O Haiti não é aqui

Vendo este post no Geógrafos Sem Fronteiras, concluí que a decisão de mandar tropas de paz brasileiras para o Haiti foi um erro.

Fizemos tudo errado.

Deveríamos ter mandado macumbeiros. Bons pais de santo baianos para enfrentar os vodouisants com as armas deles.

Em vez de nossos soldados ficarem expostos a balas e granadas, sob a mira de milícias cheias de ódio iríamos encher as ruas do Haiti com ebós. Pipoca, farofa, galinhas pretas são melhores do que pólvora.

E no final os tambores iriam tocar saudando a despedida de Omolu. Iansã guardaria sua espada e seus raios, Xangô imporia finalmente sua justiça. Ossain curaria as feridas de um povo que já sofreu mais do que deveria e Oxumaré reiniciaria um novo ciclo de paz e estenderia seu arco-íris pela ilha. Oxum dançaria, mexeria seus ombros em convite, e tomaria os haitianos pela mão e os levaria ao amor.

E à noite, sob as vistas de Oxalá, o Haiti se reconfortaria em paz no regaço de Iemanjá.

4 thoughts on “O Haiti não é aqui

  1. salve rafa!! ficou lindo de uma baianidade poética q nem cae conseguiria… ou não!
    beijos de uma filha de Iansã, aquela que chora pelos seus filhos desaparecidos…

  2. Sim, fizemos tudo errado…

    E você, hem?… se superando post após post… 🙂
    Tenho vindo aqui sempre, apesar da ausência de comentários…
    Ah, e não me esqueci do assunto sobre a “África”, ainda não postei nada por falta de tempo…

    Abraços,

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