Quando a brincadeira fica séria demais

Pelo que tenho visto ultimamente, a blogoseira brasileira andou assustada com o plágio. Isso acontece.

É compreensível que as pessoas fiquem irritadas quando são plagiadas. Ninguém gosta de ser copiado. Algumas pessoas, como a normalmente doce Sandra, sentem como se tivessem sido roubadas. É compreensível: as pessoas têm todo o direito de se chatear quando vêem um texto seu assinado por outra pessoa. Mas quando vi o Allan, um dos blogueiros mais zen que leio, ficar puto por causa de um plágio desses, fiquei com a impressão de que todo mundo está levando a sério demais a brincadeira.

Não sei o quanto este blog é plagiado, se é que é. Acho bem improvável. De qualquer forma, não procuro saber. Não me interessa. Preferiria que as pessoas simplesmente copiassem os textos que querem e dessem o crédito, claro. Mas se não dão, eu não vou perder o sono por isso.

É bem provável que alguém já tenha utilizado, ipsis literis, algum texto daqui em algum trabalho de colégio. Há alguns indícios, como gente procurando no Google frases inteiras que só existem aqui; normalmente são professores corrigindo os trabalhos dos alunos. Além disso, é impressionante o número de pessoas que deixam comentários em posts como este achando que eu, um vagabundo por natureza e um debochado por formação, entendo alguma coisa da psicologia dos contos de fadas. Pessoas vêm parar no blog atrás de resumos para “A Morte e a Morte de Quincas Berro D’Água”; espero, sinceramente, que copiem o resumo que coloquei aqui e o apresentem sem mudar uma vírgula ao professor; é o meu lado meio sádico. Mas se alguém encontrou aqui subsídios para um trabalho escolar, eu fiz um favor à humanidade. Não tenho feito muitos, e essa ajudinha vai ser o meu argumento na hora de discutir com o sacana do São Pedro. Talvez por isso goste de saber que o blog é citado em um ou dois verbetes da Wikipedia e em um trabalho sobre hipocrisia de um professor de filosofia. Eu me sinto quase chique.

Mas se me plagiarem, o que posso fazer? Processar? Eu não ligo tanto assim para esta bodega. Esses textos são publicados aqui por uma única razão: eu gosto que leiam. Ou seja, gosto de escrever e gosto dos comentários (quer dizer, dos elogios). Só isso. Eu não vou ficar policiando a internet atrás de um bobo que queria ter escrito algo que escrevi. Prefiro tomar como elogio. Alguém neste mundo acha que escrevo bem o suficiente para que ele aponha seu nome em vez do meu; isso me lisonjeia. É como eu querendo ser Christopher Reeve aos 8 anos de idade. O plágio me torna o Superman. De maneira torta e idiota, eu sei, mas é melhor que nada. Além disso, tentar coibir um eventual plágio daria trabalho. Eu não conseguiria registrar cada texto que posto aqui na Biblioteca Nacional, para ter uma justificativa jurídica. Até porque a grande maioria deles não vale nada. E ainda que valesse, ia perder a graça da brincadeira.

(Traduzindo: um ego do tamanho do meu é a receita para a paz mundial.)

Além disso, há uma consideração de ordem ética. Este blog tem alguns milhares de leitores por dia. Seria perda de tempo ficar preocupado porque um menino de 13 anos, que escreve um blog para os seus 10 colegas de escola, publicou um texto meu e disse que era seu. Até parece que ninguém, ainda aprendiz de cafajeste, recitou um poema obscuro de, sei lá, Vinícius de Moraes e omitiu a autoria só para tentar comer alguém. Ou seja: não sei em que isso vai mudar minha vida. Não sei, mesmo; então é melhor encarar tudo como uma justa retribuição. Se este blog, algum dia, contribuiu para que alguém comesse alguém, então essa ajudinha será o meu argumento na hora de discutir com o sacana do Belzebu.

A única coisa que me deixa realmente puto nas calças é o hotlinking, a prática de mostrar um arquivo no seu blog (geralmente uma foto) com ele hospedado em outro. Eu pago pelo tráfego neste blog. Dinheiro custa caro. O resto é resto. It’s only rock and roll, já dizia o pai do Lucas.

No fim das contas, ser plagiado é muito melhor que a triste sina destinada a Luís Fernando Veríssimo e Mário Quintana. Coitados: obrigados, à revelia, a assinar um bocado de lixo que circula pelos e-mails deste mundo.

