço público.

  13. Duas coisas apenas:
    – concordo plenamente com o seu argumento de que quando se faz um concurso, todos sabemos do salário…no clima do blog, em outra área: comeu a baranga porque estava bebum? Acordar com ela ao seu lado faz parte…
    – greve só dá resultados quando o patrão se sente – e ressente! – da ausência dos funcionários. Na educação e saúde públicas, o patrão (o Estado) costuma “cagar” para essa ausência e quem paga o pato são os clientes: “nós, o povo!”, como diria o saudoso Pasquim!
    Obs.: sou profissional da educação pública.

  14. Está todo mundo reclamando do autor deste blog.

    Então alguém tem de apoiá-lo, então lá vou eu lhes falar uma coisa muito importante sobre ele: É só uma criança. Ainda nem nasceu, ainda nem está nesse mundo… olha só a profissão dele: Publicitário. Que diferença esse profissional faz para as outras pessoas? Que cultura ele traz? Quantas vidas ele salva? Relaxem, um dia ele perceber em qual mundo vive, e daí talvez arranje uma vida, coitado.

  15. caramba ….
    cabô com você!
    eu não dexava
    falô que sua mãe não é homem
    seu …. seu .. seu CRIANÇA!!!
    (cara … isso tbm não é infantilidade)
    imã de doido

  16. Quando não compreendemos um monte de letras juntas que formam palavras e frases para transmitir uma opinião, a culpa não é do recptor é de quem montou esse quebra cabeças de letras. Além do mais publicitário vive de vender, convencer… ou qualquer coisa assim. Mas no caso do blogueiro acho que ele apenas toma conta das chaves da empresa e de coisas que não são menores mas não tem nada que faça que possa exigir alguma inteligência. Dá pena!

  17. O que eu posso dizer? Não altero uma vírgula em todos os três textos.
    Preciso, como sempre.

    Chato é ter que ver o Rafael repetir uma, duas, três vezes o mesmo argumento, porque as pessoas, ao invés de enfrentá-lo, preferem escolher temas laterais, para fugir a questão central, clara e límpida.

    A julgar pelos comentários, acho que estamos mesmo perdidos.

  18. Estou chegando atrasado, acho que a discussão já acabou por isso coloco apenas uma de muitas coisas que discordo. A classe média tem asfalto na porta de casa porque pagou por ele, seja na compra do terreno, seja no IPTU.
    PS: se você trabalha tanto e ganha pouco porque não pede demissão?

  19. André, meu filho,

    É claro que a classe média pagou por isso. O problema não está em ela pagar, mas reclamar que não recebe por isso, o que não é verdade. De qualquer forma, pobre também paga imposto e não recebe os serviços de volta.

    Finalmente, a questão é que eu não uso o salário baixo para justificar o meu não-trabalho. Nem faço greve imbecil prejudicando os outros por isso.

    Deu pra entender agora?

  20. Rafael, concordo que no caso do asfalto, em geral, a classe média recebe de volta o que pagou, ou quase. Mas a reclamação mais generalizada da classe média se dá quanto à saúde e educação, cuja precariedade força a contratação de planos de saúde e escola particular. Tudo bem que uma parcela da classe média (os professores do estado, médicos, etc) tem sua parcela de culpa e, se quisermos educação e saúde “gratuita” e de qualidade para todos, devemos aceitar que os impostos subam de 37% para 50% do PIB. Mas se está na constituição que deve ser assim (gratuita e para todos), e se os políticos prometem que será assim, nada mais justo que as pessoas que têm voz reclamem.

  21. André,

    Não é só no asfalto. Saneamento, trânsito, segurança — virtualmente todos os serviços prestados pelo poder público são melhores e mais bem aproveitados pela classe média. O comentário no texto se referia à mania que ela tem de dizer que paga impostos e não recebe de volta. É mentira. É quem mais recebe.

    No caso da saúde e da educação, ela recebe o que o resto do povo brasileiro recebe. Para a esmagadora maioria da população, o SUS é o seu plano de saúde, e embora com falhas, é o que lhe salva. Na educação básica ela se dá ao luxo de não utilizar os serviços na educaçào básica — mas adivinha quem é que mais usa o ensino superior público, de melhor qualidade que o privado?

  22. tambem acho a mesma coisa q o amigo luis isso e so besteira e nao muuuuuuda a vida de ninguem ao nao ser em locais de festas sociais.

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