Do New York Times:
The Shots Not Heard Around the Bronx
Nine days without a shooting in the Bronx is a sign of good times.
Mas o Rio de Janeiro é que é violento, né?
Do New York Times:
The Shots Not Heard Around the Bronx
Nine days without a shooting in the Bronx is a sign of good times.
Mas o Rio de Janeiro é que é violento, né?
O presidente do Peru, Alejandro Toledo, passou a Semana Santa servindo de guia turístico para uma equipe do Discovery Travel Channel.
Ainda bem que eu moro em um país do Primeiro Mundo. Não queria ter que passar pela vergonha dessa confissão de terceiromundismo. Em vez disso, aqui a gente faz os americanos tocarem piano.
E ainda tem gente que reclama de Lula.
Aos 11 anos tentei aprender a ordenhar uma vaca.
Não consegui. Aquilo era magia, só podia ser. Boa magia, por um bom mágico.
O tempo passou e aprendi a fazer tudo o que não sabia naquela época. Aprendi a cavalgar sem sela, a empinar um cavalo, tive força para poder encilhá-lo. Aprendi que quando venta não vem chuva.
Mas nunca mais tentei ordenhar uma vaca.
Agora resolvi esquecer que era incapaz de aprender. Troquei 10 palavras com o vaqueiro, ele ordenhou no ar uma teta imaginária — e então, na primeira tentativa, eu estava ordenhando uma vaca pela primeira vez em minha vida, enchendo de leite o meu próprio copo.
Algo aconteceu nesses 22 anos.
E nessas horas, é preciso dar o crédito a quem de direito.
A todas as minhas namoradas, mesmo as já esquecidas, o meu muito obrigado.
Fernando, eu até concordaria com o “velho demais” — não fosse o fato de na época ter aí pelos meus vinte anos. Se isso for ser velho demais, presumo que só entende aquilo uma criança de seis anos, a mesma que ainda acredita em Papai Noel.
Mas seria difícil concordar com o “velho demais para entender”. Eu sou velho demais, sim — mas para já ter visto essas atitudes um sem-número de vezes, para saber que é tudo jogo de cena, para saber que tudo isso tem pouco a ver com a música, para saber que idiotas conseguem fazer grandes obras. Sou velho demais para saber que no fundo é tudo showbiz, vendida sob o manto da rebeldia juvenil — uma rebeldia que nunca tem fim, que se torna cansativa quando você a vê pela enésima vez e que foi inventada quando os EUA perceberam que essa faixa de idade representava um grande mercado ainda inexplorado, nos anos 50. E velho demais para saber que o pintinho do Cobainzinho era pequenininho.
As brigas em torno do espólio dele mostram que no fundo ainda são as mesmas velhas coisas.
Bia, o fato de achar o Cobain um mané não quer dizer que o mesmo se aplique a sua banda. Concordo com tudo o que você disse sobre a importância do Nirvana.
(Mas o baudelairianismo de Cobain era fake — e eu acho que seu modelo era o Jim Morrison, ou seja, uma cópia da cópia. Finalmente, eu prefiro o Pearl Jam. De longe.)
Durante a Semana Santa este blog não será atualizado.
Vou fazer um retiro espiritual num fim de mundo chamado Canindé do São Francisco, às margens do rio São Francisco.
A Semana Santa dura 4 dias. Vou repensar meus valores, meus propósitos, vou fazer um balanço da minha vida; vou tentar chegar a uma definição do que é realmente importante e da razão pela qual, afinal, vim a este mundo de lágrimas.
Nos 3 dias, 23 horas e 59 minutos que restarem eu vou andar a cavalo, atirar um pouco, conversar besteira, beber meu uisquinho e olhar para o Peito de Moça.
A Cosmopolitan (que no Brasil é editada sob o nome de Nova, embora seja dirigida a Velhas sem Homens), em resposta aos tempos difíceis no mercado editorial, agora tem uma coluna sobre espiritualidade em sua edição inglesa.
Não sei como é a coluna, mas levando-se em conta o material que a revista normalmente publica, deve ser algo parecido com “Ai, meu Deus… Ai, meu Deus… Minha Nossa Senhora… Ui, meu Deus… Uuuuuui, meu Deus… Aaaaaaaaaaaaaaaaai…”.
Até agora meu sistema de comentários permitia o anonimato, ou seja: você não precisava digitar um e-mail válido para postar.
A razão era simples: mais cedo ou mais tarde, spambots vão correr este site em busca de e-mails para venderem a spammers. E se as pessoas deixam seus endereços aqui, eu me sinto responsável por eles.