Republicado em 01 de setembro de 2010

44 thoughts on “Quando a brincadeira fica séria demais

  1. É por isso que só posto “bulshits”, quem vai querer plagiar o que eu digo ou o que eu penso? Só se for retardado mesmo! E plágio de retardado não conta…apesar de achar que plágio é coisa de retardado!!!

  2. Obrigado por esse post, Rafael. Graças a ele, li a magistral resenha que você fez de “A Morte e a Morte de Quincas Berro D’Água”. Essas resenhas fakes deveriam virar uma série em seu blog, do mesmo modo que as alegrias que o Google lhe dá. Pense nisso.

  3. Puxa, brigadinha pelo “doce”… E nem experimentou ainda!! hahahahahahahahaha

    Realmente, nunca imaginei o Allan tão bravo como o vi naquela noite. O ajudei com minha “vasta” experiência de clonagem. Bbbaaahhhhhh
    Mas continuo brigando, sim! Como você diz, cada um age conforme o sentimento.
    Fico feliz ao achar um poema meu num site com meu nominho nele e um leão quando vejo alguém copiar e receber os elogios.
    Não é nem a questão do plágio em si, mas a mentalidade de quem copia, Rafa. Ou a falta dela, mesmo…

    Beijos

  4. Debate estranho esse. Por exemplo (de qualquer pessoa), o cara não gosta de ser plagiado, mas ele paga pelo direitos das fotos de outras pessoas que ele posta no blog?

    E se ele colocar alguma letra de música ou trecho de livro, ele tem autorização para este tipo de coisa ou está pagando pelos direitos autorais?

    Já fui plagiada um bilhão de vezes, fiquei chateada, mas depois passa.

  5. mais uma que entrou aqui pra elogiar, rafael. respeito muito os sentimentos alheios, cada um reage de maneira diferente, mas já andei vendo cada piti por essa blogosfera… achei um pouco demais. nunca aconteceu comigo e não sei como reagiria, mas, como só escrevo bobagens no meu blog, acho que nunca vou saber. a única coisa que me tiraria do sério seria se alguém plagiasse a minha tese, porque tá me dando um trabalho do cacete pra escrever. porém, como todos sabem que teses são escritas pra serem lidas pelas traças, posso dormir tranquila, hehe. adorei o texto, bj.

  6. Palmas pelo texto, Rafa. É exatamente assim que eu me sinto. Quer dizer… na verdade eu fico até meio decepcionado de ninguém nunca ter me plagiado. Saco…

  7. Também já fui plagiada, e olhe que não tenho nem centenas, que dirá milhares de leitores!! Concordo com você que se alguém plagiou é porque gostou, gostou a ponto de por seu próprio nome ali. Mas da vez em que fui plagiada, eu conhecia e achava a plagiadora bem chinfrim…Então, sabe como é, é como se o Paulo maluf elogiasse minha honestidade…ia ficar mal na fita, né não??
    De qualquer forma, isso aqui é só uma brincadeira. A vida corre ao largo, eu sei.

  8. Quer dizer, Marmota, a pessoa que reclama de plágio é “boba e egocêntrica”? Sou isso por criar um poema, crônica ou conto e o mesmo ser copiado por aí? Outra pessoa se dá ao luxo de dormir tranquila e aparecer no meu blog para pegar pronto, igual gôndola de supermercado? Mas, no supermercado, a gente paga pela mercadoria que coloca no carrinho… E eu não recebo nada pelas cópias.
    Esse mesmo alguém pode pegar um texto meu para participar de algum concurso literário (como fui convidada por uma editora a participar) e ganhar um prêmio com algo que criei. Devo ficar quieta?
    Alguém se mata de estudar para fazer uma monografia e vem o baladeiro e “chupa” todo o esforço alheio. Esperto, dirão… Vagabundo, digo eu! Ladrão seria o termo correto.
    Já disse num post: o ladrão entra na sua casa, rouba sua TV, seu computador e você corre na polícia fazer B.O. Está certo. Alguém entra na “minha casa” e rouba algo meu. Faço escândalo mesmo!

  9. Só complementando… Para quem não liga para plágio, não é incoerência ter o Creative Commons estampado no blog com as seguintes características:

    “Atribuição-Uso Não-Comercial-Não a obras derivadas 2.5 Brasil”
    – Você pode: copiar, distribuir, exibir e executar a obra.

