Rafael Galvão

Flower

Archive for the ‘Tequinologia’ Category

Combatendo o spam de comentários

Parece que o Google finalmente encontrou um jeito de desencorajar o comment spam que ele, inadvertidamente, ajudou a criar.

A partir de agora, o Google não vai mais seguir links que contenham a seguinte tag: rel=”nofollow”. Mais simples, impossível.

Todos os principais criadores de programas de blogs — Six Apart, WordPress, LiveJournal e, claro, Blogger — se comprometeram a adotar o padrão. A MSN e o Yahoo também estão apoiando a iniciativa. Com isso, os spammers perdem sua razão de ser. A nova orientação do Google não deve acabar com o spam, mas deve reduzir, e muito, os ataques dessa praga.

A longo prazo, Deus sabe o alívio que isso vai representar para quem tem um blog e se vê às voltas com esse problema. Reginaldo, assim que sair, baixe e instale o MT 3.15.

Hospedagem

Os problema com servidores que enfrentei na virada do ano me ensinaram algumas coisas, e parecem ter desestimulado o Idelber a ter o seu próprio domínio.

Não acho que meus problemas devessem tirar do Idelber essa vontade — incontrolável em um bloguista –, mas essa deve ser uma daquelas regras universais imutáveis: você vai ter problemas com seu servidor de hospedagem, cedo ou tarde, grande ou pequeno. Não há como fugir dela. Por isso, se alguém vai escolher um provedor, a coisa mais importante a ser definida é a questão do suporte. É isso que realmente faz a diferença.

Como eu me viro com o básico, preferi escolher o provedor mais barato que oferecesse o mínimo de que eu precisava. No caso da Sunhost, o que parecia ser um bom atendimento se revelou deficiente na primeira consulta; no caso da AddAction, o atendimento superou minhas expectativas. No final das contas, não foram eles quem resolveram totalmente meu problema (relacionado a permissões: o Movable Type define o CHMOD do PHP como 666; alguns provedores, como a AddAction, exigem que seja 644. A mudança é feita no mt.cfg e é extremamente simples, mas como tudo que é simples neste mundo, me tomou 48 horas até descobrir), mas sem sua investigação e esforço eu não teria descoberto nunca. E outra coisa: enquanto o suporte da Sunhost era rápido em dizer que “não oferecemos suporte a Eudora, não oferecemos suporte a Movable Type”, a AddAction não vacilou em tentar resolver o problema.

Qualquer primeiranista de marketing sabe que, para o consumidor, mais importante que a solução é notar o empenho em oferecê-la.

(E nessas horas você fica grato à corporações americanas explorando seus funcionários durante o Ano Novo. O capitalismo predatório é sempre bom para quem paga.)

Mas se você não entende e não quer entender sequer desse mínimo, o mais recomendável é escolher um provedor que lhe ofereça um suporte de alto nível. Normalmente o preço é mais alto, mas vale a pena. Por exemplo, um desses bons provedores é o Vilago, do Cris Dias, especializado em hospedagem de blogs. A Mônica e o Guto hospedam três blogs lá, e não têm absolutamente nenhuma queixa — pelo contrário. Porque é isso que faz diferença, saber que tem alguém tentando resolver o seu problema quando você precisa.

Por que este blog sumiu

Os últimos dias foram difíceis para este blog.

Aí pelo dia 29, o provedor onde ele estava hospedado, Sunhost, saiu do ar.

Quando eu estava pensando em abandonar o Blogger, pesquisei uma série de provedores de hospedagem. Sabia o que precisava e sabia o quanto estava disposto a pagar.

A perspectiva de um provedor brasileiro era mais interessante por uma razão: suporte. O que a Sunhost oferecia era adequado para mim: 2,5 GB de transferência, 500 MB de espaço (depois foram aumentados para 3 GB e 1 GB, respectivamente). Na época, eu não usava sequer 300 MB de largura de banda por dia. E ainda hoje não uso mais de 100 MB de espaço em disco.

O que me impressionou foi a promessa de atendimento. Bastou ir até a página deles para ser atendido por instant messaging. Achei interessante; sabia que depois que assinasse isso ia mudar, mas o começo era promissor e deixava a esperança que a mudança não fosse tão grave assim.

Ledo engano.

