Café com Leite

Eu gosto muito de café. Já escrevi sobre isso. E bebo mais café do que as pessoas normais.

Eu também gosto muito de leite. Cru e gelado, ou direto do peito da vaca — qualquer coisa que vem de peito é bom, mesmo. Quanto ao leite, nunca fervido ou com qualquer aditivo, como açúcar ou chocolate.

E gostando tanto de leite, e tanto de café, eu não posso misturar os dois. O simples cheiro de café com leite me dá náuseas, literalmente.

Eu nunca bebo café em casa. Eu nunca bebo leite fora de casa.

Essas idiossincarasias são estranhas.

8 thoughts on “Café com Leite

  1. Galvão:

    Talvez voce jã tenha lido, aí não tem jeito, mas se não leu, leia Paris é uma Festa, do Hamingway, que te dá vontade de beber café com leite sempre. Quem pode resistir ao café au lait na prosa do Ernest.

  2. E eu pensando que você falaria sobre filé…
    Acabei de escrever sobre a sua curiosidade pelo preço do filé; para ficar no seu tema, também gosto de café, mas me obrigo a só tomar duas canecas pela manhã (em casa. É, caneca!) e mais um ou dois na rua, até às duas da tarde. Mesmo assim, minha insônia não me larga. Também gosto muito de leite cru – ou pasteurizado – sem nada. Misturar café com leite? só de pensar me dá náuseas.
    🙂

  3. minha mãe cozinhava bem. Segundo todo mundo, menos eu. Eu tinha azia. Passei a substituir refeições por café com leite. Menos o almoço. Mantenho isso até hoje, porque a gente pega a mania. Café com leite de manhã e café com leite à noite. E amo café expresso. Em casa e fora dela. Embora deva dizer que o meu expresso, curto e com canela moída junto ao pó, seja uma delícia.
    Quanto a vacas, quero distância. Delas, só o leite e o couro. Devidamente pasteurizados os primeiros e transformados em sapatos os últimos.

  4. é …. estranho ….
    Eu gosto de leite, de café, de café com leite, de leite com chocolate … enfim …
    Sucos com leite.
    Alias, leite, doce de leite e leite condensado … vixi …
    Quando eu era garoto, lá no Itapetininga, a vó pegava (é, eu morava com a vó) leite do leiteiro, que por volta de 10 da manhã tocava com gosto a buzina da sua Belina verde esmeralda metálica.
    Leite puro não tem igual. Como mel e ovo caipira também. E fruta do pé então?
    Também tomo mais café que o normal. Muito mesmo.
    Prefiro forte, quente, coado, e amargo.
    Mas tomo com leite, e o solúvel, no leite, fica bom demais da conta.
    E leite cru não me apetece tanto, embora eu tome, vez na vida, vez na morte.
    No frio, quente com café, não muito doce.
    Aliás, não gosto de bebidas (em geral) muito doces.
    Já doces ……
    No calor, é gelado, com chocolate, de preferência Toddy.
    Voltando à Belina do leiteiro, havia outra, branca, do vendedor de pamonhas, mas que também vendia uns doces de tirar o sono: cocada mole de ovo, bom bocados e queijadinhas, doces de batata de abóbora, goiabada mole, suspiros caseiros … uma loucura.
    E a chamada era algo mais ou menos assim, ditada por uma voz modulada de homem: Olhaí olhaí freguesia, chegaram, as mais gostosas pamonhas de Tatuí, pamonhas de Piracicaba, feitas com o puro creme do milho verde. Temos cural e pamonha. E agora também, os deliciosos doces caseiros Estrela Dalva. Venha ver e provar freguesa, é uma delícia”.
    Havia também o verdureiro, Darcy, com cara de boliviano e sua perua combi, sempre aos sábados.
    E o pé de goiaba da casa vizinha, da Donana e seu esposo, que agora me foge o nome, com caule de metro de diametro, e altura de 10, ou mais. Bichadas todas, eram a delícia de minha infância. Eu morava naquele pé de goiaba.
    Outra de minhas preferências infantis era vir pra São Paulo: seus inúmeros carros na rua, luzes, grandes lojas, vixi, ficava doido. Era me ver feliz, era sentir o cheiro de podre que sempre se sentiu a chegar a São Paulo.
    Hoje moro aqui, em mesma casa que vinha passear, sempre com minha avó.
    E sei lá por que estou a declamar minha infância.
    Acho que café, leite, café com leite, tem a ver com infâcia oras.
    Abrasssss.

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