    – Atribuição. Você DEVE dar crédito ao autor original, da forma especificada pelo autor ou licenciante.

  10. Ah, pois é… Então eu publico um texto no meu blog (que já desisti de atualizar com freqüência sem antes registrar, porque “nego” rouba texto mesmo sendo algo super pessoal como alguns que publico) e Fulano ganha um concurso de crônicas e poesias com algo que É DE MINHA AUTORIA, ainda assim devo achar legal e ficar quieta? “Ah, se copiou e fez nome em cima do que escrevi é porque ele me admira então devo ficar lisongeada!”. Espera aí, né?! Eu acho que a Sandra está certíssima, assim como também acho que estou certa ao colocar advogado no caso e exigir meus direitos como autora. Eu nem acho que escrevo tão bem assim, mas se Fulano copia a MERDA que eu escrevo, tem que arcar com as conseqüências sim porque a MERDA tem dono e pronto.

  11. Rafael e Marmota têm toda a razão. Às vezes fico achando — não estou falando do Allan — que para muita gente, ter sido copiado uma vez por um moleque do Orkut funciona como uma espécie de mecanismo de validação: “Vejam! Vejam! Fui copiada!” Haja fragilidade ególatra. Sinceramente, acho meio constrangedor quando entro num blog e vejo aqueles selinhos “não copie”. Obviamente o Roberto Carlos receber uma fita de uma fã, gravar sem dar crédito e ganhar milhões com isso é coisa bem diferente. Mas ainda estou para ver alguém ganhar algum processo de plágio porque um moleque foi lá num blog e fez um copy/paste. Quem tiver interesse em ver como funcionam discussões de plágio entre gente grande, pode acompanhar os 19 textos linkados à direita dessa página aqui, sobre os quais vou escrever em breve.

    Eu entendo a raiva das pessoas. Encontrou o texto plagiado? Faça como o Inagaki, nas 278 vezes em que ele foi plagiado: denuncie, avise e dê o link. Pronto. Mas o excesso de auê é constrangedor. Ameaça de processo, então, é risível.

  12. E o que vc acha de ter o perfil do Orkut clonado? Já aconteceu comigo. Achei muito estranho, afinal, o que aquilo siginificava? QUe o outro cara não tem personalidade?

    Como tive preguiça de brigar com o cara, só fiz um comentário e ele mudou.

    Abs.

  13. E NÃO ADIANTA, você é foda mesmo. (e pior é que isso nem é pra satisfazer a sua necessidade de elogios)

    “(Traduzindo: um ego do tamanho do meu é a receita para a paz mundial.)” foi a conclusão mais genial da minha semana, hahahaha

  14. blz …
    brincadeiras à parte, eu não consegui comentar hoje o dia inteiro .. agora que vi que foi, lá vou eu.
    Bom …
    Pra começar … (vou tentar repristinar tudo que disse e que não foi antes):
    Cara .. vc deve ser paranormal.
    Digo em relação aos Luis Fernando e ao Mário Quintana. Que dó! E ainda mais frente aos textos tão chinfrins que lhes atribuem. Mas com relação ao Quintana minto eu. Não leio o que supostamente é dele recebido via correio eletronico. Detesto seriedade extrema via web-recebida. Para isso vou à outros santuários (como aqui por exemplo, e não me desminte), on lines ou não.
    Quanto ao Luis Fernando, sem brincadeira, seus textos hilários são muito parecidos aos dele. Vcs formaria bela dupla, e depois te mando o número da minha conta
    Mas falando sério agora: respeito os que se sentem ultrajados. Cada um age à sua forma, inobstante eu já tenha me expressado poraí em outros termos, nos quais também boto absoluta fé: é impossível controlar. Foi como já disse porai: vc edita um livro e outro xerocopia. Oras, inês é morta.
    Mas claro, como já todo mundo aqui percebeu também: há plágios e plágios.
    Se vc não curte, creio que o “toque” já basta.
    Se a pessoa se locupleta com isso, a música muda, não tenha dúvida.
    E de resto, agora que vivemos sob a égide martiniana, gozemos!!!

  15. Rafa, agora eu tenho o Copyscape e posso ver quem está me plagiando, mas confesso a você que nunca vi nada escrito por alguém às minhas custas, uma vez que o meu blog é puramente confessional. No entanto, eu acho que não tem graça alguma ver um trabalho meu sendo copiado por alguém. Eu sou vaidosa SIM e quero muitos aplausos pelas besteiras (ou não) que eu escrevo.