Meu primeiro pedido de suporte foi sobre o Eudora, que eu não estava conseguindo configurar. Expliquei o caso, enviei screenshots. A resposta foi que eles não ofereciam suporte ao Eudora. O problema, no fim das contas, era uma bobagem relacionada a autenticação, coisa que qualquer idiota deveria entender. Acabei resolvendo sozinho.

Ainda fiz algumas perguntas que não tiveram respostas, relativas a sub-domínios, etc. Minha indignação chegou ao limite quando eles começaram a nem sequer responder os tickets de suporte — especificamente um sobre cron jobs, que ao que tudo indicava não funcionavam. Como no Movable Type estava tudo aparentemente certo, eu tinha quase certeza de que o problema era lá; no entanto, eles sequer disseram: “olha, o problema não é aqui”. Simplesmente não responderam. Foi quando descobri que nem telefone para suporte eles tinham. Você tinha que mandar um e-mail e rezar para eles responderem.

A essa altura eu já tinha começado a procurar novos provedores. Foi nessa época que o Reginaldo estava procurando um provedor para o Singrando; eu já comecei a falar mal da Sunhost aí. Mas as coisas ainda iam piorar.

Para que se tenha uma idéia, eu tinha transferido meu domínio para uma das empresas deles. Quando transferi novamente, agora para a GoDaddy (sempre em busca de um registrar mais barato), mandei um e-mail para eles solicitando o código de autorização. Nada. Eu tive que achar o registrar primário deles para conseguir o tal código. Quase uma semana depois de já ter transferido o domínio e ter esquecido do caso a Superdomínios, a tal empresa deles, me mandou o código. Piada. Quase tão grande quanto o fato de eles, desde o início, anunciarem um “painel de controle” que nunca instalaram.

Mais: comecei pagando por cartão de crédito, que eles debitariam automaticamente. Depois que passei a pagar por transferência bancária, a coisa degringolou um pouco. Acredite: eu nunca soube exatamente o dia de vencimento, nem eles se incomodavam em cobrar. Apenas cortavam o acesso depois de vencido.

Ultimamente minhas necessidades aumentaram. Estava quase chegando ao limite de transferência. E aquilo, de repente, se tornou caro para o que me oferecia — sem a vantagem do suporte.

A gota d’água foram as constantes quedas do serviço nos últimos dias. Outras coisas já vinham me irritando, como o Awstats deixando de rodar (e o que seria das “Alegrias do Google” sem o Awstats?), mas o que realmente me tirou a paciência foram as várias vezes que tentei acessar o blog — e principalmente meu e-mail — e ele estava fora do ar.

No dia 29 o provedor deu um revertério enorme. Ficou 24 horas fora do ar. Dessa vez eles resolveram o problema, embora não com a presteza que seria necessária. Mas tubo bem. Foi nesse intervalo que mudei para a AddAction.

Tive muitos problemas para colocar o PHP para funcionar, já que a AddAction tem uma configuração diferente, mas o que me impressionou foi o suporte deles. Mesmo no Ano Novo (vim para cá de madrugada, tentar resolver o problema), tinha gente trabalhando e tentando resolver o problema, na mesma hora em que abri um ticket de suporte.

Só fui resolver agora, mas sei que posso contar com o suporte deles. Isso é reconfortante.

E feliz 2005 para todo mundo.

Liqüidação de Natal

O Google voltou a liberar convites para o Gmail. São 6 convites disponíveis. Se é que restou alguém sem uma conta lá, as regras continuam as mesmas: primeiros a pedir, primeiros a receber o convite.

Make love, not spam

O Lycos acaba de lançar um screensaver interessante.

É simples: enquanto ele está ativo, fica mandando pedidos para sites de spammers; milhares desses screensavers mandando pedidos simultaneamente fazem com que esses sites funcionem mais lentamente, e aumentar a banda consumida. A idéia não é tirar o site do ar, mas aumentar seus custos.

Eu já perdi uma conta de e-mail para spam, e neste blog recebo algumas dezenas de comentários de spammers por dia, que o MT-Blacklist bloqueia (os sujeitos são tão canalhas que não querem que cliquem em seus endereços; fazem isso para garantir melhores posições no Google).

Já instalei o screensaver. É até divertido ficar vendo os gráficos dos ataques. E o sentimento de vingança é sempre gostoso.