No entanto, algo me diz que mais cedo ou mais tarde vou receber comentários inteligentes e educados como o da Nina. Não é muito comum — até agora foram dois casos, apenas –, mas é melhor prevenir. E eu não compro a idéia de que se não quero receber comentários desagradáveis e ofensivos não devo postar nada ou disponibilizar espaço para comentários. Por essa lógica, se não quero ser assaltado não devo sair de casa. É uma inversão de valores muito pouco saudável.
O Movable Type tem um sistema de proteção que já vem instalado no sistema de comentários. Através da tag <$MTCommentAuthorLink spam_protect="1"$>, ele mascara o e-mail incluído nos comentários. Por exemplo, ze@jose.com vira ze@jose.com.
Mas isso é subestimar os canalhas que fazem spambots. Descobri uma outra tag: <$MTCommentAuthorLink show_email="0"$>, que faz com que os e-mails nunca sejam exibidos (eu, no entanto, os recebo por e-mail).
Portanto, uma combinação dos dois (<$MTCommentAuthorLink spam_protect="1" show_email="0"$>) resolve o problema.
Com a minha consciência em paz, cumpro o triste dever de anunciar que, a partir de agora, só será possível postar comentários aqui digitando um e-mail válido.
Milhares de vietnamitas estão fazendo romarias a uma praia no sul do Vietnã para louvar uma baleia morta. Eles acreditam que uma baleia morta que dá à praia é sinal de boa pesca. A baleia já começou a se decompor.
Já que eles estão adorando qualquer coisa, vou me mudar para o Vietnã. Sempre tive vocação para deus. E certamente cheiro melhor que a baleia putrefata.
Um scammer foi rastreado pelo administrador de um cybercafé em Londres, quando enviava mais um daqueles scams nigerianos. Na luta com a polícia que se seguiu, ele tentou se livrar das provas da mesma forma como via os espiões fazerem nos filmes.
Mastigou o cartão de memória que as continha.
Não deu certo. E ainda não sei se foi para sua sorte ou não. Talvez ver o seu sofrimento no dia seguinte fosse mais interessante que vê-lo condenado.
Lembra da mulher com um tumor de 80 quilos (ou melhor, do tumor gigante com uma mulher)?
Ela saiu do hospital segunda-feira.
O tumor recebeu alta há dois meses e meio.
Um alemão foi escoltado até o seu casamento pela polícia, que o tinha prendido um pouco antes por dirigir bêbado.
Não conheço o sistema penal alemão, mas acho que a pena foi pesada demais. Cadê a Anistia Internacional nessas horas?
A Transilvânia é aqui.
Vampiros — ou melhor, morcegos hematófagos — mataram 13 pessoas numa cidade do Pará, de acordo com a Reuters.
Os morcegos são do tamanho da unha do polegar, atacaram mais de 300 pessoas no último mês e são transmissores de raiva.
Essa coisa de o Brasil chegar ao primeiro mundo está me preocupando seriamente.
Até agora só estamos pegando a banda podre dele: furacões, acidentes espaciais, e agora Dráculas em miniatura.
Quando o Nirvana tocou num festival qualquer aqui no Brasil pude definir minha opinião sobre Kurt Cobain.
O que vi no palco foi um sujeito caindo de tanta heroína, que ao cuspir na câmera metaforicamente cuspia no prato em que comia mas certamente não deixou de exigir o seu cachê, e que achava que mostrar o pintinho pequenininho era “atitude”. Rock and roll, yeah!. Um babaca, em suma.
Lembrei disso agora que todo mundo está comemorando os 10 anos de sua morte. É um dos raríssimos casos em que minha minha opinião não mudou em uma década.
Não acho provável que algum dia assinasse qualquer manifesto em defesa dos animais. Gosto de bichos na medida em que me são úteis — e tenho uma preferência bem definida por animais de carne macia e saborosa.
Mas a imbecilidade em se caçar filhotes de foca para atender à vaidade burra de uma vaca irrita até antropocentristas inveterados como eu. É revoltante que se mate um filhote porque uma perua cafona acha que fica mais bonita com um casaco feito com sua pele, usando-o como substituto de falos que a tratam com desdém.
A ação dos caçadores foi diminuída a partir dos anos 70, quando a indignação mundial fechou mercados importantes como o americano. Mas nos últimos anos, como a idiotice é recurso renovável e inesgotável, o Canadá vem fazendo a festa. Aumentou a cota de animais que podem ser caçados anualmente, de olho em novos mercados como a Polônia e a Rússia, onde putas e mulheres de mafiosos descobriram com atraso as maravilhas bregas do capitalismo.
350 mil filhotes de foca serão mortos este ano. Atualmente é proibida apenas a caça dos filhotes mais novos, com menos de 12 dias e cuja pelagem ainda não escureceu, os whitecoats.
A maioria dos filhotes de foca mortos têm menos de um mês de idade e ainda não aprenderam a comer sólidos ou a nadar. Eles são mortos com uma ou duas pauladas na cabeça.