    Recentemente houve uma blogagem coletiva a respeito do aquecimento global e eu li de uma moça – Patty – uma linda crônica sobre o assunto. Entrei em contato com ela e pedi a sua autorização para mandar por e-mail para os meus amigos que não gostam de ler blogs. Fui clara ao dizer que “o direito dela tinha acabado uma vez que o seu post passou a ser de utilidade pública”. Ela deixou que eu repassasse para um monte de pessoas. Alguém vai fazer a sacanagem de tirar o seu crédito e atribuir ao Veríssimo, ao Jabor, ao Chaplin, Vargas Lhosa e tantos outros que são idolatrados pela Internet.

    Outra coisa, tem um rapaz que tem sido um tanto ou quanto chato ao afirmar que uma determinada poesia é dele e não da Clarice Lispector. Eu achava que ele era mais um folclore do mundo blogueiro, até que me dei conta que a grande Clarice nunca escreveu poema algum.

    Querido, acho legal essa sua postura que só prova que você é um cara zen, mas infelizmente eu não sou assim. Antes de pleitear favores a São Pedro, eu quero ter o meu reconhecimento aqui na Terra.

    Beijocas

  16. faltou eu dizer que o texto sobre papel higienico, no ina, já virou até pps (e esse eu guardei..rs)
    pois é …
    mais um fato que em parte, comprova outra de minhas convicções: de que o artista, ainda que copiado, é levado, por conta disso mesmo, mundão afora.
    abrasssssss

  17. Alguns comentários desapareceram por alguma pane no banco de dados, entre o do Edk e da Florinda.

    Aqui estão eles:

    Sandra,
    Se você lesse direito o terceiro parágrafo deste texto, leria o seguinte:
    Preferiria que as pessoas simplesmente copiassem os textos que querem e dessem o crédito, claro. Mas se não dão, eu não vou perder o sono por isso.
    Não é questão de incoerência. Ninguém aqui, no texto ou nos comentários, está defendendo o plágio, pelo contrário. É questão de saber que há coisas muito mais importantes na vida do que um mané copiando um texto seu. E que há coisas melhores a se fazer do que ficar correndo a internet com a Lei de Direitos Autorais na mão.
    Além disso, o Marmota parece ter falado de quem reclama de plágio de blogroll. O que, aliás, não é plágio. Daí a “bobagem” e o “egocentrismo”.
    Por: Rafael | junho 15, 2007 10:23 AM

    foda, mas eu não perco nem tempo procurando… há 10 anos escrevendo na internet, já tive de trechos a textos inteiros utilizados sem créditos ou plagiados ou remendados, etc… não procuro mais. não compensa, não dá em nada. mas que é foda, é.
    :>/
    Por: Biajoni | junho 15, 2007 12:05 PM

    Rafa… Achei muito bom seu post e em nenhum momento o critiquei. Fiquei meio (ok, muito) chateada com o comentário do André. Concordo que cada um é livre para expressar sua opinião e não tiro, de modo algum, o direito dele. O que fiquei bolada foi com o “reclamando ATÉ de”… E ele recebe minhas reclamações via mensagem no Orkut.
    Tá incomodando? Fácil… Bloqueia minhas mensagens, me bloqueia, sei lá. Ou manda um e-mail para mim.
    A incoerência também não foi para você.
    Eu só acho que há “formas” e “formas” de expressar um pensamento…
    Quisera eu saber escrever sobre política, futebol… São assuntos que ninguém copia.
    Por: Sandra | junho 15, 2007 12:14 PM

  18. Texto excelente. Concordo 100%. E alguns comentários foram tão bons que me deu vontade de plagiá-los aqui… 😀

  19. Rafael, li todos os comentários porque fiquei curiosa para saber a opinião dos outros, principalmente porque esse problema aconteceu com duas blogueiras que eu amo muito, Sandra e Roberta. Já sabia que você é uma “dama” pela maneira educada e equilibrada de escrever. Espero nunca ler um post seu falando mal de mim, porque no final eu vou acabar chorando de tanta felicidade pela honra de ter sido “insultada” por você. Brincadeiras a parte, é essa a excelente opinião que eu tenho sobre você que para mim faz parte da nata da blogosfera sem nunca ter se julgado estrela.