Thunderbird

Get Thunderbird - Reclaim your inboxEste post seria sobre o Firefox (79,6% dos leitores deste blog ainda usam o Internet Explorer; eu sinceramente não entendo como isso é possível), mas o Marcus escreveu um guia simples, didático e abrangente com as razões pelas quais uma pessoa com juízo deve abandonar o IE, contra o qual o próprio governo americano já se pronunciou.

Então deixa eu voltar a insistir no Thunderbird.

Durante toda a minha vida na internet, eu usei o Eudora. Se abandonei o Netscape uma época porque simplesmente não dava mais (as versões 4.7x), o Eudora sempre esteve aqui. Basicamente, minha vida de e-mails está guardada nele.

Mas o Eudora é pago. E se ninguém se importa se eu confessar um crime, eu já estava de saco cheio de catar cracks internet afora. O Outlook Express nunca foi uma alternativa — não apenas por ser extremamente vulnerável a virii, mas por não me oferecer alguns recursos de que preciso, já que guardo virtualmente todos os e-mails que recebo e envio.

O Thunderbird é um grande cliente de e-mail. Ainda tem alguns pequenos defeitos, mas estruturalmente é extremamente adequado ao que preciso. Como o Firefox, tem uma estrutura modular que lhe permite agregar novas funções. No meu caso, uso duas extensões: TB Attachment Tools, que me permite separar arquivos anexados das mensagens, e Magic SLR, que simplesmente adiciona um botão de Send Later.

Além disso, há um programa chamado MozBackup que salva todas as configurações do Thunderbird e do Firefox e as reinstala sem problemas — quando, por exemplo, você formata seu HD. Isso quer dizer bookmarks, senhas, e-mails, cookies — absolutamente tudo, até as extensões, se você quiser. O MozBackup só funciona no Windows — mas é um dos mais úteis programas que eu já vi.

Com essas duas extensões e o MozBackup, o Thunderbird se torna melhor do que o Eudora — e eu sempre achei o Eudora imbatível. Além disso, o Thunderbird é também cliente de newsgroups Usenet (se é que alguém ainda usa isso) e, mais importante, leitor RSS. Juntos, o Thunderbird e o Firefox respondem a praticamente todas as necessidades em internet.

Nos últimos meses, o Eudora era utilizado apenas para checar algumas contas secundárias. Semana passada consolidei todas as newsletters em uma conta só. E ontem finalmente transferi meu e-mail do Eudora (35 MB, sem contar arquivos anexados e embutidos) para o Thunderbird. O Eudora chegou ao fim.

Google Desktop Search

Baixei o Google Desktop Search. Em todos os blogs que leio, elogios eram despejados sobre ele, gente que tinha instalado e adorado.

Antes de instalar, vi que ele indexava e-mails do outlook, cache do Internet Explorer, logs do AIM.

Ou seja: basicamente, material que não existe no meu computador. Certo, indexa também arquivos do Word, e esses eu tenho de monte. Como se eu não soubesse onde guardo cada um deles, nem o que contêm: os tempos dos nomes de arquivos 8.3 (tipo RELVEN12.DOC) já passaram. Há 10 anos.

Mesmo assim mandei instalar. Mas logo de cara ele foi dizendo que precisava habilitar os Add-ons do Internet Explorer. E eu não habilito nada naquilo. Mandei cancelar.

No entanto, a internet aclamou a chegada do programinha como quem vê Moisés descendo do Sinai com as tábuas da Lei.

Alguém um dia talvez consiga me explicar essa mania bisonha que as pessoas têm de seguir modas e de fazer seus os gritos de “bravo!” dos outros, ainda que não os entendam. Se percebi bem o que esse tal GDS significa, é basicamente uma investida do Google contra a Microsoft, uam espécie de recado dizendo “não se meta comigo”. Que infelizmente erra longe o alvo. Mas que não deixa de contar com o rebanho feliz atrás de si.

O novo sempre vem

Se alguém me perguntar qual a melhor coisa que apareceu na internet nos últimos anos, eu não terei dúvidas: o RSS.

O RSS alia a praticidade da Usenet à liberdade da web. Com isso, posso ler a maior parte do que me interessa offline, e em um só lugar (há uma série de agregadores, dos que rodam direto no browser como o Bloglines aos que rodam no Outlook, como o NewsGator. Eu prefiro um cliente específico e, depois de um tempo usando o NewzCrawler, experimentei o SharpReader e o FeedReader, que além de tudo são gratuitos, e nos últimos dias sosseguei naquele que acho ser o melhor de todos, disparado: o FeedDemon. Para o Mac há o NetNewsWire, e deve haver vários para o Linux, que desconheço — embora, se não me engano, o Evolution aceite feeds RSS).

