Porque é que eu, Pipi, teimo em tentar sacar gajas feias, gajas gordas, Odete Santos, gajas com problemas de pele, gajas com queda de cabelo? Reflecti sobre isto e cheguei à conclusão que é o resultado imediato de ser um curioso da foda. Para mim, cada cona tem o seu encanto. Um encanto único, especial. E eu quero conhecê-lo a todas.
***Normalmente, uso preservativo porque não quero que o Zé Tolas adoeça. A SIDA, ao que parece, faz mal à saúde e a sífilis corrói o madeiro. O melhor é seleccionar criteriosamente a crica em que se vai espetar o Aníbal. Se se tratar de crica trigueira, a palpitar de vida e a respirar saúde, enterre-se o tarolo sem receios. Se é senaita mortiça e moída, o melhor é calçar a galocha à cobra zarolha, antes de a enfiar na toca. Mas, sempre que posso, não uso preservativo porque a Igreja é contra. E eu, nestas merdas do sexo, sigo sempre os ensinamentos do Vaticano. Afinal, ninguém percebe mais de pinocada do que os cardeais. Se eles não querem que se use, algum desarranjo a borracha há-de fazer ao caralho. Eles lá sabem.
***Muitas gajas me têm dito: “Mmmf, pmnngnn gnff mmlmn mmlgnf.” E depois eu tiro-lhes a pichota da boca e finalmente percebo que o que estão a dizer é: “Ó Pipi, esporra é uma palavra muito feia.” E eu contraponho: “Está bem. Também o zé tolas é feio e tu gostas que eu to enfie no gasganete conal.” A verdade é que a palavra “esporra” é o patinho feio da ordinarice.
***Mas, como disse, cada cona tem o seu encanto próprio. Por isso, uma gaja feia e gorda intriga-me. Partindo do princípio pipiano de que cada gaja tem em si o potencial para ser um dínamo de tesão, onde é que o Criador terá colocado o encanto desta puta? O que é que o Gajo terá escondido no meio desta chincha toda? E, de repente, vejo-me a jogar ao “quente e frio” com Deus. Estou a dar por trás à feia e parece que O ouço dizer “morno, Pipi, morno”. Mudo a piça de buraco e já Ele me incentiva: “a aquecer, Pipi!”.
***Quer-me parecer que é algo contraproducente, pôr-se mulheres daquelas a fazer campanha contra a violência doméstica, quando são, precisamente, mulheres daquelas que estão na génese da violência doméstica. Um gebo chega a casa, olha para o trambolho que lá tem, compara com o calendário de gajas boas e só lhe apetece dar uma carga de porrada na mulher. Aí, ocorre a democratização da violência: primeiro espanca a esposa, depois espanca o macaco.
***Tanta coisa que eu podia dizer da punheta! Quantas vezes, nos meus 15 anos (nos 25 também, confesso), rezei para serem verdade os mitos que profetizavam o nascimento de pêlos na palma da mão do punheteiro competente! Se tal fosse verdade, teria a direita sempre escanhoada, simulando crica rapadinha e profissional, e a esquerda gadelhuda, imitando pachacha sopeira e descuidada. Depois, era só escolher…
***Inês gemeu. Nesse momento, deixou de querer no cu. Deixou de querer no pipi. Só o minete lhe induz deleite no pito. Tudo bem: sou mineteiro de primeiro lote. Por equívoco, bebi o suco proveniente do rego do bicho felpudo e fiquei levemente indisposto. Sucede com meretrizes de higiene rude. Bom, depois de quinze minutos de focinho, repeti e meti-lhe o espeto no bordedo. Comi-o bem comido. Porém, certo episódio tingiu de tons lúgubres o evento festivo. No fim, tento ver meu piço. Impossível: sumiu. Confuso com o eclipse do ferro, desesperei. “Ó meretriz dum cono! Onde puseste o meu piston?” Inês encolheu os ombros, sorrindo. Eu dei-lhe um murro nos dentes. Engoliu dois incisivos. Deixou de sorrir. Contudo, meu grosso instrumento cessou seu sumiço incómodo? Os colhões é que cessou! Nem cheiro dele, robustos pepinos me penetrem fortemente! Por momentos, feito eunuco, estive perto do choro. Perto, pois sou homem, e é impossivel chover do olho de um homem.
***Não recomendo que leiam a poesia tísica do Cesário Verde, nem as lamechices do Nicholas Sparks. Tampouco as ordinarices dum Henry Miller ou as repetições senis dum Lobo Antunes. Nada disso me serve e uma senaita que fica húmida à alusão destes autores não presta grande coisa. Fode-se, mas não presta grande coisa. O que eu posso indicar como saca-mulas eficaz é a leitura da necrologia dos jornais. Eu faço-o. Gosto de saber quem morreu, para ir visitar a família. Gente enlutada é gente carente de consolo. Há sempre a hipótese de sacar uma viúva ou uma órfã. Tenho arrefinfado boas berlaitadas de pêsames em pito viúvo que, pese embora a sua viuvez, sabe proporcionar festa rija, mesmo que se apresente no leito com um fumo preto numa das bordas. Além disso, lágrimas de pesar dão sempre bom lubrificante.
***Rechear de nabo crica italiana em Londres conta como foda britânica, foda transalpina ou foda lusa? Sabendo que a pachacha italiana está em Inglaterra há alguns meses, é justo considerar que os humores segregados pelo pito transalpino estão a nascer já em solo britânico. Ou seja, a massa da greta é napolitana, mas o molho é inglês.
***Posso dizer que não vertia tanta porcaria para um livro desde que tive de limpar o cu a uma cópia de “Os Maias” que a filha de certa gaja cuja crica eu andava a escachar tinha deixado na casa de banho. Ou era a isso ou a uns dodots, e Deus me livre de ter a rabadilha a cheirar a perfume. Tratava-se de uma edição fraquinha, feita com tinta de má qualidade, de modo que, durante duas semanas, fiquei com a descrição do Ramalhete estampada nas nalgas. Foram quinze dias em que meu nobre e invicto cagueiro prestou homenagem a Eça, mas também a Pessoa. Aquele acaso feliz fizera dele um cagueiro interseccionista, uma – digamos – peida oblíqua: meu nalguedo era atravessado pelas varandas de ferro do primeiro andar do Ramalhete, alinhadas sobre o rego da bufa; as paredes severas e sombrias da casa dos Maias eram meus não menos lúgubres entrefolhos; e o painel de azulejos com o desenho do escudo de armas repousava sobre meu apertado olho do cu, como que a dizer: “Aqui não entra picha!”
O blog acabou há mais de dois anos, mas ainda não consigo passar muito tempo sem reler o que sobrou do Pipi.
Não li a biografia de Carmen Miranda escrita pelo Ruy Castro.
É uma das fotos mais famosas da história de Hollywood, mais famosa até que os lendários filminhos de sacanagem da Joan Crawford, aqueles que ninguém viu mas de que todos ouviram falar. E talvez por essa foto se entenda por que Cesar Romero fez, anos mais tarde, o Coringa do seriado do Batman na TV. Porque ele tinha que rir de alguma coisa.