    No entanto, eu fico pasma com a falta de gentileza de certas pessoas que por pensarem diferente, menosprezam atitudes tomadas por terceiros que lutam por aquilo que julgam que é certo, como é o caso da Sandra e da Roberta.

    Se elas são pessoas risíveis, então esqueçam que elas existem e vão ler um tratado sobre qualquer assunto bastante intelectual e de difícil compreensão para pessoas menos capacitadas como os demais mortais da blogosfera. Que troquem figurinhas entre si e todos os dias fiquem admirando o quão cultos e inteligentes são.

    Beijocas

  20. Rafael, só pra linkar com o exemplo que você mesmo deu, sobre Vinicius de Moraes, ele começou sua “carreira” copiando um poema do pai dele para dar a uma menina na escola. Se sentiu envergonhado e decidiu que dali em diante ele mesmo escreveria seus poemas. 🙂
    Já tive poemas expostos no colégio uma vez e ficava de longe observando váaaaaaaaarias meninas copiando em suas agendas e cadernos os meus poemas… E váaaaaaaarias amigas e amigos já me pediram poemas pra dar pra namorados(as), dizendo que eram deles… Massagem de ego total… 😉
    Beijo, querido.

  21. Puxa, não imaginava que falar nos bobos e egocêntricos que reclamam porque alguém copiou o blogroll pudessem gerar comentários tão agressivos. Enfim.

  22. Peguei o bonde andando e quero sentar na janelinha: claro que ninguém apoia o plágio aqui, acho que todo mundo entendeu…mas ou eu li muito errado ou alguns aqui minimizaram a crítica – legítima – da Sandra.
    Quando eu vejo blogueiro falar de ego, ego, ego…acho tão meigo: porque, em última instância, todos nós que escrevemos somos lá um pouco ególatras, afinal, supomos que alguém vá usar seu tempo lendo nossos blogs.
    Esse papo blasé não cola comigo: acho que a Sandra está coberta de razão, o texto é do autor, nem que seja escrito dentro do caderno do filho, na gaveta.
    Alíás, pra quem não liga pro seu blog, por que não deixar os textos na gaveta?;0)
    beijos, querido.

  23. Eu sou tão distraído que seria capaz de comentar elogiosamente um post que seja cópia de um post meu.

    Arram. 🙂

    O diabo mesmo é quando alguém te acusa de plagiar alguém que te plagiou. Sério, isso já aconteceu comigo.

  24. Cheguei aqui através de uma dica desta discussão. Dei minha opinião no blog do Professor Avelar. Ele tem fórum para publicação: o meio universitário. Daí ser cômodo ligar o f*da-se para cópias do blog.
    COnstituí advogada aqui nos EUA, meu país de nascimento, onde moro há 22 anos, por várias razões: vândalos, que no Brasil a gente deixa pra lá; criação de um fórum Universo Anárquico na França e cópias dos meus textos, realmente dos males os menores. Meu blog é chato, eclético, nem tem milhares de leitores.
    Minha advogada explicou que desde que a gente poste o link original, incólume, tudo bem. Desde que fique claro o que é o artigo link e meus escritos, tudo bem.

    O processo não foi caro e ela é legal. O lance de blogroll acho que quer dizer blogueiros que vão ao blogroll de outros para ganhar links. Acontece. É meio chato, sim, porque a pessoa não foi ler o blog, certo queo meu é chato, mas foi se aproveitar do teu círculo de blogs.

    Parabéns pelos milhares de leitores. Boa sorte contra os hotlinks.

  25. Eu fui plagiado por um PhD da Unicamp, editor de revista acadêmica, orientador de teses de doutorado. O meu texto nem é lá essas coisas, e eu escrevi faz 8 anos, mas ele gostou tanto que fez cut and paste de parágrafos inteiros e publicou numa edição especial da revista EntreLivros. Eu escrevi dois posts sobre o assunto, mandei carta para a editora, mas depois fui fazer outras coisas. Eu ainda acho que o tema vale a pena ser discutido, não por ser a vítima, mas por ser insólito que em toda essa discussão sobre plágios acadêmicos se fale dos alunos que plagiam, mas se um doutor de uma das melhores universidades do país sai recortando e colando por aí, e a universidade não liga (eu mandei email para a Unicamp informando os reitores) como fica a credibilidade da universidade? Bem, isto não é mais problema meu, mas da sociedade.