O RSS é a melhor forma de organizar o catatau de informações que a internet oferece diariamente, e é uma vergonha que o Brasil esteja sendo tão lento em adotar, de maneira generalizada, essa nova tecnologia.

O mais engraçado é que mesmo usando o RSS há relativamente pouco tempo, eu já tenho minhas idiossincrasias. A principal delas é só manter assinaturas de blogs que oferecem feeds completos, em vez daqueles que oferecem apenas os parágrafos iniciais. Não apenas porque isso torna a premissa do RSS irrelevante, já que continuarei a ter que ir ao blog para ler o resto; mas porque é uma das maiores provas de incompreensão dessa tecnologia, pelo menos no que se refere a blogs.

E sim, isso é um recado a todo mundo que oferece apenas trechos em seus feeds, e a quem, podendo, não oferece nenhum.

***

Durante muito tempo fui usuário fiel da Usenet. Ainda hoje é lá que está o maior repositório de informações sobre os Beatles, no rec.music.beatles. No entanto ela tinha um problema: você precisava de um servidor para poder acessá-la, e a maioria era fechada — o Brasil nunca teve um decente, que eu saiba; o do UOL era uma palhaçada que não servia para nada.

Pra acessar a Usenet eu usava o Free Agent, o melhor leitor de newsgroups, na minha opinião.

10 anos se passaram e o RSS tornou a Usenet um tanto redundante; agora tem-se o mesmo mecanismo da coisa, só que distribuído de forma descentralizada.

Mas o Agent não acompanhou a mudança dos tempos. Continua preso ao mesmo velho paradigma (que palavra horrorosa) da Usenet. Podia ter aproveitado o aparecimento de uma nova ruptura na Internet para se revitalizar e ocupar novos nichos de mercado, mas não soube enxergar isso. Prefere se posicionar como leitor usenet e cliente de e-mail, onde nunca vai ser nada.

Depois esse pessoal, que perde o bonde por estar olhando para trás, percebe o que deixou passar e grita que a culpa é da Microsoft.

Maluquices

Só atualizando: o Fred Silva publicou nos comentários um link para um fotolog com fotos da tal “louca dos shoppings”, que já tem um nome: Velha Punk. Como disse a Isadora, é a cara do Michael Jackson. Mas seu sorriso triste é mais simpático. Outra diferença é que ela parece ser consumista demais para ser comunista, ou seja: não come criancinhas.

E o blog vai sair, sim, Reginaldo. Só não agora, por absoluta falta de tempo. Mas no começo de outubro, no máximo, ele está no ar. Eu acho uma boa idéia, o mais perto que eu consigo chegar da poesia.

Tata, que tal fazer um favor a este seu eterno apaixonado e dar de presente um layout para o blog?

A canalhice da Telemar

Ontem cancelei minha conta na Globo.com. Migrei para o Fácil, que oferecia acesso DSL gratuito. Estava esperando apenas transferir os textos do meu blog antigo.

A exigência de provedor para o Velox é uma excrescência canalha, feita para roubar o usuário. A rede utilizada é a da Telemar, e a exigência de autenticação por um provedor é só uma maneira imoral de garantir os lucros dos provedores. Você paga uma fortuna por um serviço que dura, se tanto, dois segundos. E se você não desconectar o computador, paga por um serviço que não utiliza hora nenhuma.

Hoje, há alguns minutos, a Telemar simplesmente cortou o meu acesso. Sem aviso. E só depois de me deixar esperando horas no suporte técnico do Velox me explicaram que eles haviam rescindido o contrato com a Fácil.

De repente, eu fiquei sem internet banda larga.

Certo.

Adorei.

Adorei ainda mais porque, por outro lado, quem usa o Velox Empresarial não precisa de provedor. É autenticado diretamente na Telemar. E por algum erro daquelas sumidades, o mesmo número de usuário e senha (especificamente o número da linha) pode ser utilizado por duas pessoas diferentes, em duas linhas diferentes, ao mesmo tempo. E parece que a Telemar não tem como corrigir esse problema.

O que mostra que a canalhice legal é pior do que parece.

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