  26. Rafael,
    Até que enfim alguém diz algo de forma coerente, tranqüila e com a mais sólida argumentação que eu já li, e olhe que eu já tenho lido e sabido até de ameaças por parte de pessoa plagiada, que ameaçou a plagiadora assim: ‘vou chamar o meu marido’.
    Claro que não é elegante eu dizer isso, mas digo para que saiba o que penso do nível dessa discussão. Ou melhor da situação a que isso chegou.
    E claro, não me refiro à Sandra. tenho certeza de que ela está certa: pois acha, pensa e sente como tal. Quem sabe, um dia, mude de opinião.
    Queria ter sonhado com esse post e tê-lo escrito primeiro.
    E com a leveza que o caso, você sabe, praticamente anula – ou seja só se pode escrever sobre isso se for de forma inflamada (ei, ‘forma inflamada’? eu acho que nunca serei plagiada, escrevendo assim), senão não rola;-)

    E o humorrrr…ah! o humor.

    Ah! espero que o querido Allan após ter lido este post, com certeza leu, permaneça ‘zen’.
    —-
    Vou citá-lo, espero que não se aborreça.

    P.S Puxa, não vim antes, e devia ter vindo, porque estava sofrendo feito uma condenada.
    Beijão
    Meguita

  27. Se eu tivesse um texto plagiado eu iria achar ótimo! Para mim é um lisonjeio, assim como para você.

    Imagine só ser plagiado! Eu não pretendo receber dinheiro pelos meus textos mesmo…

    Então que massageiem o meu ego mais e mais.

  28. Creio que saberia se plagiaram um texto seu…pois vc tem um estilo inconfundível, com o sarcasmo que adoro…
    Fãs não se confundem.
    Abraços

  29. Não sei se você tem tanta disposição pra escrever quanto para ler, então não vou me demorar!
    Você escreve muito bem e como já devem ter lhe falado isto um monte de vezes, não vou ocupar-lhe com elogios baratos!
    O sarcasmo é ótimo!

    Até!

  30. Estava passando para ler alguma coisa sobre jogos e brincadeiras, quando vi o titulo, achei ele sugestivo para um recreador-palhaço ler…com o passar da leitura, rapidamente percebi que não era o que eu procurava( pelo menos eu achava que não), achei o tema interessantissimo, não por causa dos plagios, mas sim pela sua maneira de interpretar os acontecimentos, vc tem toda a razão, se tem pessoas que te plagea, porque vc é muito bom, vc não precisa de todos os aplausos, as pessoas mediocres tem que saber: Tem para todo mundo!!!!
    Faça o que vc goste e seja feliz, seu estado de espirito e “financeiro”, não depende da incopetência, muito menos da desgraça do proximo, tem coisas boas em abundância para todo mundo.
    Um abraço!!!

  31. Com uns textos ótimos assim é normal que o povo copie.Mas não custava nada dar a autoria, né? Vai entender…não compreendo a cabeça de um plagiador.
    beijossssss

  32. Olá! Vim parar aqui, acho que lendo um outro artigo no arcanjo.org… é que tenho tentado entender e acompanhar melhor a blogsfera…
    Tenho um blog, a princípio de Publicidade, mas que também é para falar da política envolvida, entre outros fatores…
    Nesta tentativa de entender alguma coisa, se é que isso é possível, tenho conhecido vários blogs, como este.
    Bem, gostei muito do que disse e estou contigo no queisto, cara, não vou criar rugas pq me copiaram, até pq eu não vou ficar sabendo… Meu blog não tem milhares de visitas como o teu, até queria pegar umas dicas de como ativar mais o meu… mesmo não postando todos os dias…
    Agora, não entendo bem essa do hotlink, que pareceu ser o que mais te incomoda, no quesito plágio…
    se pudermos conversar um pouco seria bom, pra mim pelo menos 🙂 kkkk
    meu e-mail está no formulariozinho né, ou pelo meu blog, enfim….

    gostei do seu texto, ainda mais de: “Eu não vou ficar policiando a internet atrás de um bobo que queria ter escrito algo que escrevi.” foi óoootemo!

    abss

  33. hahahaha….perfeito a resenha fake!! …e mais elogios: muito bom!!! adoro adoro adoro !!

  34. Oh, Rafael,

    Gosto muito de ler seus textos, agora dá pra parar de ficar vc ficar plagiando-os e escrever algo novo…

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